Site Mar Sem Fim em nova fase, venha conhecer

14
232
views

Site Mar Sem Fim inaugura nova fase, venha conhecer

Este site nasceu sem qualquer pretensão há 14 anos. Foi uma forma de aproveitar o extraordinário material levantado durante a primeira viagem pela costa brasileira. Naquela época eu estreava uma série de documentários mostrando as virtudes de nossa costa, e os defeitos, fruto da ocupação desordenada. Até hoje é a mais completa reportagem já feita sobre a ocupação do litoral. Os documentários semanais tinham cerca de 30 minutos. Mas o material recolhido para cada episódio (e foram 90!) transbordava o pouco espaço da televisão. Para não perdê-lo, surgiu o site Mar Sem Fim. O sucesso da primeira, provocou duas outras séries. Uma para mostrar a importância da Antártica. Outra, para conhecer todas as UCs federais do bioma marinho. Este conjunto de reportagens exclusivas, com mais de 70 horas de vídeos,  são o grande tesouro deste site.

imagem do logotipo do site mar sem fim

As mudanças no site Mar Sem Fim

De lá para cá, o site ‘mudou de roupa’ em cinco períodos. A rapidez da revolução digital é tal que, a cada vez que procurávamos novo figurino, o site ressurgia antiquado. As novidades da tecnologia são tantas que, antes de vestir o último modelo, surgiam novos com tantas possibilidades que o faziam parecer ultrapassado de novo. Coisas de nossa geração. O que vocês conhecem a partir de hoje é mais uma reforma para manter o site Mar Sem Fim à altura da demanda.

As novidades

Ele renasce com um ar mais ‘clean’, e novas seções. As matérias de opinião, agora são separadas das informativas. Assim, o leitor não terá dúvidas entre umas e outras. Ao longo do tempo, percebemos que muitos estudantes fazem pesquisa nestas páginas. Por causa deles, criamos a seção ‘aprenda’. As infindáveis curiosidades da vida marinha, também tiveram reconhecimento. Agora estão sob o ícone ‘wow’. E nossas campanhas ambientais foram contempladas no ‘ative-se’.

Exclusividade, e vitória, do site Mar Sem Fim

Temos mais de 70 horas de documentários da costa brasileira. Nenhum veículo de comunicação investigou mais profundamente o litoral.  Influenciamos ONGs que até então não tinham qualquer programa para o litoral e os criaram. E até  a maior rede nacional passou a investir e criar sua própria série sobre o mar. O Globo-Mar foi mais uma herança de nossa iniciativa. Produzimos um material de tal profundidade que ao final diversas universidades  pediram cópia. Nada nos orgulha mais que a a declaração de um notável professor da mais prestigiosa universidade do País. Antonio Carlos Diegues, professor do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental (Procam), da Universidade de São Paulo (USP) declarou ao Estadão que

o documentário permite que possamos estudar a costa litorânea pelo ponto de vista de um observador muito atento, que foi além dos especialistas, com um olhar crítico. Isso é muito raro.

Vitórias e derrotas do site Mar Sem Fim

Quando iniciamos nossa jornada na rede virtual, a grande imprensa praticamente ignorava a importância do espaço marinho como ecossistema. O mar era contemplado muito mais como espaço de lazer. Matérias sobre a importância dos oceanos, e seus maltratos mundo afora, eram raras. Isso mudou. Hoje os oceanos passaram a frequentar as manchetes. Ponto a favor. Também foi auspiciosa, a indicação ao Prêmio Jabuti, categoria reportagem, pelo lançamento dos diários de bordo da primeira viagem em formato de livro. Eram dicas de que o caminho trilhado fora bem escolhido.

O plástico nos oceanos

Até este site se cansar de alertar sobre a quantidade de resíduos de plástico que entopem os oceanos, eram raras as matérias na mídia sobre o tema. Fomos nós que trouxemos à tona essa hecatombe. De tanto insistir. Aos poucos ela se tornou assídua nos variados veículos de comunicação. Hoje, até os mandatários de São Paulo se tocaram. E já proíbem vários tipos de plástico numa tentativa de minimizar o irrefreável problema.

