Moratória para mineração submarina ganha adesão de gigantes da indústria mundial
Nem sempre temos boas notícias para nossos leitores. Por isto é preciso comemorar as que nos chegam. Em março de 2021, BMW, Volvo, Samsung e Google anunciaram apoio a uma moratória para a mineração submarina. Foi um importante reforço à pressão contra a atividade. Melhor ainda: A oposição internacional só aumentou desde 2021. Hoje, 43 países defendem uma moratória, uma pausa preventiva ou a proibição da mineração submarina. Em 2026, Malawi, Quênia e Madagascar engrossaram essa frente, que também reúne Brasil, França, Canadá, Reino Unido e várias nações do Pacífico.

Moratória para mineração submarina ganha adesão
A mineração submarina que está prestes a começar tira o sono de muita gente que estuda e conhece os serviços prestados pelos oceanos. Para começar, os oceanos são o maior sumidouro de gases de efeito estufa.

A mineração submarina e seus impactos avassaladores, como mostramos em matéria do New York Times, pode não só liberar para a atmosfera o carbono armazenado, como pode ser a pá de cal que está faltando para dar conta da vida marinha.
Neste sentido a moratória proposta pelas gigantes da indústria é uma excelente notícia. Segundo matéria da Associated Press, ‘as empresas citaram a importância de proteger os frágeis ecossistemas oceânicos que já estão sob a ameaça da pesca predatória, poluição, poluição sonora e mudanças climáticas causadas pelo homem’.
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Explosão cambriana, o big bang da evoluçãoOuro no fundo do mar atinge concentração recordeRemoção do coral-sol: novo método enfrenta invasãoOutra prova de que ainda há muito a conhecer antes da mineração surgiu em 2026. Um estudo publicado na Nature Communications, liderado por Hanieh Saeedi, do Instituto Senckenberg e da Universidade Goethe de Frankfurt, mostra que cerca de metade dos oceanos ainda permanece insuficientemente amostrada pela ciência.
A mineração submarina
A AP diz que “a mineração no fundo do mar ainda está em sua infância. Várias empresas de prospecção estão buscando direitos para extrair depósitos potencialmente lucrativos das profundezas do oceano. Particularmente, os nódulos metálicos que se acumulam em fontes hidrotermais‘.
É oportuno informar que os minerais procurados se formam e se acumulam de forma extremamente lenta no fundo do oceano, com taxas de crescimento de apenas alguns milímetros por milhão de anos.
Um nódulo do tamanho de uma bola de tênis no fundo do mar e consistindo em grande parte de valiosos metais de terras raras pode ter mais de 14 milhões de anos.
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Embora sirvam para vários produtos, esses minerais atraem sobretudo as indústrias de alta tecnologia, que dependem de metais preciosos e raros.
Stefan Bratzel, diretor do Centro de Gestão Automotiva da Alemanha, disse que o anúncio da BMW e da Volvo foi significativo para outros fabricantes de automóveis.
Mas nem todos concordam com a moratória. A Global Sea Mineral Resources, empresa que atua na mineração submarina, rejeita a proposta. Segundo a companhia, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos já exige pesquisas ambientais antes de autorizar a atividade.
E, além disso, em julho de 2026, pesquisadores encontraram até 1,9% de ouro numa área vulcânica submarina do Japão, Higashi-Aogashima, descoberta que pode aumentar a pressão pela mineração submarina apesar dos alertas científicos.
Infelizmente, o mundo foi aturdido por outra medida unilateral de Donald Trump que, em julho de 2026, anunciou o leilão de dois blocos para mineração submarina diante da Samoa Americana.
Imagem de abertura: WWF
Fonte: https://www.usnews.com/news/business/articles/2021-03-31/automakers-bmw-volvo-back-moratorium-on-deep-seabed-mining?eType=EmailBlastContent&eId=c556ad6f-e58a-4cad-a42b-8c7fee4b9c0a.










Escrevem estas matérias como se o mundo fosse quase uno nas ideias ou decisões. Podem deixar de minerarem os fundos dos mares ou até diminuírem as pescas maciças e/ou predatórias, mas quando deixarão de poluírem com lançamentos de esgotos, plásticos e outras infinidades de lixos tóxicos. Percorram os nossos litorais e praias para verem e cheirarem aqueles pequenos regatos de excrementos humanos isto para ficar nas menores partes de lançamentos de esgotos não tratados. Será que o complexo industrial em Cubatão e outras cidades litorâneas com indústrias fazem qualquer beneficiamento antes de lançarem mega toneladas de tóxicos?
Estamos em ritmo acelerados na MARTEFORMAÇÃO e quiçá exterminem toda a vida na TERRA.