Ecoturismo Marinho conheça o imenso potencial

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Ecoturismo Marinho: conheça o imenso potencial

Ecoturismo Marinho: atualizado em junho, 2017

No mundo civilizado o ecoturismo marinho é praticado por milhões de pessoas. Ele gera riqueza e empregos; protege o meio ambiente marinho,  educa, e ajuda a conscientizar as pessoas.

Ecoturismo Marinho, imagem de cabeca-de-baleia-franca
Litoral de Santa Catarina

Ecoturismo marinho no Brasil

Não fossem nossos órgãos do meio ambiente um ‘Everest de Burocracia’, nossos desconhecidos e abandonados Parques Nacionais federais marinhos poderiam ser mais conhecidos. O turismo de observação é uma realidade em países civilizados. A atividade gera milhões de dólares em receitas contribuindo para a manutenção das áreas  protegidas. A administração pública  não admitia  qualquer debate  sobre a única forma de mudar a situação: Parcerias Público Privadas, concessões, e ou privatização das UCs com  potencial turístico. Foi preciso um novo presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, de mente aberta para, pela primeira vez os órgãos federais de meio ambiente aceitarem esta possibilidade.

Governo do Estado de São Paulo propõe concessões

Não há mais dinheiro público capaz de suportar as Unidades de Conservação federais, estaduais ou municipais. O Governo de São Paulo acaba de autorizar a concessão de 25 Unidades de Conservação à iniciativa privada. Entre elas  Ilhabela, Intervales, Serra do Mar, Morro do Diabo, e Ilha do Cardoso. Que o processo seja bem feito para, quem sabe, inspirar as federais. Não há outra solução.

O fracasso da APA da Baleia Franca

A APA da Baleia Franca Foi criada por iniciativa de José Truda Palazzo Jr., no ano 2000, justamente para a proteção das Francas, e o turismo de observação. Mas como o Brasil anda devagar, passados 14 anos de sua criação, a UC federal marinha ainda não tem Plano de Manejo, instrumento obrigatório pela Lei do SNUC. Com isso a avistagem foi proibida.

Ecoturismo Marinho, imagem de cauda-de-baleia-franca
APA da Baleia Franca

Austrália fatura R$ 12 bilhões de reais com a Grande Barreira de Corais

Apenas um único exemplo mostra quanto o Brasil perde sem o turismo de observação. O estado de Queensland, onde fica a Grande Barreira de Corais, fatura seis bilhões de dólares australianos (cerca de R$ 12 bilhões de reais) por ano com o turismo de observação!

Atualização

Turismo de mergulho ‘muck’, a nova tendência

A revista Science acaba de publicar um artigo sobre o potencial do turismo de mergulho muck, ou “Muck diving, que concentra-se em encontrar espécies raras e enigmáticas que raramente são vistas nos recifes de corais”.

US $ 150 milhões por ano na Indonésia e Filipinas

Segundo a Science “ os resultados indicam que o turismo de mergulho muck vale mais de US $ 150 milhões por ano na Indonésia e nas Filipinas combinados. Ele emprega mais de 2.200 pessoas e atrai mais de 100 mil mergulhadores por ano. Os mergulhadores que participam do turismo  são experientes, bem-educados, têm altos rendimentos e estão dispostos a pagar pela proteção de espécies cruciais para a indústria”.

Existem problemas com o turismo de mergulho?

Segundo a Sicence, “a superlotação dos locais de mergulho, a poluição e os conflitos com os pescadores são relatados como ameaças potenciais para a indústria, mas o conhecimento limitado sobre esses impactos requer pesquisas adicionais”.

E quais as vantagens?

É a Science quem diz: ” este estudo mostra que o turismo de mergulho é uma forma sustentável de turismo baseado na natureza nos países em desenvolvimento, particularmente em áreas onde existe pouco ou nenhum potencial para o mergulho tradicional em recife de corais”.

Acorda Brasil!

Aqui, nos trópicos, o turismo de aventura ainda engatinha…

Assista este belíssimo vídeo e saiba mais sobre o esoturismo marinho

Conheça a proposta dos ambientalistas ao Governo Federal

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2 COMENTÁRIOS

  1. Pratico bastante mergulho de observação e fiquei curioso pra saber mais sobre “muck” diving, embora a tradução de muck não faça sentido.

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