Tráfico de animais silvestres, e o Facebook

2
2160
views

Tráfico de animais silvestres, o Facebook e você, tudo a ver

O tráfico sempre existiu, estimulado por vários países e centenas de traficantes. Mas agora a coisa ficou ainda mais feia. Matéria da Folha de S. Paulo, de junho, informa que o tráfico de animais silvestres conta com ajuda da tecnologia, “o Facebook virou a maior feira ilegal de animais no país, segundo fiscalização do Ibama, mas o instituto diz não conseguir apoio efetivo da rede social para prevenir a prática.” Tanto é verdade que, em 2015, o Ibama mandou ofício à direção da rede…

“Crimes e infrações contra o meio ambiente na rede social Facebook”

Segundo o documento, em 2014 houve 60 denúncias, que saltaram para 170 em 2015. O Ibama diz que 95% das denúncias de crimes ambientais pela rede estavam relacionadas ao Facebook. Para minimizar o problema, o Ibama solicitou que um representante fosse à Brasília a fim de tratar de estratégias para o combate de ilícitos ocorridos na rede social. Mas o…

Facebook ignora pedido do Ibama contra tráfico de animais silvestres

Resultado da omissão? “Durante nove meses, entre 2017 e 2018, o Ibama pesquisou, separou e copiou inúmeras páginas no Facebook e outras redes sociais, nas quais era oferecido um total de 1.277 animais – 85% estavam em cativeiro e em 30% dos casos a venda foi comprovada.” E prossegue a Folha: “Em apenas uma das páginas, o Ibama contou 274 animais oferecidos para venda, principalmente iguanas. Se todos fossem vendidos, teriam rendido R$ 53 mil.”

Quais animais são os mais vendidos pelo Facebook?

Iguanas, jabutis, cobras, aranhas, escorpiões, lagartos, jacarés, e macacos entre outros. “O Ibama concluiu que havia dezenas de grupos fechados no Facebook destinados ao comércio ilegal de animais.” “Muitos dos animais oferecidos constavam da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora Selvagem em Perigo de Extinção, e outros sendo introduzidos no Brasil fora de sua área de ocorrência.”

Ibama tenta nova conversa com o Facebook

“O Ibama tentou novamente uma conversa com o Facebook, desta vez apelando à Embaixada dos Estados Unidos. A empresa enviou representante mas não alterou substancialmente sua política. Na reunião, argumentou sobre risco de invasão de privacidade dos usuários da rede.”

Roberto Cabral Lopes, coordenador de operações do Ibama declarou…

Tentamos abrir um diálogo, mas tem sido difícil. O que precisamos é de um procedimento ativo do Facebook na prevenção. Se ele consegue identificar a foto de uma pessoa pelo rosto, não consegue identificar um pássaro ou um réptil que está sendo vendido ilegalmente?

Se o Face não faz sua parte, faça você!

O que nos resta fazer? Denunciar o Face, e as páginas e ou grupos, que vendem animais pela rede. Esse é um trabalho de todos nós. Sabe-se do apelo que animais causam nas redes sociais. Difícil esquecer a invasão do laboratório Royal, São Roque, em 2013, para ‘salvar beagles’ (deixando os ratinhos de lado…). Portanto, a partir de agora, salve todos, incluso ratos. Ao ver uma página no Face vendendo animais, denuncie, ligue para…

Números do Ibama para denúncia

Você pode mandar um correio para: [email protected]. Ou ligar para (61) 3316-1015

(61) 3316-1015

Não passa semana sem que vejamos matérias sobre o tráfico de drogas. Natural, o problema assola o mundo. De tempos em tempos, conforme as guerras evoluem, entra na pauta o tráfico de armas. Natural, é problema mundial.  Mas, o tráfico de animais silvestres,  terceira maior atividade ilícita do mundo (perde para tráfico de drogas e de armas), não é pautado, senão por sites. Inacreditável mancada. Especialmente porque “o Brasil participa com 15% desse mercado.” Roberto Cabral Borges, coordenador de operações de fiscalização do Ibama declarou que…

Atualizado

Imagem de ararinha azul, símbolo do tráfico de animais silvestres
Ararinha azul, símbolo de tráfico de animais silvestres (Foto:news.mongabay.com

Quanto movimenta no mundo o tráfico de animais silvestres?

