Agrotóxicos: 2019 começa com mais ameaças

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O Brasil abusa no uso de agrotóxicos, conheça o Projeto Veneno

Se somos, ou não, campeões mundiais no uso de agrotóxicos, pouco importa. Diversas das mais confiáveis fontes citadas neste post dizem que somos um dos ‘maiores consumidores’. Para estas fontes, o Brasil é destaque, independente de ser, ou não, número UM. Isso é irrelevante.  Mas atenção à esta afirmação:  “A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão ‘contaminados’ por agrotóxicos“, ela sugere que o Brasil exagera, esqueçamos a ‘colocação’. Curiosamente, todos que comentaram este post procuram ridicularizá-lo. Põem a culpa no clima tropical, ou no tamanho da área cultivada. Alegam que o país usa agrotóxicos ‘normalmente’, sem excessos. Mas nenhum contesta a afirmação que agora repetimos: ” A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco, veja abaixo em fontes) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão ‘contaminados’ por agrotóxicos.” Leia, em comentários, e confirme.

‘Agro é tech, agro é pop’?

E, aí, como ficam os defensores do ‘agro é tech, agro é pop‘? Por que será que o agronegócio chamou Nizan Guanaes para ‘trabalhar’ a imagem do setor na maior rede de TV do País, no horário nobre, antecedendo votação na Câmara que acaba de aprovar o relatório do Projeto Veneno?

Passou o relatório do Projeto Veneno

Nizan, de fato, é um fenômeno. Em plena campanha do ‘agro é tech, agro é pop’ , durante a Copa do Mundo de futebol (coincidência de datas ou mero acaso?), passou na Câmara o relatório do Projeto Veneno (junho 2018).

Conheça o Projeto Veneno

Ora, raios, que diabo de projeto é esse? O Senador Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura, decidiu, em 2002, criar um pacote para revogar a lei e flexibilizar mais o uso de agrotóxicos. Ele propõe alterações na regulamentação de agrotóxicos. Hoje, fica a cargo de três ministérios: Saúde, Agricultura e Meio Ambiente. A ideia é passá-lo só para um, Agricultura. Que se danem a Saúde e o Meio Ambiente. De uma demora de cinco anos (para a aprovação de cada novo produto), passaria para dois anos.  Outra das modificações é trocar o nome: de agrotóxicos ou defensivos agrícolas para fitossanitários.

O Globo informa que, “A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também divulgou uma nota técnica com 25 páginas. Nas primeiras páginas, a organização critica a tentativa de substituir o termo agrotóxico por “produtos fitossanitários” e argumenta que o pedido tenta ocultar o fato de que os “produtos são, em sua essência, tóxicos”.

Reação da Fiocruz ao Projeto Veneno

Além de inúmeros protestos de ONGs e ambientalistas, diz O Globo, “a Abrasco e a Associação Brasileira e Agroecologia – Aba, com o apoio da Fiocruz, entregaram ao deputado federal Alessandro Molon (RJ) o “Dossiê Científico e Técnico contra o Projeto da Lei do Veneno (PL 6299/2002) e a favor do Projeto de Lei que instituiu a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos”.

Saiba o que é a Fiocruz

“Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é uma instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas localizada no Rio de Janeiro, Brasil, considerada uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública. Foi fundada pelo Dr. Oswaldo Cruz, notável epidemiologista.”

Ministério Público Federal, e o Ibama, também se manifestaram contrários ao  Projeto Veneno.

E os órgãos oficiais da Saúde, o que dizem?

A Anvisa diz que não há estrutura para fazer uma importante avaliação determinada pelo Projeto Veneno:  “produtos com características teratogênicas, ou seja, causadores de anomalias no útero e malformação de fetos”. Segundo o ‘PV‘, “deveriam ser proibidos apenas os que apresentarem risco inaceitável para seres humanos e meio ambiente.”

Quer dizer, então, que há risco aceitável para seres humanos e meio ambiente?

tabela sobre problemas de agorotóxicos e meio ambiente e saúde humana
Tabela da EMBRAPA.

A voz do especialista Paulo Saldiva

Saiba quem é Paulo Saldiva

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1977, doutorado em 1983, Livre-Docente em 1986 e Professor Titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1996. Concentra atividades de Pesquisa nas áreas de Anatomia Patológica, Fisiopatologia Pulmonar, Doenças Respiratórias e Saúde Ambiental, Ecologia Aplicada, Cidades e Saúde Humana, Humanidades e Antropologia Médica. Ciclista e gaitista. Diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP desde abril de 2016. (Fonte: Currículo Lattes).

Saiba como está a tramitação do Projeto Veneno

Segundo o www.correiobraziliense.com.br,”A Comissão Especial da Câmara que analisa o Projeto de Lei dos Agrotóxicos aprovou, em junho de 2018, por 18 votos a 9, o relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), defendido pela bancada ruralista, que facilita o registro desses produtos no País. O texto agora segue para o plenário da Câmara, mas a expectativa dos parlamentares é que a votação fique para depois das eleições. A análise da pauta depende do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).” Como se vê, ainda há esperança, mesmo com a eleição de Bolsonaro. A ver…

Agrotóxicos e Câncer – Estudos Epidemiológicos, por Karen Friedrich

(Karen Friedrich- PHD Toxicologia e Saúde Pública, Departamento de Toxicologia, Instituo Nacional de Controle de Qualidade em Saúde- INCQS – FIOCRUZ. Jaguariúna, outubro, 2013.)