Outros e graves problemas

Antes os problemas fossem só em decorrência da poluição, ou do aquecimento global e consequente acidificação das águas dos oceanos. No dia a dia estamos destruindo a zona costeira. Cidades crescem para cima de ecossistemas importantes como mangues, corais, dunas e restingas. O modelo econômico, de segunda residência, se mostrou um fracasso. Os nativos do litoral continuam sobrevivendo quase como párias. Perdem seus ranchos e a possibilidade da pesca para, quando ‘têm sorte’, se tornarem caseiros dos mais abastados. A especulação imobiliária corre solta, destrói impiedosamente a maravilhosa paisagem praieira.  Praias são privatizadas. E a vocação natural do litoral, o turismo bem feito, continua à espera de um modelo sustentável e de planos objetivos do poder público.

A densidade demográfica do litoral

O litoral do Brasil estes ao deus-dará. Repetimos a expressão como mantra desde a primeira viagem. E isto não é culpa da atual administração. Ocorre que nenhuma das anteriores, inclusive a atual, apresentou qualquer plano para mitigar o aumento do nível dos oceanos, outra consequência da da crise climática. Em muito pouco tempo, partes das cidades e municípios do litoral onde vive a maior parte da população brasileira serão tragadas pelo mar.

Litoral, a maior concentração populacional

A maior concentração populacional, como diz o próprio site do MMA, ocorre nas 16 regiões metropolitanas onde residem 30.580.809 habitantes, representando 76,87% da população total da zona costeira. São 17 estados e 395 municípios.  Segundo o IBGE, temos 35 regiões metropolitanas. Desesseis delas no litoral. O Mar Sem Fim alerta sobre isso desde 2005: “Esse desconhecimento em escala nacional é letal. Na faixa a que chamamos de zona costeira estão cerca de 400 dos 5 mil municípios brasileiros. A densidade média na costa é de 87 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto a média nacional é de17 habitantes.” O cataclisma que se avizinha das regiões costeiras está na mídia. Mas a atual gestão, assim como muitas anteriores, sequer iniciou a discussão sobre planos para mitigar os dramáticos problemas humanos e econômicos que tal fato provocará.

Falta informação

Esta é uma constante. Parte importante do público sequer fica sabendo. Prefeitos autorizam obras cujo poder para tanto pertence ao Estado. Alguns governos dos 17 estados costeiros estimulam a ocupação por parte do turismo, mas permitem que o façam em áreas restritas como praias em que desovam tartarugas; ou a ocupação de falésias no Ceará, dunas no Rio Grande do Norte, e assim por diante. A honrosa exceção cabe ao Estado da Paraíba. Nos outros Estados costeiros, turistas sem prévia e fundamental instrução invadem e pisoteiam recifes de corais em quase todo o Nordeste. O turismo de observação, mais uma vocação natural, engatinha. E não há planos públicos para lidar com estas questões. Isso justifica o leque aberto de interesses deste site.

Lutamos por novas áreas marinhas protegidas

E conseguimos muitos avanços. Até poucos anos atrás, enquanto a porção continental brasileira tinha cerca de 15% de sua área  transformada em unidades de conservação, o espaço marítimo contava com apenas 1,5%.

Um presidente sensível à causa

Mas eis que chega um presidente sensível à causa. O arquipélago dos Alcatrazes, no litoral paulista, foi transformado em unidade de conservação depois de uma luta de mais de 20 anos que ajudamos tornar mais conhecida desde o tempo em que eu dirigia a Rádio Eldorado. Pouco depois, nova vitória. Como consequência de uma campanha iniciada pelo Mar Sem Fim, e com a ajuda de um grupo de importantes ambientalistas, conseguimos sensibilizar governo. Não demorou para Michel Temer transformar nossas ilhas oceânicas, Trindade, e Penedos São Pedro e São Paulo, em mais duas imensas unidades de conservação. O Brasil saltava de 1,5% de mar territorial protegido, para cerca de 25%!

Sylvia Earle no Brasil

Depois de muito trabalhar, convenci a editora Sesi- São Paulo, a editar meu livro de cabeceira, um dos mais completos sobre os problemas marinhos, The World Is Blue, da cientista Sylvia Earle. Ela é a maior referência mundial sobre os oceanos, bióloga, exploradora, autora de mais de 150 trabalhos científicos e vários livros. Em 2018, ‘O Mundo É Azul’ foi lançado no auditório da FIESP com a presença da autora, amenizando  a falta de iniciativa de algumas editoras.

