Satélites: os olhos que vigiam os oceanos
Hoje, satélites são ferramentas incríveis para observar a Terra. Especialmente o grande oceano que cobre 71% do planeta. Ao detectar remotamente a partir de suas órbitas, eles nos fornecem muito mais informações do que seria possível obter apenas da superfície. Os satélites ajudam a compreender os Oceanos.
Conhecemos mais sobre o espaço sideral que os Oceanos
É sabido que conhecemos mais sobre o espaço sideral, que sobre os oceanos. Dificuldades técnicas, custo proibitivo, e a imensidão, são alguns dos fatores que contribuíram para o desconhecimento. A oceanografia moderna só começou em 1872, portanto, ela ainda é uma disciplina muito recente.


Batimetria oceânica e os satélites
Pesquisadores da NOAA estudam de perto o oceano. As informações coletadas informam sobre a batimetria oceânica (medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios), a temperatura da superfície do mar, a cor do oceano, os recifes de corais e o gelo do mar.
Cientistas também utilizam sistemas de coleta de dados para retransmitir sinais de transmissores no solo para pesquisadores no campo – usados em aplicações como a medição de alturas de maré e a migração de baleias.
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Faróis de emergência ajudam a salvar vidas
Os transmissores em satélites dão informações da posição de faróis para ajudar a salvar vidas quando as pessoas estão em perigo. Essas são apenas algumas das muitas maneiras pelas quais os satélites nos ajudam a aprender mais sobre o oceano.
As mudanças climáticas
Conhecer a temperatura da superfície do mar pode dizer aos cientistas muito sobre o que está acontecendo dentro e ao redor do oceano. As mudanças de temperatura influenciam o comportamento dos peixes, podem causar o branqueamento de corais e afetar o clima ao longo da costa.
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As imagens da temperatura também mostram padrões de circulação de água. Exemplos incluem locais de afloramento caracterizados por águas frias que se elevam das profundezas, fenômeno conhecido como ressurgência, muitas vezes perto das costas.
Satélites ajudam a compreender os Oceanos: saiba quais os instrumentos usados
O instrumento mais comumente usado para coletar temperaturas é o Visiter Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS) a bordo do satélite NOAA / NASA Suomi NPP.
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A cor dos oceanos
Os satélites também fornecem informações com cores nos oceanos. Os dados ajudam pesquisadores a determinar o impacto das inundações ao longo da costa.
Ou a detectar plumas de rios e a localizar floração de algas nocivas que podem contaminar mariscos e matar outros peixes. Os dados nos permitem não apenas identificar onde uma formação de algas se está formando, mas prever onde pode acontecer no futuro.
Um dos impactos potenciais mais significativos das mudanças climáticas é o aumento do nível do mar, que pode causar a inundação de áreas costeiras e ilhas, erosão e destruição de importantes ecossistemas.

Medições de radar
As medições de altímetro podem ser combinadas com órbitas espaciais conhecidas para medir o nível do mar em uma base global com precisão sem precedentes.
A medida das mudanças de longo prazo no nível médio do mar fornece maneiras de testar as previsões dos modelos climáticos sobre aquecimento. As imagens também podem ser usadas para mapear recursos na água, como os recifes de coral.
Maior parte do fundo do mar é mal compreendida
A geologia do fundo do mar é mais simples do que a dos continentes. Porque as taxas de erosão são mais baixas, e porque os continentes sofreram colisões múltiplas associadas à abertura e fechamento de bacias oceânicas.
Apesar da sua relativa juventude e simplicidade, a maior parte do fundo do fundo do mar ficou mal compreendida. É mascarada pelo oceano.
Satélites ajudam a compreender os Oceanos: saiba quais os tipos de satélites
O sistema operacional de satélites da NOAA trabalha com dois tipos de equipamento.
O primeiro reúne os satélites ambientais geoestacionários, conhecidos como GOES. Eles ajudam em previsões, alertas e observações de curto prazo.
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O segundo reúne os satélites em órbita polar. Eles ajudam nas previsões de longo prazo.
Juntos, esses dois sistemas garantem o monitoramento global do tempo. Além disso, os satélites que captam imagens ambientais também podem colaborar com outras organizações, ao receber dados de vários sensores.
Um exemplo vem da fauna marinha. Tartarugas e peixes-boi podem carregar transmissores que indicam sua localização. A mesma tecnologia também ajuda em operações de busca e resgate de pessoas.
Fonte principal: https://oceanservice.noaa.gov/facts/satellites-ocean.html.
Fontes secundárias: https://www.google.com.br/search?q=ressurgencia&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4kYnGm-nXAhWFx5AKHdBUBDoQ_AUICigB&biw=1600&bih=731#imgrc=2fQ4KA2gZn6LAM; http://geografando-1k.blogspot.com.br/2012/05/ressurgencia.html; https://www.google.com.br/search?q=upwelling+in+the+world&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjOguvDk-nXAhUFIpAKHaEQCHEQ_AUICigB&biw=1600&bih=731#imgrc=aiA6v_NY8o5QSM; https://en.wikipedia.org/wiki/Upwelling; https://www.publico.pt/2012/04/03/jornal/a-viagem-do-challenger-24303902.
Pesca elétrica, mais uma ‘contribuição’ para acabar com a vida marinha