  • Infância – exposição pré-concepção, gestação ou pós-natal
  • Linfomas, leucemias, tumor de cérebro, tumor de Wilm, Linfoma non Hodkin, sarcoma de Ewing (50 estudos – Zahm; Ward’s 1998; Infante_Rivard; 2007 – revisões)
  • Adulta – exposição ocupacional
  • Câncer de pulmão, boca, fígado, próstata, mama, testículos, ovário, cérebro, tireoide,etc.
  • Algumas revisões: J Toxicol Environ Health B Crit Rev. 2012;15(4):238-63; CA Câncer Center J Clin.2013
  • Mar- Apr; 63(2):120-42; Scand J Work Enviran Health 2005;31 supply 1:9-17

Sobre isso também não há uma linha nos comentários.

Dedo na ferida

Em artigo escrito para o Estadão, o jornalista Washington Novaes toca o dedo na ferida: “apesar dos avanços no campo, o Brasil ‘esconde’ uma  liderança incômoda:  somos campeões no uso de agrotóxicos.” De acordo com o jornalista, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, informam que “28% das substâncias usadas por aqui não são autorizadas. E agora, com o Plano Veneno, qual porcentagem será?

 

Agrotóxicos: a população precisa saber
Ilustração: diarioliberdade.org.br

70% dos alimentos estão contaminados

Segundo Novaes,

a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos.

FAO – ONU e Organização Mundial da Saúde

Segundo a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU) e a OMS, é urgente diminuir o uso de praguicidas e substituí-lo pelo plantio direto nas lavouras, que reduz as pragas.

Retificação importante sobre o Brasil e os agrotóxicos

Como este post provocou polêmica, como se vê abaixo, decidimos pesquisar mais sobre o uso de agrotóxicos. Parece o samba do crioulo doido, mas vamos aos dados apurados:

Se considerar a aplicação por área, segundo a FAO o Brasil é o terceiro.

ilustração de g®afico mostrando uso de agrotóxicos no mundo

A FAO especifica quais categorias usadas e quantidades:

gráfico mostra tipo de agrotóxico usado no Brasil
O tipo…

Em valores absolutos de peso aplicado, o worldatlas.com diz que o Brasil é quinto:

ilustração sobre consumo de pesticidas por países
Para o www.worldatlas.com somos o quinto maior consumidor de pesticidas.

Enquanto isso o Estadão afirma, com base em dados de instituições brasileiras, que o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo.

Já o IBGE oferece tabelas com diversos dados de consumo de agrotóxicos,  seriam estes os “dados oficiais”. Interessante notar que os números do órgão não batem com os da FAO. A organização da ONU  mostra que nosso consumo teria sido pouco menor que 400 mil toneladas (1º gráfico). No mesmo ano, o IBGE afirma que foram 477.792.

gráfico do IBGE sobre consumo de agrotóxicos no Brasil

O que podemos deduzir disso tudo?

E voltamos aos números da Abrasco, que abrem a matéria: “o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas por ano, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante.” Para os humanos ele aumenta a incidência de certos tipos de câncer, para o planeta contaminam o solo, e prejudicam lençóis freáticos. E para os oceanos e a vida marinha, são a causa das Zonas Mortas que não param de crescer.

Embrapa: consumo de agrotóxicos cresceu 700% nos últimos 40 anos

A conceituada Embrapa, através do site Ageitec, também aborda a questão. Os dados são devastadores:

anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. O consumo anual de agrotóxicos no Brasil tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos comerciais. Expresso em ingrediente-ativo (i.a.), são consumidos anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos 40 anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período.

Notícias alarmantes no início de 2019

Apesar de todo o acima exposto, o ano novo trouxe mais dissabor. O Globo, janeiro, 2019: ‘Ministério da Agricultura aprova registro de agrotóxicos de alta toxidade’. Excertos do texto: ‘Entre os produtos estão químicos que já foram banidos na União Europeia e nos EUA‘. Ufa, não é só o Mar Sem Fim…”O Ministério da Agricultura autorizou o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Entre os novos produtos há alguns considerados de elevada toxicidade…O Sulfoxaflor está na lista dos novos agrotóxicos autorizados, segundo publicação no Diário Oficial de 10 de janeiro. Aprovado ainda no governo de Michel Temer, em 28 de dezembro, o pesticida chegou a ter seu registro cancelado nos EUA. Sua ação contra a praga de insetos também teria relação com o extermínio de abelhas, inseto responsável pela polinização de plantações. O pacote também inclui químicos que já foram banidos na União Europeia, como produtos à base de Imazetapir e o Sulfentrazona.”

