Islândia, visite santuário de baleias e coma carne delas

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Islândia, onde você pode visitar um santuário de baleias e depois comer sua carne em restaurantes?

“Parece uma ideia bizarra. Mas quais são as implicações éticas e culinárias? Você deve comer carne de baleia? Os relatórios sobre o novo santuário de baleias da Islândia para as belugas observam que, depois de ver os animais – resgatados de um parque marinho de Xangai -turistas visitam um restaurante na zona portuária onde podem comer carne de baleia. A Islândia retomou a caça depois de um hiato de três anos. Matou este ano uma baleia-comum de 20 metros na costa oeste do país.” Artigo de Philip Hoare. Autor de  Leviathan or, The WhaleThe Sea Inside, e RISINGTIDEFALLINGSTAR, para The Guardian.

imagem de cauda de baleia na Islândia
E, então, você comeria carne de baleia?

O santuário da Islândia

“Foi criado com a assistência da altamente respeitável organização de Conservação de Baleias e Golfinhos (WDC). Danny Groves, da WDC, observa que apenas 3% da população da Islândia agora comem baleias. E ressalta que a indústria de observação do país supera de longe a caça às baleias economicamente. “O santuário … deve ser defendido como uma alternativa às práticas cruéis de caça a baleias e golfinhos e à manutenção desses animais em cativeiro”, diz ele. O santuário é financiado pela Merlin Entertainments, os donos da Legoland – ironicamente o local do Windsor Safari Park, onde golfinhos e uma orca chamada Ramu foram mantidos em uma enorme piscina na década de 1970. (Eu me lembro bem. Ramu foi a primeira baleia que vi. A visão de sua barbatana dorsal orgulhosa, entortada com o estresse, nunca me deixou). Muitas pessoas não veem nada de errado em comer baleias e golfinhos. Em 2013, o café da casa em um parque marinho em Taiji, Japão – cena do documentário The Cove – colocou os cetáceos no cardápio. Ama os golfinhos? Agora coma-os!”

Carne de baleias também fizeram parte da dieta inglesa

“Nós, ingleses, também as comíamos. Um édito medieval reservava carne de baleia para o monarca e a nobreza. Durante a primeira guerra mundial, cientistas do Museu de História Natural de Londres convidaram jornalistas a comer um golfinho que teve a infelicidade de nadar pelo Tâmisa, para demonstrar uma solução para a escassez de tempo de guerra.”

Durante a Segunda Grande Guerra…

“Na Segunda Guerra Mundial e depois do período de austeridade, o governo publicou receitas de caril de baleia. Até a década de 1960, a margarina geralmente continha óleo de baleia. E em 2015, Arthur Boyt, biólogo aposentado em Cornwall, comeu um golfinho encalhado para o jantar de Natal, racionalizando que era um bom uso do “roadkill” marinho. Independentemente da ética de comer um animal senciente, a carne de cetáceos é positivamente perigosa – resultado de seu lugar no topo da cadeia alimentar marinha, acumulando metais pesados ​​em seus corpos.”

Ilhas Faroe

“Nas Ilhas Faroe, onde a carne de baleia-piloto é consumida regularmente, os ilhéus foram alertados por seu próprio governo de que os riscos de consumir alimentos contaminados incluem infertilidade e senilidade prematura. Então, você deveria comer baleia? Não seja tão estúpido.”

Fonte:https://www.theguardian.com/environment/shortcuts/2018/jun/27/would-you-eat-whale-or-dolphin-meat-after-visiting-a-marine-sanctuary#img-1.

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5 COMENTÁRIOS

  1. No Rio de Janeiro, até o fim anos 50, comia-se carne de baleia regularmente, muitas vezes em substituição à carne de vaca, que era bem mais cara.
    Comi muita carne de baleia na infância e pouca diferença notava-se com relação à de vaca, na questão de sabor.
    Se faz mal ou deveria fazer mal, não matou ninguém numa família de pai, mãe e oito filhos, estes últimos vivos até hoje em idade entre 60 e 70 anos gozando todos de boa saúde.
    Se não querem que matem baleias, por qualquer que seja a razão, tudo bem, mas não inventem mentiras.
    Por sinal, o velho papo da extinção é uma delas…

  2. Tetsuo Shimura (vc é homem ou mulher?), os muçulmanos tem por hábito matar homossexuais. Considerando seu ponto de vista, você acharia normal os refugiados sírios começarem a fazer isso aqui no Brasil, certo? Quanto a Visita no santuário ecológico das baleias e depois comer a carne do bicho em extinção por causa de gente como o/a Tetsuo é no mínimo um triste paradoxo, não?

    • Se você acha que todo sírio é necessariamente muçulmano, você está redondamente enganado. A quantidade de sírios cristãos é enorme, inclusive na Síria.
      Os que vêm para o Brasil, geralmente são cristãos justamente por saber que aqui a maioria também é.
      Além disto, seria bom você rever os seus estereótipos. Já estão velhos, gastos, rombudos, lascados, partes derretidas, enfim…
      Sabe como fazer? É simples: busque boas leituras, os clássicos para iniciar.
      Não vai se arrepender.

  3. Por que todas as matérias sobre matanças de baleias editadas/traduzidas e publicadas no Brasil apontam eles os cruéis bárbaros no exterior e não satisfeitos ainda colocaram nesta “Nós, ingleses, também as comíamos”, mas JAMAIS li nenhuma matéria escrita ou pensada por ecologistas brasileiros que escrevam coisas inteligentes “duela a quiem duela” reportando que nos anos de 1960 em São Paulo havia ampla oferta de carne de baleia (com SIF) e eu fui felizardo e consumi diversas vezes e gostei. Sejam honestos e respeitem os hábitos de terceiros afinal, em muito breve também não haverá mais “bacalhau do Porto” (jamais houve), sardinhas, tainhas…. tanto o consumo desenfreado. Querem poupar as baleias? Protejam os mares de poluições pois este status dos mares matam toda a fauna marítima mas com requintes de crueldade.

    • Meu Caro/Cara Tetsuo… Os muçulmanos tem por hábito matar homossexuais. Pelo seu comentário, você acharia normal que os refugiados sírios que vieram para o Brasil fizessem o mesmo aqui, certo? Quanto às baleias, elas estão estão em extinção devido a pessoas como você e à seus primos lá no Japão… Não queira colocar a culpa somente na poluição que aliás você, não tenho dúvidas, deve ser um grande contribuinte! Abraço!

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