Reciclagem do plástico, um drama da nossa geração

14
5728
views

Reciclagem do plástico, o mundo produziu 8,3 bi de toneladas em 65 anos e reciclou só 9%

Os dados do título acima são de uma pesquisa publicada pela Science Advances, em 2017. Você sabia que  o ser humano fabrica quase 20 mil garrafas de plástico a cada segundo (a Coca-Cola sozinha põe no mercado 3.400 garrafas plásticas a cada segundo)?  Por ano são mais de 100 bilhões de garrafas de plástico descartáveis!  Mas o pior é que, embora a maioria das garrafas usadas para refrigerantes e água sejam feitas de tereftalato de polietileno (Pet),  altamente reciclável, as seis principais empresas de bebidas no mundo usam apenas 6,6% de Pet reciclado em seus produtos. E nenhuma  pretende usar 100% de reciclagem do plástico em sua produção global (Greenpeace).

Atualizado

imagem de catador de Reciclagem do plástico
Foto: The Guardian

Novidades em 2018

O site  www.ecowatch.com publicou em 2018: ” Pesquisadores da Colorado State University (CSU) desenvolveram uma solução potencial para o problema da reciclagem de plástico. Em um artigo publicado na Science, eles revelaram um novo polímero com muitas das mesmas características do plástico que pode ser mais facilmente retornado às suas moléculas originais para serem reciclados. E sem a necessidade de produtos químicos tóxicos ou processos laboratoriais complicados.  Eugene Chen, professor de química da CSU cujo laboratório desenvolveu o material declarou:

Os polímeros podem ser quimicamente reciclados e reutilizados, em princípio, infinitamente

“O novo polímero desenvolvido pelo laboratório de Chen compartilha características importantes com o plástico, como resistência, durabilidade, leveza e resistência ao calor.  Ele também pode ser facilmente decomposto usando um catalisador e retornado à sua forma original para reutilização. Chen acredita que ele e sua equipe estão indo na direção certa.”

Seria nosso sonho ver essa tecnologia de polímero quimicamente reciclável se materializar no mercado

E conclui o site: “Se Chen concretizar esse sonho, seu trabalho poderia ajudar governos e empresas a reduzir a poluição por plásticos. Apenas um dia antes de seu artigo ser publicado, mais de 40 empresas britânicas se uniram a um Pacto de Plásticos do Reino Unido que visa, entre outras coisas, obter 30% das embalagens do Reino Unido a partir de fontes recicláveis ​​até 2025.”

O governo brazuca bem que poderia imitar este exemplo…

Um milhão de garrafas de plástico são compradas em todo o mundo a cada minuto…

Pesquisamos na net o que acontece no Brasil e no mundo sobre o plástico. Respostas não são fáceis. É preciso um esforço coletivo: da indústria, dos governos, e a população. Se não houver esta união, a questão pode nos levar a um tremendo impasse.

A matemática é cruel. Segundo a Science Advances, o número de garrafas compradas vai pular mais 20% até 2021, criando uma crise ambiental que alguns ativistas preveem tão grave quanto a mudança climática.

Dois tipos de plástico

São dois tipos diferentes: os termorrígidos ou termofixos e os termoplásticos.

O plástico ‘termorrígido ou termofixo’

Segundo estudo da UNICAMP “os plásticos termofixos são aqueles que não se fundem e uma vez moldados e endurecidos, não oferecem condições para reciclagem. É o caso das telhas transparentes, do revestimento do telefone, do material do orelhão e de inúmeras peças utilizadas na mecânica e especificamente na indústria automobilística.”

imagem de plástico termofixo
O termorrígido ou termofixo (foto: blogdoplastico.wordpress.com)

O Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de Minas Gerais – SIMPLAST diz que “este tipo representa cerca de 20% do total consumido no Brasil.”

Os ‘termoplásticos’

“São aqueles que amolecem ao serem aquecidos, podendo ser moldados. Uma vez resfriados endurecem e tomam  determinada forma. Como o processo pode ser repetido várias vezes, esses plásticos são recicláveis podendo ser reaproveitados.”

imagem de termoplásticos
Os ‘termoplásticos’ (foto: mecanicaindustrial.com.br)

Mas, mesmo assim, há limitações…

“O termoplástico reciclado não pode ser empregado em embalagens de alimentos, a fim de se evitar contaminações provenientes de tintas e produtos tóxicos.