“A criminalidade da vida selvagem é grande negócio. Administrada por redes internacionais, a vida selvagem é traficada de forma muito parecida com drogas e armas. Por sua natureza, é quase impossível obter dados sobre o valor do comércio ilegal de vida selvagem.” A afirmação é do WWF.

Departamento de Estado dos EUA: US $ 10 bilhões por ano!

Mas o Departamento de Estado dos EUA não se omite. Estima o valor em nada menos que US $ 10 bilhões por ano. “O tráfico de animais  é considerado o terceiro comércio ilícito mais valioso do mundo, depois de drogas e armas. É estimado em US $ 10 bilhões. As aves são o  mais comum. O Departamento de Estado estima que entre dois milhões e cinco milhões de aves selvagens, de beija-flores a papagaios e harpias, são comercializadas ilegalmente em todo o mundo a cada ano.(www.smithsonianmag.com).”

Estimativa da RENCTAS

A RENCTAS, uma bela ONG nacional, estima o valor entre “10 a 20 bilhões de dólares.

Vamos pegar o meio termo, e considerar apenas US$ 10 bilhões de dólares. Se o Brasil representa de 10%, a 15% deste mercado, nossa fatia representa US$ 1,5% bilhões ao ano. Isso é o que valeriam cerca de 12 milhões de animais selvagens (você lerá abaixo)Mais que muitos segmentos da economia.

Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas

“Desde 1973, a compra e venda de vida selvagem  foi regulamentada pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES). O objetivo é impedir que o comércio ameace a sobrevivência de 5.000 animais e 28.000 espécies de plantas. A aplicação da CITES recai em países individuais, muitos impõem regulamentos adicionais sobre comércio de vida selvagem. Nos Estados Unidos, a Lei de Conservação de Aves Selvagens de 1992 proibiu a importação da maioria das aves capturadas. Em 2007, a União Europeia proibiu a importação de todas as aves selvagens. O Equador e quase todos os outros países da América do Sul proíbem a captura comercial e exportação de papagaios selvagens capturados (www.smithsonianmag.com)”.

Brasil, Equador e América Latina

E sobre o Brasil, e América Latina, informa o mesmo site, “a América Latina é vulnerável ao tráfico de vida selvagem devido à extraordinária biodiversidade. O Equador tem cerca de 1.600 espécies de aves; todo o território dos Estados Unidos tem cerca de 900. É difícil encontrar dados precisos sobre o comércio ilegal de animais. O Brasil é o país latino-americano com a informação mais abrangente; seu Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) cita estimativas de que pelo menos 12 milhões de animais selvagens são caçados todos os anos (www.smithsonianmag.com)”.

Quais tipos de animais?

“O que é mais notável neste comércio é a variedade de espécies. Aves – papagaios, araras e aves canoras – estão entre os mais traficados. Répteis, incluindo iguanas e cobras são populares no comércio de animais de estimação. Tartarugas são colhidas por seus ovos,  conchas, por sua carne; jacarés por suas peles. Impressionante é o imenso volume e os altos preços para iguarias de frutos do mar tiradas ilegalmente – variando de barbatanas de tubarão, bexigas de natatórias, pepinos do mar e carne da concha rainha. Variedade notável de outros animais também é traficada, incluindo jaguares, tatus, macacos, sapos, escorpiões e aranhas (news.mongabay.com.).”

imagem de cobras, vítimas do conha Rainha é mais uma vítima do Tráfico de animais silvestres
Cobras, uma das espécies favoritas no tráfico de animais silvestres(Foto: /www.hipercultura.com)

Tartarugas

O www.smithsonianmag.com, diz que “Milhões de tartarugas, crocodilos, cobras e outros répteis também são traficados. Assim como mamíferos e insetos.”

O RENCTAS lembra que, “Milhões de borboletas mortas abastecem o mercado mundial, movimentando cerca de US$ 100 milhões por ano (Fitzgerald, 1989).”

“Amplitude e complexidade, complica a análise”

E, acrescenta: “A amplitude e a complexidade do comércio do mercado negro na vida selvagem complica a análise de sua escala e escopo. As avaliações tendem a se concentrar em um único país de origem, destino, tipo de animal ou alguma combinação dos dois.”

Tráfico de animais silvestres, como são levados?

Para o news.mongabay.com, “Animais arrancados de seu habitat sofrem. São contrabandeados em garrafas térmicas e meias de nylon, enfiados em tubos de papel higiênico, rolos de cabelo e calotas.

