As três maiores ameaças aos Oceanos

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As três maiores ameaças aos Oceanos

O site www.deepblu.com publicou matéria com as três maiores ameaças aos Oceanos. A primeira delas é a pesca. Os seres humanos tornaram-se extremamente hábeis em extrair os peixes e outros animais marinhos do oceano. Infelizmente a indústria de pesca tornou-se tão boa no que faz que os estoques globais de peixes são dizimados a taxas surpreendentes.

Primeira ameaça: a pesca no mundo: 90% dos estoques enfrentam a sobrepesca

Um estudo de 2016 sobre o estado da pesca mundial divulgado pela Food and Agriculture Organization das Nações Unidas (FAO) afirmou que 90% dos estoques mundiais são agora objeto de sobrepesa, ou têm empobrecido consideravelmente. As populações globais de peixes estão no limite da  sustentabilidade.

Uma, em cada cinco pessoas, depende de peixes como fonte primária de proteína


A pesca em si não é inerentemente perigosa. Na verdade, é necessária. O problema é o nível insustentável das atuais práticas de pesca. Cada vez mais os peixes estão sendo retirados com tamanha avidez, que não há tempo para serem substituídos. De acordo com o WWF “a frota pesqueira mundial é duas ou três vezes maior que os oceanos suportariam”. Depois, diz o estudo, práticas como o arrasto levaram ao desaparecimento de milhares de toneladas desperdiçadas, capturadas como fauna acompanhante, que são devolvidas ao mar, mortas. Em terceiro lugar não há áreas protegidas em número suficiente onde os cardumes podem serem repostos.

As três maiores ameaças aos Oceanos, imagem de travessa de peixes
Foto: www.deepblu.com

Governos são incapazes de regular a pesca

A matéria confirma o que já se sabe: a vasta maioria dos governantes não quer ouvir falar em desemprego, a chaga mundial atual. E não agem para fiscalizar a sobrepesa temendo o desemprego. Mas as consequências da sobrepesa “vão muito além dos oceanos”. Ameaçam a subsistência e a segurança alimentar de mais de um bilhão de pessoas.

Segunda ameaça: o aquecimento global

O aquecimento, diz o estudo, é uma enorme ameaça ao futuro da vida na Terra. A temperatura média dos oceanos aumentou em 0,6ºC ao longo do século passado. “enquanto isso parece pouco, diz o estudo, é o suficiente para iniciar uma remenda reação em cadeia que está ameaçando os ecossistemas marinhos”.

Aquecimento global e os corais

De acordo com a National Geographic, “talvez o organismo oceânico mais vulnerável às mudanças climáticas sejam os corais. Os corais são cobertos com algas microscópicas chamadas zooxantelas. Elas são responsáveis não só por suas cores brilhantes, mas para fornecer-lhes alimentos. Estas algas são sensíveis ao aumento da  temperatura. Elas morrem  pelo fenômeno conhecido como branqueamento de corais. Dada a importância vital dos corais aos ecossistemas marinhos (corais servem como berçários para muitas espécies de vida marinha) o aumento no branqueamento é um sinal preocupante do que está por vir.
O mundo está experimentando numerosos casos de branqueamento, como aconteceu na icônica Grande Barreira de Corais.
As três maiores ameaças aos Oceanos, imagem de corais
Foto: www.deepblu.com

O aquecimento promove a acidificação das águas dos Oceanos

Como resultado o pH dos oceanos subiram 30% nos últimos 250 anos. E não mostram nenhum sinal de abrandamento. Quando a água se torna mais ácida fica mais difícil para os animais marinhos retirarem o oxigênio que lhes garante a vida. Além disso a acidificação tem um efeito dramático para animais que usam o carbonato de cálcio como ‘parte de seu corpo’, como mariscos, lagostas, camarões, caranguejos e também os corais. Os níveis maiores de acidez da água tornam mais difícil para que estes animais construam conchas que os envolvem. Quando estas espécies estão ameaçadas elas geram um ‘efeito cascata’ que ameaça também seus predadores.

Aumento do nível do mar

Um estudo do IPCC mostra que “o nível do mar subiu 20 centímetros no último século”. Mas, aponta o estudo, a taxa das duas últimas décadas é o dobro desta medida.

Consequências dos aumento do nível do mar

Ecossistemas marinhos estão sob ameaça. A vida marinha que vive perto da costa enfrentam a ameaça de mudanças na oferta de alimentos e  destruição generalizada dos habitats. As tartarugas marinhas estão especialmente em risco porque dependem de praias de areia para colocar seus ovos. A sobrevivência a longo prazo dos manguezais, que estão no centro dos ecossistemas complexos na transição da terra e o mar, estão em perigo porque dependem do nível do mar constante para a sua sobrevivência e prosperidade.

Terceira maior ameaça: a poluição

A matéria do site www.deepblu.com diz que “de longe, uma das ameaças mais visíveis para os oceanos é a introdução de contaminantes nocivos causados por várias formas de poluição”. Uma quantidade quase insondável de resíduos descartados pelos consumidores e produtos químicos despejados pelas indústrias, desde esgoto humano não tratado a  fertilizantes para produtos plásticos e outros sólidos, faz seu caminho para o oceano a cada ano. E provocam uma série de problemas.

As três maiores ameaças aos Oceanos, imagem de urso polar
Foto: www.deepblu.com

O WWF diz que “quase todos os organismos marinhos, a partir do plâncton mais ínfimo, à baleias e ursos polares, está contaminada com produtos químicos feitos pelo homem”. Fertilizantes ricos em nutrientes lavados pelos rios  provocam a proliferação de algas que empobrecem de oxigénio e sufocam outras formas de vida marinha. 

As três maiores ameaças aos Oceanos, imagem de poluição química dos oceanos
Foto: www.deepblu.com

O Brasil e as três maiores ameaças aos oceanos

Pesca: não é fiscalizada no Brasil. O Ibama tem apenas três barcos para fiscalizar a costa brasileira! Áreas marinhas protegidas: apesar da pressão de ambientalistas o país não sai do lugar. Apenas 1,5% do litoral e mar territorial brasileiro estão protegidos.

Aquecimento global: o Brasil participa ativamente dos acordos sobre o clima. Mas não faz sua parte. No Brasil as emissões sobem em vez de caírem.

Poluição: apenas dois exemplos da inação brasileira: a baía de Guanabara, e o desastre do Rio Doce.

O que você pode fazer para contribuir?

A matéria do www.deepblu.com termina com esta pergunta. E responde desta forma:

1- Reduza o consumo de energia.

2- Antes de comprar frutos do mar e peixes, procure saber a procedência.

3- Use menos plástico. 

4- Faça doações, e participe, de ONGs que trabalhem com o mar.

5- Apoiar políticos que priorizem as questões ambientais e, especialmente, os oceanos.

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