Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente, e agronegócio

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Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente, e agronegócio

Vivemos dias estranhos. A pandemia castiga o mundo, provoca prejuízos bilionários, mata milhões; mas acende uma luz no horizonte. Ela ensina o ser humano a ser mais humilde. E tira do discurso a palavra ‘sustentabilidade’ que passa agora a ser um conceito muito valorizado. Assim, com esperança, está reagindo o mundo. Quando a pandemia se for de vez teremos, provavelmente, um horizonte novo pela frente. Mas, no mesmo período aqui no Brasil, é preciso dar um toque no Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente, e agronegócio.

imagem alusiva à agricultura e meio ambiente
Imagem, https://www.tiradentesdosul.rs.gov.br/.

Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente, e agronegócio

No mês em que Bolsonaro conta uma fábula da carochinha em seu discurso na ONU, negando fatos notórios confirmados pela tecnologia, saem dados oficiais brasileiros divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE – que mostram que o País perdeu 500 mil km2 de vegetação nativa no período que vai do ano 2000 até 2018, ‘principalmente para pastagem e agricultura no Cerrado e Amazônia‘.

São dados de antes da atual gestão, mas que demonstram pela enésima vez o mesmo ‘ganhador’ de sempre nas perdas dos biomas: pecuária e agricultura.

Ministério da Agricultura surpreende

Nestes mesmos dias, o Ministério da Agricultura surpreendeu o bom-senso ao desqualificar  e propor mudanças ao elogiado por profissionais da saúde, Guia da Alimentação para a População Brasileira que propõe e orienta na escolha de alimentos saudáveis.

USP reage

A USP, protagonista do guia, reagiu: “Além de amparar todas as suas afirmações sobre a suposta incoerência da classificação Nova e sobre a suposta inocuidade dos alimentos ultraprocessados em duas referências que não se referem à classificação e não avaliam alimentos ultraprocessados, a nota técnica omite a vasta literatura científica nacional e internacional acumulada desde 2009, quando a classificação e o conceito de alimentos ultraprocessados foram propostos pelo Nupens/USP.”

Pressão da indústria alimentícia

A Folha de S. Paulo sugere que se trata de pressão da indústria alimentícia. E a sugestão parece correta. A resposta da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos reforça em texto sobre a classificação de alimentos por nível de processamento.

Ela tenta contradizer a ciência e os profissionais da saúde, diz a nota: “mal definida, utiliza suposições e termos amplos que trazem inconsistência, confusão e incerteza aos consumidores e sem nenhuma consideração objetiva do perfil nutricional”.

‘Flertando com o inconcebível’

Tereza Cristina pisou na bola e assustou especialistas. Antonio Carlos do Nascimento, Doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM – escreveu no Estado de S. Paulo, de 29 de setembro:

A existência de um texto reivindicando ao Ministério da Saúde “revisão urgente” do Guia Alimentar para a População Brasileira já seria preocupante, mas a solicitação da retirada de recomendações contrárias a alimentos industrializados é assustadora. Flerta com o inconcebível a fonte requerente ter o endereço de uma das pastas de melhor desempenho do governo do governo, guardiã do que levamos à nossa mesa e com elogiáveis números na nossa balança comercial, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Ministra, a senhora até agora estava distante das polêmicas por que enfiou o pé na jaca, cloroquina também?

Difícil responder como alguém até agora não contaminado se deixou adoecer pela pandemia da ausência de bom-senso. E se a ministra falasse sobre  ‘O agrotóxico que matou 50 milhões de abelhas em Santa Catarina em um só mês‘, o que diria?

E sobre os agrotóxicos e a morte de meio bilhão de abelhas, silêncio?

Esta foi uma matéria (setembro de 2019) de um ícone do jornalismo, a BBC: “Uma investigação em Santa Catarina revelou que cerca de 50 milhões de abelhas morreram envenenadas por agrotóxicos em janeiro deste ano. Os testes – pagos com recursos do Ministério Público estadual – mostraram que a principal causa foi o uso do inseticida Fipronil, usado em lavouras de soja na região.”

