Tragédia em Brumadinho, devastadora e pré-anunciada

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Tragédia em Brumadinho, devastadora e pré-anunciada; 270 mortes desta vez

O Mar Sem Fim continua perplexo, e de olho. A tragédia em Brumadinho é o maior  acidente do mundo, entre mineradoras, em número de mortes. Foram encontrados 259 corpos, e outros 11 continuam desaparecidos até hoje. E a Vale S.A. é reincidente. A empresa é responsável pela maior tragédia ambiental do Brasil, em novembro de 2015, em Mariana, quando 19 pessoas morreram soterradas e o distrito de Bento Rodrigues foi riscado do mapa. Desta vez, a Vale repete a dose macabra, matando centenas. A empresa também é responsável pela morte de dois rios: O Doce, e o Paraopeba.

Agência Nacional de Mineração (ANM) divulga relatório em novembro de 2019

Relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgado em novembro afirma que a Vale omitiu informações sobre a barragem que rompeu em Brumadinho. A informação é de O Estado de S. Paulo.”O relatório, de 194 páginas, mostra, segundo a agência, evidências que podem ter levado ao rompimento da barragem e aponta “detalhadamente as inconsistências do que foi oficialmente relatado à agência via sistema, o que os técnicos da própria Vale colocaram em documentos de vistoria de campo e, posteriormente, no sistema da empresa”.

Discrepâncias do caso Brumadinho

“As discrepâncias no caso de Brumadinho, segundo a ANM, começaram a ser detectadas logo depois do rompimento da barragem. “Algumas informações importantes que constavam no sistema interno e nas fichas de inspeção em campo da Vale não eram as mesmas inseridas no SIGBM, o que impediu que o sistema alertasse os técnicos de situação com potencial comprometimento da segurança da estrutura”, diz a ANM.” Isso apenas prova que a empresa agiu de forma irresponsável durante todo o processo.

imagem de Ponte destruída pelo mar de lama da tragédia em Brumadinho
Tragédia em Brumadinho. Pontilhão destruído pelo mar de lama da Vale. Foto: www.bbc.com.

Polícia Federal indicia funcionários da Vale e da Tüv Süd

Setembro de 2019, O Estado de S. Paulo: “A Polícia Federal indiciou sete funcionários da Vale e seis da empresa de consultoria Tüv Süd por falsidade ideológica e produção de documentos falsos, por três vezes, em processo que investiga o rompimento da barragem em Brumadinho. Entre os indiciados por falsidade ideológica e apresentação de documento falso está o executivo da Tüv Süd na sede da empresa na Alemanha, Chris Peter Mayer, responsável pelas operações da companhia no Brasil. A Tüv Süd atua na área de consultoria e é a responsável pela emissão de laudo de estabilidade da barragem.”

Até agora, setembro de 2019, nenhum graúdo da Vale está entre os indiciados pela tragédia em Brumadinho

O Estado: “Nenhum integrante do alto escalão da Vale está entre os indiciados. O grupo é formado por responsáveis ou funcionários dos setores de geotecnia de gestão de riscos e geotecnia operacional da empresa.” Ao todo, sete funcionários da Vale foram indiciados. E prossegue o jornal: “Na Tüv Süd, os indiciados são, além de Mayer, Makoto Namba, André Yassuda, que assinam os documentos de estabilidade da barragem, Marlísio Cecílio de Oliveira, Arsênio Negro Júnior e Ana Paula Toledo Ruiz.”

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Tragédia em Brumadinho: funcionários da Vale sabiam dos problemas

A tragédia em Brumadinho aconteceu devido a uma sucessão de erros que incluem, desde o funcionamento precário dos órgãos competentes, como o Ibama (leia abaixo), até o total descaso da empresa que sabia que corria riscos e nada fez, ao contrário, fingiu não saber. Agora a Polícia Federal confirma as suspeitas.

Estadão: “As investigações apontaram que todos os funcionários da Vale indiciados tinham conhecimento sobre problemas de estabilidade da barragem e, ainda assim, não fizeram nada para evitar a tragédia. “Os setores sabiam identificar riscos, mas não sabiam o que fazer depois disso”, afirmou delegado Pessoa. “A tragédia humana poderia ter sido evitada. Tenho convicção disso”, disse o responsável pela investigação.”

