Maior navio do mundo, no século 17, foi construído no Brasil

47
3191
views

Maior navio do mundo, no século 17, foi construído no Brasil: história náutica desconhecida

Na segunda metade do século XVII (1666) foi fundado um estaleiro na Ponta do Galeão, baía de Guanabara. Entre outros, ele colocou no mar o galeão Padre Eterno, o maior navio do mundo, no século 17.

tido por muitos historiadores como o maior navio existente no mundo na época

A fonte desta informação é o belíssimo livro A muito leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, “assinada pelo historiador Gilberto Ferrez, que não só escreveu o texto e diagramou as páginas, mas também selecionou as imagens e fez pessoalmente os contatos para obtê-las, no Brasil e no exterior. A concepção foi do colecionador Raymundo Castro Maya (O Estado de S. Paulo).” Foi editado em 1965 para comemorar os 400 anos da fundação do Rio de Janeiro.

Importância da obra

O livro é tão importante que, em 2015, houve uma exposição e reedição da obra. Sobre este evento escreveu o Estadão: “Ferrez usou imagens icônicas do Rio, de pintores do século 18 e 19, como Debret, Rugendas, Taunay e Victor Meirelles, a fotografias de nomes pioneiros como o de seu avô, Marc Ferrez, cujo trabalho é um dos importantes da segunda metade do século 19.” Uma destas gravuras é a que reproduzimos abaixo, mostrando o Padre Eterno. E prossegue o jornal: “Acontecimento editorial dos festejos do quarto centenário, uma época em que era parca a bibliografia sobre a cidade, A muito leal e heroica foi impressa em Paris.”

Gravura do Padre Eterno, Maior navio do mundo, no século 17,
O Padre Eterno (Gravura de A muito leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro)

Para quem quiser polemizar sobre número de tripulantes, que discutam com Gilberto Ferrez ou o  inglês Charles Boxer, historiador, bibliófilo e professor de civilização portuguesa na London University. Autor entre outros de O Império Marítimo Português, 1415 – 1825′, Edições 70. Note, ao final da pag. abaixo reproduzida: “Foi o professor inglês Charles R. Boxer quem descobriu este inédito e provou numa conferência em Londres, que o galeão foi construído na ilha do Governador.”

Maior navio do mundo, no século 17, ‘made in Brazil’

Padre Eterno era um colosso: seis pontes (ou conveses), 180 escotilhas (o que quer dizer 180 canhões). Podia carregar até 4 mil caixas de açúcar de 680 quilos cada. Sua tripulação era de 3 a 4 mil homens.

imagem de página de livro sobre o Padre Eterno Maior navio do mundo, no século 17,
Para os incrédulos de plantão, eis a pag do livro citado

Não duvide, o Brasil foi o mais importante centro náutico, e local de escala, para as naus da Carreira da Índia. Aprendemos com os melhores mestres da época, os portugueses.

Vale conhecer nossa história náutica

Nossa história náutica é interessante e surpreendente. A quantidade extraordinária de embarcações típicas ainda em uso é mais uma prova. Pintadas em cores vibrantes, com formas incomuns, ostentando enormes e nostálgicas velas, estas rústicas embarcações são parte de nossa história e trazem poesia e elegância ao nosso litoral. Elas são fruto da epopéia náutica lusitana que, infelizmente, é pouco conhecida e divulgada.  Algumas de nossas embarcações típicas são descendentes das caravelas que aqui vieram dar no século 16.

Joshua Slocum: os marinheiros brasileiros e suas embarcações

Por nosso complexo de país ‘vira-latas’, nos acostumamos a dar crédito quando as informações vêm de fora. Pois bem, se você não acredita, saiba que um dos maiores ícones da vela mundial, o comandante norte-americano Joshua Slocum, primeiro a fazer uma volta ao mundo em solitário em meados do século 19, ‘babava’ pela habilidade de nossos antepassados. Sobre a habilidade náutica dos brasileiros e suas embarcações ele escreveu (no prefácio de seu livro A Viagem do Liberdade):

