Importância dos corais, e suas ameaças mundo afora
Por sua biodiversidade, a importância dos corais é fundamental para a vida marinha. Eles são como as florestas tropicais para a fauna e flora mundiais. Não há nada que se compare aos corais no mar. Cerca de 1/4 de todas as espécies de peixes dependem deles para sobreviver (Atualizado em 2026).
O que são corais?

Corais são animais cnidários (saiba mais), formam colônias exclusivamente marinhas. O corpo é chamado de pólipo, uma estrutura cilíndrica em forma de saco, com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade: a boca. Cada indivíduo em uma colônia de coral é chamado de pólipo. Um recife de corais é coberto por milhares de pólipos. Quando morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos e assim por diante.

A formação dos corais
Eles existem há cerca de 250 milhões de anos. Muitos corais mantêm uma simbiose com microalgas, ou seja, uma associação que beneficia ambos.
As algas vivem no interior dos corais. Por meio da fotossíntese, fornecem compostos orgânicos que alimentam seus parceiros. Em troca, os corais oferecem abrigo e nutrientes às algas.
Mais lidos
Trump tenta renomear o oceano Atlântico: um insulto ao mundoRecifes de coral rasos: o mundo se aproxima de perda irreparávelUm negacionista na Casa Branca: o retrocesso ganha o mundoOnde ficam os corais
Os corais formadores de recifes vivem principalmente em águas quentes, claras e rasas. Entretanto, outras espécies habitam águas profundas em várias partes do mundo.
Os corais ocorrem em mais de cem países e territórios. Já os recifes tropicais formam uma faixa ao redor do planeta, próxima à linha do Equador. Além disso, concentram-se principalmente no lado ocidental dos oceanos Atlântico e Pacífico.
A distribuição pelo mundo
Os recifes de coral cobrem cerca de 284.300 km². A região do Indo-Pacífico reúne a maior parte: 91,9% do total. Essa área inclui o Mar Vermelho, o Oceano Índico, o Sudeste Asiático e o Oceano Pacífico.
Por sua vez, o Oceano Atlântico e o Mar do Caribe concentram 7,6% dos recifes.
Leia também
Erosão em Boa Viagem ameaça novo calçadão de R$ 146 milhõesConstrução naval em Itajaí vive novo ciclo de expansãoParcel de Manuel Luís: corais e naufrágios no meio do AtlânticoQuais são os tipos de corais
São três: os de franja, de barreira e o dos atóis. Os dois primeiros, são continentais; o terceiro, oceânico. Os continentais crescem nas margens continentais. Os oceânicos, em pleno oceano e quase sempre relacionados a montanhas submarinas.
Importância: 65% dos peixes dependem deles
Como habitat marinho, é o mais rico de todos. Uma, em cada quatro espécies marinhas vive nos recifes. Incluindo 65% dos peixes. Mais de 5.000 espécies de peixes, 10.000 de moluscos e uma quantidade incontável de algas e crustáceos vivem e se reproduzem em torno das estruturas coralíneas.
Proteção da costa e fármacos marinhos
Os recifes protegem a costa da força das ondas. Além disso, fornecem matéria-prima para pesquisas farmacológicas. Organismos desse ecossistema fornecem compostos para desenvolver medicamentos contra hipertensão, infecções e tumores, entre outros.
Segundo Wilkinson (2002), cerca de 500 milhões de pessoas em países em desenvolvimento dependiam de algum serviço desse ecossistema.
Os maiores corais do mundo

A Grande Barreira de Coral, da Austrália, ajuda a compreender a importância dos corais. Afinal, é a maior formação recifal do planeta, com cerca de 350 mil km². Além disso, estende-se por 2.600 quilômetros e abriga mais de 400 espécies de corais. Sua largura varia de 30 a 740 quilômetros. Por sua dimensão, podemos observá-la do espaço. Entretanto, esse patrimônio enfrenta enormes ameaças.

Barreira de corais de Belize
Em segundo lugar vem a barreira de corais de Belize. Em seguida, aparecem os recifes do Mar Vermelho. Eles se estendem por 1.900 km ao longo da costa do Egito.
Já o recife da Nova Caledônia fica no Oceano Pacífico e tem 1.500 km. Outra grande formação é a Barreira de Coral Mesoamericana, com 943 km, próxima ao México.
Para proteger esse patrimônio, o México fez um seguro de seus corais. Além disso, o mundo reúne mais de 2.000 espécies conhecidas de corais.