As derrotas

Ao contrário do que sugerem alguns que nos escrevem, não somos contra o governo Bolsonaro. Somos contra a política ambiental do governo, e os métodos do novo ministro. É bem diferente. E não tivemos preconceitos. Demos o crédito no início. Tão logo a equipe do Ministério do Meio Ambiente foi anunciada, ainda em dezembro de 2018, a elogiamos com entusiasmo batizando-a de a ‘equipe dos sonhos’, o ‘drean team do MMA’. Não durou  até a posse. Alguns foram desconvidados antes dela, outros, ‘se desconvidaram’ logo no início por discordarem dos métodos do gestor.

Comparando ministros

É curioso como um governo que contribui para liberar a economia de suas amarras, com inteligência, propostas ousadas e pertinentes como as do recente pacote de medidas econômicas pode, simultaneamente, praticar política tão tacanha com relação ao nosso maior ativo, a biodiversidade. Ao contrário do ministro da Economia, que aponta os problemas, e propõe soluções, o do Meio Ambiente, sem alertar a sociedade sobre a descoberta de padrões ou normas equivocadas, sem liderar uma discussão para aprimorá-las ou propor alternativas, desconstrói. Exemplo mais gritante da falta de políticas do Ministério do Meio Ambiente foi a trombada com o Fundo Amazônia, com seus milhões de dólares em doações para minimizar o desmatamento. Até agora não se conseguiu alternativa. O dinheiro está bloqueado, e os dados do Prodes, desta vez não contestados, mostram o resultado: aumento de 29,5% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019.

Os pontos de discordância

A primeira, é que não há justificativa para considerar a conservação um impeditivo ao progresso. Cabe ao Brasil provar o contrário, como vinha fazendo ao liderar a discussão ambiental em fóruns internacionais. Que houve erros no passado, tanto no método como na forma de agir, houve. Como acontece em todo o Estado brasileiro. Mas isso não justifica desmontar a obra de titãs como Paulo Nogueira Neto. É preciso apontar os erros, discuti-los com a sociedade e especialistas, e propor correções. Assim funciona a democracia.

O mar não chama a atenção

Esta foi minha principal descoberta depois esmiuçar a costa brasileira. Infelizmente, é assim no mundo. Apenas como mais uma prova, veja-se a repercussão internacional das queimadas, ainda que parte dela tenha sido insuflada por concorrentes do agronegócio, e a do escatológico acidente na costa brasileira. Quase nem uma palavra no exterior. E, mesmo em casa, o descaso foi tremendo. Foram precisos 38 dias para que o ministro se dispusesse a ver in loco a tragédia. E tudo que fez foi fotografá-la para suas redes sociais. Não procurou um governador ou prefeito para por ordem na casa. Não fossem os mutirões, e a ida do Exército a mando do vice, seguido pela Marinha, e o piche ainda estaria cobrindo centenas de praias, e provocando prejuízos de bilhões de reais. Como não criticar?

Uma derrota física pavimenta vitória virtual

Desde 2012 uma coceira fora de hora atacava meu corpo com persistência, e sem motivo aparente.  Foram quase cinco anos procurando uma causa que a justificasse. Até que no final de 2015 descobriram um raro tipo de câncer linfático. Com o exótico nome de ‘síndrome sezary’, a derrota genética de minhas células obrigou-me a longo tratamento. E a abandonar o mar. Nada de sol, ou vida ao ar livre.

O tratamento

Depois de três anos de tentativas fracassadas para restabelecer a ordem, parti para um transplante. Meu filho mais velho, Luis, foi o doador. Em julho de 2018 recebi parte de sua medula. Um ano depois, tive alta. Durante estes anos de recesso de navegação, concentrei-me no site. Traduzi  e complementei matérias; entrevistei especialistas, produzi posts inéditos, e mantive contatos com fontes espalhadas litoral à fora. Hoje, é parte de nosso acervo, somando-se às mais de 70 horas em vídeo,  milhares de matérias que abrangem desde o pouco investimento na ciência do estudo dos oceanos, passando pela questão ambiental, a poluição, a pesca, até a relegada história náutica, os grandes navegadores, a marinharia. Sem jamais imaginar, o site Mar Sem Fim cresceu ao ponto de receber hoje 200 mil pessoas, em média, com picos de até 310 mil, por mês. Do limão, a limonada.