Os mesmos dados por outras fontes

O Mar Sem Fim se esmera por escolher as fontes mais confiáveis, já que não somos especialistas no assunto. Outra destas fontes muito conhecidas é o jornal Folha de S. Paulo, e um de seus colaboradores, o jornalista Janio de Freitas. Na edição de 10/3/2019, publicou a coluna, Licença para envenenar onde se lê que…”O Conselho de Pesquisa Científica da ONU denunciou o agrotóxico glifosato, na semana passada, como potencial causador de câncer. A França estabelece, há pouco, duras restrições a determinados agrotóxicos. Nos Estados Unidos, além das limitações de uso, está proibida a pulverização aérea (de glifosado). Todos eles, e muitos outros, por ameaça ao consumidor e envenenamento do meio ambiente.  Esses agrotóxicos estão, porém, nos pratos e marmitas do almoço e do jantar brasileiros, no café da manhã e no lanche, em doces e guloseimas. E no ar.” Consta também que “a União Européia baniu qualquer tipo de pulverização de pesticidas desde 2009.”

imagem de pulverização de plantação de bananas
Pulverização de plantações no Vale do Ribeira, SP. Imagem: Lalo de Almeida

O mar, e nossa saúde, pagam a conta

Os agrotóxicos, a falta de saneamento (no Brasil só 40% das residências têm saneamento), a poluição industrial, e até produtos que usamos no corpo, como cremes, remédios, e outros, têm quase sempre o mesmo destino: os mares. O que varia é a forma de chegada. No caso dos agrotóxicos, a via expressa são os rios que deságuam no mar; no caso dos remédios e cremes que usamos, somos nós mesmos os agentes quando frequentamos o litoral.

Agrotóxicos: a população precisa saber
Rios deságuam no mar

90% da cadeia de vida marinha começa no litoral

O problema é  grave porque 90% da cadeia de vida marinha começa neste espaço de transição entre a terra, e a água, exatamente os mesmos locais onde vão parar os restos desta sopa mortal. Conseguimos a façanha de inverter o conceito do moto-perpétuo. Quanto mais poluímos este espaço, mais agredimos nossas entranhas porque a poluição volta pra dentro da gente.

Nossa ação com agrotóxicos, e outras formas de poluição, atinge a Antártica

A bióloga Fernanda Imperatrice Colabuono, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), estudou os petréis-gigantes das ilhas Elefant, e Livingston, no arquipélago das Shetland do Sul, na Península Antártica, e confirmou, a partir de amostras de sangue,  a presença de diversas substâncias nocivas, entre as quais o DDT, pesticida banido nos Estados Unidos em 1972, quando se constatou que seu uso ameaçava a sobrevivência de diversas espécies de aves de rapina.

Nos verões antárticos de 2011/2012 e 2012/2013, Colabuono coletou amostras de sangue de 113 indivíduos e constatou a presença de contaminantes orgânicos como bifenilos policlorados (PCBs), hexaclorobenzeno (HCB), pentaclorobenzeno (PeCB), diclorodifeniltricloroetano (DDTs) e derivados, o pesticida clordano (banido nos Estados Unidos em 1988) e o formicida Mirex (banido nos Estados Unidos em 1978 e recentemente no Brasil)

Até nos locais mais profundos, como os 11 mil metros da fossa das Marianas, foram encontrados pequenos amphipodes, espécie de crustáceos, ‘com concentrações extremamente altas’ de PCB (bifenilos policlorados), e PBDE (éteres difenílicos polibromados).

Não se iluda, cada um de nós também dá grande contribuição

Para se ter uma ideia de nossa ação, saiba que o ‘rei’ da contaminação costeira, no mundo, são os pomposos “poluentes orgânicos persistentes“, como dizem os cientistas, ou, como explica o Professor Frederico Brandini, Diretor do IOUSP:

cataflan, prozac, anticoncepcional, cafeínas, substâncias que a sociedade consume há décadas, que eliminam pela urina, que vão para os lençóis freáticos, e acabam parando no mar. Pior..não há bactérias capazes de degradarem estas substâncias que são oriundas de  loterias bioquímicas produzidas pelo homem…

‘Continuar este ciclo é no mínimo estúpido’

Além dos alimentos que vêm do campo, contaminados, há os que saem do mar com o mesmo problema. Ambos encontram seu destino final em nossos estômagos. Continuar este ciclo é no mínimo estúpido. Sair dele não é tão difícil quanto parece. Exige que a sociedade acorde e  reaja. Não pode ficar omissa. Ela precisa deixar o eterno papel  de figurante para assumir o de protagonista. Exigir seus direitos, participar dos debates, praticar cidadania, são algumas das ferramentas.

Moral da história

Somos todos responsáveis, temos a obrigação de deixar a menor pegada possível. Não é preciso lembrar que estamos aqui de passagem. Há muito o que fazer mas, um dos caminhos, é se informar sempre, e pressionar o poder público. O Estado deve assumir seu papel de árbitro imparcial. Nada contra o agronegócio, tão importante para o país. Mas nem por isso as hortas, os pomares, e os campos arados se tornaram terra de ninguém, onde cada um faz o que quer, sem pensar nas consequências, sem pensar na maioria.

Quando o Projeto Veneno voltar a tramitar na Câmara, o Mar Sem Fim voltará ao tema.

