Limpeza oceânica já retirou 50 milhões de toneladas de plástico
O projeto de limpeza oceânica liderado pelo jovem holandês Boyan Slat através da ONG que fundou, The Ocean Cleanup, acaba de alcançar novo recorde.

Todos os anos, a indústria produz cerca de 300 milhões de toneladas de plástico. Parte desse volume vai para rios e, depois, para o mar. Hoje, quase todos os oceanos acumulam manchas persistentes de plástico e outros resíduos. O Atlântico Norte e o Sul, o Índico e o Pacífico.

No Pacífico, as correntes marinhas, somadas à rotação da Terra, concentram o lixo em áreas específicas. Resíduos despejados por países banhados pelo Pacífico Sul convergem para um ponto remoto do maior oceano do planeta. Ali se formou a chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico.
A Organização das Nações Unidas lançou campanhas globais contra a poluição plástica. Vários países adotaram medidas para reduzir o problema. Contudo, o Brasil ainda avança pouco mantendo a oitava posição entre os maiores poluidores por plástico.
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50 milhões de toneladas de plástico a menos no Pacífico
O projeto de limpeza oceânica que mais avançou partiu de Boyan Slat, jovem holandês inconformado com a poluição dos oceanos. Ele fundou a ONG The Ocean Cleanup, conquistou patrocinadores e colocou o plano em prática.
A ONG avança rapidamente. Até o início de 2026, a ONG retirou mais de 50 milhões de quilos de lixo de oceanos e rios. Somente em 2025, a equipe removeu 25 milhões de quilos, um recorde.
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O site da ONG informou que entrou na terceira fase do projeto. O Sistema 03 opera com sucesso na Grande Mancha de Lixo do Pacífico.

Calculam em cinco trilhões os pedaços de plástico nos oceanos
Segundo o site, mais de cinco trilhões de pedaços de plástico poluem nossos oceanos hoje, e o problema está piorando. Este plástico tem um impacto devastador na vida selvagem marinha e nos ecossistemas. O objetivo da limpeza oceânica é diminuir 90% da poluição flutuante até 2040.
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Segundo um estudo publicado na Science Direct, ‘Cadeias logísticas alternativas para acomodar a reciclagem de resíduos plásticos: uma avaliação econômica’, em tradução direta, a Ocean Cleanup está testando um método para coletar passivamente esses detritos plásticos flutuantes, transportar, reciclar, processar e vendê-los.
A Ocean Cleanup também atua na limpeza de rios
A Ocean Cleanup avança, de maneira idêntica, em sua missão de combater a poluição em rios, com esforços ativos de implantação e monitoramento baseados em dados em mais de 20 rios, apoiados pelo seu Programa 30 Cidades. O objetivo final é interceptar o plástico nos 1.000 rios mais poluídos, responsáveis por 80% do plástico oceânico.

Os outros 20% são provenientes de fontes marítimas, ou seja, embarcações, aquicultura e, especialmente, a pesca responsável por 10%.

O novo “Programa 30 Cidades” visa interromper o fluxo de plástico dos rios para o oceano em até um terço até 2030, com a meta de estar presente em mais de 200 rios como parte dessa expansão.

Como funciona a limpeza dos rios?
A ONG utiliza dispositivos automatizados, flutuantes e movidos a energia solar para remover o plástico dos rios antes que ele chegue ao oceano.

Esses sistemas de barreira e transporte, normalmente ancorados, utilizam as correntes naturais para direcionar os detritos para uma correia transportadora central permeável, que então separa, classifica e carrega os resíduos em uma barcaça para reciclagem em terra.
Assista ao último vídeo sobre limpeza oceânica da Ocean celanup










O mundo seria maravilhoso se todos os seres humanos tivessem educação, consciência dos seus atos e respeito com o próximo e com todos os seres que habitam nosso planeta. Quem dera existissem mais seres humanos com este.
Que boa notícia, João! Garoto brilhante, esse holandês!