A equipe do site Mar Sem Fim

Pequena e aguerrida, ganhou reforço. De três, passamos para quatro pessoas. Caio Hodos sempre esteve na arquitetura digital e programação das redes sociais. Regina Faria, assistente, e este escriba. O reforço é a jornalista Iolanda Nascimento, que agora se integrou ao ‘exército de Brancaleone’. Estudamos nosso público, descobrimos seu perfil, e trabalhamos para ampliar em muito o nosso alcance. Acreditamos que informação é solução.

A cereja do bolo do site Mar Sem Fim nesta nova fase

Para coroar esta nova fase, disponibilizamos um documentário até então inédito. O Resgate Do Mar Sem Fim. O episódio mostra o trabalho para tirar o trawler Mar Sem Fim do fundo do oceano austral. Era uma dívida que tinha, agora quitada, com a academia onde os especialistas sempre nos receberam de braços abertos.

Uma tremenda derrota

Uma tremenda derrota, a perda do barco por falha em sua preparação. Culpa do comandante, o mesmo escriba que ora lhes fala; mas foi transformada em vitória. Depois de cerca de 40 dias de árduo trabalho, sob as piores condições possíveis, e graças a ajuda da Marinha do Brasil, o Mar Sem Fim veio à tona sem provocar  acidente ecológico. Perdi um belo barco. Duríssimo aprendizado. Mas me redimi ao trazê-lo de volta à América do Sul. Nada me agradou mais nesta faina que a mensagem do então gerente do PROANTAR, o programa antártico brasileiro, com quem me entendi desde que aconteceu o acidente, contra-almirante Silva Rodrigues. Ao final desta saga  o site recebeu a seguinte mensagem…

A mensagem do contra-almirante Silva Rodrigues

“Prezado João Lara.
BZ! Este código de marinha é um sinal naval que transmitimos, quando uma ” faina” (tarefa) é realizada com sucesso. Esse sinal tático é o maior elogio que um homem do mar (comandante) pode receber.
Assim, gostaria muito de transmitir, ao caro companheiro e equipe, esse reconhecimento.
Comandante João Lara: BZ (Bravo Zulu), ou seja, Well done.”

Buscamos outro BZ! Esperamos coroar esta nova fase saltando em proporção como nossas áreas marinhas protegidas. Almejamos mais que dobrar nossa ‘audiência’!  E vamos trabalhar para isso. Fica aqui, mais uma vez, o nosso compromisso de fazer mais e melhor. O mar e a zona costeira merecem. Em 2020 volto ao litoral embarcado. Quando a maioria das pessoas esquecer o desastre do litoral nordestino, espero registrar cada estuário e banco de corais atingido. Para reforçar a memória, prevenir o futuro, e não deixar que o ecossistema saia da mídia.

Bem-vindos à nova fase!

Fontes:https://www.mma.gov.br/estruturas/219/_arquivos/populao_zona_costeira.pdf;

Visitem o site Mar Sem Fim

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

14 COMENTÁRIOS

  1. Prezado João Lara,
    Sinto feliz pelo seu retorno às lides de seu belo e dignificante trabalho. Agradecemos pela sua saga de divulgar os Oceanos, a última fronteira do conhecimento humano. Nesses tempos em que as Nações se voltam, novamente, para os Mares, precisamos de pessoas como você para chamar a atenção do povo brasileiro para a importância do Brasil Azul ou da Amazônia Azul. Parabéns! Que Deus abençoe sempre com muita saúde, paz, felicidades e continuado sucesso.

  2. Parabéns João. São iniciativas assim que nos mostram que ainda vale a pena acreditar no ser humano. Em um país cada vez mais alienado da própria realidade o Mar sem fim é uma fonte de luz a iluminar caminhos e a propor ideias para que o mar e o meio ambiente não sejam esquecidos.