A revista Exame também abordou o tema em  Meio bilhão de abelhas morreram no Brasil — e isso é uma péssima notícia’. “Foram 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul, segundo estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades.”

“O principal causador, afirmam especialistas e pesquisas laboratoriais analisadas pela reportagem, é o contato com agrotóxicos à base de neonicotinóides e de Fipronil, produto proibido na Europa há mais de uma década.”

E qual setor, ministra, usa agrotóxicos no Brasil?

O fogo no Pantanal e Amazônia

Nestes mesmos dias, abundam os indícios sobre a origem criminosa do fogo em fazendas tanto do Pantanal, como da Amazônia. Carlos Nobre, pesquisador  do Instituto de Estudos Avançados da USP, e membro do IPCC, declarou à BBC: “É o famoso e tradicional processo de expansão da área de agropecuária, e quase tudo, acima de 80% dessa expansão, é feita por grandes propriedades”.

Já no Pantanal os indícios foram tantos que a Polícia Federal abriu inquérito, a Operação Matáá (que em língua de indígenas da região significa ‘fogo’). Diversos fazendeiros já foram acusados, mas Tereza Cristina não disse palavra. Mas que ouviu, ouviu.

Omissão do Ministério do Meio Ambiente, e silêncio do ministério da Agricultura

Em razão do fogo sem precedentes nos dois biomas, a deliberada diminuição da fiscalização, e indícios de fogo intencional partindo de fazendeiros, mais uma vez foi pedida a cabeça do executor da política suicida de Bolsonaro, aquele que o presidente disse ‘ser casado com o agronegócio’, o (des) ministro do Meio Ambiente.

“Mais de 230 entidades e intelectuais ambientalistas encaminharam nesta segunda-feira, 21, um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando punições de autoridades responsáveis por preservar as florestas brasileiras, entre elas o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.”

Ele é ‘casado’ também com a escandalosa carcinicultura e, por isso, tentou esta semana ‘passar a boiada’ para a insustentável produção de camarões em cativeiro. E sobre isso a ministra da Agricultura ainda não soltou o verbo. Assim como nada falou sobre os indícios de fogo provocados por agentes do agronegócio.

Não conhecia a atividade da carcinicultura? Óbvio que sim. Não ouviu a palavra de cientistas e pesquisadores sobre o fogo intencional? Óbvio que sim.

Então, não se manifesta porquê?

STF e ‘realidade paralela’

O relator do processo que pede a cabeça de Salles, Ministro Luís Roberto Barroso, declarou ao jornal O Globo:  “O desmatamento ilegal e as queimadas causadas por ação humana cresceram expressivamente no ano de 2019 e ainda mais no ano de 2020.”

“Também foi um fato objetivo e incontroverso apurado nesta audiência pública que houve redução significativa na fiscalização e no número de autuações, como reconhecido pelo próprio presidente do Ibama, embora haja divergências quanto às causas.”

Teresa Cristina fez cara de paisagem.

O agronegócio

O agronegócio é o segmento mais forte da economia. Recentemente publicamos o post  Agronegócio salva a economia, hora de cessar a disputa onde mostrávamos o progresso especialmente da agricultura, e ao mesmo tempo, sugeríamos que era hora de cessar a ‘briga’ entre ambientalistas e o setor.

Arriscamos apontar de onde viria a confusão: “talvez resida no fato de haver dois grupos distintos do pessoal ‘do campo’. Um deles a imprensa chama de agronegócio, o outro, ‘ruralistas. O primeiro vai ao campo e produz alimentos. O segundo atua no Congresso e, por vezes, bagunça o entendimento da nação.”

Isso porque a maioria dos projetos de Lei contrários à legislação ambiental, ou de anistia aos desmatadores ilegais, partem desta bancada. E explicamos: “Em nossa opinião, aos poucos o lado bom do agronegócio, formado pela vasta maioria, perdeu a mão. Além de financiar gente boa, financiou especuladores de terra. Só isso justifica os sucessivos ‘perdões’ a quem desmatou de forma ilegal (e sobre este escândalo Tereza Cristina também faz que não é com ela, apesar se ser, sim).”

