Pirossoma: aumento da aparição da criatura preocupa cientistas

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Pirossoma, aumento da aparição da criatura preocupa cientistas

Os pirossomas, de acordo com a OAA Fisheries, são tunicados pelágicos, que fazem parte do Chordata, um filo que inclui os humanos. São colônias de milhares de animais, chamados zooides, que podem chegar a 18 metros de comprimento. Eles começaram a ser avistados pela primeira vez em 2013 durante uma onda de calor marinha. São animais duros e viscosos ao toque, com pequenas saliências pronunciadas. Dentro da parede desse tubo gelatinoso, que pode atingir até 60 cm, os zooides individuais ficam bem compactados. Usando uma rede de muco, eles filtram a água em busca de pequenos microrganismos planctônicos. Sabe-se que se agregam em grandes grupos na superfície quando os zooides bioluminescem para criar belas exibições de luz. Tudo isso junto proporcionaria uma visão espetacular debaixo d’água. Contudo, as ondas de calor são as responsáveis pelo surgimento de muitos pirossomas na costa Oeste dos Estados Unidos, o que preocupa pesquisadores.

mergulhador e pirossoma
Imagem, Reprodução redes sociais.

As ondas de calor e a explosão de pirossomas

Segundo pesquisadores da Universidade do Oregon, o maior beneficiário das ondas de calor marinhas é o zooplankton gelatinoso – pirossomas predominantemente em forma cilíndrica que explodem em números após uma onda de calor e mudam a forma conforme a energia se move por toda a cadeia alimentar.

Para obter uma visão mais holística do impacto das ondas de calor marinhas, o pesquisador Dylan Gomes atualizou um modelo de ecossistema de ponta a ponta, incorporando novos dados sobre a vida marinha em toda a cadeia alimentar oceânica. Esses dados foram coletados durante pesquisas biológicas locais.

Ele, então, comparou o funcionamento da cadeia alimentar antes e depois de uma recente onda de calor, incluindo o grande evento bem documentado de 2013-2014 conhecido como “a bolha”. Após esse evento, os pesquisadores coletaram muitos dados novos para o modelo enquanto tentavam entender melhor seus efeitos. A modelagem mostrou que os pirossomas dominaram e drenaram energia da cadeia alimentar.

Pirossoma

“Os pirossomas consomem animais na base da cadeia alimentar e retêm essa energia. Eles estão retirando do sistema a energia de que os predadores precisam”, segundo Lisa Crozier, cientista pesquisadora do NOAA Fisheries Northwest Fisheries Science Center e coautora do artigo.

Essa perda de energia é mais provável que afete peixes e mamíferos marinhos que estão mais no topo da cadeia alimentar, potencialmente afetando os esforços de pesca e recuperação economicamente importantes para espécies ameaçadas. Como a prevalência e intensidade das ondas de calor marinhas estão aumentando em todo o mundo, os pesquisadores temem os estragos produzidos pelos pirossomas.

Para saber mais sobre o animal, assista ao vídeo

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