Falsidade ideológica e produção de documento falso na tragédia em Brumadinho

Estadão, setembro de 2019: “Os crimes foram cometidos, conforme as investigações, em junho e por duas vezes em setembro de 2018, durante envio de documentos a autoridades da Agência Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). O crime de falsidade ideológica e produção de documento falso, dentro da Lei Ambiental, é punido com prisão de três a seis anos. No caso, multiplicado por três.”

Tragédia em Brumadinho, Ibama informa sobre dimensão do acidente

O Ibama declarou que a tragédia de Mariana  despejou 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contra 13 milhões de Brumadinho. Foram detonados cerca de 270 hectares de terreno, que equivalem a 270 campos de futebol.

A seguir, outras informações sobre a tragédia em Brumadinho e o que aconteceu até hoje sobre o acidente da barragem de Mariana.

A licença da barragem, empresa sabia do risco

Segundo a Folha de S. Paulo, ” a Ata da reunião extraordinária do órgão ambiental de Minas Gerais que aprovou em dezembro, de forma acelerada, a ampliação das atividades do complexo Paraopeba, que inclui a Córrego do Feijão, mostra que o risco de rompimento, que acabou acontecendo  foi objeto de discussão.” Ou seja, a empresa sabia do risco e não agiu porque não quis.

imagem de helicóptero sobrevoando a tragédia em Brumadinho
Tragédia em Brumadinho. Rastro de destruição. Foto: www.metropoles.com.

A Vale, em Minas Gerais, tem sido uma empresa irresponsável

No primeiro acidente a empresa matou um curso d’água, o Rio Doce. No segundo, foi a vez do Paraopeba. Mais um recorde sinistro da companhia.

imagem de casa soterrada pela lama
Tragédia em Brumadinho. Horror dos horrores. Quem estava lá dentro? Foto: UOL.

Alguns dados da ex-Vale do Rio Doce

A vale é a “31ª maior empresa do mundo, atingindo um valor de mercado de 298 bilhões de reais. Em novembro de 2007, a marca e o nome de fantasia da empresa passaram a ser apenas Vale S.A. Foi privatizada em maio de 1997- durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em janeiro de 2012 foi eleita como a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG’s Greenpeace e Declaração de Berna.

imagem de resgate na Tragédia em Brumadinho
Tragédia em Brumadinho.

O caso da Barragem do Fundão, de 2015, não evoluiu

No caso da tragédia de Mariana, os pescadores artesanais continuam sem ter onde pescar; as indenizações ainda não foram pagas; a construção do novo povoado ainda não saiu do papel. Esta é a Vale do Rio Doce.

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imagem do desastre de Mariana pela Vale
O desastre de Mariana não serviu de exemplo. Gabriela Bilo/Estadao Conteudo/AP.

Rio Doce: inquérito não levou a nada

Em Outubro de 2016, quase um ano depois da tragédia, finalmente o inquérito chegou ao seu final.  O “MPF denunciou 21 gestores e conselheiros, por homicídio doloso”. Mas, mais uma vez passados vários anos, nenhum diretor foi preso.

imagem do rio Doce feita do espaço
O rio Doce acabou por poluir o Parque Nacional marinho de Abrolhos, sul da Bahia, e hot spot da costa brasileira. Imagem: NASA Earth Observatory/Joshua Stevens, using Landsat data from the US Geological Survey

Na época a dúvida era se a lama tóxica atingiria Abrolhos, o único banco de corais do Atlântico Sul. Hoje, sabe-se que sim. E mesmo assim, nada aconteceu para a Vale até agora. “Heitor Evangelista, geocientista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostra que o pior cenário se tornou realidade. O colapso dos resíduos da barragem de Fundão, instalação operada pela Samarco, joint venture entre Vale e BHP- contaminou os recifes de coral do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, uma reserva natural no Nordeste do Brasil. A pasta tóxica causou a contaminação de exoesqueletos de coral por metais pesados ​​- substâncias que podem ter sérios efeitos sobre a saúde em muitos organismos.”

Ibama não aceitou plano de recuperação Ambiental do Rio Doce

Veja a cara-de-pau, e a impunidade imperando apesar dos pesares. Uma das obrigações da Samarco, depois da tragédia, foi apresentar um plano de recuperação ambiental para todo o vale do Rio Doce. A empresa  mostrou plano tão ruim que não foi aceito. Segundo o Ibama, o que a Samarco apresentou era…

…de caráter genérico e superficial, sem considerar o imenso volume de informações produzidas e disponíveis até o momento, além de apresentar pouca fundamentação metodológica e científica…

Por estas e outras, aconteceu Brumadinho. Só que agora não são apenas 19 mortos, mas centenas. O Mar Sem Fim considera que, tudo a seu tempo, os gestores da Vale merecem cadeia.

