Submarino Riachuelo inicia testes de mar

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Submarino Riachuelo inicia testes de mar

Em dezembro de 2018 o submarino Riachuelo, o primeiro construído pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), foi lançado ao mar no Complexo Naval de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O submarino é o primeiro de uma série de quatro submarinos convencionais e um nuclear  construídos pela Marinha por meio do Prosub. Agora começam os testes de mar,  programados para durarem até o primeiro semestre de 2020. O  comissionamento da belonave está previsto para o segundo semestre do mesmo ano.

imagem do submarino Riachuelo ainda no seco
O Riachuelo sendo batizado em dezembro de 2018. Imagem, José Dias/PR.

Conheça o submarino Riachuelo

O Riachuelo tem 72 metros de comprimento, seis metros de diâmetro e 1.870 toneladas. Com capacidade para 35 tripulantes, 70 dias de autonomia no mar e submergir até 300 metros. A construção do Riachuelo gerou 5 mil empregos diretos e 12,5 mil indiretos. Os submarinos não atômicos, de propulsão diesel-elétrica escolhidos são os franceses Scorpéne, de alta tecnologia. Mesmo com a crise econômica, a Marinha do Brasil, consegue, a duras penas, se modernizar. O Estadão diz que “As características de furtividade, imprevisibilidade e poder de fogo – o Riachuelo lança torpedos pesados, dispara mísseis de longo alcance e faz a deposição de minas – são fundamentais nas ações de vigilância, patrulha e eventual ataque de interdição. Mesmo contra inimigos de maior porte, a efetividade é garantida pela habilidade. Há registros de vários “afundamentos” eletrônicos, durante exercícios, de porta-aviões nucleares americanos de 100 mil toneladas, “atacados” por pequenos submarinos diesel-elétricos.”

infográfico do novo submarino Riachuleo
O Estadão publicou infográfico mostrando o novo submarino.

Por que a marinha do Brasil constrói submarinos?

Porque temos uma imensa Amazônia Azul, como os militares batizaram o espaço marítimo brasileiro. Ele guarda parte importante de nossas maiores riquezas, a fantástica biodiversidade animal e mineral de nossas águas territoriais. O site https://www.defesa.gov.br diz que, ” O objetivo dessa produção é proteger os 3,5 milhões de quilômetros quadrados de área marítima. E garantir a soberania brasileira no mar.” O jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, dizia que “por essa imensa área, bem próxima do tamanho da Europa Ocidental, circulam 95% do comércio exterior brasileiro. Dela são extraídos 91% do petróleo e mais 73% do gás natural nacionais. Os principais cabos submarinos de comunicações estão assentados ali. É também nesta área que se desenvolvem as atividades pesqueiras. “Em síntese, é a parcela dos oceanos sobre a qual temos responsabilidades, direitos e deveres”, disse o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior.

Humaitá, o segundo submarino da série

Em outubro de 2019, o segundo submarino da lista de produção, o Humaitá, teve cerimônia de junção das partes no Rio de Janeiro, prestigiada pelo presidente da República. Após a junção, o Humaitá passará mais um ano em fase de construção e aprimoramento de seu interior. Só no segundo semestre do ano que vem será lançado ao mar para a fase de testes. O Estadão disse que “A Marinha prevê o lançamento ao mar de um submarino convencional por ano. Após o Humaitá será a vez do Tonelero e, depois dele, do Angostura. Eles devem ser lançados em 2021 e 2022, respectivamente. Depois dos quatro convencionais, virá a construção do submarino à propulsão nuclear. Ele levará o nome de Álvaro Alberto, almirante brasileiro pioneiro na pesquisa do setor.”

imagem da junção do submarino Humaitá no estaleiro
Imagem, Estadão.

Especialista fala sobre o poder de fogo do Humaitá

Roberto Godoy, jornalista, especialista em armamentos.”O submarino S-41 Humaitá pode muito – além de capturar dados de inteligência, quando estiver operando vai disparar torpedos de 533 mm, lançar mísseis com alcance de 200 km, depositar minas e transportar times de forças especiais, combatentes de elite liberados debaixo d’água prontos para entrar em ação.”

imagem do submarino Humaitá no estaleiro
A junção das partes do Humaitá. Imagem, Estadão.

Amazônia Azul, um vasto potencial pouco conhecido no País

A Marinha do Brasil assim define a área: “A Amazônia Azul cobre uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Mas o país pleiteia na Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação dessas fronteiras para os limites da Plataforma Continental, o que deve elevar a área marítima para cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados – o equivalente à metade do território terrestre brasileiro.”

Vantagens e desvantagens da construção de submarinos e outras belonaves

Há quem diga que o País não deveria gastar ‘com estas coisas’. Mas a oitava economia mundial, é ‘dona’ de um gigantesco espaço marítimo no Atlântico Sul. E tem o dever e a obrigação de proteger este espaço. São questões discutidas em tratados internacionais. Ou o País toma conta de sua área, ou corre o risco de perdê-la em fóruns mundiais. A geopolítica do Atlântico Sul é real, e parte significativa dela está sob nossa jurisdição. Ou assumimos que somos capazes de cuidar do que é nosso, ou pode acontecer  como aconteceu com a Argentina, que perdeu a posse das ilhas Falklands/Malvinas. A história é implacável.

