Mudanças climáticas, perdemos a guerra?

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“Estamos sob o ataque das mudanças climáticas, a única chance é uma mobilização como na Segunda Grande Guerra”

Mudanças climáticas, perdemos a guerra? Este é o sub-título de artigo do ambientalista norte-americano, Bill Mckibben,  publicado pelo site New Republic. No artigo Bill disse que

No hemisfério Norte, este ano, uma devastadora ofensiva está em andamento. Forças inimigas apreenderam enormes faixas de território; a cada semana que passa, mais de 22.000 mil milhas do Ártico desaparece

Como num relato de guerra, o autor diz que

peritos enviados ao campo de batalha viram poucos motivos de esperança. Este é um dos mais antigos cercos de guerra. Um cientista que estuda o fenômeno diz que em 30 anos a área diminuiu pela metade.

O Ártico desaparece

Mudanças climáticas, perdemos a guerra?, diagrama da diminuição de gelo no ártico
Mudanças climáticas, perdemos a guerra?. Ilustração: gbaroute-blospot

Mudanças climáticas, perdemos a guerra?  No Pacífico a Grande Barreira de Corais foi seriamente afetada

E ele prossegue:

No Pacífico, nesta primavera, o inimigo encetou uma fuga ousada através de milhares de milhas dos oceanos, travando um ataque em larga escala contra os recifes de coral daquela área.

No trecho acima, o autor se referia não só às mudanças climáticas, mas ao surgimento do El Ninho, fortíssimo em 2015. A ação destes dois eventos provocou

uma redução significativa na Grande Barreira de Corais, da Austrália. Em questão de meses, longas formações, que remontam a eras passadas, e podem ser vistas do espaço, foram reduzidas a uma carcaça de estruturas brancas, sem vida

Mudanças climáticas, perdemos a guerra?, imagem de corais mortos
Mudanças climáticas, perdemos a guerra?. Foto: o globo com

Desta vez o ataque foi pra valer. Imensas faixas de coral estão ameaçadas pelo branqueamento, a ponto de cientistas australianos divulgarem que A Grande Barreira de Corais está morrendo.

Fogo expulsa moradores no Canadá; Seca na África, e enchente em Paris

O autor enumera, ainda, outras catástrofes, entre elas,

“uma tempestade de fogo que forçou a evacuação de uma cidade de 90.000 mil habitantes no Canada; uma seca devastadora no sul da África, onde os nativos estão literalmente como as sementes secas; inundações para ameaçar o acervo de arte inestimável do Louvre

Mudanças climáticas, perdemos a guerra?, imagem de incendio na Califórnia
Mudanças climáticas, perdemos a guerra?. Foto: exame, abril

E  ainda tem o Zika para aterrorizar

A dura lembrança das consequências do Zica…

que o inimigo está usando armas biológicas para disseminar o terror. O vírus Zica, carregando uma bomba potente, diminuiu o crânio de crianças atingidas em um continente inteiro.

Refugiados de Guerra

No epílogo de seu artigo o autor, sempre usando o tom dos correspondentes de guerra, relembra outro problema tão urgente, quanto atual: os refugiados.

como em todos os conflitos, milhões de refugiados estão fugindo dos horrores da guerra. E seu número aumenta a cada dia, forçados a abandonarem seus lares para escapar da fome, desolação e doença

Mudanças climáticas, perdemos a guerra?, imagem de menino refugiado
Mudanças climáticas, perdemos a guerra?. Foto: reporter am com br

(A ONU estima em 65,3 milhões de refugiados hoje).

Conclusão do artigo

Estamos sob ataque, na Terceira Guerra Mundial. E estamos perdendo.

Saiba mais sobre o perigo que sofre a Grande Barreira. E conheça o El Ninho mais devastador dos últimos tempos.

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