Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade

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Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade:  considera-se que há a superpopulação de determinada espécie quando o número de indivíduos, por algum motivo, aumenta de maneira a causar um desequilíbrio no ecossistema podendo prejudicar, inclusive, a sobrevivência de outras espécies. Esse é o cenário atual em que vivemos no planeta Terra.

Recordamos que o planeta é o mesmo desde Adão e Eva. Mas hoje seus descendentes somam 7,4 bilhões de pessoas. Ainda no século 21 seremos 10 bilhões!

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade

A superpopulação causa um desequilíbrio em diversos ecossistemas, prejudicando e  interferindo na sobrevivência de outras espécies, como por exemplo, os animais marinhos (e os terrestres também), e os ambientes naturais.

Alerta sobre a superpopulação na Terra

O alerta sobre os riscos da superpopulação tem sido tema de livros e discussões há muitas décadas. Mas somos teimosos e não aprendemos as lições. Em 1968, o biólogo americano Paul R. Ehrlich, da Universidade Stanford, em São Francisco, Califórnia, publicou o livro ‘A Bomba Populacional‘ que acendeu o pavio de uma enorme polêmica.

Experiente analista das agressões ao ambiente e com profundos conhecimentos de ecologia, ele não se preocupava com a mera falta de espaço num mundo superpopuloso.

Naquela época, já antecipava os terríveis fenômenos que surgiriam nos anos 80 e 90. Efeito estufa, chuva ácida, Aids, escassez de alimentos, destruição da camada de ozônio, redução da diversidade biológica e das florestas tropicais.

Tudo isso, argumentava o cientista, faz parte de um grande distúrbio da natureza, em escala planetária. De lá pra cá, sua “profecia” foi se concretizando cada vez mais, abateu-se sobre nós a pandemia, não prevista pelo autor, mas sim a causa, a destruição da biodiversidade.

Foi este o gatilho para o surgimento do novo coronavírus, como já comentamos, uma zoonose que botou de joelhos a humanidade.

Hoje o desequilíbrio causado pelo super consumismo gera debates internacionais, conferências, metas de redução de gases de efeito estufa, consumo hídrico, instalação de energia limpa, entre outros compromissos anunciados internacionalmente. Está mais que na hora de debatermos o controle de natalidade com seriedade.

E já há cientistas alertando que a sexta extinção em massa, desta vez provocada por nossos hábitos, começou. Sobre o estudo que determinou esta percepção disse Jonathan Payne, da Universidade de Stanfordo principal autor

O que nos surpreendeu foi  não vermos um tipo semelhante de padrão em qualquer dos eventos de extinção em massa anteriores que estudamos

Controle de natalidade

Ainda na década do sessenta, Jacques Cousteau provocou polêmica ao defender que se discutisse a questão de forma aberta, numa tentativa de quebrar o tabu. Mas o assunto continua com a marca de sempre: um tabu, evitado pela media tupiniquim, mas não a estrangeira.

O Mar Sem Fim dá a sua contribuição ao questionar expoentes da política ou da ciência sobre  o que pensam da questão. Entre outros, responderam o ex-presidente Fernando Henrique, o glaciologista Jefferson Simões, e o oceanógrafo Alexander Turra, da USP. É interessante conhecer as opiniões bem alicerçadas, mas diferentes.

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade e os fotógrafos em ação

Inspirados por este tema e preocupados em mostrar realidades que podem não fazer parte seu dia a dia, alguns fotógrafos decidiram registrar os efeitos da superpopulação versus super consumismo ao redor do mundo.

Acompanhe as imagens e sinta-se na obrigação de fazer algo para mudar a situação de nossa casa, o pouco que você fizer  pode ser muito.

Ondas Imobiliárias

Superpopulação na Cidade do México em “ondas imobiliárias”. E pense sobre isso: de acordo com a ONU “1 em cada 3 pessoas no mundo não tem acesso a água potável. Cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm serviços de água potável gerenciados de forma segura.”

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de ondas imobiliárias de superpopulação
Fotografia: Pablo Lopez Luz

Oceano em chamas

Vista aérea de um fogo de óleo após o desastre de petróleo em águas profundas em 2010 no Golfo do México, e saiba que de acordo com levantamento da BBC, 2019, “o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, com US$ 1,90 (R$ 7,90) ou menos por dia é de 735 milhões.”