Conheça o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub)

De acordo com o site da Marinha do Brasil, “Nascido com um acordo de transferência de tecnologia entre Brasil e França, em 2008, o programa viabilizará a produção de quatro submarinos convencionais, que se somarão à frota de cinco submarinos já existentes. E culminará na fabricação do primeiro submarino com propulsão nuclear. O Prosub vai dotar a indústria brasileira da defesa com tecnologia nuclear de ponta. Além dos cinco submarinos, o PROSUB estabelece a construção de um complexo de infraestrutura naval, que engloba o Estaleiro e a Base Naval (EBN) e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), no município fluminense de Itaguaí. As inaugurações da UFEM e do Prédio Principal do Estaleiro de Construção representam a conclusão das duas primeiras etapas de construção desse complexo e os primeiros passos dessa grande conquista da defesa nacional.”

Os custos do Prosub

OESP: “Custa caro. Até 2029 serão investidos R$ 37 bilhões. O projeto envolve a implantação de um estaleiro, de uma nova base e de instalações de apoio em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro.” Mas atenção, haverá transferência de tecnologia, o que é essencial para o Brasil. OESP: “A transferência do conhecimento avançado é assegurada no contrato. No fim do ano o investimento acumulado desde 2008 chegará a R$ 17 bilhões. Estão sendo produzidos no complexo e estarão todos prontos até 2022. O modelo nuclear, de 6 mil toneladas, será entregue em 2029. O consórcio é formado pelo Naval Group, da França, pela Odebrecht Defesa e Tecnologia e pela Marinha.”

Assista ao vídeo do Prosub e saiba mais

Imagem de abertura: José Dias/PR

Fontes: https://www.defesa.gov.br/noticias/50786-marinha-lanca-ao-mar-submarino-riachuelo; https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,por-que-o-submarino-riachuelo-custou-tao-caro,70002646950; https://www.marinha.mil.br/node/813; http://www.defesanet.com.br/prosub_s40/noticia/34396/Submarino-%E2%80%98Riachuelo%E2%80%99-se-prepara-para-iniciar-testes-de-mar–/; https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ao-lado-de-witzel-no-rio-bolson aro-diz-que-tem-inimigos-internos,70003046766;

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14 COMENTÁRIOS

  1. Essa marinha que temos não tem capacidade para se defender de submarinos nucleares de última geração, como os últimos lançados pela Rússia. Não tem nenhuma capacidade para detectar nenhum deles e nem para se defender de seus mísseis e torpedos. Só serve para palco de almirantes engalonados.

  2. Submarinos não são feitos para patrulha, são para guerra.
    O Brasil não precisa disso, não existem inimigos potenciais.
    Poderia ter comprado, sairia muito mais barato.
    A marinha quer construir para manter cabides de empregos, as custas do dinheiro do contribuinte.

  3. Submarinos são essencialmente armas de guerra. Não sei se tem sentido se o propósito é proteger o mar territorial, para isso embarcações convencionais servem. Mas como desenvolvimento de tecnologia, know-how e atualização, isso sem dúvida vale a pena.

  4. “A transferência do conhecimento avançado é assegurada no contrato…” , isto eh a falácia mais contada em qqr contrato deste tipo (offset). Ateh parece que o país que desenvolveu a tecnologia vai se desfazer de um ATIVO INTANGÍVEL, ou seja, valor inestimável (soberania de qm CRIOU a tecnologia).

  5. Só de curisosidade. Pq as estatisticas do texto são diferentes da tabela? Numero de tripulantes, profundidade, autonomia etc. Sao detalhes, mas informação correta é sempre bem vinda.

  6. Um monte de ativistas de esquerda disfarçados de jornalistas , se pudessem doavam a Amazônia verde e azul para o Macron… Eu ainda colocariam a culpa no Bolsonaro!

  7. A ODEBRECHT COM SUA CONCESSIONARIA BRASKEM EM MACEIÓ ACABOU DE DESTRUIR QUATRO BAIRROS : PINHEIRO, MUTANGE, BEBEDOURO E BOM PARTO E COMPLETARAM DOIS ANOS E ESSA FAMIGERADA EMPRESA JUNTO COM SEU DONO MARCELO ODEBRECHET NÃO INDENIZOU OS MORADORES E SE OMITE.

  8. Dotar o Brasil de uma força capaz de garantir a soberania e isto tem na construção de submarinos uma justificativa.Parabéns a Marinhe aos seus técnicos!

    • Não tem como navegar em velocidade supersônica e debaixo dàgua. A defesa sub aquática não é eficiente pelos céus. Parabéns ao PT por ter insistido no projeto ora concluído.

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