Indonésia constrói nova capital, mas Jacarta continua afundando
A Indonésia constrói Nusantara, segundo a ABC News, sua futura sede de governo, na ilha de Bornéu. Entretanto, a transferência enfrenta atrasos e cortes de orçamento. O governo mantém a meta de transformar a cidade em capital política até 2028. Jacarta continua como capital oficial enquanto aguarda o decreto presidencial que formalizará a mudança. Uma reportagem da ABC australiana, de 19 de outubro de 2026, confirma esse cenário de incerteza.
Enquanto isso, Jacarta continua afundando. A extração excessiva de água subterrânea provoca o rebaixamento do solo, e a subida do mar amplia o risco de inundação. Transferir o governo não elimina essas ameaças para os milhões de habitantes que permanecerão na cidade (Atualizado em 2026).


O desafio ambiental da Indonésia vai além de Jacarta. Em Bali, o acúmulo de lixo contrasta com a imagem de destino paradisíaco. Leia: Bali, Indonésia: paraíso ou depósito de lixo?
Mudança da capital
Quem sabe o drama da Indonésia alerte os gestores políticos de Pindorama, que ainda dão pouca importância ao aquecimento do planeta. Como temos denunciado, a falta de preparo marca boa parte do litoral brasileiro. A subida do nível do mar e os eventos extremos exigem planejamento e ações concretas. No entanto, muitos prefeitos continuam permitindo ocupações em áreas frágeis e destruindo a vegetação que ajuda a proteger a costa.
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Não apenas os municípios costeiros dormem no ponto. Estados importantes e ricos, como Minas Gerais, ou Bahia, também mostram letargia. O resultado foi visto recentemente com a destruição da infraestrutura do sul da Bahia, a morte de cerca de 20 pessoas, e prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Depois deste imprescindível parêntesis, voltamos ao drama da Indonésia. Segundo matéria da Deutsche Welle, ‘O parlamento do país criou uma estrutura legal para transferir a capital da congestionada Jacarta para a selva de Bornéu. O presidente prometeu um paraíso de emissões zero. Os críticos chamam isso de ameaça ambiental’.
Por quê a mudança? Segundo a DW, ‘Jacarta – uma megacidade afundada, congestionada, poluída e propensa a inundações com mais de 10 milhões de habitantes.’
Qualquer semelhança com São Paulo, que também naufraga com chuvas, não é mera coincidência.
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Surfe e crise climática: o futuro das ondas em riscoRiviera de São Lourenço: acordo ambiental de R$ 40 milhõesEstreito do Melão: obra contraria dinâmica naturalCuriosamente, a maioria dos países à beira-mar no Sudeste Asiático perde terreno para a erosão, acirrada por eventos extremos e aumento do nível do mar, Singapura está aumentando o seu com muitas obras e soluções baseadas na natureza. Portanto, além do feito de produzir milionários em série, a cidade-Estado é o único país até agora a conseguir aumentar seu território ‘alargando’ o litoral.
Porém há exceções. Enquanto a maioria dos países à beira-mar perde terreno para a erosão, acirrada por eventos extremos e aumento do nível do mar, Singapura está aumentando o seu. Situada no Sudeste Asiático, a cidade-Estado tem uma área pequena, cerca de 618 km² de extensão, na maior ilha da península da Malásia, entre a Tailândia e Indonésia.
Mudança de Jacarta custará US$ 32 bilhões
Pois é, a imprevidência, e o despreparo, pioraram a situação dos países ‘em desenvolvimento’, e custam caríssimo. A mudança da capital da Indonésia, Jacarta, foi orçada em US$ 32 bilhões de dólares.
Segundo a DW, ‘A construção inicial do projeto, originalmente apresentado pelo presidente Joko Widodo em abril de 2019 e programado para começar em 2020, foi prejudicado pela pandemia de coronavírus’.

