Pesca ilegal na América do Sul, tornando-se rotina
A pesca ilegal ocorre em todos os oceanos. Nos últimos anos, porém, a América do Sul passou a atrair enormes frotas pesqueiras de longa distância. Em 2020, mais de 300 embarcações, em sua maioria chinesas, concentraram-se nos limites da Zona Econômica Exclusiva do Equador, nas proximidades de Galápagos, despertando preocupação de governos e ambientalistas.

Pesca preocupa as Marinhas na América do Sul
A presença dessas grandes frotas passou a preocupar as Marinhas sul-americanas. Em 2020, o DefesaNet, com texto da Escola de Guerra Naval, alertou que a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada representava um desafio à soberania dos países sobre suas ZEEs e seus recursos.

As frotas são formadas majoritariamente por navios chineses, embora incluam outras bandeiras. Pescar em águas internacionais não é ilegal. O problema começa quando embarcações entram sem autorização nas Zonas Econômicas Exclusivas ou burlam regras de captura, registro e rastreamento.
Naquele ano, a mesma frota que operou perto de Galápagos também provocou preocupação no Peru e no Chile ao se aproximar de suas ZEEs. Além disso, anualmente a Argentina perde em torno de US$ 2,6 bilhões para a pesca ilegal.
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Em 2020, Brasil e França realizaram uma operação conjunta perto da foz do Oiapoque e da Guiana Francesa. A ação apreendeu sete toneladas de pescado irregular.
No mesmo período, Chile, Peru, Equador e Colômbia ampliaram a cooperação contra a pesca ilegal estrangeira no Pacífico Sul.
Aliança contra a pesca ilegal no Pacífico Sul
Em 2020, Chile, Peru, Equador e Colômbia ampliaram a cooperação contra a pesca ilegal estrangeira. A preocupação se explica pela riqueza dessas águas, alimentadas pelo sistema da corrente de Humboldt e pela ressurgência, que sustentam uma das regiões pesqueiras mais produtivas do planeta.
O Peru mostra a importância econômica desse sistema. Em 2024, foi o maior produtor de pesca extrativa da América Latina e o quarto do mundo, com 5,7 milhões de toneladas. O Chile ficou em segundo lugar na região.
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Frota pesqueira não rastreada chega a 75% no mundoFraude no seguro defeso pago a pescadoresPesca ilegal de atum ligada à corrupção, lavagem de dinheiro, e tráfico humanoGalápagos também permanece sob forte pressão. Todos os anos, grandes frotas estrangeiras, majoritariamente chinesas, operam junto aos limites da reserva marinha. Em 2024, a Marinha do Equador voltou a realizar exercícios com Peru e Colômbia para reforçar a fiscalização contra a pesca ilegal.
Protestos do Equador e retórica chinesa
Depois de protestos do Equador, a China anunciou a proibição da pesca nas ilhas Galápagos. Pelo visto foi apenas retórica. DW: Nesse mesmo dia, em Quito, o embaixador chinês, Chen Guoyou, confirmou a decisão. No entanto, lembrou que “não existe nenhuma lei ou regulamento, regional ou internacional, que impeça a pesca nesta zona de alto-mar”.
Um dia depois, diz a DW, a Marinha do Equador realizou uma patrulha e detectou que não havia mais 260 barcos, mas 340.
Argentina chegou a afundar pesqueiro chinês
Os conflitos não ficaram apenas no Pacífico. Em 2016, a Guarda Costeira argentina flagrou o pesqueiro chinês Lu Yan Yuan Yu 010 dentro da ZEE do país. Segundo as autoridades, o navio ignorou ordens de parada e tentou fugir. Após disparos de advertência e uma perseguição, a Guarda Costeira abriu fogo e o pesqueiro afundou. Todos os 32 tripulantes sobreviveram.
Pressão sobre áreas protegidas do Chile
No Chile, a preocupação também cresceu. Segundo a Oceana, centenas de embarcações estrangeiras já operaram próximas aos parques marinhos de Juan Fernández e Nazca-Desventuradas.
A organização alertou para a enorme capacidade de captura dessas frotas, especialmente de lulas e outras espécies de valor comercial.
A estratégia chinesa no Atlântico Sul
Grandes frotas chinesas operam regularmente no limite das ZEEs sul-americanas. Parte dos navios também desliga o AIS por períodos, o que dificulta a fiscalização e levanta suspeitas sobre possíveis incursões ilegais.
No Uruguai, um projeto de US$ 200 milhões para criar um porto em Punta Yeguas destinado a atender centenas de pesqueiros chineses acabou suspenso em 2019 após forte oposição.
Hoje, a maior pressão no Atlântico Sul ocorre diante da Argentina, onde cerca de 200 pesqueiros chineses operam durante meses junto ao limite da ZEE.
