Microplástico – descoberta patética: partículas caem do céu

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Microplástico e descoberta patética, partículas caem do céu como chuva!

A descoberta que precedeu esta sinistra notícia antecipava o problema. O ‘x’ da questão: Desde que foi inventado o plástico, nos anos 50 do século passado, só 9% de toda a produção mundial foi reciclado. Neste sentido, o da transformação, o plástico pode ser descrito como material desgraçado. A reciclagem é cara e complexa de tal modo que, seja aqui ou na Noruega,  invariavelmente ele acaba no meio ambiente, incluindo os oceanos. Plástico não se desfaz. No máximo quebra- se em minipartículas invisíveis a olho nu, o chamado microplástico. Estas partículas, que já fazem parte de nossa dieta diária, também ‘chovem’ da atmosfera! Esta, a  novidade que pescamos da National Geographic.

Microplásticos chovem dos céus

“Cientistas acabam de registar uma taxa diária de 365 partículas microplásticas por metro quadrado, a cair do céu, nas montanhas dos Pirenéus, no sul da França.”  Abalada, Deonie Allen, investigadora na Escola de Agricultura e Ciências da Vida, em Toulouse, França reconhece,

O microplástico é o novo poluente atmosférico. Foi incrível ver a quantidade de microplásticos ali depositados. Não existiam fontes óbvias para os microplásticos num raio de 100 km

Foi o que disse Allen, principal autora do estudo, publicado na Nature Geoscience. E completou perplexa…

Se usarmos uma luz ultravioleta na rua, definida para um comprimento de onda de 400 nanômetros, e a colocarmos de lado, conseguimos ver todo o tipo de partículas de plástico no ar”, disse. “Dentro de casa é ligeiramente pior. É um bocado assustador.

Como foi feito o estudo

NT explica “Se usarmos uma luz ultravioleta na rua, definida para um comprimento de onda de 400 nanômetros, e a colocarmos de lado, conseguimos ver todo o tipo de partículas de plástico no ar. Dentro de casa é ligeiramente pior. É um bocado assustador. Os investigadores estudaram os padrões do vento para tentar descobrir a fonte dos microplásticos recolhidos, mas num raio de 100 quilômetros não conseguiram encontrar nada – numa região com povoações dispersas e sem grandes atividades industriais, comerciais ou agrícolas.”

A discussão do momento no mundo desenvolvido (que não chega ao Brasil)

“Cientistas alertam para o fato de estarmos criando um “planeta de plástico”. Cerca de 420 milhões de toneladas de plástico foram produzidas em 2015, em comparação com pouco mais de 2 milhões de toneladas em 1950. Durante estes 65 anos, cerca de seis milhões de toneladas acabaram em aterros ou em ambientes naturais. Estimativas feitas por estudo de 2017. Resíduos plásticos que começam como garrafas, embalagens e assim por diante, degradam-se ao longo do tempo. Transformam-se em partículas de microplástico, ou nanopartículas, muito menores. Um dos estudos estima que existem entre 15 a 51 biliões de partículas microplásticas  flutuando nos oceanos. Um bilião é um milhão de milhões. Um bilião de segundos são quase 32 mil anos.”

As emissões da indústria do plástico

“As alterações climáticas são mais uma razão para reduzir o consumo de plástico. Este o alerta de novo estudo, publicado na Nature Climate Change. Quase todos os plásticos são feitos a partir de combustíveis fósseis. Essa indústria produziu emissões equivalentes a 1.7 mil milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2015. Com o volume de produção de plástico duplicando a cada década, até 2050 as emissões podem atingir os 6.5 mil milhões de toneladas, cerca de 15% do orçamento global de carbono. Se a indústria do plástico fosse um país, seria o quarto maior emissor de dióxido de carbono do mundo, seguida da China, EUA e Índia. No entanto, a aplicação agressiva de energias renováveis, a reciclagem e a biomassa como matéria-prima poderiam manter as emissões, em 2050, aos níveis de 2015, observou o estudo.”