“Dê vodka e coloque no bolso”

“Em um mercado no Equador, ofereceram um periquito. Perguntei como colocaria em um avião. “Dê vodka e coloque no bolso”, disse ele. “Ficará quieto.” Conservacionistas dizem que a maioria dos animais capturados morre antes de chegar a um comprador. No noroeste da Guiana, vi 25 araras azuis e amarelas – certamente contrabandeadas da Venezuela – transportadas da selva em pequenas jaulas lotadas. Quando observei um vulto policial em um mercado em Belém, uma das 38 aves confiscadas era uma coruja em uma caixa de papelão escondida sob mobília no fundo da banca do mercado. Em um centro de resgate em frente a Quito, vi uma tartaruga com dois buracos de bala na carapaça. Seus donos a usaram para a prática de tiro ao alvo. Noventa por cento dos animais morrem em trânsito.”

Observação do Mar Sem Fim

O Mar Sem Fim acrescenta, quando estivemos em Belém, na primeira viagem do Mar Sem Fim, o que mais nos espantou foi ver no mercado Ver-o-Peso, inúmeras cobras vivas vendidas descaradamente. Foi chegar numa barraca, sem câmara de filmar, e perguntar se tinham. Depois de me examinarem rapidamente com o olhar, de cima pra baixo, o vendedor fez um gesto com a mão. De parar. Que ficasse naquele lugar. Obedeci. Em seguida, deu a volta no barracão e voltou com um saco. Parou em minha frente, abriu, de de lá tirou uma enorme cobra, pra meu horror. Porque odeio cobras. Dei uma desculpa e saí. A primeira coisa que vi foi um policial. É mais que óbvio, que sabem que ali funciona entreposto de venda de animais silvestres, mas não fazem bulhufas apesar dos dados do ‘ Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama).’

Tráfico de animais silvestres, para onde vão?

De acordo com o www.smithsonianmag.com, “Animais roubados na América Latina geralmente acabam nos Estados Unidos, Europa ou Japão. Muitos nunca deixam seus países nativos, instalados em hotéis e restaurantes, tornam-se animais domésticos. Na América Latina, manter os animais – papagaios, macacos e tartarugas – é tradição. Em partes do Brasil, animais silvestres domesticados são chamados xerimbabos, significa “algo amado”. Em pesquisas recentes, 30% dos brasileiros e 25% dos costarriquenhos disseram que mantiveram animais selvagens como ‘de’ estimação.”

Tráfico no Brasil

Sobre o tráfico no Brasil diz a RENCTAS, “Há quadrilhas organizadas e especializadas no tráfico de animais que são bem estruturadas para a venda ilegal. Cerca de 70% do comércio é para o consumo interno, o restante, exportado.”

Quem fica com eles?

News.mongabay.com:  “as aves estão entre os animais mais numerosos encontrados no mercado negro da América Latina. No Brasil, cerca de 80% são aves. Os principais alvos são os psitaciformes (papagaios e araras), coletados por sua plumagem colorida, e os passeriformes (pássaros empoleirados), escolhidos por seu canto exótico. Embora haja mercado para penas de aves e outras partes de aves, a maioria do comércio ilegal é para animais vivos de estimação.”

Para a RENCTAS, o tráfico nacional é direcionado para…

Animais para zoológicos e colecionadores particulares; animais para fins científicos; animais para comercialização internacional em “pet shops”

Imagem de aquário
O aquarismo, praticado por inconsequentes, é um sério problema (Foto: http://www.petguide.com/)

Observações do Mar Sem Fim

Note o terrível, “para animais de estimação”. Ou seja, de novo o descendente do Homo sapiens prova de ‘sapiens’,  não ter nada. Mas eis aí outra coincidência entre as três modalidades de tráfico, a demanda. Enquanto houver demanda, haverá produto, é lei do mercado. Não por outro motivo,  titãs do pensamento propõem liberação da droga. Porque sabem que, enquanto houver demanda…Há algumas forças da ‘economia’, como exemplo citamos a pesca industrial, além do tráfico, que não há força no mundo capaz de brecá-las. Já dissemos repetidas vezes.

Mas não são só pessoas que gostam de ter animais silvestres

Traffic.org:  “estudo do TRAFFIC demonstrou, madeira para móveis e habitação para ingredientes em processos de fabricação, como gomas e resinas roupas e ornamentos – couro, peles, penas, etc. Esporte – da falcoaria à caça de troféus. Cuidados de saúde – tudo, desde remédios de ervas, remédios tradicionais, a ingredientes para produtos farmacêuticos industriais, estima-se que 80% da população mundial conte com cuidados de saúde primários em medicamentos tradicionais. Religião – muitos animais e plantas ou derivados são usados ​​para fins religiosos; coleções – muitos espécimes da vida selvagem e curiosidades são coletados por museus e particulares.”

