Brasil não ratifica protocolo de biodiversidade

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Brasil não ratifica protocolo de biodiversidade

Brasil não ratifica protocolo de biodiversidade. Mesmo com a maior biodiversidade do planeta, o país não participa de acordo de biodiversidade que ele mesmo ajudou a criar.

Brasil não ratifica protocolo de biodiversidade, imagem aérea da amônia

 Protocolo de Nagoya sobre o acesso a recursos genéticos

Ao não ratificar o Protocolo de Nagoya, sobre o acesso a recursos genéticos, Bráulio Dias, na época secretário executivo da Convenção de Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas alertou:

O Brasil corre risco de perder oportunidades de acesso a recursos genéticos para melhoria de sua agropecuária. Ou de não ter sua biodiversidade investigada em busca de novos fármacos e até mesmo de se defender em casos de biopirataria se não ratificar um acordo internacional que ele mesmo ajudou a construir.

A informação é do Estadão de Setembro de 2016. O caso se arrasta há mais de quatro anos.

Em 2010, 193 países assinaram o Protocolo

O Brasil ficou de fora do acordo conhecido como Protocolo de Nagoya. A iniciativa tem como objetivo gerar uma divisão justa dos recursos, tecnologias e lucros provenientes da exploração da biodiversidade de cada país. Além de regulamentar o uso de recursos genéticos da biodiversidade.

Brasil, maior biodiversidade do planeta

O país com a maior biodiversidade do planeta está fora do acordo que ele mesmo ajudou a criar em 2010. Considerado de grande importância para a valorização, proteção e conservação de sua riqueza biológica

O Protocolo de Nagoya entrou em vigor em 17/10/2014.  A degradação da biodiversidade custa caro: cerca de US$ 6,6 trilhões por ano para a economia mundial – equivalente a 11% do PIB mundial.

Ministério do Meio Ambiente explica

O Ministério do Meio Ambiente afirmou que “o governo federal fez tudo que era possível para convencer o Congresso a ratificar Nagoya”, mas não obteve sucesso. O projeto foi enviado ao Legislativo em junho de 2012, às vésperas da Rio+20, mas nada foi feito com ele, a não ser servir como moeda de troca durante a discussão do novo Código Florestal.

O país de Macunaíma

Como sempre acontece nestas plagas, o projeto teve 166 sugestões de emendas ao texto. Mas ficou por aí. Até hoje não foi assinado.

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