Imagem de mar de lama na Tragédia em Brumadinho
Tragédia em Brumadinho. Foto: exame.abril.com.br.

Brilhante artigo de José Goldenberg sobre a Tragédia em Brumadinho

De tudo que se publicou até agora sobre este negro episódio da nossa história recente, que pegou mal no mundo inteiro, foi o recente artigo de José Golbenberg no Estadão. Como se sabe, Goldenberg, PROFESSOR EMÉRITO DA USP,  FOI MINISTRO DO MEIO AMBIENTE E SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. O título, muito apropriado em épocas de Bolsonaro, foi, ‘Licenciamento e desastres ambientais‘.

Licenciamento e desastres ambientais‘.

O artigo começava assim: “É possível ser mais rigoroso e proteger a população sem impedir o desenvolvimento.” O professor explica: “Os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho põem na ordem do dia, com alta prioridade, o problema do licenciamento ambiental. Isso significa uma séria inversão de prioridades do governo federal. A reorganização administrativa promovida em janeiro (de 2019) levou à extinção e realocação de várias áreas ligadas a questões ambientais, o que indicava uma visão desenvolvimentista em que o licenciamento ambiental parece ser um obstáculo ao desenvolvimento.”

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Observação: O Mar Sem Fim já alertou sobre a importância do licenciamento ambiental e as tentativas de abortar este importante instrumento da política ambiental brasileira.

“Pagamos o preço”

José Goldenberg: “Estamos pagando hoje o preço com os desastres de Mariana e Brumadinho. E o governo Bolsonaro não ajudou nada, até agora, a resolver os problemas reais do setor ao reduzir o status do Ministério do Meio Ambiente (que até cogitou de extinguir) e tolerar entrevistas e declarações de membros de sua administração desqualificando a defesa do meio ambiente (O Mar Sem Fim concorda em gênero, número, e grau, veja).

“Semelhança com Operação Lava-jato”

José Goldenberg: “Esta é uma situação parecida com a Operação Lava Jato e o papel do juiz Sergio Moro. A legislação anticorrupção, com delação premiada e outros dispositivos legais, já existia, mas foi a coragem do juiz em aplicá-la que fez toda a diferença.”

“Isso não significa que a legislação ambiental não possa ser aperfeiçoada e simplificada – sem perder o rigor -, sobretudo definindo melhor as características específicas dos empreendimentos. Licenciar uma pequena central hidrelétrica numa fazenda no interior não precisa ter a complexidade de licenciamento de uma grande usina hidrelétrica.”

Receita para evitar desastres como o de Mariana

José Goldenberg: “Para evitar novos desastres, como em Mariana e Brumadinho, o governo federal precisa demonstrar claramente que vai aplicar as leis vigentes, “doa a quem doer”. Somente assim os técnicos e engenheiros responsáveis pelos projetos e pela fiscalização ambiental se sentirão respaldados para propor a interdição de projetos inadequados e não conceder novas licenças sem a permissão de medidas protetoras da população.”

“Licenciar uma barragem como a de Brumadinho, permitindo que abaixo dela fossem instalados uma pousada e um refeitório da Vale, ultrapassa as raias do absurdo na sua irresponsabilidade. E poderia ter sido evitado por uma simples medida administrativa.”

imagem da Barragem I – Mina Córrego do Feijão
Nova barragem da Vale se rompe. Barragem I – Mina Córrego do Feijão. Fonte: valeinformar.valeglobal.net

 Nova barragem da Vale se rompe. Tragédia em Brumadinho.

Veja abaixo o caminho da lama na tragédia de Brumadinho.