Fotografia: Daniel Beltra / Greenpeace

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de oceano em chamas

Confinamento animal para produção industrial no Brasil

E saiba que em 2018, de acordo com o Banco Mundial,  “quase metade da população mundial — 3,4 bilhões de pessoas — ainda luta para satisfazer as necessidades básicas.”

Fotografia: Daniel Beltra / Greenpeace

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de confinamento de animais
Confinamento de animais. (Fotografia: Garth Lentz)

Morros carecas

O  Canadá não tem sido gentil com suas florestas nativas, como visto pela exploração madeireira em Vancouver. Dá pra entender a pressão pelo que acontece na Amazônia e Pantanal em 2020?

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de morro sem vegetação
Fotografia: Garth Lentz

Onda Trash

O surfista indonésio Dede Surinaya surfa uma onda em uma baía remota, mas coberta de lixo em Java, Indonésia.

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de onda cheia de lixo
Fotografia: Zak Noyle

Favelas ou comunidades?

Moradores que habitam favelas de Port-au-Prince, Haiti, enfrentam condições de vida sombrias no país mais pobre do hemisfério ocidental. Em 2020, segundo a Agência Brasil, “O Brasil tem 13,6 milhões de pessoas morando em favelas.”

Foto: Google Earth / 2014 Digital Globe

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de favela

Pássaro de plástico

No Atol de Midway, no Pacífico, longe dos centros do comércio mundial, um albatroz morre com estômago cheio de plástico.

Fotografia: Chris Jordan

Superpopulação e super consumismo, nossa triste realidade, imagem de estômago de ave cheio de plástico

Pense sobre seus hábitos de consumo e lembre-se que, se todos consumirem como os norte-americanos os mais ricos do mundo, seria preciso dois planetas e meio para dar conta do recado. Nossos hábitos estão longe de serem sustentáveis, consumimos muito mais do que a capacidade de reposição da biosfera.

Se não mudarmos as futuras gerações pagarão caro, muito caro.

Os Oceanos

Nunca, em toda a história da vida na Terra, uma espécie alterou tanto o planeta, e em uma escala tão rápida, quanto a humanidade. Mudamos os cursos de rios, alteramos a composição química da atmosfera e dos oceanos, domesticamos plantas e animais a ponto de sermos considerados uma “força tectônica” no planeta. Esse impacto é tão forte que alguns cientistas estão propondo mudar a época geológica – deixaríamos o holoceno, que começou com o fim da era do gelo, e passaríamos ao antropoceno, a época dominada pelo homem.

A declaração é do cientista Carlos Nobre, representante brasileiro do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, que quer dizer, Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima).

O lixo e outro horrores

Estimativas da FAO indicam que  cada pessoa produz em média 1 kg de lixo por dia, somos 7,4 bilhões; igual a uma montanha do tamanho do Everest por dia, 365 dias por ano. Isso justifica ondas como a do surfista indonésio Dede Surinaya. Obra ‘nossa’,  consequência de sermos 7,4 bi no planeta.

E nem todos cuidam de seu lixo. Alguns não podem, não têm condições como se viu nas fotos; outros têm, mas não o fazem, basta sair de carro por São Paulo para ver a quantidade de lixo lançada pelas janelas de carrões. Triste perceber a realidade. Por estas e outras albatrozes morrem aos milhares entupidos de plástico.

Fora o lixo, a FAO informa que 30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo.

Assista ao vídeo que mostra a situação dos Albatrozes numa região remota do Pacífico. E responda: vendo cenas tão chocantes, ainda assim você acha que não tem nada com isso, jura?

Fontes: The Guardian, Wikipedia, Abril.

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15 COMENTÁRIOS

  1. Meu pai, já falecido, falava na década de 60 que o problema do mundo era o excesso de gente.
    Mas o problema não é só esse. Sempre avaliamos a situação do ponto de vista cristão ocidental mas a Índia não está nesse contexto nem a China (só aí quase metade da população do mundo) fora as populações ocidentais de orientação religiosa mais fundamentalistas ( não importa se islâmica ou cristã) totalmente refratárias ao controle de natalidade.
    Põe nessa receita O comportamento refratário Das populações dos ditos países desenvolvidos em reduzir seu padrão de consumo.
    Não existe solução política possível a cito prazo. Marchamos inexorável e passivamente para uma extinção em massa. A questão é apenas quando?