As sete espécies de ‘termoplásticos’, segundo a UNICAMP

A- Polietileno Tereftalato – PET, utilizado em frascos de refrigerantes, de produtos de limpeza e farmacêuticos, em fibras sintéticas, etc..

B- Polietileno de Alta Densidade – PEAD, utilizado na confecção de engradados para bebidas, garrafas de álcool e de produtos químicos, bambonas, tambores, tubos para líquidos e gás, tanques de combustível, etc..

C- PVC – Cloreto de polivinila – V,  utilizados em frascos de água mineral, em tubos e conexões para água, em calçados, encapamentos de cabos elétricos, equipamentos médico-cirúrgicos, lonas, esquadrias, etc..

D- Polietileno de Baixa Densidade – PEBD, empregado nas embalagens de alimentos, sacos industriais, sacos para lixo, filmes flexíveis, lonas agrícolas, etc.

E- Polipropileno – PP, empregado em embalagem de massas alimentícias e biscoitos, potes de margarina, seringas descartáveis, equipamentos médico-cirúrgicos, fibras e fios têxteis, utilidades domésticas, autopeças, etc..

F- Poliestireno – PS, usado em copos descartáveis, placas isolantes, aparelhos de som e de TV, embalagens alimentícias, revestimento de geladeiras, material escolar, etc..

G- Outros, são as resinas plásticas não indicadas até aqui e são utilizadas em plásticos especiais na engenharia e em CD’s, em eletrodomésticos, corpo de computadores e em outras utilidades especiais.

Três tipo de reciclagem do plástico

Além dos dois tipos  de plástico, e das sete espécies do ‘termoplástico’, há três tipos de reciclagem possíveis segundo a UNICAMP. Note que todas estas especificidades tornam o processo de reciclagem ,muito mais complexo que o do alumínio por exemplo.

imagem de Oficina de reciclagem do plástico
Oficina de reciclagem do plástico (Foto: http://www.elobservatoriodeltrabajo.org)
  1. “No Brasil, o maior mercado é o da reciclagem primária. Consiste na regeneração de um único tipo de resina separadamente. Este tipo de reciclagem absorve 5% do plástico consumido no país. É geralmente associada à produção industrial (Pré-consumo).”
  2. “Um mercado crescente é o da reciclagem secundária. O processamento de polímeros, misturado ou não, entre os mais de 40 existentes no mercado.”
  3. “A reciclagem terciária, ainda não existente no Brasil, é a aplicação de processos químicos para recuperar as resinas que compõem o lixo plástico, fazendo-as voltar ao estágio químico inicial.”

Reciclagem do plástico no Brasil

Parece fácil responder a pergunta, certo? Nem tanto. Ao pesquisar  os dados brasileiros encontramos dificuldades. As cifras de várias pesquisas, sites especializados, ‘grande imprensa’, e da própria indústria do plástico, não batem. Um ponto, entretanto, é consenso: a taxa de reutilização é baixa. A reciclagem do plástico não anda bem no Brasil. A maioria das taxas encontradas giram em torno de 20%.

Reciclagem do plástico no mundo – alguns dados

Como dissemos, o problema é mundial. A seguir, dados da…

Europa

Em 2011 o país campeão na reciclagem de plásticos foi a Suíça (53%). Em seguida, a Alemanha (33%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%), Itália (23,5%), países que incineram a maior parte do plástico coletado seletivamente (dados do Cempre). Antonio Silvio Hendges informa que “a média da União Europeia (2012) foi 25,4%.”

Estados Unidos

De acordo com a Environmental Protection Agency- EPA,  9,5% de material plástico gerado no fluxo de resíduos sólidos municipais (MSW) dos EUA foi reciclado em 2014. Outros 15% foram queimados para energia. E 75,5% foram enviados para aterros sanitários.

Os três atores: a indústria, o governo, e os cidadãos

Da pesquisa feita pelo Mar Sem Fim, destacamos alguns pontos que envolvem os três protagonistas deste drama mundial. O plástico é um dos materiais mais poluentes e com menor taxa de degradação no meio natural (estimativas indicam 500 anos para ele se desfazer).
O plástico está entupindo os oceanos, inviabilizando a vida marinha, cuja cadeia de alimentação já foi atingida pelo material; e voltando-se contra o ser humano que consome peixes e frutos do mar e, junto com  eles, o plástico que nós mesmos produzimos e descartamos de forma errada.