E os animais marinhos, ou aquáticos, traficados, quais são?

Traffic.org: “Em 2009, o TRAFFIC chamou a atenção para os riscos impostos aos tubarões de permitir a pesca em águas profundas nas águas regidas pela Organização Regional de Gestão das Pescas do Pacífico Sul (SPRFMO). O uso de tais técnicas foi posteriormente banido.”

Tubarões

O news.mongabay.com, estima que “todos os anos, 73 milhões de tubarões morrem para abastecer o mercado global de sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria servida em casamentos e banquetes chineses como um símbolo de status e riqueza.” O mesmo site aponta outra espécie preferida, “pepinos-do-mar, criaturas tubulares com pele coriácea, encontrados na costa da América Latina, também são considerados uma iguaria culinária na China, onde podem ser vendidos por US $ 300 por libra.

Observação do mar sem fim

Diversas espécies de cetáceos, como orcas, e outros, também são traficados para parques temáticos (arghh!), e outros…De tão medíocre, algumas companhias de aviação se negam a transportá-los. Também os cavalos marinhos são muito apreciados no aquariano.

Conha rainha, ou búzios

Conha rainha, ou búzios “(Lobatus gigas), gigantesco caracol marinho, valorizado por sua carne. Os estoques esgotados de concha resultaram em uma infinidade de restrições legais entre os países do Caribe, que os contrabandistas contornam. Análise da Defenders of Wildlife, a conha rainha é o item top negociado ilegal da América Latina para chegar aos Estados Unidos, compreendendo 18% das remessas apreendidas pelas autoridades dos EUA (news.mongabay.com). “

imagem de conha Rainha é mais uma vítima do Tráfico de animais silvestres
A conha Rainha é mais uma vítima do Tráfico de animais silvestres

Peixes

Peixes: “Americanos mantêm cerca de 340 a 500 milhões de peixes, três vezes mais o número de cachorros e gatos combinados. O comércio de peixes cresce a cada ano. Só nos EUA a venda de peixes tropicais movimenta pelo menos US$ 215 milhões por ano. O país importa 125 milhões de peixes ornamentais por ano, avaliados em US$ 25 a US$ 30 milhões – Fitzgerald, 1989 (http://www.renctas.org.br).

imagem de peixe ornamental vítima do Tráfico de animais silvestres
Tráfico de animais silvestres, (Foto: wildaid.org).

Alemanha, Japão, Holanda e Inglaterra e seu papel no tráfico de animais silvestres

Alemanha, Japão, Holanda e Inglaterra são os grandes importadores dos 350 milhões de peixes ornamentais comercializados (95% dos peixes de aquário são provenientes de água doce) anualmente em todo o mundo. É estimado que o mercado  para peixes de aquário movimente US$ 600 milhões; e ainda cresce cerca de 10% a 15% anualmente. Os países da Ásia são os principais abastecedores, com destaque para Singapura, que exporta mais de 150 milhões de espécimes por ano. O restante vem da América Latina, particularmente Brasil, Colômbia, Peru e Jamaica. E uma pequena porção da África– Fitzgerald, 1989 (http://www.renctas.org.br).

Cartéis da droga do México

Do mesmo site, peixes: “Os cartéis de drogas mexicanos estão profundamente envolvidos no mercado ilegal de totoaba, no tráfico de peixes ameaçados de extinção no Golfo da Califórnia ou no Mar de Cortez, entre a Península de Baja e o continente do México. Totoaba (espécie de peixe proibida de ser capturada no México…) é valorizada por suas bexigas natatórias, usadas para fazer uma sopa, e peixes individuais que podem ser vendidos por US $ 10.000 a US $ 20.000 cada no mercado asiático.”

Mar Sem Fim

O Mar Sem Fim informa: o mesmo acontece no Pará, com a pescada amarela, e devido ao mesmo motivo,  bexigas natatórias!

Tartarugas marinhas: “Na Operação Central, uma investigação de vários anos do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, os agentes interromperam quatro anéis de contrabando de tartarugas marinhas – dois no México e dois na China.”

imagem de tartaruga marinha, vítima do tráfico de animais silvestres
Tartarugas marinhas e o tráfico de animais silvestres(Foto: https://www.worldwildlife.org/)

A quem está ligado o tráfico internacional de animais silvestres?