Microplástico: entenda o que é

A definição está no próprio nome: partículas ‘micro’, ou muito pequenas, de plástico. Para alguns pesquisadores o tamanho máximo seria de 1 milímetro. Mas a maioria adota a medida máxima de 5 milímetros, o mínimo seria um ‘tamanho microscópico’.

Microfibras

Alguns pesquisadores, como Judith S. Weis (“Cooperative Work is Needed Between Textile Scientists and Environmental Scientists to Tackle the Problems of Pollution by Microfibers” ), dizem que   “de longe, o tipo mais abundante de microplástico nos oceanos são as microfibras (aproximadamente 85%), oriundas de tecidos sintéticos usados em roupas.” Segundo ela, “microfibras foram encontradas até em biópsias pulmonares humanas.”

Regata descobre partículas até no Ponto Nemo, Oceanos infestados de plástico!

Se você gosta dos oceanos e quer mantê-los íntegros para que seus filhos e netos desfrutem de sua beleza, e riqueza em biodiversidade, é preciso mudança de hábitos. As futuras gerações dependem de nossa decisão agora! A regata Volvo Ocean Race descobriu partículas de microplástico até no ponto mais ermo do planeta azul: o Ponto Nemo.

imagem de microplástico
O microplástico é ingerido por peixes e outros seres marinhos. Depois, nós, os seres humanos, comemos estes alimentos impróprios para a saúde. (Foto:http://blog.nationalgeographic.org/)

Inglaterra confirma pneus e roupas sintéticas como maiores contribuintes

Este post já mencionava tecidos sintéticos como ‘provável’ campeão na contribuição ao microplástico dos oceanos. Abordamos a questão, abaixo, no tópico ‘microfibras’. Agora, o jornal inglês The Guardian, que apesar da crise não deixa de abrir espaço para pautas importantes e interessantes como a causa dos oceanos, publica matéria mostrando que através de pesquisas ficou provado que no Reino Unido os dois maiores responsáveis são os tecidos sintéticos, e os pneus de automóveis. Recentemente descobriram partículas no sal de cozinha que usamos. Vivemos uma ‘pandemia’ de plástico. Todos devem se esforçar para usar o menos possível.

Pneus e roupas sintéticas ‘grande causa de poluição por microplástico’

Pneus de veículos e roupas sintéticas são os dois principais contribuintes para a poluição de microplásticos de residências do Reino Unido, de acordo com relatório da Amigos da Terra. O relatório estima que entre 9.000 e 32.000 toneladas de poluição por microplástico entram nos cursos de água britânicos a cada ano a partir de apenas quatro fontes. As duas principais são a abrasão de pneus, com entre 7.000 e 19.000 toneladas  a cada ano, e roupas.

A lavagem de roupa

Até 2.900 toneladas de microplásticos a partir da lavagem de roupas sintéticas, como lã de algodão, podem passar pelo tratamento de águas residuais em nossos rios e estuários.

A relevância da descoberta inglesa

Microplástico é um fenômeno só recentemente estudado. Ainda há muito o que se descobrir. Tanto é verdade que, apesar de haver concordância  com o fato dele já estar em nossa cadeia alimentar, ainda não se sabe quais riscos à saúde essa nova ‘dieta’ trará.

ilustração de poluição por microplástico e contaminação humana
Ilustração:You tube

Acharam a prova que faltava: microplástico em fezes humanas

A notícia chega à terrinha pela Deutsche Welle: “Pela primeira vez, estudo confirma suspeita de que partículas microscópicas de plástico estão no intestino humano. Mas cientistas ainda divergem sobre o que isso significa para a saúde das pessoas.”

Universidade Médica de Viena e da Agência Ambiental da Áustria

“Pesquisadores da Universidade e da Agência Ambiental da Áustria examinaram a dieta e amostras de fezes de oito voluntários em países diferentes. Encontraram quantidades variadas de microplásticos nas fezes de todos.   Os pesquisadores encontraram, em média, 20 partículas de microplástico em cada 10 gramas de fezes. Os tamanhos variam entre 50 e 500 micrômetros.”