Imagem de abertura: diarioliberdade.org.br

Fontes: https://www.worldatlas.com/articles/top-pesticide-consuming-countries-of-the-world.html;  http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/alessandra-luglio/consumo-de-agrotoxicos-no-brasil/; https://sidra.ibge.gov.br/tabela/772#resultado; http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,agrotoxicos-lideranca-indesejavel-no-mundo,10000061639; http://Agenda Ambiental para o Desenvolvimento; http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/29/politica/1430321822_851653.html; http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/agricultura_e_meio_ambiente/arvore/CONTAG01_40_210200792814.html; http://www.io.usp.br/index.php/noticias/49-io-na-midia/1058-agrotoxicos-ameacam-colonias-de-aves-da-antartica; http://www.startagro.agr.br/por-que-o-agronegocio-precisa-de-uma-comunicacao-moderna/; http://www.unesco.org/new/en/goodwill-ambassadors/nizan-guanaes/; http://br18.com.br/agrotoxico-futebol-e-foto-de-mulher-seminua/; http://www.cnpma.embrapa.br/down_site/forum/2013/agrotoxicos/palestras/Forum2013_KARENFRIEDRICH.pdf; https://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/projeto-de-lei-sobre-agrotoxicos-o-pl-do-veneno-poe-o-lucro-acima-da-saude-das-pessoas.ghtml; https://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/projeto-de-lei-sobre-agrotoxicos-o-pl-do-veneno-poe-o-lucro-acima-da-saude-das-pessoas.ghtml; https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2018/06/26/interna-brasil,690951/relatorio-da-lei-dos-agrotoxicos-e-aprovado-plenario-votara-apos-elei.shtml; https://www.abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/wp-content/uploads/2013/10/DossieAbrasco_2015_web.pdf; https://www.baumhedlundlaw.com/toxic-tort-law/monsanto-roundup-lawsuit/where-is-glyphosate-banned/.

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75 COMENTÁRIOS

  1. AFIRMAÇÃO INFUNDADA!!!
    “Nos Estados Unidos, além das limitações de uso, está proibida a pulverização aérea.”

    Essa afirmação não é verdade!!! Os EUA possuem a maior frota de aviações agrícolas do MUNDO e além disso não possuem tanta legislação e fiscalização quanto o Brasil!! Eles possuem praticamente o dobro de aeronaves agrícolas! A aviação Agrícola possui regulamentação específica – IN 02 do Ministério da Agricultura, RBAC da ANAC do IBAMA, CREA, órgãos estaduais de meio ambiente além dos municipais! E de diversos outros órgãos! No último relatório apresentado pela ANVISA nenhum dos alimentos que apresentaram um número maior de presença de agroquímico é pulverizado pelo avião! Esse pré conceito infundados tem que acabar!

    Aviação Agrícola, única regulamentada e fiscalizada utiliza menos água e produto químico que qualquer outro tipo de aplicação, ainda é por lei obrigada a ter um agrônomo coordenador da operação, um técnico com curso especifico para alimentar a aeronave e um piloto com curso específico de agrícola. As empresas possuem pátio de descontaminação para lavagem da aeronave, quebarando o principio ativo em um tanque específico legislado pelo MAPA. Todos os voos estão em um relatório que são enviados para os órgãos de fiscalização.

    Essas ideologias que estragam o país! Sem pesquisa científica e base teórica.

    • Gomes, quanto aos USA o que foi proibido é a pulverização de glifosado, permitido no Brasil. No entanto a Comunidade Européia baniu qualquer tipo de pulverização desde 2009.

      • Que bom que vocês ARRUMARAM O ERRO NO TEXTO João, pois não é proibido a pulverização aérea nos Estados Unidos, como estava anteriormente.

        Vamos lá, continuando as correções.
        * NÃO É PROIBIDA A APLICAÇÃO DE GLIFOSATO POR AVIÃO NOS ESTADOS UNIDOS!!! Pelo contrário! São os que mais aplicam de avião!! Desculpa, mas tem algo errado aí…
        * NÃO É PROIBIDA A APLICAÇÃO AÉREA NA EUROPA!!! Existem indicações de aplicação nas bulas dos produtos se é aéreo ou terrestre. Como a Europa possue pequenas áreas é pouco utilizada. Há três anos atrás, a aplicação aérea foi usada no combate a mosquitos na ESPANHA, que estavam afugentando turistas. Isso resolveu um grande problema que eles tinham por lá. Segue link da matéria:
        https://www.levante-emv.com/castello/2018/07/27/torreblanca-actua-larvas-mosquito-humedal/1749648.html

        Infelizmente, esses erros, a falta de conhecimento, levam o setor a sofrer preconceitos, levam desemprego de jovens técnicos novos que saem das escolas, engenheiros agrônomos, que querem trabalhar na aviação agrícola, que inclusive combate incêndios florestais. Mesmo a atividade sendo única regulamentada e fiscalizada e que utiliza menos água e produto químico que qualquer outro tipo de aplicação, passa por estas questões. Não é nada pessoal João, aliás, o setor deveria informar melhor sobre a atividade, que está no Brasil a 70 anos. Mas acredito que a fase da desinformação passou e chegou a internet para ajudar.

        Caso queira saber mais sobre o assunto, estou inteiramente a disposição para somar, não para conflito, que isso já temos demais no Brasil hehe, mas para trazer conhecimento. Algo que o setor deveria ter levado a muito tempo. Obrigado pela oportunidade de debater com você.