A indústria do plástico

No Brasil, o consumo chega a 10 Kg por ano/por pessoa. Na Europa e Japão, 50 Kg por ano/por pessoa. Nos Estados Unidos o número é de 70 Kg por ano/por pessoa.

imagem de indústria de plástico
A reciclagem do plástico deveria se modernizar como a indústria do produto (Foto: http://www.sindicatodaindustria.com.br)

A produção anual subiu de 2 milhões de toneladas métricas, em 1950, para 400 milhões de toneladas métricas, em 2015. Um estudo de 2017 da Science  informa que,  “das 6,3 bilhões de toneladas de lixo plástico produzidas de 1950 até 2015, apenas 9% foram reciclados12% terminaram incinerados, e 79% estão acumulados em aterros sanitários ou no ambiente natural.”

Roland Geyer, principal autor do estudo e professor-associado da Escola de Ciências e Gestão Ambiental da Universidade da Califórnia,  explicou:

Espero que nossos números mostrem que apenas continuar a reciclar e incinerar plásticos — alternativas que usamos atualmente — não é o suficiente. Precisamos repensar fundamentalmente a forma como produzimos e utilizamos esse material.

Empresas devem planejar descarte

Ana Maria Domingues Luz, ambientalista e presidente do Instituo GEA – Ética e Meio Ambiente, disse ao Correio Brasiliense:

Acredito que as empresas deveriam planejar o descarte de suas embalagens e produtos antes de eles serem produzidos. Eles fabricam, mas não levam em conta qual será o destino final de sua produção.  A indústria precisa pensar em alternativas para que seu produto não vá para o lixo, como parcerias com cooperativas de reciclagem, por exemplo.

Apoio público ou privado

O professor Leandro Fraga, coordenador de pesquisa da FIA (Fundação Instituto de Administração), disse sobre a indústria do plástico e reciclagem:

Trata-se de uma cadeia produtiva que se desenvolve com seus próprios recursos e poderia fazer ainda mais se contasse com apoio público ou privado

O exemplo da Natura:  “Dentro do processo de desenvolvimento de produtos, reduzimos o consumo de materiais de embalagens e incorporamos o material reciclado pós-consumo”, conta o gerente de sustentabilidade da companhia, Keyvan Macedo (O Tempo Economia).

Também disponibilizamos refil desde 1983. Com isso, o consumidor tem acesso a produtos com custo mais acessível, já que o refil utiliza menos material de embalagem”, conclui.

Os governos

Paulo Da Pieve, especialista em economia circular e sustentabilidade e coordenador do grupo de resíduos sólidos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), declarou ao site O Tempo Economia:

Falta investimento na indústria de reciclagem.  Em outros países, como a Alemanha – que desde 2010 já recicla mais de 50% do seu lixo –, existem subsídios para as empresas que utilizam material reciclado. No Brasil não tem incentivo. Pelo contrário, tem uma tributação que o encarece. O imposto incide no produto quando ele é matéria prima e depois, quando é reciclado. No caso do plástico, chegam a incidir oito impostos. Não existe o incentivo fiscal necessário para estimular o desenvolvimento dessa cadeia de material.

Desrespeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos

O desrespeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei nº 12.305/10), que prevê o fim dos lixões nos municípios, é outro problema que dificulta o desenvolvimento da indústria de reciclados no Brasil.

Aterros sanitários

O Tempo Economia explica que “a construção dos aterros sanitários facilita a reciclagem do produto descartado. Muitas prefeituras não se adaptaram à lei que previa o descarte de todo o lixo do país em aterros sanitários até 2014. O Senado (2015) prorrogou o prazo de adaptação. Os municípios passaram a ter de 2018 a 2021 para se adequarem à lei, de acordo com o seu tamanho.”

imagem de aterro sanitário e catadores de material para reciclagem do plástico
Os aterros são um dos problemas da enorme cadeia de reciclagem do plástico (Foto:http://www.gazetadopovo.com.br)

Incentivo à economia privada

Estudo da Unicamp conclui: “o governo deveria incentivar a economia privada na execução dos serviços de coleta seletiva dos plásticos. Essa parece a melhor política a ser seguida pelos administradores municipais. Ela traz  conseqüências  positivas para a proteção do meio ambiente.”

Política de preços mínimos

O IBGE confirma, em matéria do noticias.uol.com.br,  “o estabelecimento, pelo governo federal, de preços mínimos para os materiais recicláveis deve elevar a proporção de materiais reciclados.