Os tipos de plástico encontrados

“No total, nove tipos de plástico foram identificados. Os mais comuns foram os utilizados em embalagens, tecidos sintéticos  e garrafas de água (polipropileno e PET).

Microplástico em amostra de água do Ponto Nemo

Na edição 2018 da regata Volvo Ocean Race um veleiro não disputou apenas a prova. Enquanto veleja contra o relógio, o  ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic‘ (em tradução livre, ‘Limpeza dos Mares – Vire A Maré Contra O Plástico’) recolheu água do mar,  analisada para saber, entre outras, a quantidade de partículas de microplástico ou microfibras por metro cúbico de água.

imagem do veleiro Clean Seas - Turn The Tide On Plastic
O ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ que recolhe amostras de água do mar enquanto compete.

Agora os cientistas já sabem que até no Ponto Nemo há partículas de microplástico!

O Ponto Nemo e o microplástico

De acordo com matéria do www.volvooceanrace.com,  “as descobertas mostram que, perto do Ponto Nemo, havia entre nove e 26 partículas de microplástico por metro cúbico de água.”

imagem de mapa com o Ponto Nemo onde foi encontrado microplástico
O Ponto Nemo, local mais ermo do Planeta. (Ilustração:www.redbull.com)

“Quando os barcos passaram perto do Cabo Horn (mais próximo de terra), na ponta da América do Sul, as medições aumentaram para 57 partículas por metro cúbico.”

A responsabilidade da indústria do plástico

A indústria do plástico precisa ser obrigada, através de nova legislação, a se responsabilizar por parte do problema. É ela quem escolhe os variados tipos de plástico a serem usados em seus produtos. Por outra parte, todas as grandes cidades do país devem ser preparadas para a reciclagem e, mais uma vez, isso depende da ação de políticos. O mesmo deveria acontecer com a indústria de tecidos sintéticos.

Dotar os estados de legislação

Estados como São Paulo (se contentou com a ridícula proibição dos canudinhos, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e outros, que se inspirem em legislações mais avançadas, como as recentes tentativas da Califórnia e São Francisco, nos Estados Unidos, ou a Comissão Europeia.

Nossa ação outra vez

A propósito, nós também podemos copiar o exemplo dos europeus, norte- americanos, e mais de duas dezenas de países, incluindo africanos como Ruanda, que enquadraram o setor criando severas restrições ao material. Como? Sugerindo em nosso local de trabalho, nas escolas dos filhos, consultórios  médicos, etc, que copos, xícaras para café, pratos e talheres de uso único, sejam substituídos. Seria uma belíssima iniciativa. Colaborar é preciso, temos parte na responsabilidade. Economize e evite tanto quanto possível o material.

Que custa pensar adiante de nossas vidas? Temos obrigações éticas com as futuras gerações. Faça sua parte.

Assista ao vídeo, e descubra os brutais problemas dos oceanos recheados por microplástico

Agora, uma animação demonstra os perigos da chuva de partículas ao ser humano, do ponto de vista da saúde pública e  economia. E preste atenção às ações pessoais que cada um pode tomar

Fontes: https://www.theguardian.com/environment/2018/nov/22/tyres-and-synthetic-clothes-big-cause-of-microplastic-pollution?CMP=twt_a-environment_b-gdneco https://www.volvooceanrace.com/en/news/11703_New-data-reveals-microplastics-in-worlds-remotest-ocean.html; https://oceanservice.noaa.gov/facts/microplastics.html; https://blog.nationalgeographic.org/2016/04/04/pesky-plastic-the-true-harm-of-microplastics-in-the-oceans/; https://www.natgeo.pt/meio-ambiente/2019/04/chovem-microplasticos-do-ceu?fbclid=IwAR13hR85PRI3rPSHk4sle1xqJIA8m18R7u8x-5EJe5594wuYACh91mCK-dE.

Ilustração de abertura: Arpad nagy-baggly/Adobe Stock/Wastewiseproductsinc.