Ao final conclamávamos: “É chegada a hora dos ambientalistas cessarem a disputa, e virarem suas armas para os verdadeiros responsáveis: quadrilhas profissionais. E, quando for o caso, que seja acusado este ou aquele agricultor, pecuarista, ou grupo garimpeiro ilegal, quando provado que desmatou ilegalmente.”

A realidade da Amazônia hoje

Este site entrevistou alguns dos mais reconhecidos pesquisadores da Amazônia. Ao menos três deles citaram o agronegócio ao falarem da situação. Carlos Nobre foi um deles. Pincelamos uma das frases: “A Amazônia já perdeu 20% de sua área (de 1970 para cá), 800 mil km2, via o desmatamento e consequente geração de áreas para a pecuária.”

Para Carlos Nobre, destes 800 mil km2 desmatados na Amazônia de 1970 até hoje, ‘cerca de 63% tornaram-se áreas para a pecuária de baixa produtividade, 9% para a agricultura (principalmente soja), e 23% da área foi abandonada, a floresta está se regenerando’.

Nobre não apontou o agronegócio como o agente do desmatamento. Sua especialidade é mostrar o que existe na região de fato. E até o momento não houve desmentido quanto aos ‘cerca de 63% tornaram-se áreas para a pecuária de baixa produtividade, 9% para a agricultura (principalmente soja)’.

Ricardo Galvão, quando questionado sobre quem seriam os desmatadores, respondeu: “Tem vários tipos. Tem aqueles que querem ocupar terras do governo federal, cerca de 30% é grilagem em terras públicas; mas também há fazendeiros que desmatam as Reservas Legais, e ainda existem os garimpeiros ilegais.”

Tereza Cristina continua com cara de paisagem…

Portanto, são três frentes distintas: grileiros, garimpeiros, mas também fazendeiros. E sobre esta realidade também nunca se viu qualquer questionamento.

Finalmente, entrevistamos Tasso Azedo, do MapBiomas. Para ele é impossível dizer exatamente quem são os desmatadores. “Mas a atividade que está empurrando o desmatamento na Amazônia é a pecuária, em primeiro lugar, e a agricultura, em seguida.

E finalizou: “Não se consegue parar o desmatamento sem que o agronegócio deixe de demandar novas áreas na região.”

Mas sobre esta realidade, a ministra da Agricultura também não fez qualquer comentário. Deveria. Calar significa consentir.

Enquanto isso, entidades do Agronegócio se calam (e a ministra da Agricultura também)

Enquanto a baderna federal divide a sociedade e causa furor no exterior um dos protagonistas ficou calado. Foi o único que não se manifestou (além da ministra da Agricultura), seja sobre a fábula bolsonarista na ONU, os possíveis incêndios criminosos, ou as ideias estapafúrdias do Ministério da Agricultura quanto ao Guia da Alimentação. 

No meio destas tragédias, a morte maciça de abelhas por agrotóxicos foi esquecida por todos os protagonistas, apesar de lembrados pela imprensa.

É mais que hora da banda boa ao agronegócio dar a sua versão assim como a considerada e sumida (nestes casos) ministra da Agricultura, condenarem aqueles que em pleno descontrole do aquecimento global contribuem ainda mais, desmatando ilegalmente.

O agronegócio assiste a uma discussão mundial em seu nome, a produção de alimentos, e fica calado num canto como se não fosse com ele (assim como a responsável pelo ministério)?

Não foi assim que agiu o setor logo após a fatídica reunião de 22 de abril e a ‘passagem da boiada’. Na ocasião 90 entidades, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA; Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC;  Confederação Nacional da Indústria, CNI; Associação da Indústria de Cosméticos, Abihpec, e a Sociedade Rural Brasileira, SRB, publicaram anúncio rebatendo o de ONGs que pediam a demissão de Ricardo Salles.

O setor mais pujante da economia brasileira não pode se omitir num momento destes, sob pena de perder credibilidade. Muito menos a ministra da pasta.

O agronegócio nos deve explicações, ou dados científicos que mostrem que a realidade hoje apontada por pesquisadores não são reais. Idem, ibidem, Teresa Cristina.

