Espécie de 400 milhões de anos ainda existe nos oceanos

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Espécie de 400 milhões de anos ainda existe nos oceanos: ela não sofreu alterações desde quando surgiu, e ainda habita as profundezas. Conheça o Celacanto

A morfologia dos Celacantos não mudou significativamente desde o período Devoniano. Esses animais são considerados fósseis vivos e capazes de se adaptar ao ambiente com facilidade com o passar dos tempos. Uma espécie de 400 milhões de anos ainda existe nos oceanos.

celacanto, espécie de 400 milhões de anos, imagem de celacanto no mar

A morfologia dos Celacantos, espécie de 400 milhões de anos, não mudou significativamente desde o período Devoniano. Esses animais são considerados fósseis vivos e capazes de se adaptar ao ambiente com facilidade com o passar dos tempos.

A extinção se avizinha

De acordo com Kathrin Lampert do departamento de biodiversidade, evolução e ecologia animal da Universidade Ruhr, em Bochum, na Alemanha, os Celacantos escaparam de muitas extinções nos últimos 400 milhões de anos, mas, infelizmente, podem se tornar extintos num futuro próximo, se não forem tomadas medidas para protegê-los.

Para entender melhor essa espécie, uma equipe de pesquisa genética analisou 71 amostras de diversos Celacantos da costa leste da África. Os pesquisadores analisaram marcadores genéticos do núcleo celular e mitocôndrias, as “usinas de energia” das células.

Os dados revelaram baixa diversidade genética. No entanto, certos padrões genéticos foram encontrados apenas em determinadas regiões geográficas.

Se deixar-mos, o Celacanto vai continuar a se adaptar a novas condições ambientais

Foram descobertas duas populações independentes nas águas da África do Sul, e Tanzânia. Os animais em torno das Ilhas Comores pertencem a dois grupos geneticamente distintos. Tudo isso indica, portanto, que embora o ritmo de evolução seja lento, os Celacantos vão continuar a evoluir e a se adaptar a novas condições ambientais.

Tubarões sobreviveram a duas extinções

Outro animal marinho com a mesma idade, e igualmente em risco de extinção, são os tubarões, predadores do topo da cadeia alimentar. Eles escaparam de duas extinções naturais: a do período Permiano, e mais famosa de todas, conhecida como K-T, ocorrida há 65 milhões de anos, e que acabou com os dinossauros.

Tubarões ameaçados pela estupidez humana

Todos os anos, algo como 100 milhões de tubarões são mortos para que suas barbatanas e nadadeiras sejam extirpadas. Em seguida o animal é devolvido ao mar. Nos países asiáticos as barbatanas e nadadeiras são considerados uma “iguaria” com a qual fazem sopas. A matança acontece também no litoral do Brasil. Por causa disso, mais de 90% da população de tubarões desapareceu. A situação é tão grave que existe uma campanha pela moratória da pesca de tubarões no Brasil.

Veja vídeo de mergulho com um Celacanto.

O Mar Sem Fim também mostrou uma espécie de tubarão de 80 milhões de anos. Trata-se do tubarão -babado.

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