Áreas marinhas protegidas e sua importância

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Áreas marinhas protegidas e sua importância: por falta de informação sua criação é vista como empecilho ao desenvolvimento da pesca

O que essas pessoas não sabem é o papel chave das áreas marinhas protegidas e sua importância para a reprodução dos peixes, inclusive na reposição do estoque das espécies mais consumidas. Este efeito significa ‘transbordamento’. As populações de peixes localizadas nas áreas protegidas crescem e migram para as áreas adjacentes, onde os pescadores podem pescá-los livremente. Logo, os pescadores são beneficiados por sua criação.

Áreas marinhas protegidas e sua importância, imagem da Unidade de conservação do Arvoredo, em Santa Catarina
Acima, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina, criada para proteger o ambiente marinho e suas espécies. Foto: wikipédia

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, e o Parque Nacional de Fernando de Noronha  são alguns exemplos de áreas protegidas marinhas. A maior, e mais recente delas, foi criada no Governo Temer. Ela fez com que passássemos de 1,5% de mar protegido, para 25%! Este é um legado que Temer deixará às futuras gerações.

Por que a zona costeira é tão importante para a proteção às espécies

Por que a zona costeira é tão importante? Entre muitos motivos, porque 90% de toda a cadeia de vida marinha começa na faixa de transição entre os mares e continentes.

Áreas marinhas protegidas e sua importância: no Brasil são muito poucas

Infelizmente o Brasil tem poucas áreas marinhas protegidas. O governo Dilma criou pouquíssimas. Lula também não foi melhor para os oceanos. Por falar em ex- presidentes, nenhum deles olhou para o mar desde a redemocratização. O primeiro a fazê-lo foi Michel Temer. E, entre as áreas marinhas protegidas, as mais efetivas são as de proteção integral. Elas são tão importantes que agora a ONU as promove em alto- mar.

Áreas marinhas protegidas e sua importância: assista o vídeo

Com quase 2 minutos, o vídeo “Entre na onda”, produzido pelos alunos Bianca Werneck Martiniano e Mário Henrique Cruz Martins, do curso de Comunicação Visual Design da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresenta esse e outros conceitos. Confira.

Plástico recolhido dos oceanos: que tal pavimentar estradas com eles?

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3 COMENTÁRIOS

  1. A pesca no Brasil é incipiente.
    O povo é mal alimentado por peixes, basta comparar os preços no mercado com outros países, em proporção demográfica. A demanda seria relativamente alta mas a produção é ridícula.
    O Chile, com uma extensão de costa pequena, quando comparada com o Brasil, consegue uma produção pesqueira bem superior, sem contar com a variedade imensa de frutos do mar utilizada na alimentação do povo.
    Não faz sentido portanto a preocupação com reservas marinhas exceto se for para evitar os vândalos, que aliás proliferam, não somente no mar mas em tudo quanto é parte, inclusive na política.

    • Não basta observar o tamanho da costa. O potencial pesqueiro depende de muitas outras variáveis, tais como correntes marinhas que afetam a fertilidade do mar e o potencial de produção pesqueira. Portanto, não dá para comparar Brasil e Chile apenas considerando o tamanho do litoral.
      Além do mais, a produção pesqueira deveria ocorrer em bases sustentáveis, em que o volume de captura fosse adequado à capacidade de regeneração do ambiente. Não é preciso ser muito sagaz para perceber que no país a exploração de recursos naturais em larga escala não é feita considerando essa capacidade de regeneração, especialmente em um ambiente pouco estudado como as áreas oceânicas. Sem considerar a exploração que é feita por embarcações estrangeiras que atuam livremente no nosso litoral e não se sujeitam a eventuais controles das autoridades brasileiras.

      • Concordo com você.
        Só que não existe bases sustentáveis em lugar algum que exista ser humano, mormente em crescimento demográfico constante ou exponencial, como tem sido nos últimos 200 anos.

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