Denunciante da merenda em Ubatuba recebe proteção da Justiça
A denunciante da merenda em Ubatuba recebeu proteção judicial. A Polícia Federal identificou uma possível ameaça contra ela. A advogada Jaqueline Frigi Tupinambá foi uma das primeiras a apontar irregularidades na merenda escolar da cidade. O caso depois ganhou nova dimensão com a Operação Pão e Circo.

Agora, a história ficou ainda mais grave. A Justiça determinou distância mínima de 200 metros. A medida vale para a advogada, seus familiares, sua casa e seu local de trabalho. Também proibiu qualquer contato direto ou indireto. Isso inclui telefone, aplicativos, redes sociais ou terceiros.

A primeira denúncia que derrubou a prefeita Flávia Pascoal
A primeira denúncia contra Flávia Pascoal partiu da advogada Jaqueline Frigi Tupinambá. Como mostramos no post sobre a cassação da prefeita, em 2023, Jaqueline apontou problemas na licitação da merenda escolar. A denúncia envolvia a empresa A.C.F. Fernaine e possível favorecimento à Pascopan, ligada à família de Flávia. Na época, o caso ajudou a derrubar a prefeita na Câmara, embora ela depois tenha recuperado o mandato.
No ano seguinte, a Câmara de Vereadores de Ubatuba completou a confusão. Como mostramos no post sobre a “depravação moral” da Casa, os vereadores “descassaram” Flávia Pascoal em novembro de 2024, por nove votos contra um. Ou seja, a denúncia da merenda derrubou a prefeita em 2023, mas a política local encontrou um jeito de devolvê-la ao cargo. Agora, a mesma história volta ao noticiário policial, com ameaça à advogada que começou tudo.
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Erosão nas praias: quando pedras e concreto pioram o problemaEl Niño no litoral brasileiro: cidades estão preparadas?Derramamento de óleo ameaça reserva marinha em OmãA denúncia mais recente confirmou que o caso da merenda não acabou. Como mostramos no post sobre larvas, carne ruim e fraude, a Polícia Federal deflagrou a Operação Pão e Circo e encontrou novos indícios de corrupção em Ubatuba. Além disso, a investigação apontou alimentos impróprios, suspeitas de fraude em licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Portanto, a história ficou ainda mais grave. Primeiro, a merenda derrubou a prefeita. Depois, a Câmara a devolveu ao cargo. Agora, a Polícia Federal volta ao caso, e a Justiça concede proteção à advogada que fez a denúncia original. Assim, Ubatuba já não aparece apenas nas páginas de turismo. A cidade entrou de vez nas páginas policiais. É mais um sinal de que parte do litoral paulista caiu nas mãos de delinquentes travestidos de gestores públicos.
A ameaça contra Jaqueline Tupinambá chega à Justiça
A nova etapa do caso envolve a própria denunciante. Segundo decisão da Justiça de Ubatuba, a Polícia Federal encontrou indícios de comportamento intimidatório contra Jaqueline Frigi Tupinambá. Ela foi uma das primeiras a denunciar irregularidades na merenda escolar.

A decisão não aponta um mandante. No entanto, cita Rogério, Ademar e Jonatas como requeridos no pedido de medidas cautelares. Segundo o documento, a Polícia Federal encontrou elementos que indicam ameaças e manifestações intimidatórias contra Jaqueline, com referências à sua residência, à sua integridade física e à de seus familiares.
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Por fim, o juiz advertiu que o descumprimento das medidas pode levar a providências mais graves, inclusive prisão preventiva. Ou seja, a Justiça viu urgência e risco. Em Ubatuba, a merenda escolar já tinha virado caso de polícia. Agora, até quem denunciou precisa de proteção judicial.
Ubatuba virou sintoma de degradação institucional
Ubatuba atravessa uma fase assustadora. A cidade, que deveria aparecer pelo patrimônio natural e pelo turismo, agora frequenta o noticiário policial. Primeiro, vieram as denúncias sobre a merenda. Depois, a Operação Pão e Circo. Agora, a Justiça precisa proteger a denunciante. Quando até quem denuncia irregularidades passa a temer pela própria segurança, o problema deixou de ser administrativo. Virou sintoma de degradação institucional.
Agora, pior que isso, é constatar que Ubatuba não parece exceção. Aos poucos, a corrupção e o crime organizado avançam sobre o litoral do País. Em outras palavras, com poucas exceções, parte da costa brasileira parece entregue a grupos especializados em roubar não apenas o dinheiro público, mas também a esperança do povo brasileiro.
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