“O comércio ilegal de animais silvestres está ligado a outros tipos de atividades ilegais, tais como drogas, armas, álcool e pedras preciosas. Na América do Sul, cartéis de drogas têm grande envolvimento com o comércio ilegal de fauna silvestre. Muitas vezes se utilizam da fauna para transportarem seus produtos. São encontradas drogas dentro de animais vivos ou em suas peles (Toufexis, 1993; Le Duc, 1996; Polícia Federal Brasileira, dt. ind.). Vários registros ao redor do mundo confirmam essa ligação ( http://www.renctas.org.br).”

Consequências do tráfico

Doenças: Quando os animais são comercializados ilegalmente, não passam por controle sanitário, podendo transmitir doenças graves, desconhecidas, para as criações domésticas e para o homem, acarretando sérias conseqüências sanitárias para o país importador. Economia: O comércio ilegal de animais silvestres pode ser economicamente devastador,  movimenta quantia incalculável na economia ilegal do país, sem deixar parcela alguma para os cofres públicos. Ecologia: A ação antrópica tem acelerado o processo de extinção levando as espécies ao extermínio. Após a perda do habitat, a principal ameaça à fauna silvestre é a caça, seja para subsistência ou comércio (Ávila-Pires, 1972; Coimbra-Filho, 1972; Sick e Teixeira, 1979; Redford, 1992; Aveline e Costa, 1993; IBGE, 1997; Cullen Jr. et al., 2000).

Como acabar com o tráfico de animais silvestres no Brasil?

Não é fácil, como se vê pelos números que o expediente arrecada. É preciso vontade política, pressão da opinião pública, informação, e mais ações dos órgãos fiscalizadores ao menos em locais notórios, como o mercado Ver-o-Peso. Até nós, que somos bobos, sabemos que lá a coisa rola livre, leve e solta. Outras, mais difíceis, ao menos estão todas roteirizadas no país, seja pelos órgãos competentes (!?), Ibama, como por ONGs emblemáticas como a RENCTA, e seus super detalhados relatórios. É preciso ação por quem de direito. Ainda que não consigam acabar com esta modalidade, como se vê com as armas ou drogas, pelo menos estaríamos cumprindo a imposição ética de nossa geração para com  as futuras gerações.

Fontes: http://www.traffic.org/trade/; https://www.smithsonianmag.com/travel/wildlife-trafficking-149079896/; https://news.mongabay.com/2015/11/latin-american-illegal-wildlife-trade-exploding-in-scope-and-scale/; http://www.renctas.org.br/wp-content/uploads/2014/02/REL_RENCTAS_pt_final.pdf; http://www.renctas.org.br/trafico-de-animais/; http://www.renctas.org.br/ambientebrasil-trafico-de-animais-silvestres/.

Quer um bom exemplo? Conheça a Constituição Estadual da Paraíba

COMPARTILHAR

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

2 COMENTÁRIOS

  1. Concordo plenamente ,com a crítica acima ,no ambiente doméstico os criadores comerciais e amadores porediam oferecer grande quantidade de animais e pássaros ao mercado interno e externo desde que tivessem paz para a multiplicação destes bichos que as pessoas adoram , gerar emprego recursos para livremente fazer o mercado funcionar
    O ibama atrapalha o que se vê e o aumento de bichos trazidos de outros países e os nacionais desaparecendo pela ação de predadores naturais e pela redução do ambiente de habitat

  2. O IBAMA é o principal responsável pelo tráfico de animais. São tantas e absurdas as restrições criadas por esse órgão para a comercialização legal de um animal silvestre, que acaba fortalecendo o mercado ilegal. O comércio de peixes ornamentais no Brasil, que poderia ser uma potencial alternativa de renda para os mais desfavorecidos, passa por um rolo compressor de exigências e impostos do IBAMA, sem falar das multas surreais. Infelizmente o texto é sensacionalista e confuso, quando todos sabem que o maior causador da mortandade de animais silvestres são as nossas rodovias, mais de 15 animais morrem nas estradas brasileiras a cada segundo. Diariamente, devem morrer mais de 1,3 milhões de animais e ao final de um ano, até 475 milhões de animais selvagens são atropelados no Brasil. Onde está o IBAMA?

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here