Tubarão tigre: fotógrafo brasileiro clica de perto as presas do animal
A expedição nas Bahamas rendeu uma série sobre o tubarão tigre; confira as imagens de Daniel Botelho que defende a preservação dos tubarões.

Mas antes, vamos conhecer o animal…
Tubarão tigre, conheça a espécie
Segundo o wikipedia, “o tubarão tigre é um tubarão de águas tropicais e subtropicais, encontrado em diferentes ambientes e comum no Nordeste do Brasil. Chega a medir até 6 m. Seu corpo é robusto; a cabeça, larga e achatada; focinho curto e arredondado; nadadeira caudal pontuda, e dorso variando de cinza-escuro a cinza-amarronzado com manchas escuras verticais. Seus dentes têm a forma triangular de um abridor de latas, o que o permite cortar ossos, carne e até cascos de tartaruga com facilidade. É agressivo, mas é um tubarão que tem grande curiosidade com mergulhadores, quase nunca os atacando. Sua pesca comercial é realizada com espinhel e rede pesada. O seu nome vem das riscas pretas ao longo das costas. Elas desaparecem à medida que o tubarão envelhece.”
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São ovíparos, a gestação dura 9 meses. Eles nascem com mais ou menos 80 cm e completamente independentes. Geram mais de 80 filhotes por gestação.
Locais onde são encontrados:
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O tubarão tigre está na lista do IUCN – Lista Vermelha da IUCN de Espécies Ameaçadas – como “quase ameaçado.”
O fotógrafo clicou de perto as presas do animal
Motivado pela causa da preservação dos tubarões o fotógrafo Daniel Botelho já perdeu a conta de quantos lugares visitou e de quantas espécies viu para registrar suas imagens. Ele acaba de voltar de uma expedição nas Bahamas, onde, em apenas um dia, mergulhou em meio a cinco tubarões tigre, 30 tubarões limão e 40 tubarões de recife.
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Visão diferente e menos assustadora dos tubarões brancosPesca ilegal de atum ligada à corrupção, lavagem de dinheiro, e tráfico humanoImportância de descobertas sobre sexo entre tubarõesA intenção era ver de perto os tubarões tigre e realizar uma série de fotografias que intitulou de “Anatomia da mordida de um tubarão tigre”. A bordo de um barco de operadores de mergulho e na companhia de outros fotógrafos, Daniel viajava cerca de duas horas da costa da cidade Freeport até Tiger Beach, região onde estão os tubarões.
Apesar do nome, de praia esse lugar não tem nada. É uma região de alto mar onde você não vê terra nenhuma em volta
Para atrair os animais
Para atrair os animais, a equipe de mergulhadores joga um “engodo” que, segundo Daniel, é uma mistura de sangue e óleo de peixe. “O cenário mais corriqueiro é que os tubarões apareçam depois de 10 minutos. Os primeiros a aparecer são os tubarões limões e os de recife. Depois vêm os tubarões tigre, que são animais bem maiores que a média da população daquela região”.
O mergulho requer alguns cuidados
O mergulho para se aproximar destas espécies requer alguns cuidados. Daniel explica que primeiro desciam do barco ele e um mergulhador de segurança. Depois dos primeiros contatos, mergulha o restante da equipe. “A primeira coisa que você deve ter é respeito e consciência de que se um animal desses quiser fazer alguma coisa contigo ele faria. Eu tento ser uma prova de que esse animal não é tão mau assim. É um predador que merece respeito.”

frequentadores de Tiger Beach, nas Bahamas
(Foto: Daniel Botelho)
Daniel diz que algumas pessoas criticam a prática de alimentar tubarões com peixes. “Mas não existe no mundo operação de mergulho com tubarão que não utilize esse tipo de prática”, afirma. “90% da população de tubarões tigre já morreu. Por isso, acredito que, em lugares como as Bahamas, o turismo ajuda a proteger esses animais.”
‘Minha paixão é trabalhar com grandes tubarões’
Daniel afirma que…
Minha paixão é trabalhar com grandes tubarões, como o tubarão-branco e o tigre. Além de gostar desses animais, quando descobri anos atrás a condição atual da população de tubarões fiquei impressionado
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Comércio asiático de barbatanas de tubarões
O comércio asiático de barbatanas de tubarões para a produção de sopa, segundo ele, “gera um desequilíbrio muito grande na biodiversidade dos oceanos”. “As barbatanas de um tubarão são 5% de toda a carcaça e têm um valor agregado para o mercado asiático. Eles pensam ‘por que vou colocar 95% do tubarão no barco se só 5% me interessam?’. Então cortam a barbatana e jogam o tubarão de novo no mar”, diz. “Eu mergulhava com 50 tubarões em alguns lugares que hoje não tem mais”.

A proposta inicial da viagem de Daniel às Bahamas era realizar um workshop. Ele deu aulas para fotógrafos e cinegrafistas internacionais. Daniel destinará o dinheiro arrecadado com o curso a organizações que atuam na preservação dos tubarões, como Sea Shepherd, Shark Angels e Shark Savers.

Base: Marina Franco, do G1, em São Paulo.
Nadar ao lado de um grande tubarão-branco, você teria coragem?











TKS João e equipe!!!! Maravilha e perfeição de fotos!!!
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