Será um prazer divulgá-los.

Imagem de abertura: https://www.tiradentesdosul.rs.gov.br/

Fontes: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/contas-nacionais/28920-contas-de-extensao-dos-biomas.html?=&t=o-que-e; https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/09/ministerio-da-agricultura-desqualifica-em-nota-guia-que-orienta-escolha-de-alimentos-saudaveis.shtml; https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/09/24/brasil-perdeu-500-mil-km-de-vegetacao-nativa-desde-2000-aponta-ibge.ghtml?fbclid=IwAR1zLScl9ima2-5Dhdrjs5UiQtsyWB5XyVU5A6v1vfNCFl9o6qipfcVyzbc; https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/bbc/2020/09/23/amazonia-agricultores-causam-maioria-das-queimadas-e-nao-indios-e-caboclos-diz-cientista-carlos-nobre.htm?fbclid=IwAR1RMi5aljhVHJJDDFRviyX7pVDq10UITbvVqnEE5QUkLwAHW47eQTq-3fg; https://oglobo.globo.com/sociedade/barroso-diz-que-nao-se-resolvem-os-problemas-ambientais-com-realidade-imaginaria-paralela-24654478; https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2020/09/4876852-ambientalistas-cobram-punicao-a-ricardo-salles-por-queimadas-no-pantanal.html; https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/09/20/no-pantanal-imagens-mostram-caminho-do-fogo-e-pf-suspeita-de-acao-criminosa-em-fazendas.ghtml; https://exame.com/brasil/meio-bilhao-de-abelhas-morreram-no-brasil-e-isso-e-uma-pessima-noticia/; https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49657447; https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,um-guia-brasileiro-superlativo-e-inconteste,70003455896.

Orcas e barcos, algo muito estranho está acontecendo

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6 COMENTÁRIOS

  1. Joao, me dê a liberdade de chama lo assim , se vc olhar a resposta acima do Bonato, verá , que ele diz mais ou menos assim: ainda bem que existe gente como vc pra dizer com inteligência que o agronegócio deve assumir o descalabro que se encontra o meio ambiente . Então, nao fui só eu que entendi que vc generalizou o agro.
    O Agro é composto de boas e más pessoas , mas a grande maioria boa ,
    somos pessoas que trabalham muito , e temos que pagar as contas em dia para ter crédito.
    Hj o empresario rural , preserva por interesse econômico e também pelo ambiente . Nao podemos ter preconceito.
    Noto , que vc tem certo preconceito com grandes produtores, vc falou tanto em Bolsonaro, quem disse que todo agricultor é Bolsonarista, eu nao sou , como muitos outros .
    Enfim , acho que deve ter mais cuidado pra não ofender pessoas honestas , lembre se , muita gente depende do agro , inclusive o jornal impresso de sua família, que eu assinei por muitos anos, e ainda respeito, o papel vem do agro.

    • Luis: qualquer pessoa terá a sua própria interpretação, faz parte desta época maluca das redes sociais. Não tenho dúvidas do valor da grande maioria do agronegócio, não fosse por eles não teríamos alcançado uma das maiores produtividades do mundo na agricultura (já a pecuária está devendo). E sei que a grande maioria reconhece valor nas florestas em pé e seus serviços. Sobre Bolsonaro, não posso deixar de criticá-lo, sou um jornalista ambiental fosse o presidente quem fosse, minha tarefa é esta. E não posso concordar com a política ambiental suicida e ditatorial de simplesmente acabar coma eficiência das autarquias que servem o MMA, demonizar multas, negar o aumento da devastação nos dois anos de gestão, estimular a ilegalidade na Amazônia, tirar a proteção de mangues e restingas, negar o aquecimento global, e por aí afora.
      Sinto muito se não lhe agrada, mas a política ambiental deste governo é equivocada, sem base científica, agride a cultura brasileira, preocupa o conserto das nações, prejudica o agronegócio, espanta o capital estrangeiro, etc. Cadê a vantagem? É uma política burra. Se Bolsonaro fosse do centro, ou da esquerda, receberia o mesmo tratamento deste site.
      Por fim, não ofendi quem quer que seja. Suas justificativas sem qualquer base de sustentação, como dizer que a BBC tem interesses escusos (E sobre a mesma matéria na revista Exame?), a ‘ONU e o IPCC não prestam’, mostram que você não aceita qualquer reparo ao seu setor como se fossem todos iguais a você. E não é assim a realidade, Luis. Os dados do IBGE provam, ou ele também tem motivos escusos?

