Tubarões-brancos ajudam na cura do câncer?
Saiba como Tubarões-brancos ajudam na cura do câncer. Cientistas decodificaram o genoma do grande tubarão-branco. A análise revelou mecanismos genéticos ligados à estabilidade do DNA e à reparação celular. Esses processos podem abrir caminhos para novas terapias contra o câncer e doenças associadas ao envelhecimento.
Os pesquisadores publicaram o estudo na revista Proceedings of National Academy of Sciences. Segundo os autores, o mapeamento do DNA mostra alterações genéticas que explicam o sucesso evolutivo de um animal de grande porte e longa vida.

O grande tubarão-branco cresce muito. Vive décadas. Mesmo assim, apresenta baixa incidência de tumores. Esse paradoxo intriga a ciência e pode ajudar a medicina humana.

Os brancos ajudam na cura do câncer também porque vivem muito
Um estudo publicado em 2014 estimou que o grande tubarão-branco pode alcançar cerca de 70 anos de idade. As fêmeas tendem a viver mais que os machos. A longevidade chama atenção porque animais grandes e longevos costumam apresentar maior risco de tumores.
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Canoa de tolda Luzitânia: naufrágio, abandono e resgateCriaturas marinhas bizarras: espécies que desafiam a ciênciaFungos marinhos podem originar novo antibióticoO primeiro mapa completo do DNA revelou mutações associadas à estabilidade do genoma. Esses mecanismos reduzem danos celulares e ajudam a prevenir câncer e outras doenças relacionadas ao envelhecimento. Cientistas agora investigam como aplicar esse conhecimento à medicina humana.
Para o Dr. Mahmood. Shivji, diretor do Centro de Pesquisas Shark Save Our Seas da NSU e da GHRI, e autor do estudo,
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Não apenas houve um número surpreendentemente alto de genes de estabilidade do genoma que continham essas mudanças adaptativas, mas também houve um enriquecimento de vários desses genes, destacando a importância desse ajuste fino genético no tubarão- branco
Não se trata de milagre mas de biologia evolutiva
A vida marinha já contribuiu com antivirais, analgésicos e compostos anti-inflamatórios.
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Visão diferente e menos assustadora dos tubarões brancosPesca ilegal de atum ligada à corrupção, lavagem de dinheiro, e tráfico humanoImportância de descobertas sobre sexo entre tubarõesSe entendermos como os tubarões protegem seu próprio DNA, poderemos avançar na prevenção do câncer. Eis mais uma razão para preservar os oceanos. Estudo semelhante começou depois que sequenciaram o genoma do tubarão-elefante (Cetorhinus maximus).
Os cientistas identificaram genes ligados ao bloqueio da calcificação das cartilagens. A descoberta pode abrir novas linhas de pesquisa sobre doenças ósseas, como a osteoporose
Não apenas houve um número surpreendentemente alto de genes de estabilidade do genoma que continham essas mudanças adaptativas, mas também houve um enriquecimento de vários desses genes, destacando a importância desse ajuste fino genético no tubarão- branco
Os oceanos e os fármacos marinhos
A busca por fármacos marinhos mobiliza universidades e laboratórios em vários países. O mar oferece moléculas únicas. Muitas delas não existem em ambiente terrestre.
Um dos exemplos mais conhecidos envolve o AZT, usado no combate ao HIV. Pesquisadores sintetizaram o princípio ativo a partir de compostos isolados de organismos marinhos, como esponjas do Caribe. O oceano abriu caminho para um dos primeiros tratamentos eficazes contra a AIDS.
Lesmas-do-mar também intrigam a ciência. Algumas espécies incorporam cloroplastos das algas que consomem. Esse fenômeno inspira pesquisas em biotecnologia e pode contribuir para avanços em terapia genética e engenharia celular.
Mas talvez o exemplo mais impressionante venha do caranguejo-ferradura. Seu sangue azul contém uma substância chamada LAL, capaz de detectar contaminação bacteriana. A indústria farmacêutica usa esse teste para garantir a segurança de vacinas e medicamentos injetáveis.
Tubarões-brancos são capazes de reparar seu DNA
Os Tubarões-brancos ajudam na cura do câncer porque protegem o próprio material genético.
A espécie existe há cerca de 16 milhões de anos. Já os tubarões, como grupo, nadam nos oceanos há mais de 400 milhões de anos. Essa longa história evolutiva moldou mecanismos eficientes de defesa celular.
O estudo revelou que o grande tubarão-branco possui 41 pares de cromossomos, enquanto humanos têm 23. Os cientistas identificaram alterações específicas na sequência do DNA ligadas à reparação genética.
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Essas adaptações mantêm a estabilidade do genoma. Quando o DNA sofre menos danos, o risco de câncer diminui. Nos humanos, a instabilidade genética favorece tumores e doenças associadas ao envelhecimento.
Em resumo: o tubarão-branco aprimorou ao longo da evolução a capacidade de reconstruir seu DNA. Nós ainda buscamos aprender como fazer o mesmo.
Tubarões-brancos ajudam na cura do câncer? Saiba mais:
Fontes: https://www.foxnews.com/science/can-sharks-cure-cancer-great-white-shark-genome-decoded; https://www.independent.co.uk/news/science/great-white-shark-genome-cancer-dna-mutation-healthy-aging-wounds-a8785466.html.










Deixem os tubarões brancos EM PAZ. Morram os humanos. Vertente imprestavel da continuidade reprodutiva.