Conheça o Nautilóide, molusco que domina propulsão a jato

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Nautilóide, molusco que domina propulsão a jato, você sabia?

Como um minúsculo submarino, a câmara do nautilóide acelera pelo oceano em pequenos jatos que cria sugando a água e cuspindo-a.

Como forma de movimentação, a propulsão a jato não costuma ser um bom uso de energia. Nas profundezas, onde o oxigênio fica rarefeito, o nautilóide parece se colocar em risco ao gastar tanto esforço no movimento. Os peixes usam menos energia, empurrando a água com suas barbatanas. Então, como ele consegue ficar ileso nas profundezas do oceano? A matéria é de Veronique Greenwood, do The New York Times, abril, 2018.

imagem do molusco Nautilóide
O nautilóide (Foto: New York Times)

Entenda como o Nautilóide se move

Graham Askew, professor de biomecânica da Universidade de Leeds, empenhou-se para entender melhor como esse molusco se move. Ele descobriu que o nautilóide é, na verdade, uma criatura altamente eficiente movida a jato. Ela  desperdiça muito menos energia do que organismos marinhos como lulas ou água-vivas que circulam de maneira semelhante.

Minúsculas partículas flutuantes de óxido de alumínio em um aquário

Os pesquisadores começaram seu estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, espalhando minúsculas partículas flutuantes de óxido de alumínio em um aquário. Então, um a um, colocaram cinco nautilóides no tanque. E esperaram que os moluscos se movimentassem.

Usando  câmeras de alta velocidade, um laser que iluminava as partículas e o software que podia registrar os movimentos das partículas, eles viram os animais sugando a água e forçando-a na direção em que estavam se afastando, com a bolsa de água expelida e o nautilóide se afastando em velocidades que eles poderiam calcular.

Quando analisaram os números, os pesquisadores viram que o nautilóide era capaz de usar de 30% a 75% da energia que transferiu para a água para se mover.

Outras criaturas marinhas que se movem como o nautilóide

Isso foi muito superior aos outros nadadores similares. “As lulas tendem a ser cerca de 40% a 50% eficientes”, disse Askew. As água-vivas, que pulsam seus sinos para esguichar água, também têm menos de 50% de eficiência.

Em geral, mover volumes muito grandes de água de forma relativamente lenta, como a cauda de um peixe ou as nadadeiras do mergulhador, desperdiça menos energia do que ter que acelerar rapidamente quantidades muito pequenas. Mas os nautilóides descobriram uma maneira de tornar isso mais viável.

A eficiência do molusco

Segundo Askew, parece que quando estão sugando a água, o fazem em uma ampla corrente, em vez de optarem por uma corrente mais reduzida que demandaria mais energia.

Essas estratégias podem estar contribuindo para sua capacidade de nadar de forma eficiente, sobrevivendo a situações em que o jato mais vigoroso poderia causar problemas, como no oceano profundo com baixo oxigênio.

Para mais detalhes sobre as estratégias de sobrevivência do nautilóide, os fãs da criatura terão que procurar pesquisas de outros grupos. Askew e seus colegas, desde então, voltaram seu foco – e sua câmera de alta velocidade – para o choco (chocos, sibas ou sépias são moluscos marinhos da classe Cephalopoda, ordem Sepiida), a fim de aprender mais sobre como esses nadadores se movem.

Fonte: The New York Times.

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