Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos?

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Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos? Um jovem de 23 anos acredita que sim

Boyan Slat, um jovem de 23 anos está criando um limpador do oceano que poderia remover 7,250,000 toneladas de resíduos de plástico dos oceanos do mundo. Ele acredita que a nova tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos. O dispositivo é basicamente uma rede ancorada por barras flutuantes e plataformas de processamento que são colocadas nos oceanos.

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Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos?

Matriz abrangeria o raio de onde há lixo

Em vez de se deslocar pelo oceano, a matriz abrangeria o raio de onde há lixo, atuando como um funil gigante. O ângulo das barreiras forçaria o plástico a ir na direção das plataformas, onde seria separado do plâncton, filtrado e armazenado para reciclagem.

Slat tinha apenas 16 anos e ainda estava na escola quando encontrou o que  chamou de “problema”. “Em um feriado familiar na ilha grega de Lesbos em 2010, ele tomou uma aula de mergulho e ficou tão chocado com o nível de poluição da água – “havia mais sacos do que peixes lá embaixo” – que prometeu pensar em uma maneira de limpar tudo. E foi o que fez.

O garoto voltou para casa, leu diversos livros e fez o suficiente para ficar por dentro do assunto. Então  elaborou uma ideia de limpeza com um amigo para uma competição de ciências do ensino médio. O trabalho envolveu colocar uma longa barreira no mar para pegar grandes pedaços de plástico. Ganharam a competição.

The Ocean Cleanup Foundation

Slat fundou a The Ocean Cleanup Foundation, uma organização sem fins lucrativos, responsável pelo desenvolvimento de suas tecnologias. Sua solução engenhosa poderia potencialmente salvar centenas de milhares de animais anualmente, e aves marinhas, e ainda reduzir os poluentes. Também poderia economizar milhões por ano. Tanto em custos de limpeza, turismo perdido, quanto em danos aos navios.

Patrocínio passou de US$ 31 milhões

Hoje a empresa emprega uma equipe crescente de 65 funcionários remunerados, de pesquisadores a engenheiros, quase todos mais velhos do que Slat. Através de plataforma de crowdfunding, ele conseguiu patrocínio que recentemente passou de US$ 31 milhões.

Slat disse ao The Telegraph:

Penso que quase todo o plástico já criado ainda existe em algum lugar, de alguma forma. Um estudo global divulgado no mês passado revelou que 91% nunca são reciclados. E 79% estão em aterros sanitários ou no meio ambiente. O plástico de uso único, como garrafas de água, leva 450 anos para decompor. Na última década produzimos mais plástico do que no século passado, isso é muito a se acumular: muitas bonecas Barbie, muitos quadris prostéticos, etc. A este ritmo, na verdade, haverá mais plástico do que o peixe no mar dentro de 33 anos.

O plástico mudou o mundo para o melhor, mas também para pior

Slat não é um “anti-plástico”, porque é bastante difícil assumir essa posição e continuar como um ser humano. Sentado em um sofá feito com plástico, tamborilando em uma mesa de café feita de resíduos de plástico, criando desenhos em um notebook (plástico) e ocasionalmente brincando com seu telefone (plástico), ele admite que o plástico mudou o mundo para o melhor, mas também para pior.

Começando pelo Pacífico

No próximo ano, A fundação de Slat irá lançar barreiras sólidas de 99 quilômetros de comprimento (feitas de polietileno termoplástico e de alta densidade, ambas ecológicas) no mar em pontos estratégicos, começando com o pior de todos eles, o Grande Depósito de Lixo do Pacífico.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/2017/08/04/important-least-try-can-23-year-old-clear-oceans-plastic-waste/.

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2 COMENTÁRIOS

  1. “é bastante difícil assumir essa posição”. O meu primeiro contato em SP com plastico foi em 1955 ou 56 quando compramos pela primeira vez o Sorvex Kibon em copinhos plásticos e bem fedorentos diga-se de passagem e antes disso eu havia usado um suspensório de celuloide que foi o material predecessor dos atuais plásticos. Até então a humanidade não havia sentido necessidades disto que veio a ser a praga ecológica e disseminadora de lixos, pois sem garrafinhas, sem lixos. Água supostamente minerais vinham em garrafas de vidros muito mais seguras e higiênicas. As compras de perecíveis como carnes e peixes eram embrulhados em papel e em seguida reembrulhados em folhas de jornais e eu fiz, em minha fase de adulto jovem, escambos com um vendedor de frangos trocando por “pilha” de uma semana dos jornais O Estado de S. Paulo; apesar das alegações dos chatos de galochas metidos a “cientistas” da época ninguém que conheço morreu em decorrências das práticas, mas na atualidade vemos muito mais mortos e doentes portadores de todas as formas de cânceres devido aos avanços das tecnologias em envenenamento massivo ou sejam os agro tóxicos. Se é verdade que educando as crianças não teríamos de punir os adultos então, se não fossemos tão comodistas e preguiçosos não precisaríamos ou diminuiríamos sensivelmente o uso dos polímeros. Ficam as escolha para as Sofias, Mairas, Mários, Josés…

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