Recifes de coral na Bahia recebem novos investimentos do BNDES
Os recifes de coral na Bahia enfrentam as mesmas ameaças que atingem esses ecossistemas em todo o mundo. O branqueamento provocado pelo aquecimento dos oceanos, a acidificação e a poluição aumentam a pressão sobre eles.

Nesse cenário, o apoio do BNDES ganha importância especial. O banco lançou o BNDES Corais em 2024, no ano seguinte foi a vez de um edital para proteger as ilhas brasileiras. Agora, dois projetos entram em fase de execução com ações de conservação e restauração em áreas como Abrolhos, Corumbau, Cassurubá, Recife de Fora e Ilha de Itaparica.

Dois projetos para conservar e restaurar os recifes
Os recifes de coral na Bahia vão receber ações de dois projetos apoiados pelo BNDES. Juntos, eles somam R$ 50,87 milhões em investimentos. Desse total, o banco aportará R$ 24,95 milhões.

O primeiro projeto, De Manuel Luís a Trindade, ficará a cargo da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia, a FEST, em articulação com o ICMBio. Na Bahia, ele atuará em Abrolhos, Corumbau e Cassurubá. Além disso, as equipes vão mapear os recifes, produzir imagens de alta resolução e acompanhar espécies ameaçadas. O projeto também prevê ações contra o coral-sol e o peixe-leão.
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Rota do Ártico ganha serviço regular entre China e EuropaIlha dos Gatos: abandono ameaça fauna e litoral fluminensePorto em Arroio do Sal: Ibama aponta falhas graves nos estudosJá o projeto A Virada dos Recifes de Coral reúne o WWF-Brasil e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Na Bahia, terá ações em Abrolhos, Salvador, Ilha de Itaparica e Recife de Fora. Além disso, as equipes vão restaurar recifes, estudar a reprodução dos corais e desenvolver técnicas para favorecer sua recuperação.
Por que os recifes de coral na Bahia importam
Os recifes de coral na Bahia concentram algumas das formações mais importantes do Atlântico Sul. O Banco de Abrolhos, por exemplo, perdeu cerca de 15% da cobertura coralínea em 20 anos. Em algumas espécies, a queda chegou a 50%. O aquecimento do mar, o branqueamento e a poluição ajudam a explicar a perda.
Além disso, a proteção ainda deixa lacunas importantes. Há anos, pesquisadores e ambientalistas defendem a ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos para incluir o Banco Royal Charlotte, que integra o mesmo complexo recifal. O governo federal já discutiu a ampliação. No entanto, a proposta não avançou, enquanto a pesca industrial mantém forte interesse na área.
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Montes submarinos podem virar áreas marinhas protegidasSOS Mata Atlântica: ONG eficiente ajuda a salvar o biomaSons de recifes saudáveis ajudam a recuperar corais degradadosPor isso, os novos investimentos nos recifes de coral na Bahia ajudam a preencher parte dessa lacuna. Eles não substituem a ampliação da proteção legal, mas reforçam pesquisa, monitoramento e restauração justamente numa das regiões mais valiosas e pressionadas da costa brasileira.
Recifes também protegem a economia
Os recifes de coral na Bahia não têm valor apenas ecológico. Um estudo apoiado pela Fundação Grupo Boticário estimou que os recifes brasileiros podem gerar até R$ 167 bilhões em benefícios ligados ao turismo e à proteção costeira.
Entre outros benefícios, os recifes funcionam como barreiras naturais contra ondas e reduzem a energia que chega ao litoral bem como diminuem a maresia. Assim, ajudam a proteger praias, cidades e infraestrutura costeira. Por isso, investir na conservação desses ambientes também significa evitar prejuízos econômicos.
BNDES ampliou os recursos para os corais
Os recifes de coral na Bahia fazem parte de uma iniciativa bem maior. Quando lançou o BNDES Corais, o banco reservou R$ 30 milhões para os projetos. Depois, ampliou o valor para R$ 45 milhões e, em seguida, para R$ 88 milhões em recursos próprios.
Além disso, os projetos também atraíram contrapartidas de outras instituições. Com isso, o investimento total mobilizado pela chamada chegou a cerca de R$ 176 milhões.
Agora, o banco começa a transformar esses recursos em ações concretas. Em 2026, já contratou projetos de mapeamento, monitoramento e restauração de recifes em diferentes pontos da costa brasileira.
Bahia dentro de uma estratégia maior
Os recifes de coral na Bahia concentram parte importante das novas ações. No entanto, o BNDES Corais também apoia projetos em outros trechos da costa brasileira o que demonstra que o banco esta antenado e contribuindo para o grande flagelo desta geração, o aquecimento do planeta.
Além disso, amplia a capacidade do país de acompanhar a saúde dos recifes e responder às ameaças que já afetam esses ecossistemas. Em suma, uma postura que merece os parabéns.










