Conheça os seis maiores submarinos do mundo

12
35521
views

Aqui está a lista dos maiores submarinos do mundo

Hoje há submarinos de várias espécies. Eles podem ser preparados e dedicados à pesquisa, mas também podem ser as armas mais letais que existem. As mesmas que impediram um conflito nuclear, as ‘armas de dissuasão’ do auge da guerra fria. De tão poderosas, capazes de disparar mísseis atômicos intercontinentais sem serem descobertas, nunca foram usadas para o bem da humanidade. Difícil é imaginar que estas máquinas mortíferas dotadas da mais recente de tecnologia no passado foram movidas a força humana.

Pensando bem, até que foi uma evolução rápida. Da ‘coisa’ desajeitada e desacreditada, para a arma mais temida e poderosa. Hoje, quem detém o poder naval tem que ter a melhor frota de submarinos, além de porta-aviões. Por sua importância, sua construção avança no Brasil onde serão usados para fiscalizar e proteger a Amazônia Azul.

O Typhoon, marinha soviética, anos 80

Typhoon  é o nome dado pela NATO a uma classe de submarinos portadores de mísseis balísticos com ogivas nucleares (SSBN) da Marinha Soviética  nos anos 80.

ilustração mostrando os maiores submarinos já construídos, os Typhoons
Submarinos: o Typhoon (Ilustração: https://www.revell.com)

Deslocamento, comprimento e largura do maior submarino já construído

Com um deslocamento de 48.000 toneladas, e 170 metros de comprimento, os Typhoon são os maiores  já construídos. Sua largura rivaliza com a dos navios de cruzeiro. Dos seis desta classe, apenas o primeiro da série, o RFS Dmitri Donskoi (TK-208) permanece em atividade. Os Typhoons são a maior classe de submarinos já construídos.

Mísseis e tripulação

Esses monstros marinhos carregavam 20 mísseis nucleares. São capazes de atingir alvos a 10 mil km de distância. Sua tripulação é formada por 150 marinheiros.

Ilustração de mísseis nos submarinos typhoons
Os mísseis (Ilustração:https://todiscoverrussia.com)

O Nº2 do mundo, a classe Borei, também é ‘made in Russia’

Classe Borei: tipo de submarino de mísseis balísticos de potência nuclear produzido pela Rússia e operado pela Marinha do país. Destina-se a substituir as classes Delta III, Delta IV e Typhoon. Ela recebeu o nome de Boreas, o vento do Norte.

O submarino tem aproximadamente 170 metros (560 pés) de comprimento, 13 metros (43 pés) de diâmetro e tem uma velocidade máxima submersa de pelo menos 46 quilômetros por hora.

Ilustração de submarino,arino classe Borei

Nº 3- Submarino norte-americano classe Ohio, considerado o mais mortífero que existe

Eles têm cerca de 170 metros de comprimento e um deslocamento de 18.750 toneladas. Nasceram na década de 70.

imagem de submarino classe Ohio
O classe Ohio entrando no porto (Foto:www.military.com)

As 18 unidades foram lançadas entre 1981 e 1997. Até hoje, são os maiores submarinos construídos nos EUA.O Ohio carrega um total de 24 mísseis balísticos do tipo Trident II UGM-133, acomodados em duas filas de doze silos.

ilustração de submarino classe Ohio por dentro
Ilustração: http://americanhistory.si.edu

Cada Trident II alcança 12 mil km e tem um conjunto de oito ogivas entre 100 e 475 quilos em cada unidade. Cada uma é 35 vezes mais potente do que a bomba “Baby” (Hiroshima) no fim da Segunda Guerra Mundial.

Nº 4 – Novamente russo, o submarino classe Delta

imgem de submarino classe delta navegando

Os Delta, com quatro tipos de submarinos, formaram a espinha dorsal da frota soviética, e depois russa, desde a sua introdução em 1973. O Delta I leva 12 mísseis.  Delta II era igual ao primeiro mas “esticado”, pode transportar 16 mísseis; os Delta III e IV carregam 16 mísseis com ogivas múltiplas, e foram aprimorados a redução de ruído, e  outros equipamentos eletrônicos.

O Nº 5 é inglês, a classe Vanguard

A classe Vanguard é composta por submarinos de mísseis balísticos de energia nuclear (SSBN) em serviço para a Royal Navy no Reino Unido. Cada submarino está armado com até 16 mísseis Trident II. Ela foi introduzida em 1994 como parte do programa de armas nucleares Trident do governo do Reino Unido.

Foram construídos  entre 1986 e 1999. Todos os quatro submarinos ingleses estão baseados na Naval Base Clyde (HMS Neptune), 40 km a oeste de Glasgow,  Escócia. Os quatro submarinos da Vanguard são as únicas plataformas das armas nucleares do Reino Unido.

imagem de submarino classe Vanguard no seco
A Inglaterra não perde a pose no mar nunca (foto: http://errymath.blogspot.com/).

