Esturjão, história, caviar e extinção

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Esturjão, história, caviar e extinção; conheça um pouco mais sobre o maior peixe de água doce do planeta

Antes de tudo, pode ser imenso. Além disso, surgiu de dinossauros, precisamente, há 200 milhões de anos. Finalmente, resiste até hoje, embora, criticamente ameaçado de extinção. Em primeiro lugar, conhecido de povos antigos, cartagineses, gregos, romanos e, sobretudo, persas. Desde sempre, qualidades excepcionais de culinária o marcaram. Consequentente, o rei inglês Eduardo II (1307-27)  decretou que todo e qualquer esturjão deveria ser entregue aos senhores feudais. E… ái daquele que se atrevesse comê-lo….

imagem de esturjão nadando
O peixe jurássico. Imagem, Pinterest.

Saiba mais sobre o esturjão

Em conclusão, diz a Britânica, “Os esturjões, relacionados, ao peixe-paddle (família Polyodontidae) ordem Acipenseriformes são fósseis. Apareceram, pela primeira vez, em rochas  do Jurássico Médio (cerca de 174 a 163,5 milhões de anos atrás). Contudo, pensa-se que evoluíram de grupo anterior. Possivelmente, paleonisciformes no final do Siluriano (cerca de 419 milhões de anos atrás).”

Distribuição de hábitos

Antes de tudo, “Esturjões são encontrados, sobretudo, na Ásia. Em maior abundância nos rios do sul da Rússia e Ucrânia. E, na Europa e América do Norte, em águas doces. No início do verão migram do mar para rios ou, até mesmo, margens de lagos de água doce para reproduzirem.”

Peso, tamanho, e tempo de vida

A princípio, estão entre os maiores peixes. Contudo o maior, tubarão-baleia, pode superar 20 toneladas. Já, alguns belugas do Cáspio atingem mais de 5,5 m e 1.500 kg. Analogamente, também entre os de vida mais longa com alguns atingindo mais de 100 anos.

Definitivamente, em quase todas as listas dos maiores peixes de água doce a espécie ocupa três primeiras posições. Em primeiro, esturjão Beluga, em segundo, o Kaluga, da Rússia e China (até 1,500 kg). Finalmente, em terceiro, o esturjão Branco. Seu habitat é a costa oeste dos Estados Unidos, além disso, pode chegar 6 metros e 1.100 kg.

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imagem de esturjão capturado or russos em 1932
Este foi capturado em 1932. Em esturjão com este tamanho, 1227 kg, não se encontra mais.

Ovas do esturjão se transformam na grande paixão: o caviar

Desde sempre, as ovas tornaram-se algoz. Elas são consideradas ‘iguaria’, acima de tudo, servidas em festas e casamentos de abastados. Faz inveja aos olhos ocidentais, tal qual, sopa de barbatanas de tubarão por asiáticos.

Não por outro motivo, ambas estão ameaçadas. Hoje, com o esturjão em perigo o caviar branco tornou-se raridade. A variedade do albino Beluga vive no Mar Cáspio, principalmente, em áreas não poluídas perto do Irã. Um quilo vale mais de US$ 25 mil dólares.

 imagem de uma lata de caviar albino
Caviar iraniano Almas pode custar até US$ 25 mil dólares o quilo. (Foto: azuereazure com)

Por último, o mar Cáspio é considerado produtor dos melhores caviares.

imagem de mapa do mar cáspio e países ao redor
Fronteiras complicadas…Ilustração: BBC.

Produção e comércio

Em consequência, a pesca definhou, quase desapareceu. Enquanto isso, a exportação de caviar  selvagem foi proibida. Mas, o comércio de algo tão raro e valioso não pode parar. Ou pode? Não, por isso mesmo, a aquicultura tomou o lugar da pesca. Hoje, a China responde por 85% da produção mundial.
Em seguida, principais produtores são Rússia, além da União Europeia. Mais uma coincidência com outro peixe fetiche, o salmão. Agora, quase não existem salmões selvagens.  A maioria oferecida em mercados ou restaurantes, é oriunda de criações questionadas.

A produção do caviar

Por último, o processo de transformação das ovas não-fertilizadas e frescas, em caviar de qualidade (salgadas não-pasteurizadas), é complexo. Globalmente, ovas retiradas da fêmea viva são, imediatamente, peneiradas. Em seguida, lavadas e escorridas; triadas (segundo consistência, tamanho e cor) e, depois, salgadas em tempo máximo de 15 minutos.