  3. Sou seguidor do João Lara desde a época da rádio Eldorado, selo Eldorado e etc. Tenho seus livros publicados, ainda não consegui seu autógrafo, e leio sempre sua coluna no site do Estadão . João adora o Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente!!!!! Kkkkkkkkkk, parabéns meu caro ! Estamos sempre juntos e quando tiver um tempinho quero ver o resgate do Mar Sem Fim na Ilha do Rei George (Antártica) ! Imagino como deve ter sido angustiante………Abraço e mais sucesso!

  4. Parabéns pelo trabalho. Fiquei fã do “Mar Sem Fim”…. Obrigado pelo esforço de trazer importantes assuntos históricos, geográficos, demográficos, ecológicos, etc. em linguagem moderna, enxuta e acessível a todos os públicos. Um abç

  5. ” era contemplado muito mais como espaço de laser. Matérias sobre a importância dos oceanos, e seus maltratos mundo afora, eram raras. ”

    ótimo.. ja vi muitos documentarios da saga mas nao conhecia o site. Agora irei acompanhar. Adorei, em especial o de ilhabela e do da ilha que um dia foi presidio no litoral paulista.
    So uma correção.. em vez de laser, lazer, na frase acima.
    Parabens

  6. Parabéns Comandante! Tanto pela sua longa persistência e vitória contra a síndrome que o acometia quanto pelo seu Mar Sem Fm que leio sempre há alguns anos. Assisti o vídeo sobre o resgate do barco e me emocionei algumas vezes. BZ Comandante.

  7. Prezado João,
    Embora você sempre exclua meus comentários, via de regra, críticos, pela mistura de um assunto fascinante que é o mar, com política, ainda assim fico satisfeito, porque, mesmo não gostando de criticas (ninguém gosta, não é mesmo?) porque ao deletá-los, significa que os leu e isso já me basta. Algumas vezes elogiei, quando você escrevia sobre o mar e critiquei quando misturava com política. Pelo que li acima, parece que pretende separar os dois assuntos. Ótimo, ficará muito melhor. Parabéns se conseguir essa façanha. Bons ventos.

  8. A coragem de se continuar o documentário que claramente seria abortado em qualquer empreitada comercial é digna de nota. Seleto clube dos náufragos sobreviventes do polo, torcendo por mais documentários e quem sabe um novo barco, torcendo também para que seja movido a vela.

  9. Prezado Comandante João Lara, fico feliz pela boa notícia dessa nova fase. Bom sinal, pois teremos mais belos trabalhos sobre o bioma marinho do nosso país e de outros mares pelo mundo.
    Sou um admirador de vosso trabalho desde que o conheci, quando o senhor apresentava o programa na TV Cultura. Sempre momentos de expectativas pelo que viria a conhecer em mais uma reportagem sobre a costa brasileira.
    Hoje no site é possível continuar acompanhando vosso trabalho a respeito dos mares brasileiros, além das maravilhosas histórias sobre o tema marinho, com ótimas indicações de livros, matérias e filmes. Matérias como “Caravelas, o Brasil deve um favor a elas, está na hora de conhecê-las”, de abril/2018, fazem pessoas como eu mais felizes. Muito obrigado!
    Contudo, gostaria de fazer um pequeno contraponto, apenas na direção do diálogo e com respeito que tenho por sua pessoa. Sobre a questão da política ambiental hoje no país, acredito que se trate de uma situação muito complexa e que dificilmente não teríamos rusgas entre todos os envolvidos, desde o corpo institucional do ministério, passando por conhecedores do tema como o senhor, até o público interessado que nem a mim.
    Não falo em direção à defesa de qualquer nome, Ministro ou Presidente, mas na tentativa de demonstrar que se trata de um ministério que foi desde há muito aparelhado por governos que não atuaram em prol do tema marítimo, tanto que o senhor teve sua projeção por conta de sua competência e também porque sempre houve um “gap” omissivo das autoridades de governo, aparelhadas a interesses escusos e não ambientais. Entendo que isso não justifique qualquer descompasso com a proteção ambiental, mas por outro lado não podemos ignorar que o aparelhamento traz consequências horríveis a todo o sistema de trabalho ambiental, a ponto de ser necessário lidar com sabotadores que não pensam no país, muito menos nas próximas gerações.

    Grato pela oportunidade,
    Alex.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here