Peixe gelatinoso translúcido retirado do mar do Alasca

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Peixe gelatinoso translúcido retirado do mar do Alasca

Segundo a Livescience, um peixe gelatinoso e translúcido, antes de mais nada de aparência bizarra com uma ventosa incomum na barriga, fez uma aparição surpresa para cientistas que estudavam o mar perto do Alasca. À primeira vista o estranho animal é um caracol manchado (Crystallichthys cyclospilus). Uma criatura do fundo do mar que vive exclusivamente no Pacífico Norte. Porém a espécie pode sobreviver a mais de 830 metros abaixo da superfície. Uma equipe da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) fazia uma pesquisa de rotina nas ilhas Aleutas quando sem querer se deparou com a espécie. Mas o animal é tão estranho que logo depois, em 19 de junho, Sarah Friedman da tripulação encarregada, compartilhou uma foto no Twitter.

Peixe gelatinoso translúcido
Imagem, Livescience.

Adaptação para manter a flutuabilidade neutra

Em seguida, conversando com a Livescience por e-mail, a pesquisadora disse que o corpo do peixe é “muito gelatinoso.” Parecia que eu “segurava um pedaço de gelatina.”

Entretanto, “acredita-se que isso seja uma adaptação para manter a flutuabilidade neutra e assim nadar com eficiência enquanto lida com a pressão esmagadora do mar profundo.”

“Eles vivem em locais relativamente remotos e em profundidades tão extremas que uma pessoa média nunca encontrará a espécie.” Mas, embora incomuns, os pesquisadores encontraram quatro ou cinco espécimes diferentes.

As estratégias de cada espécie

Os caracóis manchados têm corpos que às vezes são quase totalmente transparentes, além de terem manchas escuras na pele. Essa adaptação os ajuda a ficar escondidos dos predadores.

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“Muitos animais que vivem em profundidades oceânicas mais recônditas são igualmente translúcidos”, disse Friedman. Desse modo “se misturam com o fundo escuro em um habitat, especialmente com limitada disponibilidade de luz. E, além disso, ali há poucas estruturas para se esconder”.

O Mar Sem Fim já comentou uma espécie transparente que, de qualquer modo, não era de peixes, mas de uma salpidae, do subfilo tunicata. Entretanto, desta vez a criatura transparente é de fato uma espécie de peixe.

A função da ventosa

Como várias outras espécies, os caracóis manchados têm barbatanas modificadas em suas barrigas que formam uma ventosa. “Isso permite que eles se prendam facilmente a rochas e corais no fundo do oceano. Ao mesmo tempo, evita que gastem energia para nadar, principalmente em correntes fortes”.

Grupo de peixes incrivelmente enigmáticos

Para Sarah Friedman, os caracóis são um grupo de peixes incrivelmente enigmáticos e diversificados. Por exemplo, há espécies que habitam uma ampla variedade de ambientes. Desde poças de maré até mesmo as fossas mais profundas.

Contudo, não se sabe muito sobre a ecologia das espécies de caracóis. Ainda assim, os cientistas sabem que atacam pequenos invertebrados que rastejam no fundo do mar.

Ao todo, são mais de 400 espécies. A equipe também encontrou vários outros animais marinhos interessantes. Entre eles uma aranha marinha gigante (que na verdade não é uma aranha verdadeira). Além de um tamboril com enormes dentes pontiagudos e uma farpa luminosa para atrair presas. Esta, é outra das estratégias, a bioluminescência que começa a ser mais estudada.

Finalmente, um peixe olho de barril também foi encontrado. Ele tem a capacidade de girar os olhos para espiar através do topo da cabeça translúcida. Entretanto, a pesquisa não visava espécies incomuns, ao contrário. Pesquisadores passavam redes de arrasto para avaliar a saúde geral do ecossistema, particularmente em relação às populações de espécies comercialmente visadas.

Dentre estas, as mais importantes para a subsistência das comunidades do Alasca são os caranguejos rei, ou King Crab, já comentada no post Pesca Mortal, da série de TV, além de outras espécies de peixes. Foi para garantir a sustentabilidade destas pescarias que a equipe se deslocou até a região.

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