Mudança climática e Brasil: conheça seus impactos

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Mudança climática e Brasil: conheça seus impactos e prejuízos

Mudança climática e Brasil: só em Santos os custos podem ultrapassar os R$ 300 milhões. O jornal Valor Econômico diz que ” o dado pioneiro é subestimado porque considera apenas o valor venal das construções. Mas pontua um cenário que pode ser extrapolado para as cidades costeiras do Brasil caso não se adaptem à mudança do clima”.

Mudança climática e Brasil, imagem de onda explodindo em costão
Mudança climática e Brasil

Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas

O trabalho é promovido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, o PBMC. A Folha de S. Paulo, que também repercutiu o estudo, traz declaração de Suzana Kahn. Ela é presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas:

Está bem ruim mesmo. A situação está difícil, mas a função do relatório é apontar os cenários que podem acontecer

Das 42 regiões metropolitanas dos Brasil, 18 estão localizadas na zona costeira

O jornal ressalta que “das 42 regiões metropolitanas dos Brasil, 18 estão localizadas na zona costeira ou são influenciadas por ela: Macapá, Belém, São Luiz, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Recife, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Vale do Paraíba/Litoral Norte de São Paulo, Baixada Santista, Joinville, Foz do Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre. Esta última, embora não seja oficialmente uma zona costeira, recebe grande influência dela pela sua localização nas margens da lagoa dos Patos”.

Estas regiões respondem por cerca de 30% do PIB

A Folha prossegue: “o relatório mostra que essas regiões, que respondem por cerca de 30% do PIB (produto interno bruto) nacional, estão sujeitas a uma espécie de efeito dominó causado pelo aquecimento global”.

E que, “o efeito mais flagrante da elevação do nível do mar são as inundações das áreas costeiras. Elas afetam diretamente a população e a infraestrutura urbana. O problema, porém, não se limita a isso, mostra o relatório”.

Primeiro relatório brasileiro específico sobre a zona costeira

O Valor Econômico ressalta o que diz o título acima. E traz declaração de José A. Marengo, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden:

Quando se fala em aumento do nível do mar, as pessoas pensam em uma banheira, com a água subindo

‘Mas é mais complexo que isso’, diz o VL, ‘o mar sobe e há a interação com ventos, tempestades, ondas maiores’. Marengo acrescenta:

Pode ser um fenômeno gradual em que ondas crescem ou as águas entram mais dentro de uma cidade depois de uma tempestade

O Valor Econômico explica que, “os efeitos podem ser múltiplos. Desde o esgoto sendo empurrado pelo mar para dentro da cidade tornando-se fonte de doenças, à contaminação de aquíferos pela água salgada e enchentes provocadas pela invasão do mar aos rios. As inundações têm potencial para causar transtornos à rede de transportes, danificar escolas e hospitais e causar estragos à infraestrutura urbana de modo geral”.

Serão alteradas as dinâmicas de fenômenos naturais, como os ciclos de chuvas

A Folha diz que “ao analisar os estudos, os cientistas do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas identificaram que também são alteradas as dinâmicas de fenômenos naturais, como os ciclos de chuvas. Esse tipo de mudança contribui para a intensificação de eventos extremos, como tempestades ou longos períodos de seca”.

E acrescenta: “o estudo ainda mostra que as regiões Nordeste, Sudeste e Sul apresentam uma propensão maior para a ocorrência de desastres naturais”.

Esforço para reduzir as emissões

Segundo a Folha, “a presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, sublinha que, para evitar as piores consequências, é fundamental haver um esforço para reduzir as emissões de gases-estufa”. E, além disso, diz Kanh,

é preciso também combinar as chamadas medidas de adaptação e mitigação

(foto de abertura: WorldPress.com)

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