Limpeza urbana

O site www.plastico.com.br sugere “sistemas eficientes de limpeza urbana, ampliação da coleta seletiva no País e a conscientização da população. Com isso pode-se criar uma cadeia produtiva da indústria da reciclagem.”

imagem de garis de limpeza urbana
O investimento em educação de qualidade está abaixo das taxas de reciclagem do plástico (Foto: http://www.maceio.al.gov.br)

A responsabilidade dos cidadãos

Consumir com responsabilidade. Evitar desperdícios, descartar no lugar correto, separar para a reciclagem, e usar plástico o menos possível. Por exemplo, é extremamente fácil abolir totalmente os canudinhos de plástico. Só nos Estados Unidos são produzidos 500 milhões de canudinhos por dia!

Exercendo cidadania e reciclagem do plástico

Pressione as empresas que usam plástico sem se importarem com o descarte. Caso da Coca- Cola, por exemplo. Se você for comprar um mesmo produto que seja embalado em plástico, ou outro material, prefira o último. As embalagens são uma parte enorme do problema. Você joga no lixo, e elas vão parar nos oceanos.  Portanto, preste atenção ao ir às compras. Outro exemplo são os copos descartáveis usados em empresas, consultórios, escolas, etc. Converse com os responsáveis. É preciso cessar de vez a produção de copos descartáveis. Que cada um use o seu, ou lave depois do uso.

APP “Reciclagem de Plásticos”

O APP “Reciclagem de Plásticos” permite ao usuário acessar rapidamente o endereço do PEV mais próximo de sua casa ou estabelecimento comercial. As buscas pelo PEV ou por recicladores podem ser feitas por meio do CEP, nome de rua e, no caso dos aplicativos para celular, por georreferenciamento automático, quando o aparelho possuir essa função.”

Baixe aqui o APP “Reciclagem de Plásticos”

Os dados podem ser acessados gratuitamente pelo APP “Reciclagem de Plásticos”,  disponível aos usuários de smartphones com sistema iOS e Android, ou via internet.

EPS – Poliestireno expandido (isopor®), também pode ser reciclado em São Paulo. De acordo com matéria da ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico. A matéria informa que, “criada em 2012, a Cooperativa Viva Bem é a única a realizar a triagem e gestão dos resíduos de isopor® na cidade de São Paulo, e uma das poucas unidades no País. Ela conta com uma máquina que retira o gás do EPS (12 bags de resíduos de EPS – cada um com 24 quilos-, fazem 1 bag de EPS sem o gás). Uma das características desse tipo de reciclagem é a economia de água (que tem uso zero) e energia elétrica, que chega a um consumo similar ao de uma lâmpada de led.”

Assista ao vídeo e veja onde vai parar o plástico que nós usamos no dia a dia:

Fontes virtuais no Brasil:

http://www.plastivida.org.br/images/releases/Release_091_Reciclagem_Plasticos_.pdf; https://www.ecodebate.com.br/2015/09/04/a-reciclagem-no-brasil-em-2014-artigo-de-antonio-silvio-hendges/; https://www.embalagemmarca.com.br/2016/10/levantamento-mapeia-a-reciclagem-de-plasticos-no-brasil/; http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/07/22/interna_ciencia_saude,611649/plastico-mundo-produziu-8-3-bi-de-toneladas-em-65-anos-e-reciclou-so.shtml; http://cempre.org.br/artigo-publicacao/ficha-tecnica/id/4/plasticos; http://www.otempo.com.br/capa/economia/brasil-perde-r-120-bilh%C3%B5es-por-ano-ao-n%C3%A3o-reciclar-lixo-1.1423628; http://www.unicamp.br/fea/ortega/temas530/mariana.htm; http://www.portalsaofrancisco.com.br/meio-ambiente/reciclagem-do-plastico; http://simplast.com.br/; http://www.abiplast.org.br/noticias/reciclagem-de-isopor–do-pre-carnaval-a-pascoa/20180301092742_Z_166.

