Visite santuário de baleias na Islândia — e depois sirva-se delas

3
4048
views

Visite santuário de baleias na Islândia — e depois sirva-se delas

“Parece uma ideia bizarra. Mas quais são as implicações éticas e culinárias? Você deve comer carne de baleia?”

A provocação é de Philip Hoare, autor de Leviathan or, The Whale, The Sea Inside e RISINGTIDEFALLINGSTAR, em artigo para o The Guardian. Ele chama atenção para uma contradição curiosa na Islândia: turistas visitam o novo santuário de belugas, onde vivem animais resgatados de um parque marinho de Xangai, e depois podem seguir para restaurantes da zona portuária que servem carne de baleia.

A Islândia retomou a caça após um intervalo de três anos. Porém, em 2026 uma novidade auspiciosa: O governo pretende apresentar em 2027 uma proposta de mudança da lei de 1949, que poderá incluir a proibição definitiva da caça comercial.

imagem de cauda de baleia na Islândia
E, então, você comeria carne de baleia?

Visite santuário de baleias

O santuário nasceu com o apoio da respeitada Whale and Dolphin Conservation (WDC). Danny Groves, da organização, observa que hoje apenas 3% dos islandeses consomem carne de baleia. Ele também destaca que a observação de cetáceos movimenta muito mais dinheiro no país do que a caça.

“O santuário deve servir como alternativa às práticas cruéis de caça de baleias e golfinhos e à manutenção desses animais em cativeiro”, afirma Groves.

Santuário é financiado pela Merlin Entertainments

Quem financia o projeto é a Merlin Entertainments, dona da Legoland. Há uma ironia histórica nisso. No Windsor Safari Park, que pertenceu ao grupo, golfinhos e uma orca chamada Ramu viveram numa grande piscina durante a década de 1970.

Philip Hoare lembra que Ramu foi a primeira baleia que viu. A imagem da barbatana dorsal do animal, dobrada sob o estresse do cativeiro, nunca saiu de sua memória.

Para muita gente, porém, não há contradição em admirar cetáceos e comê-los. Em 2013, o café de um parque marinho em Taiji, no Japão — cenário do documentário The Cove — chegou a incluir carne de cetáceos no cardápio.

Carne de baleias também fizeram parte da dieta inglesa

“Nós, ingleses, também as comíamos. Um édito medieval reservava carne de baleia para o monarca e a nobreza. Durante a primeira guerra mundial, cientistas do Museu de História Natural de Londres convidaram jornalistas a comer um golfinho que teve a infelicidade de nadar pelo Tâmisa, para demonstrar uma solução para a escassez de tempo de guerra.”

Durante a Segunda Grande Guerra…

Já enquanto corria a Segunda Guerra Mundial e nos anos de austeridade que se seguiram, o governo britânico chegou a publicar receitas de curry de baleia. Até a década de 1960, a margarina frequentemente continha óleo de baleia.

Em 2015, Arthur Boyt, biólogo aposentado da Cornualha, foi ainda mais longe: serviu no jantar de Natal um golfinho que encontrou encalhado, argumentando que apenas aproveitava uma espécie de “animal atropelado” do mar.

Mas a discussão vai além da ética de comer um animal senciente. Por ocuparem o topo da cadeia alimentar marinha, os cetáceos podem acumular altas concentrações de metais pesados e outros contaminantes em seus tecidos, o que também transforma seu consumo em um risco à saúde.

Ilhas Faroe

“Nas Ilhas Faroe, onde a carne de baleia-piloto é consumida regularmente, os ilhéus foram alertados por seu próprio governo de que os riscos de consumir alimentos contaminados incluem infertilidade e senilidade prematura. Então, você deveria comer baleia? Não seja tão estúpido.”

Fonte:https://www.theguardian.com/environment/shortcuts/2018/jun/27/would-you-eat-whale-or-dolphin-meat-after-visiting-a-marine-sanctuary#img-1.

Crack: disseminado nas comunidades pesqueiras litoral afora

Comentários

3 COMENTÁRIOS

  1. Tetsuo Shimura (vc é homem ou mulher?), os muçulmanos tem por hábito matar homossexuais. Considerando seu ponto de vista, você acharia normal os refugiados sírios começarem a fazer isso aqui no Brasil, certo? Quanto a Visita no santuário ecológico das baleias e depois comer a carne do bicho em extinção por causa de gente como o/a Tetsuo é no mínimo um triste paradoxo, não?

  2. Por que todas as matérias sobre matanças de baleias editadas/traduzidas e publicadas no Brasil apontam eles os cruéis bárbaros no exterior e não satisfeitos ainda colocaram nesta “Nós, ingleses, também as comíamos”, mas JAMAIS li nenhuma matéria escrita ou pensada por ecologistas brasileiros que escrevam coisas inteligentes “duela a quiem duela” reportando que nos anos de 1960 em São Paulo havia ampla oferta de carne de baleia (com SIF) e eu fui felizardo e consumi diversas vezes e gostei. Sejam honestos e respeitem os hábitos de terceiros afinal, em muito breve também não haverá mais “bacalhau do Porto” (jamais houve), sardinhas, tainhas…. tanto o consumo desenfreado. Querem poupar as baleias? Protejam os mares de poluições pois este status dos mares matam toda a fauna marítima mas com requintes de crueldade.

    • Meu Caro/Cara Tetsuo… Os muçulmanos tem por hábito matar homossexuais. Pelo seu comentário, você acharia normal que os refugiados sírios que vieram para o Brasil fizessem o mesmo aqui, certo? Quanto às baleias, elas estão estão em extinção devido a pessoas como você e à seus primos lá no Japão… Não queira colocar a culpa somente na poluição que aliás você, não tenho dúvidas, deve ser um grande contribuinte! Abraço!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here