Mas, aparentemente o projeto no Uruguai não deu certo. Tanto é que, em 2020, os chineses estiverem com autoridades do governo do Rio Grande do Sul para oferecerem um polo pesqueiro para atender as frotas chinesas em Rio Grande.
Imagem de abertura: https://global-strategy.org.
Fontes: https://www.dw.com/es/alianza-sudamericana-contra-la-pesca-ilegal-extranjera-en-el-pac%C3%ADfico/a-55597776; https://www.dw.com/es/la-flota-pesquera-china-pas%C3%B3-de-gal%C3%A1pagos-a-per%C3%BA-y-ahora-va-a-chile/a-55140146; https://www.dw.com/es/veda-pesquera-china-en-gal%C3%A1pagos-y-qu%C3%A9-pasa-con-el-resto/a-54532524; https://www.defesanet.com.br/toas/noticia/38743/Pesca-Ilegal-na-America-do-Sul–pontos-de-atencao-e-dilemas/ .
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Bolsonaro e filhos, não entendi, eles tem empreendimento pesqueiros com a JBS?
Não, Marcos, nada a ver com JBS. Aliás, de onde vc tirou isto? JBS nada tem a ver com pesca, que eu saiba. O que sugeri é que Bolsonaro & filhos, com sua visão primária do mundo, colocaram no Itamaraty um cidadão que considerava a ‘globalização um complô comunista’. Não satisfeito, o ex-chanceler declarou publicamente mais de uma vez que ‘não acreditava no aquecimento global’, seria outra mentira ‘comunista’. Ou seja, o primário clã desmontou tb o Itamaraty, da mesma forma que fez na Saúde, Educação, Meio Ambiente, e Ciência e Tecnologia, etc. Por isso dissemos à época que, não fosse o Itamaraty aparelhado pelo clã, ele (o Itamaraty) deveria necessariamente, agir. Em outras palavras, entrar em contato com os governos da América do Sul, independente do credo político, e agir em conjunto. Como a Argentina é dirigida por gente de esquerda, o clã boçal jamais permitiria ainda que tal política prejudicasse, como de fato prejudicou, o Brasil na questão dos recursos marinhos. Simples assim. abs
Estava lendo atentamente até perceber o ataque ao governo federal.
Simplesmente observe quem defende a China e quem não.
Yuri: Isso não exime o governo federal pelo desmonte ambiental, muito menos pelo descaso com a pesca e o bioma marinho. Criticar, apontar falhas, não significa ‘ser contra’, ao contrário, segnifica ser a favor do País.
NÃO SEI SE FOI NO GOVERNO DE LULA QUE A POLÍCIA FEDERAL TERIA COMPRADO DE ISRAEL DOIS DRONES DO TIPO QUE OS AMEICANOS USAM PARA FAZER BOMBARDEIOS CIRÚRGICOS, MAS COMO SOMOS UM PAÍS SEM CREDIBILIDADE E CALOTEIROS PARECE QUE NÃO PAGAMOS A ISRAEL PELO CONJUNTO ELETRÔNICO DE TERRA QUE PERMITIRIA CONTROLAR OS DRONES 24 HORAS/DIA E TAIS APARELHOS DEVEM ESTAR APODRECENDO EM ALGUM GALPÃO.
EQUIPAMENTOS EXISTEM, ARMAMENTOS EXISTEM, MAS NO BRASIL INEXISTEM GENTE SÉRIA E CAPAZES. O RASTO TODOS SABEM
Deveríamos ter uma Guarda Costeira, com poder de polícia real, ciclo de investigação e tudo mais. Financiada com os impostos que os navios pagam. Agora a Marinha não quer, não há interesse. Velejo a 35 anos, conto nos dedos de uma mão quantas vezes fui parada pela Capitania.
Concordo plenamente.Ao invés de investir a 30 anos em um submarino nuclear,onde nem no combustível nuclear chegamos,e já enriqueceu muitos ladrões,a marinha deveria investir em combate a ilícitos,com muitos barcos patrulha em lagos,rios e no mar.Isto,inclusive,retiraria os marinheiros dos “escritórios nucleares” e os colocaria na água ,supostamente seu “habitat” natural,e creio que a maioria dos militares navais assim o quer.Mas a política tem outras idéias em favor de seus bolsos,não do Brasil e suas riquezas naturais.Devemos nos lembrar que o conceito geopolítico de nação é povo+território,mas no quesito povo a coisa tá feia,aí o território….
Os conceitos de preservação ambiental, e de desenvolvimento sustentável, são sofisticados, exigem cultura e intelecto, e como tal, só são acessíveis a membros da raça H. Sapiens Sapiens. Estão além da compreensão de animais irracionais, como por exemplo, pavões, antas, gorilas, vermes, gado em geral, etc. bem como dos agressivos e devastadores H. Bolsonariensis Millicus Megalomanus e H. Ricardus Salles Vendeateamaesis.