Desastres naturais: em 20 anos R$ 182 bi

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Desastres naturais: em 20 anos eles custaram R$ 182 bilhões ao país

Um estudo feito pelo Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped), da Universidade Federal de Santa Catarina, com apoio do Banco Mundial, informou que entre 1995 e 2014 os prejuízos causados por desastres naturais foram da ordem de R$ 182,8 bilhões de reais.

A matéria alertando sobre o problema saiu pelo site do Estadão. Foi publicado pelo blog Ambiente-se.

-desastres-naturais, imagem de casas destruídas por desastres naturais
Foto: Antonio Cruz_ABr

Desastres naturais: estado que mais teve prejuízo foi o Rio Grande do Sul

A matéria informa que ‘estudos em climatologia conduzidos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul constataram que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são particularmente atraentes para grandes tempestades. Segundo o pesquisador Francisco Aquino

As tempestades mais severas e mais duradouras da América do Sul têm um endereço especial, ocorrem ali

Mas nem só de tempestades vive o Rio Grande do Sul. Segundo a matéria ‘o Estado também tem sofrido com estiagens severíssimas, como as que ocorreram em 2004 e 2005’. O resultado? Prejuízos:

as perdas contabilizaram R$ 24,3 bilhões, a maior parte disso na agricultura – R$ 17,2 bilhões.

ONU alerta: desastres naturais no Brasil custam R$ 800 milhões por mês

O site da ONU também publicou matéria sobre o estudo. Segundo a ONU do total de R$ 182 bilhões de reais

R$ 137,3 bilhões se referem a impactos nos serviços públicos e privados, na agricultura, na pecuária e na indústria. Os R$ 45,4 bilhões restantes correspondem a danos na infraestrutura, nas habitações e nas instalações de saúde, ensino e comunitárias, entre outras

Brasil, ‘país abençoado’ que não sofre catástrofes naturais?

Para Frederico Pedroso, especialista do Banco Mundial, esses dados derrubam uma percepção muito comum entre os brasileiros:

Via de regra, o Brasil não é um país exposto a perigos naturais extremos. Mas temos outros problemas, tais como um planejamento e um controle urbano muito ineficientes. Isso leva à ocupação humana em locais não propícios e, consequentemente, a desastres. E como o nosso estudo aponta, a somatória dos impactos tanto econômicos quanto humanos desses desastres acaba sendo extremamente relevante para as diferentes esferas de governo.

Para ver a íntegra do estudo clique aqui.

O maior problema brasileiro é a falta de planejamento a longo prazo. Mas os eventos climáticos seguem causando prejuízos.  No primeiro semestre de 2016 os eventos de origem natural custaram perdas da ordem de US$ 70 bilhões.

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