Fontes: https://gauchazh.clicrbs.com.br/; https://valeinformar.valeglobal.net/BR/MG/Paginas/Home-14-03-18.aspx?pdf=1; https://exame.abril.com.br/brasil/bombeiros-rompimento-de-barragem-em-brumadinho-deixa-200-desaparecidos/; https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/01/risco-de-rompimento-foi-citado-na-tensa-reuniao-que-aprovou-licenca-da-barragem.shtml; https://www.pontosbr.com/mina-de-ferro-carajas-vale-do-rio-doce-parauapebas-pa-21.html; https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_S.A; https://g1.globo.com/natureza/noticia/em-cinco-anos-orcamento-do-ministerio-do-meio-ambiente-cai-r-13-bilhao-diz-estudo.ghtml; https://www.hakaimagazine.com/news/research-unveils-new-damage-caused-brazils-failed-fundao-dam/; https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,pf-indicia-13-funcionarios-da-vale-e-da-tuv-sud-por-producao-de-documentos-falsos,70003018057; https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,vale-omitiu-informacoes-sobre-problemas-em-brumadinho-diz-anm,70003076895; https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,licenciamento-e-desastres-ambientais,70002725558.

Tráfico de drogas, velejadores em Cabo Verde, reviravolta

Comentários

31 COMENTÁRIOS

  1. Texto requentado que só fala o que já foi dito em artigos mais bem escritos. Esse “Mar Sem Fim” precisa sair do lugar comum e do denuncismo “datenizado”. Os textos rasos publicados por esse blogue (ou sei lá o que é isso) parecem escritos por um profeta apocalíptico. Não transfira sua falta de fé em si mesmo para seus textos porque você aparece bem no meio do meu jornal. E se eu quisesse ler porcaria iria para o UOL. Aliás, mande um currículo para lá. Torço por você!

  2. O “bom deste país” é que ninguém se suicidou pelas mortes causadas e muito pelo contrário foram farrear no Carnaval; ninguém foi e será preso pois vivemos no país das “desculpas” legais mais esfarrapadas e em breve todas as vítimas e seus familiares serão chamados à justiça para responderem por “danos morais” causados a empresa que NÃO VALE merda alguma, pois eu cidadão brasileiro não recebi R$ 0,000.000.0001 das exportações seja em serviços que estes desgovernos nos roubam.
    Muito em breve teremos algum outro evento de morticínios por atacado, porque no varejo é todo dia e tal fato encobrirá os passados recentes como Mariana, Brumadinho assim como as vítimas do naufrágio Bateau Mouche IV devem estar a ver navios porque direitos??? Já caducaram.

  3. Nossa mãe do céu , uma barragem anos desativada como noticiam e agora virou ato anti Bolsonaro.
    E o ladrão condenado e preso em Curitiba, se divertindo as custas dos otários. Nós. Lamentavel..

    • Juarez, lamentável é o seu baixo poder de compreensão. Aliás, não é o único. Apesar de eu ter escrito que “O Mar Sem Fim está careca de saber que a gestão Bolsonaro, que mal começou, não tem nada a ver com o acidente”, Vcs cismam em falar que eu disse outra coisa, que eu teria culpado Bolsonaro. Ora, Juarez, será possível que mesmo com esta frase vc não consegue compreender meu texto? Quero que saiba uma vez mais, que jamais votei no PT. Considero o ‘Sapo Barbudo’ um Ali Babá do Estado brasileiro. Ele, e sua pupila, a ‘Ladra Louca’, deveriam ficar presos pro resto da vida. Quanto a Bolsonato, é um boçal, que não tem nenhum preparo para ser presidente. Quanto ao meio ambiente, como insisto em dizer, ele só falou asneiras, só propôs besteiras, tendo sempre que voltar atrás ao ser alertado. Apenas e tão somente isso.

  4. A materia e tendenciosa. Precisa focar em quem aprovou e liberou as licencas das barragens.
    todos sabem mas nenhuma materia foi feita sobre isso.,.,.secretaria de meio ambiente do estado de minas gerais. sera porque era governada pelo pt.
    muito dinheiro deve ter passado de maos. a imprensa tem que inverstigar todos os que aprovaram esta liberacao. so pesquisar nos documentos publicos.

  5. Esta materia publicada é tendenciosa, seus comentarios sao meramente danosos à economia fazcriticas a um ssistema que é dificil de ser diferente, a empresa errou sim, mas os orgaos brasileiros que fiscaliza eles, tambem errou. Todos os sistemas estao errados. Se quisermos ganhar dinheiro com expportaçoes teremos que prejudicar, um pouco o meio ambiente, logico. Acho que os orgaos de controle do meio ambiente é o que mais errou. 0s orgaos ambientais estao mais preocupados e com a aplicaçao da multa, arrecadaçao, POR QUÊ esta ganancia pelo dinheiro, quer por todo o meio punir a empresa infratora de tal forma que sua atividade seje fadada a falencia… é uma pena…

    • Nada a ver. A culpada está evidente, o IBAMA não tem barragens.