 Maré vermelha, saúde dos oceanos e nossa saúde

Repórteres do Mar

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  1. A própria reportagem dá a resposta: AUTOMÓVEIS e ROUPAS SINTÉTICAS. Políticas devem startar por aí. Evidentemente a garrafa PET, copo desc, etc pesam tb, mas MENOS !!

  2. Lá por volta dos anos de 1950 a empresa de um americano disponibilizou seus produtos, Sorvex Kibon em copinhos plásticos, que fediam os monômeros ou polímeros e outros compostos orgânicos, mas como eram novidades incríveis eu os colecionavas para fazer artesanatos. Nestas épocas os líquidos vinham embalados em vidros ou latas e no caso de óleos, fossem comestíveis ou automotivos eram em latas e testemunhei muitos postos de combustíveis que faziam trocas de óleos e mantinham um tambor de 200 litros com funis para extraírem atá as útlimas gotinhas; hoje, embalados em plásticos vão tudo para o lixão e com certeza nada de reciclagens. Também me lembro que devido as péssimas qualidades das águas distribuidas pelos DAE-SP eu contraia diarréias e minha mãe zelosa me servia Água Prata com gás e supostamente mineral (pelo menos tinham resumos das análises FÍSICO/QUÍMICOS) em embalagens de VIDRO; hoje é PET e muitos com águas TORNERAIS e o povo se auto enganando achando que água envasada é ÁGUA MINERAL
    Ainda, no anos 1970 eu leitor dos Estadões, fazia escambo com um vendedor de frangos da feira livre e trocávamos os jornais por um frango inteiro, pois à época se usavam aquele papel cinza de pão para embrulhar carnes, peixes e em seguida eram ambrulhados com jornais que tinham a vantagem de absorver os fluídos e não escorrendo como os filmes plásticos e sacos fazendo aquela sujeira.
    Todos nós queremos as mamatas do mínimo esforço então comprar cervejas e refrigerantes no passado era aquela encheção de saco pois você tinha de entregar suas garrafas que não podiam ter a menor trinca e receber o VALE GARRAFAS para na hora de passar no checkout dos supermercados receber o desconto; hoje é tudo latinha ou aquelas caixas longa vida, que de tão longas NÃO DÁ PARA RECICLAR e já houve empresas que pensaram em vender cervejas em PET.
    O Brasil é um país com péssimos níveis de educação, portanto estes tipos de matérias serão lidos por alguns milhares, mas que não irão pensar de facto no meio ambiente e João Lara Mesquita com toda sua boa vontade ficará apenas como autor de textos, que quiçá sejam lidos e aprendidos lá pelos anos de 8990 DC após a terceira vinda do Cristo.
    Finalizando nos meus tempos de garoto se dizia que o colega comia serragem para evacuar toquinho e isto está virando realidade em breve evacuaremos hastes plásticas.

  3. A matéria afirma que ainda não se sabe o efeito disso em nossa saúde, e depois chama o fato de “problema”. Pode ser mesmo um problema, deve mesmo ser, assim como outros prováveis milhares de micro partículas de outros materiais. Digo isso apenas para evitar esse alarmismo que faz com que as pessoas não levem a sério as ameaças reais ao meio ambiente, como o aquecimento, os níveis de carbono, o próprio plástico – não precisa ser “micro” -, a super população, os desmatamentos e demais mudanças ambientais provocadas pela ação humana. Eu sou completamente a favor do consumo consciente, do pensamento ecológico moderno, de controle e ate do banimento de algumas substâncias sabidamente nocivas, mas nunca se deve esquecer que o maior indicativo de saúde de uma civilização é o aumento constante da espectativa de vida e da capacidade reprodutiva, que são globais e vigorosas, apesar de toda a tragédia ecológica anunciada – por vezes – de forma um pouco exagerada. Isso não é positivo.

  4. Gosto muito das matérias do Mar sem fim, mas é visível que ecologistas desconhecem conceitos básicos de matemática. 1 bilhão é igual a mil milhões e não 1 milhão de milhões. Se ecologistas passassem menos tempo tocando violão na praia e mais tempo com livros certamente prestariam um serviço melhor à natureza.