E o Nº 6 é francês, o Triomphant

Triomphant:  submarinos de mísseis balísticos da marinha francesa,  classe ativa com quatro barcos que entraram em serviço em 1997, 1999, 2004 e 2010. Eles substituem  os Redoutable, e  fornecerem o componente desejado pela  França, a força de ataque de dissuasão nuclear. Os três primeiros, armados com o míssil M45 de alcance intermediário; o quarto navio, Terrible, equipado com o míssil M51, mais avançado.

imagem de submarino Francês e multidão
O orgulho da marinha francesa (Foto: www.reddit.com).

Os nomes das classes de Submarinos, e das belonaves

Além de potencial mortal, em comum eles têm os nomes triunfantes e ameaçadores. Veja: classes Vanguard (Vanguarda), Triomphant (triunfante) ou Typhoon (Tufão); e os nomes de batismo, ‘Terrible’, ‘Vitorioso’, ‘Vigilante’, ‘Vengeance’ (Vingança). Assustadores até no nome?

Ou apenas para colocar pressão no adversário, como os fenícios que pintavam um olho humano na proa de seus navios de guerra para intimidar navios adversários? O que você acha?

Escreva. Sua crítica e sugestão ajuda muito.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre o Nº 1: 

Submarinos e o Hemisfério Sul

Para lembrar:  menos de dez países do mundo detêm a tecnologia da construção de submarinos. O Brasil é um destes países.

Imagem de abertura: algerian-news.com.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_Typhoon; http://largest-submarines.blogspot.com.br/; https://www.revell.com/germany/ships/80-5138.html#.WiHCArQ-fEg; https://todiscoverrussia.com/typhoon-class-submarine/; http://americanhistory.si.edu/subs/const/anatomy/boomers/cutaway.html;

Brasil aumenta emissões de CO2 em 2020 enquanto o mundo diminui

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

12 COMENTÁRIOS

  1. Muito se fala em racismo por aprender, mas ser tolerante é ser construtivo, pelo critério da própria natureza humana e a curva do aprendizado por propiciar o raso aprendiz, pelo intermédio que entendido das forças armadas, e seu poderio bélico, instrutivo, muito bem entendido, a dar-se respeito que as armas fazem-se imponentes, e sem dúvida, escola-ofício, na integralidade em sentido visando em conjunto com a segurança por princípio, fatal, que esses negros submergíveis oferecem por coibir educando regimentando, por visualizar melhor um sentido operativo demonstrativo em formar gerações deste intuito representante, curto e grosso, calibre que aponta, mesmo com a mais fina diplomacia, probo entendimento e sabedoria, cessante, por mostra e oferecer o crer, da proposta dizimar ao tamanho do falo, que se tem pequeno!!!

  2. Quando a humanidade de fato evoluir moralmente, e não só tecnológicamente, nada disso será necessário e teremos vergonha de quando nos orgulhávamos do poder bélico.
    No passado tínhamos orgulho de caveiras que colecionávamos e do número de escravos que mantínhamos.
    Passou … Esse sanha belicista também passará

    • E COMO VOCÊ SE DEFENDERÁ DE “COISAS” COMO O GENOCIDA E SUA GANGUE DE BRASÍLIA? ATENTANDO QUE ELE QUER MESMO É GUERRA CIVIL E NÃO DÁ PARA UM “PELEJA BÉLICA” SEM QUE AMBOS POSSAM DESGRAÇAR O ADVERSÁRIOS , AQUI NO CASO INIMIGOS MORTAIS.

  3. Antigamente a profissão de maior risco no mundo era ser sentinela alemã e filme americano. Hoje é ser submarinista em submarino russo. Na realidade existe duas classes de submarino na Russia: Os que já afundaram e os que vão afundar.

    • Comente sem ideologias. O Brasil jamais teve competência para construir submarinos; compram em CKD (kits) no mercado internacional e saem afirmando que o fizeram. Bem próximo de Sorocaba tem um distrito chamado Iperó onde teoricamente há mais de 50 anos a Marinha tenta desenvolver reator para o sonhado submarino.

  4. Hoje o Brasil possui tecnologia f4ancesa o scorpene, e desenvolvemos nosso próprio submarino, umas das i indústrias que temos que dar os parabéns é a New Power (fulguris) 100% que detém tecnologia de produção de baterias para esses submarinos, isso em um seleto grupo de 2 empresas no mundo, uma americana uma russa e hj uma Brasileira.

  5. Achei, impressionante as fotos, mas a dimensão dos submarinos irrisória, diante a vastidão de um oceano, os projetistas fazem naves casulos para conquistar os mares? Na minha inocência, se avisto, um submarino, eu avisto um apoio, farol, ajuda, na dimensão dos 7 mares e varredura ao vestígio, da importância de se ter, aparatos de envergadura, suporte, e defesa, para a segurança do homem ao mar. Meu conceito é vigilante por sentinela.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here