Tesouro do galeão San José cria imbróglio na Colômbia

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Tesouro do galeão San José cria imbróglio jurídico na Colômbia

Inicialmente, navios de guerra britânicos afundaram o galeão San José há mais de 300 anos. Naquele momento, carregado com 200 toneladas  de ouro, prata e, alem disso, joias. Consequentemente, o tesouro estimado em  US$ 17 bilhões (hoje), era destinado à França. Na época, aliada  da corte real espanhola. Mas, a batalha naval resultou no naufrágio do galeão. Junto, afundou seu tesouro. Provavelmente, em algum lugar  da Península Barú, Cartagena, Colômbia.

pintura de batalha naval
Uma frota britânica ataca os navios espanhóis ao largo de Cartagena, Colômbia. Pintura de Samuel Scott (1702-1772).Domínio Público.

Galeão espanhol San José e a cacada ao tesouro

Enquanto isso, www.livescience.com diz que, ao mesmo tempo, o governo colombiano disparou ofensiva legal com decreto presidencial. Anates de tudo, o país pede que empresas de salvamento se registrem para, possivelmente, recuperá-lo. Antecipadamente, a questão jurídica é contra requerentes rivais. Motivo? O valor do tesouro.

Em outras palavras, estão em jogo US$ 17 bilhões de dólares! Consequentemente, vários são os requerentes. Primeiramente, a Espanha. O país diz que o San José era navio do Estado quando afundou. Portanto, de acordo com convenções internacionais, seria a proprietária.

Contudo, a livescience conta que um grupo indígena boliviano, da nação Qhara Qhara, igualmente, o reivindica.  Para eles, espanhóis forçaram ancestrais a minerar no século 16.

O San José localizado em 2015

Agora, aos fatos. Primeiramente, em 2015 o governo colombiano anunciou que a marinha localizara o naufrágio. Porém, em local diferente. Consequentemente, a Colômbia aprovou lei em 2013 proclamando que todos naufrágios em suas águas fazem parte do patrimônio nacional. Antecipadamente, o  governo estima que existam 1.200 naufrágios.

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restos do galeão San José
Os restos do San José. Imagem, Instituto Colombiano de Antropologia e História.

Contudo, a marinha colombiana descobriu o naufrágio. A princípio, graças a busca aa Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI). Esta, uma organização privada sem fins lucrativos.

Entretanto, não é tão simples. Segundo livescience, Rob Munier, vice-presidente do WHOI, disse  que a instituição foi contratada para a busca por empresa britânica. Em consequência, cientistas e engenheiros  fizeram mais de duas viagens à região. Isso, ao longo de vários meses. Sobretudo, pesquisando com veículo submarino REMUS 6000.

Antecipadamente, o San José está a uma profundidade de 600 metros. Segundo a WHOI, pouca vida marinha havia crescido durante 300 anos debaixo d’água. Isso aconteceu, em parte, devido a profundidade. Desse modo, canhões e outros artefatos eram, claramente, visíveis.

Enquanto isso, o San José repousa no fundo do mar. E com carga bilionária. Livescience, se depender da Colômbia, o governo quer colocá-lo em exibição em museu de Cartagena.

O imbróglio jurídico

Contudo, segundo National Geographic, o navio espanhol poderia conter tesouros de ouro, prata e joias. Consequentemente, torna-se objeto de discórdia. Enquanto isso, Colômbia e Espanha, além, de empresa dos EUA, tentam descobrir quem é dono. Em síntese, o San José é aclamado como, possivelmente, a descoberta mais valiosa de todos os tempos.

canhões do galeão San José
Os canhões do San José. Imagem, Ministério da Cultura da Colômbia.

NG, Charles Beeker, do Centro de Ciência da Universidade de Indiana, antes de mais nada, trabalhou com autoridades colombianas. Nesse meio tempo, desenvolveu planos e regulamentos para o gerenciamento de naufrágios em águas territoriais. Beeker, todavia, diz que o tesouro não deve sair da Colômbia.

Enquanto isso, a NG confirma questão jurídica. Definitivamente, levantada pelo valor nos porões do galeão. Contudo, James Goold, advogado da Espanha, observou que o direito internacional resultará em oura resolução.

Em conclusão, não pode prever o resultado, mas, tribunais que de direito internacional decidiram, no passado, que navios de guerra perdidos, tal qual, San José são propriedade da nação cuja bandeira hasteava. Consequentemente, o navio não pode ser perturbado sem o consentimento do proprietário.

A National Geographic, igualmente, ouviu Charles Beeker, “há muitas opiniões por aí”. Falava sobre quem, realmente, tem direito às riquezas. Contudo, acho que autoridades colombianas são astutas, suficientemente, para lidar corretamente.”

Naufrágio do San José o “Santo Graal” dos naufrágios coloniais espanhóis

Em outras palavras, o San José é o ‘Santo Graal’ dos naufrágios conforme CBS news. Não por acaso, a disputa tornou-se imbróglio. ‘Há muito tempo o sonho de caçadores de tesouros em todo o mundo. Mas, o naufrágio foi localizado na costa da Colômbia. Contudo, permanece intocado, enquanto o governo determina regras para recuperação’.

Por último, ‘A Colômbia era colônia da Espanha quando o San Jose afundou. Enquanto isso,  o ouro de toda a América do Sul, especialmente, Peru e Bolívia, armazenado no forte da cidade costeira de Cartagena, antes de ser enviado de volta para a Europa’.

Em suma, a ver, ainda, quem ficará com a preciosidade.

Imagem de abertura: Domínio Público.

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Comentários

8 COMENTÁRIOS

  1. Este tesouro é oriundo da exploração espanhola na América Latina, a qual colonizou e sacrificou várias etnias naquela época. Se o tesouro houvesse chegado ao seu destino, a Espanha já o teria apossado indefinidamente, mas como o tesouro está localizado em águas territoriais Colombianas o tesouro é patrimônio dos países de onde foi explorado. Deve ser rateado entre os países que sofreram os saques e morticínios por parte dos espanhóis.

  2. quem achar, achou, tesouro é dos piratas, o resto é farinha no saco furado, este tesouro na Colombia do navio San José (Galeão), são dos indios atuais, remanescentes do povos indigenas do passado.
    Trabalharam como escravos para os famigerados e gananciosos espanhois, ávidos por riquezas exploradas pelos coitados indigenas do passado. Portanto não tem o que discutir, deve entregá-los para os infelizes descendentes destes que foram obrigados a trabalharem para os brutais espanhóis.

  3. O navio era espanhol, mas a serviço da França. Se a França “alugou” o navio para vir a América Latina, a carga deve ser da França.

  4. os espanhois ainda com sua arrogancia colonizadora se acham no direito de reclamar a a posse da exploraçao e genocidio que praticaram na America dos indigenas colombianos e peruanos, deveriam estar pagando por esse crimes, mas ainda querem o butim. canalhas

  5. Se a Espanha reivindicar e ganhar a carga, em princípio poderia também ser processado e penalizado pelas atrocidades feitas na América.

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