  2. João Lara Mesquita, parabéns. Ainda bem que há gente como vc neste país para chamar, com elegância e inteligência, o agronegócio à responsabilidade pelo descalabro ambiental que vivenciamos no presente. Pessoalmente, não vejo esperança. E quando na TV ouço que o “agro é pop, o agro é tech” não deixo de dizer uns bons palavrões.

  3. Sr João Lara Mesquita , a sua coluna , tem muita coisa boa de informação, mas o Sr devia deixar de usá-la como meio de ativismo político ambiental.
    Eu sou classificado como grande produtor rural, também sou Agronomo formado na USP, fico indignado com a generalização feita pelo Sr sobre fazendeiros , tenho 57 anos e já rodei o Brasil, e lhe garanto que existem sim fazendeiros que desnatam ilegalmente, mas é uma pequena minoria com certeza , o Sr insinua o contrário.
    Quanto as queimadas do pantanal, eu duvido que os responsáveis seja grandes fazendeiros, pois eles tem conhecimento que queimar a matéria orgânica do solo é grande prejuízo pra eles próprios.
    Quanto a BBC , diferentemente dos nossos órgãos de imprensa aqui , esse é uma multinacional que defende os produtores deles , e por isso nos atacam.
    E quanto ao IPCC , este é um órgão da ONU, que defende interesse dos países ricos , e de vez em quando dá esmola aos países pobres, é totalmente suspeito.

    • Prezado Luis: Primeiro, não posso deixar de comentar as atitudes ambientais deste governo. Ou de qualquer governo, seja de esquerda, direita, ou centro.
      Se pesquisar em meu site vai encontrar inúmeras críticas ao tempo de Lula e Dilma, entre outros.
      E não creio que tenha generalizado, algo que vivo criticando em Bolsonaro que considera ‘todas as ONGs’, ‘ou todos os ambientalistas’, como o grande problema brasileiro.
      O que critiquei neste post foi a absurda decisão da Ministra de pedir mudanças ao guia de alimentação, e seu silêncio quanto às denúncias de fogo criminoso. Não fiz generalização ‘contra fazendeiros’ mas mostrei os dados do IBGE que declarou “O País perdeu 500 mil km2 de vegetação nativa no período que vai do ano 2000 até 2018, ‘principalmente para pastagem e agricultura no Cerrado e Amazônia‘. E sugeri que a ministra mostrasse dados que provassem o contrário.
      Você por acaso leu o post que fiz sobre o agronegócio? Me refiro ao ‘Agronegócio salva a economia, hora de cessar a disputa'(mencionado no post que vc critica). Neste post peço justamente que ambientalistas não generalizem, e explico os motivos. Agora, se vc não acredita na BBC, na ONU, e no que dizem os especialistas citados, não posso fazer nada.
      Tenho dito sempre, e repito, que como qualquer segmento da economia o agronegócio, fazendeiros, ou como vc prefira chamar, também tem gente da melhor qualidade, e outros nem tanto. E que seja quem for que fez o mal feito, ou a possível lambança, este é que deve ser condenado e não “o mais importante segmento da economia”. E reclamei sim, da postura da maioria das entidades do agronegócio que se calam num momento de tragédia como o que passa o Pantanal. Finalmente, sempre recordo que nem todos são iguais, que Marcelo Brito e Pedro de Camargo Neto, duas lideranças do setor, criticaram com veemência a postura do ministro que destrói a legislação que deveria proteger. E um deles, Pedro de Camargo, se demitiu da SRB por não concordar com o anúncio da entidade que defendia Ricardo Salles.
      Foi isso.

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