Estas canoas, às vezes produzidas a partir de árvores gigantescas, habilmente modeladas e escavadas, são ao mesmo tempo a carruagem e carriola da família para o sítio, ou do arroz para o moinho. Estradas são quase desconhecidas onde a canoa está disponível; consequentemente, homens, mulheres e crianças são todos adestrados quase à perfeição na arte da canoagem. […] a navegação, portanto, é usada com grandes vantagens pelos habitantes quase anfíbios da costa, que amam a água e movem-se nela como patos e marinheiros natos. Até hoje idolatrei a honestidade dos nativos brasileiros bem como a habilidade náutica nacional e a perícia com canoas.

Fontes: A muito leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro; A viagem do Liberdade, de Joshua Slocum; http://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-rio/livro-historico-sobre-rio-e-reeditado/

Roald Amundsen, o primeiro a chegar nos dois polos

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

47 COMENTÁRIOS

  1. João meu caro, we re all on the line for this… You are mistaking my comments, in fact, I already have in my family and we are all treating with that. But anyways, nós somos uma experiência genética mal faldada, mais ou menos como os cockers ingleses. Então as chances com DNA editing são as melhores para todos nós, com qq deficiência genética. Com dinheiro que a sua família tem não vai precisar recorrer aos kits que a minha desprovida tem que. With all my heart and complete admiration for you and all your family, I did not mean to appeal or to offend you, trust me. Congrats on your post.

  2. Óbvio que colocaram um ZERO a mais..é 300 pessoas mais a carga.
    180 canhões dividido por três conveses e espaçados por um metro entre cada canhão daria mais ou menso 60 metros de comprimento.
    Vê como a conta fecha.
    4000 mil pessoas é a capacidade do porta aviões da classe Nimetiz USA…agora se fosse um navio exclusivamente negreiro poderia até ser que coubesse 3000 pessoas….chegariam mortas claro! De de sede ou fome.

  3. O nº de tripulantes deve estar errado, independentemente da fonte. Vejamos: 4000 homens correspondem a uma carga de aproximadamente 280000 kg; admitindo que cada um consuma 1 kg de alimentos/dia , mais 1 kg de água doce/dia e tenha 10 kg de pertences, resulta aproximadamente 560000 kg para uma viagem curta de 30 dias. Ora, isso requer um deslocamento de água salgada de aproximadamente 540 m3; admitindo que a boca (largura) do casco seja de 10m, só a tripulação “gastaria” 1m de calado da embarcação, o que é demais para os navios da época.

    • Demétrio, também acho surpreendente. Mas reproduzi a pag do livro que menciona o fato. São dois historiadores hiper renomados que declaram os dados do Padre Eterno. Como acredito em ambos, Boxer e Ferrez, reproduzi como disse, ipsis litteris.

      • Excelente matéria, João. Sou formado em Eng, Naval (embora não exerça há décadas) e aprecio os seus artigos. A discussão a respeito de algumas informações enriquece a todos. Abraços!

        • Concordo, Demétrio, a discussão em bom nível sempre ajuda. Infelizmente, como vc pode ler nas mensagens, nem todos têm bom nível. Apelam para problemas de saúde que enfrento, como se isso tivesse alguma importância; citam minha família sem explicar motivos, e agridem quando discordam, ao invés de manterem a discussão em alto nível. Fazer o quê?

      • O maior navio francês do século dezoito tinha mil homens e 14 oficiais. ele era maior que esse aí. Os franceses tocaram fogo nele pra evitar que ele fosse capturado e os ingleses foram e recuperaram os canhões, que foram colocados em outros barcos. Puta humilhação. Lembro dessa estória de uma optativa que fiz na Poli, em outra vida, há quarenta e cinco anos atrás.

    • METODOLOGIA CIENTIFICA – Não existe golpe da autoridade (tb conhecido como “efeito halo”) – seja qual for a fonte ou a idade da fonte, ela deve ser questionada. Todo conhecimento cientifico é provisório. Nesse caso várias informações da reportagem são falsas, como vários profissionais do setor naval já esclareceram, tanto quanto a tripulação, quanto ao tamanho ufanista. Isso sem contar com embarcações construídas na época fora do circuito europeu. China e Rússia, por exemplo. POR FAVOR – estude um pouco mais do método cientifico. Ajuda. BRAVO!