orais enfrentam dificuldades para construir e manter seus esqueletos calcários. Além disso, o aquecimento da água pode provocar branqueamento e morte.
As algas do fitoplâncton também capturam CO₂ durante a fotossíntese. Nesse processo, liberam oxigênio. Depois, parte do carbono chega às águas profundas e ao fundo do mar.
Entretanto, outras pressões agravam os danos aos recifes. Entre elas estão o turismo desordenado, a poluição e a turbidez da água. Somam-se a essas ameaças a pesca predatória e até o aterramento de corais pela China.
Aquecimento provoca diminuição das algas do fitoplâncton: outra ameaça ao coral
As algas são fundamentais para o coral. Lembre-se da ‘simbiose’ explicada acima. A revista Nature publicou os resultados de uma pesquisa arrasadora. Ela aponta evidências que o aquecimento está atacando a base da cadeia alimentar de vida marinha diminuindo a quantidade de algas do fitoplâncton.
Conclusão da pesquisa da Nature:
nos últimos 60 anos houve queda de 40% das algas do fitoplâncton. De acordo com os cientistas, a diminuição estaria ligada ao aquecimento do planeta, e ao aumento da temperatura dos oceanos.
Importância dos corais na costa brasileira
O Brasil apresenta pouca diversidade de corais recifais de águas rasas em comparação com outras regiões tropicais. Entretanto, abriga espécies que não existem em nenhum outro lugar do planeta.
Um estudo publicado em 2024 reuniu registros de 20 espécies de corais e hidrocorais associados a microalgas. São 16 espécies de corais-pétreos e quatro de corais-de-fogo, distribuídas em 11 gêneros e nove famílias.
Além disso, três das quatro espécies de corais-de-fogo só ocorrem no Brasil. Por isso, sua conservação tem importância mundial.
Da foz do Amazonas até o sul da Bahia
Os recifes se estendem da foz do Amazonas até Nova Viçosa, no sul da Bahia. Essa faixa supera 3.000 quilômetros. Além disso, as ilhas oceânicas também abrigam formações coralíneas.
Esses ambientes sustentam uma enorme biodiversidade marinha. Para proteger parte desse patrimônio, o governo federal criou a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais em 1997. A unidade abrange trechos de Alagoas e Pernambuco.
Já no sul da Bahia, o banco de Abrolhos abriga importantes formações de corais do Atlântico Sul.
Único banco de corais do Atlântico Sul
Essa singularidade aumenta a importância de Abrolhos. Assim, em 1983, o governo federal criou ali o primeiro parque nacional marinho brasileiro: o Parque Nacional dos Abrolhos. Sua principal missão é proteger esse tesouro da costa brasileira.
Entretanto, o derramamento de óleo de 2019 ameaçou tanto os corais do Nordeste quanto o banco de Abrolhos. A partir de setembro daquele ano, o petróleo atingiu o litoral da região.


O calor provoca mortandade de corais no Nordeste
Em 2024, ondas de calor marinhas provocaram branqueamento e morte de corais no Nordeste. Segundo o balanço do Projeto Coral Vivo, os impactos atingiram locais como Maragogi, Natal e Salvador. O Mar Sem Fim relatou o cenário em Branqueamento de corais no Nordeste provoca mortandade, publicado em 2 de janeiro de 2025.
Já no sul da Bahia e no Sudeste, o calor teve menor intensidade e duração. Por isso, os corais dessas regiões apresentaram baixa mortalidade naquele episódio. Entretanto, a perda de recifes ameaça a biodiversidade e compromete a pesca e o turismo. Além disso, reduz a proteção natural das praias contra a erosão.
Monocultura da cana-de-açúcar
A monocultura da cana-de-açúcar também ameaça os corais. No Nordeste, as lavouras substituíram trechos de Mata Atlântica e avançaram até perto da costa.
Quando chove, a enxurrada arrasta terra para os rios e o mar. Com isso, aumenta a turbidez da água e reduz a luz disponível para os corais associados a microalgas.
Além disso, o escoamento pode transportar agrotóxicos e fertilizantes. Esses produtos comprometem a qualidade da água e prejudicam os recifes.
Alerta global: Recifes de coral rasos se aproximam de uma perda irreparável
O alerta é global: os recifes de coral se aproximam de uma perda irreparável. Segundo avaliação da IUCN divulgada em outubro de 2026, 96% dos sistemas de recifes rasos avaliados enfrentam risco extremamente alto de colapso até 2075. Com isso, comunidades costeiras podem perder alimento, renda e proteção contra as ondas. Ainda há tempo para reduzir os danos. Porém, precisamos cortar emissões, tratar o esgoto e combater a pesca excessiva. O custo da omissão já aparece no mar.
Assista este vídeo para ver a beleza dos corais.
Fontes: Projeto Coral Vivo; wikipedia;http://www.icmbio.gov.br; http://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/corais; https://mood.sapo.pt/os-maiores-recifes-de-coral-do-mundo/#slide=8; Impacts of Ocean Acidification on Coral Reefs and Other Marine Calcifiers: A Guide for Future Research;http://www.radionz.co.nz/international/pacific-news/294630/global-need-for-more-marine-protected-areas.










Em “os maiores corais do mundo” vemos que até nesta área somos destituídos de capacidades.
Em “os maiores corais do mundo vemos que até nesta área somos destituídos de capacidades.
O ultimo organismo que aparece no vídeo não é um coral, é um poliqueto.
obg . me ajudou com o trabalho de ciências :)
um depende do OURO. Íncrivel! esta internet esta cheia de erros ortográficos. Era só o que me faltava!
oi por acaso vcs tem um grafico da quantidade de pessoas envolvidas na proteção dos corais?
e
RESPONDE MUITAS PERGUNTAS