Nova capital: promessa de US$ 32 bilhões enfrenta atrasos
O projeto de Nusantara nasceu com um custo estimado em US$ 32 bilhões. Joko Widodo anunciou a mudança em 2019, mas as obras começaram em 2022, após os atrasos da pandemia. A nova cidade ocupa uma área de florestas e plantações na ilha de Bornéu.
Widodo prometeu uma capital onde os moradores poderiam caminhar, pedalar e viver com emissões zero. Entretanto, promessas grandiosas não garantem uma cidade sustentável. É preciso avaliar os impactos das obras, a infraestrutura e as condições de vida de quem ocupará o lugar.
Sob o governo de Prabowo Subianto, o empreendimento perdeu recursos. Segundo reportagem da ABC australiana, o orçamento anual caiu de 43 trilhões de rupias em 2024 para 6,3 trilhões em 2026. A dificuldade para atrair investidores também alimenta dúvidas sobre o futuro da cidade.
O governo mantém a meta de instalar os três Poderes em Nusantara até 2028. Contudo, esse prazo não significa concluir toda a cidade. Jacarta permanece como capital oficial até que o presidente assine o decreto de transferência.
Indonésia muda capital
De Jacarta para Nusantara. Segundo a CNN, ‘A Indonésia nomeou sua nova capital Nusantara, enquanto os legisladores aprovam a mudança para Kalimantan – uma área coberta de selva no leste da ilha de Bornéu’.

De Jacarta para Nusantara
Nusantara, nome que remete a “arquipélago”, fica em Kalimantan Oriental, na ilha de Bornéu. O governo pretende transferir para lá sua sede administrativa e reduzir a concentração de atividades na ilha de Java. As obras começaram em julho de 2022.
Enquanto isso, Jacarta enfrenta um problema que a mudança não resolverá. A extração excessiva de água subterrânea provoca o afundamento do solo. Segundo a NASA, algumas áreas registram rebaixamento de até 15 centímetros por ano. Em publicação de 2024, a agência apontou que cerca de 40% da cidade já ficava abaixo do nível do mar.
Portanto, atribuir o drama apenas ao aquecimento global simplifica o problema. A retirada de água do subsolo faz o terreno ceder, enquanto a elevação do mar agrava a ameaça. Transferir os gabinetes para Bornéu não dispensa investimentos para proteger quem continuará em Jacarta.
Imagem e abertura: www.ndtv.com/world-news.
Fontes: https://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/seca-causa-prejuizo-de-r-45-bi-para-o-agro-em-quatro-estados/; https://www.dw.com/en/indonesia-a-step-closer-to-moving-capital-city-as-jakarta-sinks/a-60466692; https://edition.cnn.com/travel/article/indonesia-nusantara-new-capital-intl-scli/index.html.










Um vulcão que acaba de explodir poderá esfriar suas ideias de aquecimento global. Aliás nenhuma linha em seu textão sobre o ocorrido… Por que será? Nada a dizer sobre os tsunamis? O maior flagelo da humanidade acontecerá e será a inversão dos polos. Aí, quero ver esse papinho globalista rebolar pra explicar.
Marta, como você é ignorante e radical. Fico impressionado com pessoas como vc que não têm vergonha em expor a brutal ignorância em público. O que tem a ver o problema da Indonésia com a erupção em Tonga que este site foi um dos primeiros a noticiar ainda no sábado, 15 de janeiro, às 12hs (hora de Brasília) horas como prova este post: Erupção de vulcão em Tonga provoca tsunami no Pacífico (https://marsemfim.com.br/erupcao-de-vulcao-em-tonga-provoca-tsunami-no-pacifico/) que vc pode ler neste link. Ainda por cima acusa alguém sem nenhuma base, como acusou este site duas vezes. Você não tem vergonha, Marta? Pois deveria ter. Fica aqui registrado o seu comentário sem sentido, sem nexo, e inquisitório. Talvez com o tempo vc aprenda. Fique bem (mas estude mais, leia mais, e não dissemine bobagens na rede.).