        • Gomes: fui pesquisar novamente, depois de sua mensagem. Acreditei no que disse o consagrado Jânio de Freitas, em matéria cujo link está em ‘fontes’. De fato, não encontrei restrição ao glifosato nos USA. Mas na Comunidade Europeia, sim. Veja os dados e respectivos links:
          The following countries have issued outright bans on glyphosate, imposed restrictions or have issued statements of intention to ban or restrict glyphosate-based herbicides, including Roundup, over health concerns and the ongoing Roundup cancer litigation:

          Lista dos países com restrições

          Argentina: Over 30,000 health care professionals advocated for a glyphosate ban following the International Agency for Research on Cancer’s (IARC) report on glyphosate, which concluded the chemical is probably carcinogenic to humans. More than 400 towns and cities in Argentina have passed measures restricting glyphosate use.
          Australia: Numerous municipalities and school districts throughout the country are currently testing alternative herbicides in an effort to curtail or eliminate glyphosate use. Many use steam technology for weed control on streets and in other public areas.
          Belgium: Banned the individual use of glyphosate. In 2017, Belgium voted against relicensing glyphosate in the EU. The country was also one of six EU member states to sign a letter to the EU Commission calling for “an exit plan for glyphosate…” The city of Brussels banned the use of glyphosate within its territory as part of its “zero pesticides” policy.
          Bermuda: Outlawed private and commercial sale of all glyphosate-based herbicides. In 2017, the government relaxed its ban on glyphosate, allowing the Department of Environment and Natural Resources to import restricted concentrations of glyphosate for managing roadside weed overgrowth.
          Brazil: In August of 2018, a federal judge in Brasilia ruled that new products containing glyphosate could not be registered in the country. Existing regulations concerning glyphosate were also suspended, pending a reevaluation of toxicological data by Anvisa, the country’s health agency. In September of 2018, a Brazilian court overturned the federal judge’s ruling. September marks Brazil’s first month of soybean planting. The country is the largest exporter of soybeans in the world, and as such, has become heavily reliant on agrochemicals. Anvisa issued a statement following the court’s decision to overturn the ruling, saying it will take necessary legal and technical steps in response. Further, Brazil’s Solicitor General’s office has said it is preparing an appeal to the court decision with support from the Agriculture Ministry.
          Canada: Eight out of the 10 provinces in Canada have some form of restriction on the use of non-essential cosmetic pesticides, including glyphosate. Vancouver has banned public and private use of glyphosate, aside from the treatment of invasive weeds.
          Colombia: In 2015, Colombia outlawed the use of glyphosate to destroy illegal plantations of coca, the raw ingredient for cocaine, out of concern that glyphosate causes cancer. However, in January of 2017, the country reinstituted its controversial glyphosate fumigation program for coca. Unlike the previous program, which used aerial fumigation, the new program consists of manual spraying from the ground.
          Czech Republic: Agriculture Minister Miroslav Toman said the country will limit glyphosate use starting in 2019. Specifically, the Czech Republic will ban glyphosate as a weedkiller and drying agent.
          Denmark: The Danish Working Environment Authority declared glyphosate to be carcinogenic and has recommended a change to less toxic chemicals. Aalborg, one of the largest cities in Denmark, issued private-use glyphosate ban in September of 2017. In July of 2018, the Danish government implemented new rules banning the use of glyphosate on all post-emergent crops to avoid residues on foods.
          El Salvador: Banned glyphosate over links to deadly kidney disease.
          England: Following the landmark $289 million Monsanto Roundup verdict on Aug. 10, 2018, Homebase, one of England’s largest DIY retailers, announced that it would review the sale of Roundup and Ranger Pro. A number of townships, including Brighton, Frensham, Hammersmith & Fulham, Bristol, Glastonbury, Frome, Erewash, North Somerset, Lewes and Wadebridge have also voted to institute restrictions on pesticides and herbicides, including glyphosate. The London Borough of Croydon announced at the end of 2018 that it will stop using glyphosate for ground maintenance.
          France: In November of 2017, President Emmanuel Macron announced that France would issue an outright ban on glyphosate within the next three years. Macron later backtracked, saying a blanket ban within the time frame would not be possible. Instead, France is committed to banning glyphosate for 85% of use. French authorities banned the sale, distribution and use of Roundup 360 in early 2019.
          Germany: According to Environment Minister Svenja Schulze, Germany plans to update its conditions for pesticide approval and will seek an end date for glyphosate use. Certain retail stores in Germany have also pulled glyphosate-based herbicides like Roundup from shelves.
          Greece: Greece was one of nine EU countries to vote against relicensing glyphosate in November of 2017. The country was also one of six EU member states to sign a 2018 letter to the European Commission calling for “an exit plan for glyphosate…” According to Greek Minister of Agricultural Development Evangelos Apostolou, “[i]t is our duty to push in the direction of risk management, in the interests of consumers, producers and the environment.” In March of 2018, the Greek government approved a five-year license for Monsanto’s Roundup against the wishes of Greek environmentalists.
          India: In October of 2018, the government of Punjab banned the sale of glyphosate in the state. “All pesticide manufacturers, marketers and dealers in the State shall not sell glyphosate formulations-concentrations with immediate effect. The licensing authorities have been asked to take necessary steps for removal of entries for glyphosate from the licenses issued by them,” said State Agriculture Secretary K.S. Pannu. In February of 2019, the Indian state of Kerala issued a ban on the sale, distribution and use of glyphosate.
          Italy: Italy’s Ministry of Health placed a number of restrictions on glyphosate use. Italian legislators have also raised concerns about glyphosate safety, and have come out against relicensing the herbic ide in the European Union. In 2016, the Italian government banned the use of glyphosate as a pre-harvest treatment and placed restrictions on glyphosate use in areas frequented by the public. In November of 2017, Italy was one of seven EU nations to vote against relicensing glyphosate.
          Luxembourg: One of Luxembourg’s largest supermarket chains removed glyphosate from its shelves following the release of the IARC glyphosate report. Luxembourg was one of nine EU countries to vote against relicensing glyphosate in November of 2017, and in early 2018, the country signed a letter to the EU Commission calling for “an exit plan for glyphosate…“