  4. Permita-me discordar de uma tripulação de 4.000 marinheiros. Um galeão com 53 m de comprimento teria aproximadamente 16 m de largura para ter estabilidade. Isso daria uma área por convés de 848 m2. Multiplicando esse valor por 6 conveses teríamos uma área total de 5,088 m2. Se dividirmos essa área por 4.000 teríamos o espaço de 1,2 m2 para cada marinheiro em números absolutos.
    Considerando que o galeão poderia carregar até 4.000 caixas de 680 kilos de açucar, e que cada caixa deveria ter um volume de 0,5 m de altura por 0,8 m de largura por 1,7 m de comprimento para ter a capacidade de conter 680 kilos de açucar, isso ocuparia um espaço de 1,36 m2 por caixa ou 1,360 m2 se empilhadas em grupos de 4 caixas ou 2 m de altura. Isso sem contar que cada caixa pesaria quase uma tonelada e não deveria ser de fácil manuseio. Essa informação parece errônea.
    Isso reduziria a área habitável para 3.728 m2 ou 0,93 m2 por marinheiro. Dessa área teremos também que deduzir o espaço ocupado pelas 180 escotilhas com os seus respectivos canhões e munições, a área ocupada pelos 3 mastros e cordame, a área ocupada pelo capitão e seus oficiais, etc.
    Por simples raciocínio matemático ve-se que é impossível que um galeão com 53 m de comprimento por 16 m de largura possa conter uma tripulação de 4.000 pessoas. O mais plausível seria uma tripulação de 800 pessoas, informação essa que é corroboada pela capacidade de galeões de mesmo porte da marinha Sueca (Kronan) e da marinha Francesa (Soleil Royal).
    A construção do galeão Padre Eterno no estaleiro da Praia do Galeão no século XVII foi uma obra de vulto digna de nos orgulharmos. Entretanto acredito que houve um ligeiro entusiasmo na descrição da capacidade da nave.

    • Aloysio, já respondi outra mensagem como a sua. As fontes são duas: Charles R. Boxer, e Giberto Ferrez. Apenas as reproduzi.

  5. Acabei de dar mais uma pesquisada e o “Padre Eterno” foi de fato um dos maiores navios da sua época, mas não o maior de todos. O navio espanhol “La Salvadora”, o navio de guerra sueco “Kronan” e o francês “Soleil Royal” foram todos contemporâneos dele e maiores. O “Soleil Royal”, em especial, era 6 metros mais longo e tinha quase o dobro da tonelagem do “Padre Eterno” (3800 toneladas contra 2000). Todos eles duraram poucos anos antes de naufragarem em tempestades (caso do “Padre Eterno”) ou serem afundados em batalhas (caso dos demais).

  6. É Uma pena.
    O intuito de um site sobre o oceanos deveria ser o de esclarecer futuros entusiastas. Tenho acompanhado sempre o site, uma vez que está na 1a. página do estadão digital, que assino. Espero que minha crítica seja tomada como “construtiva” pois o espaço é único.

    As notícias dadas necessitam urgentemente de edição, eliminar ranços ideológicos separando-os do científicos.

    A diagramação é pobre, confusa e esteticamente muito ruim. Corpos de tipos incompatíveis, excesso de negritos etc. etc.

    Caramba, Sr. Mesquita, com o espaço de valor milionário dado ao Sr. pelo Grupo Estado, Mar Sem Fim não poderia ter um site mais claro, bonito e principalmente crível ?

    O assunto é importante demais para deixar na mão de amadores ou entusiastas, haja vista a desinformação ABSURDA que uma embarcação de 54 metros possa transportar 4000 homens ! É matematicamente impossível, o Sr. já esteve em uma embarcação de 54 metros ? Imagine a mesma populada por 10 pessoas por m2 ?

    Falta bom senso e humildade, pena, mais uma vez, dezenas de ONGs se mataria por esse espaço.