Pelo processo considerado complexo e delicado há quem defenda o boicote. E explicam, a fêmea transportada até uma mesa, atordoada, é lavada e seu ventre aberto enquanto viva. Enquanto isso, o saco de ovas é extraído. Em seguida, lavado de novo e, imediatamente, pesado.

Tradicionalmente, a fêmea é  morta depois. Em seguida, encaminhada para processamento (com vista à comercialização), embora,  particularmente, com esturjões de aquacultura seja cada vez mais comum a remoção cirúrgica das ovas.

No mundo são 25 espécies diferentes de esturjão

Este tipo incomum, tem corpo formado por placas ósseas além de 25 espécies. Vivem no mar, reproduzem, em rios. Os mais tradicionais o Ural que deságua no Cáspio. O Volga, na Rússia, e o Kura, Azerbaijão. A maturidade sexual acontece tarde, entre 6 e 25 anos. Isso os torna, especialmente, vulneráveis à sobrepesca.

Tráfico ilegal de esturjões do Danúbio, um dos problemas da produção e distribuição

Acima de tudo, esturjões ameaçados da bacia do Danúbio estão em risco. Em síntese, por causa do persistente comércio ilegal de caviar da Bulgária e, sobretudo, Romênia, segundo recém-publicado relatório TRAFFIC do WWF.

imagem de esturjão beluga
Um beluga ou esturjão europeu (Huso huso) capturado em 1922 no estuário do Volga. Ele tinha cerca de sete metros, um dos maiores já capturados. (Foto:ourplnt.com/)

Produção mundial

Estudo da IUCN Species Survival Commission…

  tabela com dados da produção mundial de caviar

Pescador chinês não tem coragem de matar o esturjão

O pescador chinês Chen Lin capturou a enormidade no rio Heilongjiang fronteira com Rússia. E, afinal, mostrou-se consciente.

Dominando o instinto natural não teve coragem de matá-lo, ao contrário, levou-o para para centro de reprodução. Segundo a chinesa CCTV, é fêmea com cerca de 1,2 milhão de ovas. A equipe recolheu-as para realizar inseminação artificial. Depois o peixe foi solto, novamente, no rio Heilongjiang.

Assista ao vídeo, e bravos! Chen Lin

Monster of the deep: Giant fish caught alive in Chinese river

https://www.britannica.com/animal/sturgeon-fish;

Comentários

14 COMENTÁRIOS

  1. Os dois maiores peixes de água doce do mundo vivem no Brasil. “A piraíba é o maior peixe de couro de água doce do mundo, enquanto o pirarucu é o maior entre as espécies com escama”, afirma o zootecnista Eduardo Gomes Sanches, diretor do Museu de Pesca de Santos (SP).4 de jul. de 2018

  2. Acho legal o batalhão de defensores de tudo por conta do que matérias para ficarem politicamente corretos. Queria ver se manteriam sua opiniões vivendo em Caracas, Haiti ou países miseráveis africanos. Ser defensor dos animais estando obeso é fácil; queria vê-los com suas opiniões estando em saco de osso e a parede do estômago colabado.
    A população mundial só faz crescer e deveríamos ter melhor controle sobre os estoques disponíveis, mas o vil metal seduz a todos. Vejam as besteiras de consumos em Brasília e nas capitais onde pretensos governadores querem menus dignos de marajás.

  3. O direito não existe. É uma abstração da mente humana, que alguns usam para impor seus interesses sobre os de outros. Por isso há as políticas públicas ambientais. Para proteger as outras pessoas de idiotas como você, que querem sobrepor seus próprios prazeres / lucros / vaidades/ etc ao interesses do coletivo.

  4. na minha opiniao,jamais deveria matar um animal para satisfazer a vontade de um ser humano,sabendo que um crime ambiental,acabando com a especie deste peixe,pois tirando os ovarios esta matando,milhares de pequenos peixinho,que deixaria de existir,deveria ser crime de morte,para que sacrificasse um animal indefeso

  5. Felix não se trata aqui de um direito inalienável seu ou de qualquer outro ser humano, trata-se de bom senso. Nos humanos temos todo tipo de alimento, do mais básico como o pão aos mais sofisticados, como o caviar, mas nem por isso, fazendo uso do nosso direito inalienável, podemos para matar a nossa vontade de pão, matar o padeiro. Este peixe/animal marinho está em extinção, acredito que tanto você quanto eu, apesar de apreciar o que dele é tirado, podemos buscar nos alimentar de outra forma que não provoque a sua extinção, quanto a sermos “comidos” ao morrermos, isso não se trata de extinção mas de decomposição.

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