          Malta: Malta began the process of instituting countrywide ban of glyphosate. However, Environment Minister José Herrera backtracked in January of 2017, saying the country would continue to oppose glyphosate in discussions but would fall in line with the European Union and wait for further studies. In November of 2017, Malta was one of nine EU countries to vote against relicensing glyphosate. The country also signed a letter to the EU Commission in 2018 calling for “an exit plan for glyphosate…“
          Netherlands: Banned all non-commercial use of glyphosate.
          New Zealand: The cities of Auckland and Christchurch passed resolutions to reduce the usage of chemicals for weed and pest control in public places. The Physicians and Scientists for Global Responsibility, a New Zealand charitable trust, called for a glyphosate ban in 2015.
          Portugal: Prohibits the use of glyphosate in all public spaces. President of the Portuguese Medical Association has also called for a worldwide ban of glyphosate.
          Scotland: Aberdeen cut back its use of herbicides and Edinburgh’s City Council voted to phase out glyphosate. In November of 2017, five of Scotland’s six EU parliamentarians voted in favor of a motion that would phase out glyphosate by 2022.
          Slovenia: Slovenia was one of six EU member states to sign a 2018 letter to the European Commission citing “concerns” about the risks associated with glyphosate. The letter called upon the Commission to introduce “an exit plan for glyphosate…”
          Spain: According to Kistiñe Garcia of the Spanish NGO, Ecologistas en Acción, Barcelona, Madrid, Zaragoza and the region of Extremuda have decided to ban glyphosate. The regions of La Rioja (major Spanish wine region) and Aragon have also approved motions against endocrine disrupting chemicals, which includes glyphosate.
          Sri Lanka: Sri Lanka was the first country to issue a nationwide ban on glyphosate. However, in 2018, the government decided to lift the ban due to crop losses and overgrowing weeds.
          Sweden: Raised concerns about glyphosate safety and has pushed against relicensing the herbicide in the EU. In 2017, the Swedish Chemicals Agency (SCA) announced it was planning to tighten rules on private use of plant protection products. Under the plan, private users would only be allowed to use products containing “low-risk substances.” According to the SCA, glyphosate is an example of an active substance not expected to be included among low-risk substances, meaning in due time, private consumers may not be permitted to use herbicides containing glyphosate.
          Switzerland: Concerned about public wellbeing, the Swiss supermarket chains Migros and Coop removed glyphosate-based products from their shelves due to health risks. In 2017, the Green party put forth a plan to ban glyphosate in Switzerland. The proposed plan was rejected by the Federal Council, Switzerland’s executive. Fonte desta informação: https://www.baumhedlundlaw.com/toxic-tort-law/monsanto-roundup-lawsuit/where-is-glyphosate-banned/

          Europa:
          Aerial application, or what was formerly referred to as crop dusting, involves spraying crops with crop protection products from an agricultural aircraft. Planting certain types of seed are also included in aerial application. The specific spreading of fertilizer is also known as aerial topdressing in some countries. Many countries have severely limited aerial application of pesticides and other products because of environmental and public health hazards like spray drift; most notably, the European Union banned it outright with a few highly restricted exceptions in 2009,[1] effectively ending the practice in all member states.
          https://en.wikipedia.org/wiki/Aerial_application

          • Então, primeiro, altera no texto que o Glifosato é proibido pulverizar nos EUA, por favor. Vamos ajustando uma coisa por vez. Estamos na segunda correção.

      • O senhor, claramente, não tem a menor noção sobre aquilo no que finge ser especialista. Seu texto consegue ser enviesado a ponto de dizer que o uso de moléculas sem registro aumentará, caso o trâmite do registro seja agilizado. É exatamente o contrário. E protege os consumidores, já que se usará o que foi testado.
        Em suma, trata-se mais um artista querendo posar de consciência do mundo e conseguindo ser, no máximo, patético.