    Sou um mega entusiasta do oceano, conheço de internet e diagramação. estou disposto a ajudar, se quiserem.

    • Marcos, ‘esclarecer futuros entusiastas’ é o que procuro fazer. Tento, porque alguns, mesmo com as fontes críveis citadas, cismam em discutir. Não discuto quando as fontes são confiáveis. Reproduzo na esperança de que elas esclareçam obtusos de plantão. Bem que disse de nosso complexo vira- latas. Quer prova maior que esta polêmica? “Ranços ideológicos”de quem mesmo?

  7. Eu já conhecia essa história, e o Aeroporto do Galeão tem esse nome por causa do “Padre Eterno”. O estaleiro onde ele foi construído e lançado ao mar ficava no que depois veio a ser chamado de Ponta do Galeão, na quina sudoeste da Ilha do Governador, onde hoje é o complexo de pontes que dá acesso à ilha. A Ponta do Galeão recebeu esse nome por causa do “Padre Eterno” e o aeroporto, por sua vez, chamou-se assim porque o terminal original (atual Base Aérea) e uma cabeceira da pista ficavam próximos à Ponta do Galeão.

  8. Típica reportagem tupiniquim. Não acredito nela. O que existia no Brasil em 1600? Nada, como, de resto, até hoje. Aqui não se faz nem uma canoa… Ah, pqp.

    • Antônio, abra os olhos, teimosia e ignorância andam de mãos dadas. As fontes aí estão, experimente pesquisar ante de desacreditar.

      • Embarcação de 54m e 4000 pessoas ? 10 por m2 ? Por favor João…falando em pesquisar…teimosia e ignorância ( e soberba) sempre andam de mãos dadas…
        Pense e use bom senso além de pesquisar.

      • Embarcação de 54m e 4000 tripulantes ? 10 por m2 ? Por favor João…falando em pesquisar…teimosia e ignorância ( e soberba) sempre andam de mãos dadas…
        Pense e use bom senso além de pesquisar. Já despublicaram duas vezes, motivo ?

        • Marcos, quem disse que ela tinha 54 metros? Eu, não. As informações sobre o Padre Eterno são estas:”Padre Eterno era um colosso: seis pontes (ou conveses), 180 escotilhas (o que quer dizer 180 canhões). Podia carregar até 4 mil caixas de açúcar de 680 quilos cada. Sua tripulação era de 3 a 4 mil homens.” Tirada ipsis litteris, da fonte mencionada.

  9. Pobre do país que não tem registros da sua história. Recentemente fui à Dinamarca e visitei o MUSEU VASA. Trata-se de um local que mostra o navio VASA recuperado “quase” que por inteiro, construído em 1611. Até então era a maior embarcação construída naquele país. Além da embarcação, existem documentos gerados na época sobre a construção, textos sobre o inquérito gerado pelo naufrágio, etc.
    Até o momento desconhecia a existência da nau PADRE ETERNO.
    Obrigado pela reportagem e informações.

      • Estocolmo é a capital da Suécia. O museu VASA é sensacional; quando eu o visitei, em 1998, já havia muitas atrações interativas, tanto para crianças quanto para adultos. Imagino que agora esteja ainda melhor.

      • Você esteve lá e nem soube em que país você estava? Sim, o Museu Vasa fica em Estocolmo, que é a capital da SUÉCIA. Nem Dinamarca, nem Noruega.

        • Joao, Joao, Joao: cuidado com o Goytá. Cadê seus diários de bordo de suas expedições a Antartica ? Quero ver isso aí ow. Tô ligado que vc viu umas coisas medonhas lá em baixo.
          Lembra do cheiro do charuto do cara antes de embarcar para Washington década de 90 ? Vc se irritou com o fumante da porta do free shopping, e não é que o cara sentou do seu lado no voô ? Cuidado com o Goyta, vai que ele sente do seu lado… kkkkkk,
          Tá com probleminha de saúde, num é nada, nem esquente a cabeça. Já foi ver o George Cook de HArvard ? Ele já ouviu falar de vc e sua família… Agora é hora de pagar uma visitinha p eles.

