Mulheres na pesca artesanal

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Mulheres na pesca artesanal: em ambiente de maioria masculina, pesquisa da região Sul avalia papel da mulher na pesca

As mulheres sempre desenvolveram um papel fundamental na organização e manutenção das atividades de pesca. Apesar disso, elas ainda enfrentam um papel quase invisível dentro do mercado da pesca. Sendo assim, o objetivo da pesquisa realizada na região da Lagoa dos Patos- RS, foi compreender exatamente qual esse papel desenvolvido pelas mulheres na pesca artesanal.

Mulheres na pesca artesanal, imagem papel da mulher na pesca

Uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul avaliou o papel da mulher no mercado da pesca na região Sul do Brasil.

As mulheres sempre desenvolveram um papel fundamental na organização e manutenção das atividades de pesca. Apesar disso, elas ainda enfrentam um papel quase invisível dentro do mercado da pesca. Sendo assim, o objetivo da pesquisa realizada na região da Lagoa dos Patos- RS, foi compreender exatamente qual esse papel desenvolvido pelas mulheres na pesca artesanal.

A maioria apoia os maridos

A maioria das mulheres na comunidade da pesca  trabalha nos galpões consertando redes, beneficiando e comercializando o pescado, e muitas ainda saem para alto mar para auxiliar seus maridos na pesca.

Um grande problema está no reconhecimento dessas mulheres como pescadoras, já que muitas vezes  os próprios maridos não as vêem assim.

A verdade é que a pesca sempre foi uma atividade de domínio masculino, atribuído principalmente à atividade de captura, e caracterizado como dificultoso à mulher pela necessidade do uso da força. Isso sem contar na retrógrada lenda que diz que “dá azar ter mulheres a bordo de embarcações”. A pesquisa também avaliou a capacidade de adaptação da mulher e dessas famílias pesqueiras diante desse contexto de exclusão.

Em Alagoas, Dona Ana é exemplo de tradição pesqueira

Mulheres na pesca artesanal, imagem Pescadora Dona Ana Maria

Pesca artesanal tradição hereditária

A pesca artesanal é uma tradição hereditária. Através do conhecimento  do avô, Dona Ana, 43, aprendeu o ofício. Colocar o barco no rio, jogar a rede nas águas, localizar e armazenar o peixe virou rotina na vida da pescadora. “Tudo que aprendi foi graças ao meu avô”, afirma.

Sem medo, Ana Maria encara, sozinha, dias e noites dentro da água,

A gente vê mulher na beira do rio pescando mariscos e fazendo rede. Eu sou uma das poucas que pesca peixe. Passo dia e noite no rio e não tenho medo. Aqui, os pescadores me aplaudem

Recentemente Mar Sem Fim também conversou com Alcione Sponton, pescadora profissional no litoral de São Paulo. Confira abaixo!

Saiba mais sobre a pesca artesanal.

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