  2. 1) O Brasil é o oitavo em consumo de agrotoxicos por area plantada e não o primeiro como diz a reportagem
    2) A agricultura brasileira é uma das mais eficientes do planeta
    3) Fiocruz como fonte é altamente suspeita. Só tem comunista.
    4) Agricultura organica de soja, cana, milho, grãos em geral, não existe.
    5) Algum dos babacas já se perguntou qual é o fertilizante mais utilizado na agricultura organica? Por isso a agricultura organica que representa cerca de 3% do total no primeiro mundo já matou mais gente do que a agricultura que utiliza agrotoxicos.
    6) A maioria dos remedios na farmacia tomados em dose elevada matam. Que tal chamar os remedios de homotoxicos? Agrotoxico é remedio: mata plantas daninhas, insetos, fungos.
    7) Se os agrotoxicos fossem abolidos a produção agricola mundial cairia em cerca de 35% a 40% provocando uma fome monumental.

  3. Parem com isto! A palavra “agrotóxico” já é ideológica e preconceituosa. O termo correto é “defensivo agricola”, ou senão, vermifugo deveria ser chamado de “vermetoxico”? São remédios!…. para salvar a planta de seus parasitas!!! Hellooo…

  4. “Agricultura mais competente do mundo”, cara pálida ???? Faz me rir: AHAHAHA.

    Agronegócio mais competente do mundo será aquele que dispensa agrotóxico, que não envenena, nem maltrata os animais, que não desmata, que não precisa fazer lobby no congresso, que prioriza qualidade ao mercado interno, que não cria latifúndio, que não expulsa pessoas de suas terras à bala, que não faz caminhoneiro de escravo, que não contamina rios e lençóis freáticos com glifosato, que não extermina abelhas com pesticida, que obedece a lei, que não faz contrabando de agrotóxico proibido, que investe pesado em pesquisa em universidades brasileiras (ao invés de remeter a bufunfa para bancos estrangeiros), que não precisa gastar milhões em propaganda na TV (repetindo 1000 vezes aquela bobagem ‘Agro e Tech, Agro é Pop’) e que não chama agrotóxico de ‘agente fitossanitário’ ou de ‘agroquímico’ com o objetivo único de enganar os outros.

    Essa sim será a agricultura mais competente do mundo.
    O resto é conversa mole pra burro dormir.

    • No ENEM, há inúmeras vagas pra agronomia. Tenta lá. Estuda. E, depois, emite uma opinião, minimamente, balizada.
      Esse conselho serve também para o autor do blog.

  5. Boa tarde. Quando vejo está notícia do 70% de alimentos contaminados, eu fico a espera da próxima, que mostra os alimentos líderes em contaminação, pimentão sempre entre os primeiros; daí vou a feira e pago bem menos do que antes destas notícias. Todo ano é igual.

    • O que falta para que uma boa parte dos produtores rurais passem a usar menos veneno é informação. Hoje o que chega ao produtor, na forma de assistência rural, seja por meio grande maioria dos órgão públicos da área ou das grandes empresas do setor, é informação sobre como usar veneno e ponto. O Roundup é um símbolo. Agora que a internet está entrando mais forte no campo, a tendência é que eles tenham acesso a outras técnicas, que permitam a redução do uso de veneno. Pois, se depender do sistema que temos aí, não muda nada.

  6. COMO VCS ACHAM QUE 7 BILHÕES DE PESSOAS VÃO SE ALIMENTAR, COM PRODUTOS ORGÂNICOS DE BAIXA PRODUTIVIDADE, OU COM AGROECOLOGIA. OS POBRES PRECISAM DE PRODUTOS BONS, BARATOS E PRODUZIDOS PELA AGRONOMIA MAIS COMPETENTE DO MUNDO, A NOSSA.
    SÃO MAIS DE 8.000 PRAGAS E DOENÇAS QUE ATACAM AS PLANTAS CULTIVADAS.
    USAMOS POR ÁREA PLANTADA 20% DO AGROQUÍMICO QUE O JAPÃO UTILIZA.
    SÓ QUE A NOSSA ÁREA PLANTADA É DEZENAS DE VEZES MAIOR QUE A ÁREA PLANTADA DOS OUTROS PAÍSES.
    VCS PRECISAM CONSIDERAR USO DE AGROQUÍMICO/ÁREA CULTIVADA, ASSIM FICA MAIS HONESTO.
    PS LAVAR AS PLANTAS COM HIPOCLORITO DE SÓDIO RESOLVE A MAIOR PARTE DE AGROQUÍMICO RESIDUAL EM PLANTAS COMESTÍV

    • Ninguém falou em produtos orgânicos. O que eu disse, é que todos vcs passam batido pelos alertas do Dr. Paulo Saldiva; ninguém comentou o fato de que ‘A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos’; ninguém comentou o que disse a “Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”;por fim, ninguém comentou o fato de que os agrotóxicos usados aqui foram banidos dos USA e da Comunidade Européia. Bem que eu cantei a bola.

  7. No mínimo vergonhoso o que estão fazendo e o que provavelmente vão fazer em relação ao avanço desenfreado dos agrotóxicos no Brasil. Daqui a pouco vão pedir licenciamento automático para estes produtos….