          • Edmundo: as informações da Antártica estão no site em textos, fotos, e filmes. Todas elas. Jamais estive em Washington na década de 90. E não apele, meu caro, um dia alguém de sua família pode ter o mesmo problema de saúde que encaro com total normalidade e tranquilidade. Shame on you…

  10. O maior veleiro construído no Brasil recente é o “Tocorimé Pamatojari”, feito por amigos que vieram da Nova Zelândia e construíram o barco com uma planta do século 19 no meio da selva amazônica. Recomendo a todos que busquem pelo nome do veleiro no google, pois é realmente um belo barco.

  11. Gostaria de comentar que procurei o barco Liberdade, construído por Slocum no Brasil e com o qual ele retornou aos Estados Unidos após a perda do seu navio no litoral do Paraná. A informação que eu tinha era de que o Liberdade fazia parte do acervo do Smithsonian. Depois de muita pesquisa nos computadores do instituto, consegui a informação de que foi devolvido à família do Slocum por exigência dela. Parece que queriam negociar uma “venda” que o Smithsonian não aceitou.

    • Oi, Luis, não entendi bem seu correio. E todo caso bem-vindo a bordo! Se vc acha que é “aberração”, ok, então é “aberração”. O fato de haver matéria sobre a Padre Eterno na Wikipedia não significa que seja um fato conhecido pela vasta maioria dos bruscas.
      abs

  12. Antes de mais nada parabéns, por ter isso tão bem registrado na memória, e por nôs mostrar este espetáculo da mãe natureza.
    Poucos foram aqueles que antes de falar ou contar, foram lá para ver!
    Parabéns João isso foi para poucos…
    Abraço!

    Martin Buelau

    • Pois é Martinbuleau, uma pena que não nos ensinam isto nas escolas, muito menos nas faculdades, mesmo aquelas dedicadas às ciências humanas.
      Obrigado pela mensagem, abraços, e até breve!

    • Antonio: de fato é surpreendente, mas o registro histórico é este: 3 a 4 mil tripulantes. A fonte secundária ( de onde tirei a notícia que está no meu livro Embarcações Típicas da Costa Brasileira) é a publicação “A muito leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, editado pelo Banco Boavista em 1965. Ele diz: “É na obra de Helain Manesson Mallet, Description de L’Univers contenant les différents systèmes du Munde…Paris, 1683, que aparece a gravura aqui reproduzida ( a mesma do site), com a seguinte notícia: Tem 180 pés de quilha, seis pontes, 180 escotilhas e outros tantos canhões de ferro. Sua carga era de 4 000 caixas de açúcar, cada caixa pesando 1.500 libras e de 2.500 grosso rolos de tabaco; tripulação normal de 3 a 4 000 homens.”
      abraços

        • O nº de tripulantes deve estar errado, independentemente da fonte. Vejamos: 4000 homens correspondem a uma carga de aproximadamente 280000 kg; admitindo que cada um consuma 1 kg de alimentos/dia , mais 1 kg de água doce/dia e tenha 10 kg de pertences, resulta aproximadamente 560000 kg para uma viagem curta de 30 dias. Ora, isso requer um deslocamento de água salgada de aproximadamente 540 m3; admitindo que a boca (largura) do casco seja de 10m, só a tripulação “gastaria” 1m de calado da embarcação, o que é demais para os navios da época.

      • Obrigado João pelo artigo e pela referência. O livro de Mallet diz que “Il estoit ordinairement monté de trois à quatre mille hommes”, quem quiser pode consultar diretamente, eu copiei o link.

        https://archive.org/stream/descriptiondelun01mall#page/256/mode/2up

        Os especialistas podem discutir o que significa isso, eu não entendo do assunto e nem sei interpretar o que diz Mallet, não sei se esse número são marinheiros ou se é tropa. Apenas para comparação, a wikipedia diz que o Soleil Royal para uso militar tinha 120 canhões e 1200 homens, e o Kronan tinha 500 marinheiros mais 300 soldados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here