    • Sergio, antes de criticar os outros por não saberem “matemática”, melhores sua “leitura”, no texto não está escrito bilhão, mas sim, BILIÃO, que como o autor afirma e uma grandeza que corresponde a um bilhão de bilhões

  5. Excelente matéria. Alerta para um dos problemas ambientais mais graves que a humanidade tem que enfrentar e encontrar soluções. Apenas uma correção matemática ao autor da matéria: um bilhão de segundos são quase 32 anos e não 32 mil, como foi erradamente calculado.

  6. Queria comentar que dizer que a reciclagem do plástico é cara e complexa é não falar da falta de investimentos políticas para isso. Na verdade, o plástico não é o único poluente que precisa ser reciclado – nenhum item industrial deveria ser descartado no meio ambiente. O alumínio só é altamente reciclado por questões econômicas, sendo assim o que não se deve fazer é tratar o problema pela ótica simples de que é caro. Várias coisas no mundo são caras, mas precisam ser feitas, como a construção de hospitais. O errado não é o plástico, pela sua flexibilidade e vantagens como material estrutural, mas o uso que fazemos dele. Concordo que o uso de plástico precisa ser reduzido, mas simplesmente banir o material não é racional.

  7. É uma pena que o jornalista tente explorar uma descberta tão importante ideologicamente a partir
    de uma agenda globalista, (que ele nem sabe o que significa – era de se esperar que jornalistas fossem pessoas que estudassem o assunto antes de sair encaixando qualquer coisa na sua “lacração” -sorry, mas eu pecebi.)
    Veja só isso
    “….Um dos estudos estima que existem entre 15 a 51 biliões de partículas microplásticas flutuando nos oceanos. Um bilião é um milhão de milhões. Um bilião de segundos são quase 32 mil anos.”….
    qual a relação que existe quantidade total de (micro)particulas , com contagem de tempo …. ?? Só mesmo uma pessoa mal intencionada querendo espalhar o pânico em crianças.
    Outra forma mais inteligente de abordar, é reconhecer que ” o plastico é uma invenção que mudou pra melhor a vida de milhoes de pessoas desde sua introdução no planeta”, e que os estudos recentes descobriram mais recentemente, que eles se pulverizam em micropartículas.
    Noto que não se fala nada sobre se há estudos conclusivos obre os reais efeitos nos seres vivos , em especial no ser humano. E não existe nenhuma pesquisa jornalistica de informar quais sao os institutos que pesquisam esse tipo de assunto para que alguém , algum jovem ou velho, que queira contribuir possa vir a se aprofundar.
    Ou seja, vocês são muito fracos jornalistas. Isto dito por quem já leu alguma coisa na vida. Vão estudar e tentar procurar e falar a verdade. não é fácil, dá trabalho, mas compensa, pra voces e para todos. Ainda está em tempo. Aliás sempre está em tempo. Assim nos poupará a todos nós leitores , de artigos como esse, raso, incompleto, que se contradiz, um total desserviço ao leitor , a quem supostamente se deveria informar, e não “desinformar” o que é pior que “não informar” a informação que voces passaram é “como microplastico”….

  8. Uma boa resposta seria os governos isentarem de impostos os catadores e recicladores de plastico, hoje se passar com um caminhão cheio de sucata de garrafa Pete é parado e tem que recolher impostos, assim não dá, é material muito barato, diferente de latinhas de alumínio que tem valor, assim é melhor deixar boiando e arrasando a natureza.