      O IBAMA fiscaliza, mas com poucos funcionários e pouco poder.

      Nada obriga as empresas a fazerem somente o mínimo que está na lei.

      Ainda rola autorregulação, quando as próprias empresas ou contratados dessas emitem certificados – e foi exatamente o que fez a Vale em Brumadinho.

      Multas são importantes, pois se vc lucra 1 bilhão mesmo que a nação tenha prejuízos de dezenas de bilhões, para alguns ricos isso é bom.

      O Governo Temer (que teve Bolsonaro como um dos mais fiéis apoiadores) cancelou as multas do desastre anterior, e assim a Vale deve ter achado q era melhor dar bônus milionários à seus ricos donos e gerentes que gastar melhorando barragens.

  6. Considerando que a reportagem fala que o presidente quer flexibilizar a Lei (super rigorosa) ambiental vigente, e que por isso é o culpado pelo desastre de Brumadinho… Fica a pergunta: se a Legislação ambiental vigente é tão boa por que ocorreu essa tragédia???

  7. A Dilma Rousseff tinha um lema que só podia ter saído daquela cabecinha sem massa cinzenta para o Brasil: “país rico é pais sem pobreza”. QUANTA POBREZA!!!!!

  8. Tentem um processo admissional empregatício junto ao RH da empresa como a VALE (que não VALE sequer um troço de bostha) e te pedirão um mundo de coisas que jamais serão necessários porque os custo não permitirão, mas fazem seus “comerciais” como avaliadores de quaiquer coisas.
    Em Minas Gerais um pretenso e auto intitulado presidente do CREA – CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E ARQUITETURA há alguns anos havia declarado numa entrevista pela TV afirmando que o deslizamento de um pequeno prédio (de bom nível) num bairro denominado Buritis ocorrerá por causa das chuvas. Se fosse um empreiteiro ignorante e ávido por lucros fáceis seria compreensível a declaração idiota, mas um “presidente” do CREA-MG?????
    Muito provavelmente as faculdades depois de Lula viraram emissores de falsos diplomas ou o MEC não avalia porra alguma, daí estes “acidentes” envergonharem oc bons brasileiros no exterior, porque aqui, no Brasil, vergonha é como diz o ditado popular: roubar e não conseguir carregar.

  9. Senhor José, esqueça esta bobagem de esquerda e direita. O que eu disse e repito, é que Bolsonaro é um boçal, incapaz, e não tem ideia do que seja, ou deveria ser, um Ministério do Meio Ambiente. Ele, o presidente, queria tirar o Brasil da ONU, queria transformar o MMA em apêndice do Ministério da Agricultura, só não o fez porque foi avisado pelos ruralistas que o nossas comodites sofreriam represálias dos compradores internacionais que, estes sim, dão importância à proteção ambiental. E mais, o Sr Bolsonaro falou reiteradas vezes que ‘o licenciamento ambiental seria um obstáculo ao crescimento econômico’, e outras bobagens.Apenas, como disse no texto, aproveitei esta terrível tragédia para questionar as tolices que nosso presidente anda dizendo. Isso é democracia. Divergir é saudável. Jamais votei no PT em toda minha vida. Também não votei em Bolsonaro, mas torço muito pelo sucesso de seu governo. Independente disso, penso, logo existo, e divirjo.

    • Vc tem razão, os PHDs em economia e meio ambiente eram o Lula e Dilma (devido ao seus vastos anos de estudo), por isso hoje o Brasil é a maior economia do mundo.

    • Esse Sr. Lara faz parte daquele grupo de pessoas que são “do contra”. Qualquer pessoa que está em evidência ou um governante, eles aparecem pra protestar e achar defeitos. São aquelas pessoas que procuram cabelo em ovo.

  10. A Política Nacional de Segurança de Barragens-PNSB (lei nº 12.334/2010), define a ANA como instituição responsável por fiscalizar a segurança de barragens de acumulação de água localizadas em rios de domínio da União para as quais emitiu outorga, com exceção daquelas utilizadas para a geração de energia elétrica.