  8. Gosto de suas colunas mas vejo que nesse caso os dados são manipulados para mostrar uma realidade diferente. Vejamos o quadro Top Pesticids em que o Brasil é o quinto colocado, estamos muito abaixo de países que produzem igual ou menos q nós e pouco acima de países europeus que não produzem 20% do que produzimos. Acho que enquanto ficarem atacando o Agro sem dados verdadeiros e ficarem tentando criminalizar o agronegócio como se ele fosse um mal para o mundo não vamos resolver esse problema. Fica aqui alguns questionamentos.
    1- Como produzir alimentos para tanta gente e a preços acessíveis (lembrando que uma grande parte da população mundial passa fome e se queremos alimentar eles temos q produzir mais alimentos).
    2- Qual a solução para os agrotóxicos? O que usar no lugar delés? Sementes transgênicas que poderiam aumentar a produtividade com menos agrotóxicos são altamente combatidas pela mídia e ongs que nem sabem nada do assunto.
    Acho que todos querem comer sem agrotóxico e comida saudável mas infelizmente não é possível produzir “orgânicos ” para todos. Acredito q com esse tipo de atitude de confronto e criminalização do agro não se vai chegar a lugar nenhum.
    P.S. não sou produtor e não trabalho com agrotóxicos.

    • Samuel, manipulado, Samuel? Por que vc não comentou os alertas de Paulo Saldiva? Por acaso é manipulação colocar o que disse a Fundação Oswaldo Cruz??? E o que dizer dos agrotóxicos aprovados aqui que foram banidos dos USA e Comunidade Européia??? Manipulada é a sua resposta que finge não ver estes dados que insisto em repetir:A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos.”

      • Ola. Estou reposta do meu pedido pois talvez nao o tenha percebido devido ao fato que alguns comentarios aparecem com data de 2018. Aqui vai:

        “Desculpe, talvez por estar cansado do trabalho, mas nao tive sucesso identificando as referencias que disse haver ao longo do texto sobre a pesquisa da ABRASCO. Poderia referenciar o trabalho cientifico (publicacao cientica e nao artigo de jornal ou revista) onde eu possa ler sobre o trabalho desenvolvido pela ABRASCO? Obrigado.

        Ps.: me parece tambem que o Brasil, segundo os dados que voce apresentou, e a apesar de ser uma das maiores potencias agricolas mundias, esta classificado abaixo de outros produtores menos significantes como Tailandia, e apenas um pouco acima (em relacao ao consumo absoluto de pesticida) de outros paises bem menos significativos agriculamente no cenarion mundial como Italia, e nao muito longe de outra potencia agricola, com regras rigidas sobre controle de pesticidas, como o Canada. E’ tambem relevante a sigificante diferenca entre os 3 paises no topo da lista em relacao aos outros paises em termos do consumo agricola. Essa afirmacao e’ baseada em uma analise “unbiased”, puramente baseada em fatos publicados por voce. De qualuer forma, uma analise mais solida seria aquela em que o consumo de pesticida por cada pais fosse normalizada pela producao total agricola (algum similar a um calculo que leva a renda per capita). Por exemplo, o Brazil produz muito mais que a Italia e tem um consumo de pesticida equiparado a este pais.

      • Caro Joao,
        O que o Samuel esta argumentando e’ como produzir para 7 bilhoes sem os agrotoxicos e sem os transgenicos? Nao existem duvidas que, se pudessemos, eliminariamos os agrotoxicos que fazem la nao so aos homens, mas a natureza como um todo. Porem, qual e’ a alternativa? Por exemplo, qual a sua sugestao para um produtor manter a producao num patamar competitivo com o atual (que depende de pesticidas)? Como dira ao produtor que a sua opcao (casa tenha uma) nao afetara as suas condicoes financeiras?

  9. Caro Dr.Lara Mesquita;
    Por que o senhor não disponibilizou aqui no seu artigo o trabalho de pesquisa citado de autoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) que afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos.”?

    Seria importante para dar sustentação a toda a sua base de desenvolvimento do texto. De forma oposta, vocâ citou e trouxe à Luz da ciência os dados da FAO.

      • Desculpe, talvez por estar cansado do trabalho, mas nao tive sucesso identificando as refen ias que disse haver ao longo do texto. Poderia referenciar ao trabalho cientifico (publicacao cientica e nao artigo de jornal ou revista) onde poderia ler sobre o trabalho desenvolvido pela ABRASCO.

  10. Defensivos mais modernos, eficientes e menos tóxicos demoram 5 anos para serem aprovados no Brasil, já chegam velhos. Claro que a ANVISA não vai querer perder sei “poder”.

    A agricultura orgânica é linda, mas sem tecnologia e segurança para abastecer a população mundial.

  11. È muito assustador tudo isso. O que será de nós que temos um Congresso, em sua maioria, composto por tapados, interesseiros, vendidos e estúpidos?
    Dá muito medo saber que estamos sendo “cobaias”, saber que um de nós ou familiares ou amigos, corre o risco de ser contaminado!
    Queria entender o que esses congressistas tem na cabeça. Será que a ganância por dinheiro é assim tao desmedida a ponto de colocar a saúde deles próprios e de seus familiares em risco? (não digo a saúde de uma nação pq nós, povo, não somos absolutamente nada para essa gente).

    • Você mesma respondeu, Ana, “não somos absolutamente nada para essa gente”. Somos apenas de quem eles tiram grana para colocarem em contas no exterior. Nada mais, com raríssimas exceções. Abraços

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