  2. Ola Estou achando estranho que nosso presidente Jair Bolsonaro ainda não tenha tido ajuda para pensar em ensinar aos adolescente como fazer a prevenção da natalidade. algo que deveria ter sido feito no governo de Fernando Henrique !

  3. Muito pertinente a discussão, quanto antes começarmos menor a dor …. subverteria totalmente a atual ordem econômica capitalista global, imaginem começar a sobrar moradias, comida, vestimentas, eletrodomésticos, habitação, carros, energias, estradas …. apenas se fosse levado a sério a implantação de um modelo de Economia Circular já traria um enorme impacto sobre empregos e investimentos, retirada de recursos e matérias primas da natureza, etc etc etc …. é o mundo atual virado de cabeça para baixo !!!

  4. Desculpe. Não consta que Paul Ehrlich fosse americano, muito menos que tenha trabalhado em Stanford e menos ainda que tenha publicado algo em 1968 uma vez que ele faleceu em 1915…link errado…

    • Carlos: falou um “R” entre o primeiro e o segundo nome, problema já corrigido. Pedimos desculpas pelo lapso. abraços
      Em 1968, o biólogo americano Paul R. Ehrlich, da Universidade Stanford, em São Francisco, Califórnia, publicou o livro ‘A Bomba Populacional’ que acendeu o pavio de uma enorme polêmica.

  5. NÃO É DESCONHECIDO DE NINGUÉM QUE 0 BRASIL TEVE A MAIOR REDUÇÃO NO CRESCIMENTO POPULACIONAL, NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.
    ALÉM DISSO OPTOU POR UM MODELO DE CONCENTRAÇÃO URBANA, QUE PROVOCA ENORME PRESSÃO NOS RECURSOS NATURAIS.
    ALÉM DISSO ESSA POPULAÇÃO CONFINADA É MUITO SUJEIRA A PROPAGANDA QUE INCENTIVA MARCAS E CONSUMO, E DEVIDO AO ELEVADO CUSTO DA INFRA ESTRUTURA URBANA, GRANDES CONTINGENTES POPULACIONAIS VIVE COM INFRAESTRUTURA PRECÁRIA, O QUE EXACERBA A VIOLÊNCIA.
    O QUE DEVE SER DISCUTIDO É COMO A POPULAÇÃO SE DISTRIBUI NO ESPAÇO, O QUE FAZ AS PESSOAS USAREM TANTOS PLÁSTICOS NAS EMBALAGENS, E QUEM SE APROPRIA DAS VASTAS TERRAS BRASILEIRAS.

  6. Como sempre tentando jogar para debaixo do tapete o desrespeito e a falta de educação do povo. O problema não é a quantidade, mas a qualidade. #wakeupdeadman

  7. Então, preciso escrever algo sobre isso. Minha opinião, o cérebro humano atual não se conforma com a simplicidade, daí o consumismo. O cérebro humano não se conforma com o suporte básico de vida, ele quer PODER. Não há como sentar pra conversar se os objetivos das nações são divergentes. Assim, precisamos, cada um , fazermos o improvável, ou seja, pensar grande e fazer maior. A natureza, sempre repositora, começa a retornar com muita velocidade o que mais tememos, uma renovação. Não acreditem no fim, acreditem numa grande reciclagem das consciências. Boa sorte a todos.

  8. É necessário discutir o controle populacional, com serenidade, com realismo, sem dogmas religiosos e com a urgência que o agora pede. A cicatriz que a humanidade está deixando no planeta — nossa casa — vai rapidamente ( neste século ) nos matar. Acho incrível que Trumps e Bolsonaros de todo o mundo não percebam isso.

  9. Penso que o controle da natalidade já é realidade no mundo. A exceção é a África e a Ásia.
    Bastaria a conscientização destes para a manutenção de uma taxa média de dois filhos por casal para diminuir a população para 5 bilhões até 2100.
    Tão simples que irrita a falta de iniciativa da OMS junto aos líderes desses países.

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