    Além disso, é atribuição da ANA organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), assim como promover a articulação entre os órgãos fiscalizadores de barragens e coordenar a elaboração do Relatório de Segurança de Barragens.

    Todos os empreendedores de barragens fiscalizadas pela ANA devem obedecer a Resolução ANA nº 236/2017, que estabeleceu a periodicidade, qualificação técnica e conteúdo do Plano de Segurança da Barragem, das Inspeções de Segurança Regular e Especial, da Revisão Periódica de Segurança de Barragem e do Plano de Ação de Emergência.Portaria ANMnº 70.389, de 17de maiode 2017IntroduçãoA administração pública só pode ser exercida conforme o que a lei, em caráter formal, diz. Segundo a doutrina, existem diversas naturezas legislativas. Quando uma lei é criada e para sua perfeita aplicação necessário se faz sua regulamentação via Resolução e/ou Portaria do Poder Executivo, diz-se esta ser de natureza derivada. Vale destacar que sua prerrogativa é apenas para complementar a leie, ao Poder Executivo foi apenas conferido o poder regulamentar derivado, ou seja, aquele que pressupõe a edição de lei anteriormente promulgada, que necessita de complementação para sua efetiva aplicabilidade.Deste modo, a Agência Nacional de Mineração (ANM), publicou em 19de maiode 2017, a Portaria ANMnº70.389com este fim, a qual criou o Cadastro Nacional de Barragens de Mineração e dispôs sobre o Plano de Segurança, Revisão Periódica de Segurança e Inspeções Regulares e Especiais de Segurança das Barragens de Mineraçãoe o Plano de Ações de Emergência para Barragens de Mineração -PAEBM.O processo de construção deste normativo pela ANM contemplou consulta pública, reuniões com entes envolvidos, dentre outras ações com o fim de dar a maior publicidade possível e acessibilidade a Portaria que estava por ser criada.DefiniçõesUm dos grandes desafios da regulamentaçãoda Lei 12.334/2010 pela ANM foi adequar a definição de barragens e reservatórios à realidadeda mineração. A rigor, a ANM raramente fiscalizará uma “barragem”, já que barragem, pela definição da Lei é:Barragem: qualquer estrutura em um curso permanente ou temporário de água para fins de contenção ou acumulação de substâncias líquidas ou de misturas de líquidos e sólidos, compreendendo o barramento e as estruturas associadas; Ao pé da letra, a ANM fiscalizaria reservatórios, masainda sim algumas estruturas existentes no universo da mineraçãoficariam fora (cavas exauridas com barramentos construídos, por exemplo):Reservatório: acumulação não natural de água, de substâncias líquidas ou de mistura de líquidos e sólidos; Por esse fato, a definição coerente, correta e assertiva de o que seriam as “Barragens de Mineração” foi um trabalho minucioso e cuidadoso elaborado pelo órgão, com o fim de abarcar todas as estruturas existentes na mineração:Art. 2º Para efeito desta Portaria consideram-se:I.Barragens de Mineração: barragens, barramentos, diques, cavas com barramentos construídos, associados às atividades

  11. Por favor, providenciem uma lista com o nome dos presidentes que eram profundos conhecedores do “meio ambiente”, ou não declarem serem profundos conhecedores das capacidades do novo Presidente. É raro ler bobagens por aqui, mas não impossível em tempos de patrulhamento.

    • Em primeiro lugar deveriam ser demitidos sumariamente e a justiça apanha-los de imediato e sem chances de lavar ao STF onde os amigos do rei aliviaram as LEIS.

    • Ibama esta mais preocupado em cobrar seus interesses em fernando de noronha para cobrar taxas para cuidar das tartarugas, tartarugas sao mais importantes que essas coisas para eles.

    • O Ministro do Meio Ambiente vai constatar que o IBAMA deveria fiscalizar e nao fiscalizou nada—O ministro do Meio Ambiente vai poder constatar que gasta um tufo de dinheiro com caminhonetas e policia ambiental sediada nos grandes centros urbanos e nao fiscaliza as coisas mais importantes—-A policia ambiental so’ azucrina a vida de pequenos agricultores– No caso de Mariana a Dilma visitou o desastre 7 dias depois e no oitavo dia emitiu o decreto 5113 classificando o rompimento de barragens como desastre natural, para proteger seus cupinchas

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