Fontes virtuais no mundo: 

http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/environment/environment-at-a-glance-2015_9789264235199-en#page30; https://www.thebalance.com/plastic-recycling-facts-and-figures-2877886; https://www.epa.gov/; https://www.ecowatch.com/plastic-recycling-science-2563822458.html?xrs=RebelMouse_fb&ts=1524845400

Ilustração de abertura: www.packagingsa.co.za

Conheça o trabalho da BBC, um primor em prol do meio ambiente marinho

COMPARTILHAR

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

14 COMENTÁRIOS

  1. Vamos “delirar” um pouco sobre reciclagem; o Brasil costuma se ufanar que é o maior reciclador de alumínio, mas não se ufana em falar que em outros países colher latinhas é modo de subsistência e que no exterior costumam ser atos voluntários e responsáveis.
    Imagine que você imbuído do espirito conservador do planeta resolva montar uma usina de reciclagem de plásticos e em primeiro lugar terá de conseguir um “belo” terreno e por belo entenda área, que deveria estar na periferia da cidade e facilmente acessível por vários tipos de veículos, que fosse seguro pois neste quesito perdemos para qualquer país em conflitos. Imagine que conseguiu tal espaço e antes que consiga pensar nas facilidades que precisa um sujeitinho armado de identidade da prefeitura irá te abordar querendo satisfações ou propinas para não ver. Se tudo fosse um fiscalzinho de prefeitura vá lá, mas em seguida virão os da vigilância sanitária, da conservação do meio ambiente e os das fazendas estadual e federal. Enfim você é um sonhador acha que vale a pena seu espírito pela humanidade e começa a recolher as sucatas (recolher = comprar), mas como a sociedade é segura um carinha qualquer resolve que é festa junina e mete fogo naquilo que você comprou; virão bombeiros e em seguida te multarão por ter lançado fumaça negra e fedorenta no ar…. e muito mais blá, blá blá e ainda assim você se empenha afinal o futuro precisa ser preservado e quando você descobre que seus custos mensais extrapolam a R$ 50.000 e seu faturamento bruto mensal totaliza a fantástica quantia de R$ 5.000.

    Dois meses depois o cara foi internado num manicômio ou numa UTI do SUS.

  2. No site http://www.albatrossthefilm.com existe um filme documentário, livre e que pode ser baixado gratuitamente, feito ao longo de oito anos para mostrar a vida de uma ave que se reproduz as ilhas Midway no oceano Pacífico, o albatroz de laysan, e o grave impacto do lixo plástico, originário de várias partes do planeta sobre essas aves. Um filme intenso e muito bem feito que recomendo assistir com calma e reflexão. Observação: Os produtores ainda estão finalizando as legendas em português, mas há legendas em inglês, francês e espanhol.

  3. João

    Tem uma empresa que desenvolveu um revestimento 100% de PET reciclado. Sugiro que vc de uma olhada no site e facebook deles, acho que chama Rivesti. Se o negocio for sério, é mais uma ajuda nesse problema do plástico.

    Att.

    Marcio

  4. A questão do plástico é muito importante e deve mexer com interesses poderosíssimos. Por exemplo, é impossível se utilizar material reciclado para fazer garrafas plásticas para água ou bebidas. Há um emaranhado de leis, normas, portarias, intruções normativas e afins que acaba condicionando a matéria prima. Segundo as associações de catadores se houvesse alguma boa vontade com 2 ou 3 detalhes poderia-se reciclar quase todo o PET usado no Brasil. Bastaria não usar cola para prender os rótulos, lacres que não permaneçam na garrafa PET (aquele anel de plástico colorido da tampinha que fica no gargalo contamina o PET no processamento) e para ter quase 100% de reciclagem não adicionar cor ao PET. EMbalagens transparentes são muito mais fáceis de reciclar e não ter que separar por cor agiliza muito a reciclagem.

  5. Lei para incentivar a coleta e reciclagem de materiais plásticos.
    OBRIGAR AS EMPRESAS A RECOMPRAREM AS EMBALAGENS DE SEUS PRODUTOS.
    Os próprios catadores irão se organizar para separar as embalagens e materiais plásticos por produto, entregando este material em postos de coleta comuns a vários fabricantes. Benefício social direto imediato. Preço estabelecido para cada produto em particular, a partir de um critério oficial comum. O destino final cabe a cada fabricante Nenhum centavo de incentivo ou de custo para o governo. Grande percentual de material reciclado por uma grande rede de pessoas com situação social precária. Prioridade para os plásticos mais prejudiciais ao meio-ambiente. Para plásticos sem marca de fabricante, rateio do valor a ser pago proporcionalmente à quantidade distribuída por cada fabricante, proporcionalmente à quantidade de material saído da fábrica. Postos de coleta podem ter espaço obrigatoriamente reservado em páteos de supermercados e grandes lojas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here