  9. Segundo reportagem do Estadão de 12/02/2015 (https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,oceanos-receberam-8-milhoes-de-toneladas-de-plastico-so-em-2010,1633578), um estudo publicado na revista Science concluiu que “juntos, 20 países produzem 83% do plástico sem gestão de resíduos, que pode chegar aos oceanos. A lista, liderada pela China, inclui Indonésia, Vietnã, Tailândia, Sri Lanka, Filipinas e, em menor grau, Estados Unidos, Brasil, Índia, Paquistão, Bangladesh, Myanmar, Malásia, África do Sul, Egito, Nigéria, Marrocos, Argélia, Egito e Turquia”. Ainda segundo o estudo, “o lixo que não é coletado ou se perde nos sistemas de gestão de resíduos é a maior fonte de plástico dos oceanos”.
    Aqui neste blog, recentemente, foi discutido PNRS (Plano Nacional de Resíduos Sólidos) e o seu fracasso. Precisamos de mais ação e menos teoria.

  10. A culpa é 80% dos países desenvolvidos!! Tudo criação deles que agora estão contaminando o quintal deles. Bem feito!! Criaram mas não ajudaram a controlar, só queriam o dinheiro!!

  11. Percebe-se que a humanidade são como pragas e insetos, por onde andam devastam e poluem tudo, e ainda se comentam no futuro povoar outros planetas, não merece.

  12. “Se você gosta dos oceanos e quer mante-los íntegros…” Por que será que veiculam matérias para vocês e nunca para nós; a matéria ficaria muito mais palatável “se nós gostamos dos oceanos e queremos mante-los íntegros…” Parece a mesma besteira da “campanha” Que Brasil você quer” de uma emissora sem vergonha que prega o faça o que falo e não faça o que faço.

  13. “Porque os animais marinhos confundem as partículas com seu alimento e as ingerem. Elas, por sua vez, entram em nossa dieta ao comermos peixes, camarões, ostras, e outros organismos marinhos.”

    João, seu artigo é muito válido e oportuno, mas este trecho caiu mal. Plásticos não podem ser digeridos, muito menos absorvidos, e saem intactos nas fezes se forem ingeridos. Isto vale tanto para animais marinhos, que não os incorporam em sua carne, quanto para nós. Uma coisa é, por exemplo, uma tartaruga marinha comer uma sacola plástica confundindo-a com uma água-viva e morrer de obstrução intestinal por isso, ou os efeitos ainda incertos das micropartículas sobre o plâncton, que são problemas reais causados pela poluição por plásticos. Outra coisa muito diferente é um atum comer uma micropartícula e nós comermos a carne dele, que nunca teve contato com o plástico.

    Não quero minimizar o problema da poluição por plásticos, que é gravíssimo, mas no que diz respeito especificamente ao aspecto de entrar na cadeia alimentar, são problemas muito mais graves os bifenilos policlorados (PCBs), usados como isolantes em transformadores elétricos e na fabricação de plásticos, e o mercúrio. Esses sim, são absorvidos, entram na cadeia alimentar e podem causar câncer, defeitos congênitos e problemas neurológicos e renais. Os EUA já recomendam que mulheres grávidas evitem comer peixes marinhos, especialmente de grande porte, por causa do mercúrio.

    • Goytá entenda que micro partículas são porções tão diminutas que podem sim serem absorvidas pelos organismos e transmitidos nas cadeias alimentares sendo que a nós como topo da cadeia alimentar acumulamos tudo. Você já deve ter lido sobre os cações como os “depositários” de mercúrio metálico exatamente porque comem de tudo e o mar infelizmente está virando um grande depósito de inservíveis para os humanos. Ainda nesta semana você deve ter lido sobre uma baleia morta no sudeste asiático que tinha no estômago “apenas” seis quilos de plásticos em diversas formas, mas em grande parte garrafas d’água e sacolas.

    • Parabéns Goytá, pelo seu lúcido comentário. O trecho do texto, que diz ” Acharam a prova que faltava: microplástico em fezes humanas”, corrobora teus comentários. Se acharam microplástico nas fezes humanas é porque passou incólume por todo o sistema digestório. Quando algum estudo encontrar microplástico no sangue ou em tecidos humanos, então ele possivelmente terá sido absorvido no trato digestório. Aí sim poderá representar ameaça à saúde humana. Tetsuo Shimura parace não ter lido ou não ter compreendido o inteiro teor do seu comentário, Goytá. A crítica do Mendonça, ah….nem vale a pena discutir.

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