Ilhas artificiais no Mar do Sul da China ampliam tensão regional
Ao sul da China, cercado por Filipinas, Vietnã, Brunei e Malásia, o Mar do Sul da China ocupa cerca de 1,35 milhão de quilômetros quadrados. Nos últimos anos, a região virou palco de uma intensa disputa territorial. A China construiu uma série de ilhas artificiais e transformou recifes em bases capazes de receber pistas, portos e instalações militares.
As obras exibem a capacidade da engenharia chinesa, mas também provocaram forte reação dos países vizinhos. Em 2013, as Filipinas levaram a disputa à Corte Permanente de Arbitragem, em Haia.

Em 12 de julho de 2016, o tribunal concluiu que a China não poderia reivindicar direitos históricos sobre recursos dentro da chamada linha de nove traços além do que permite a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A decisão também tratou do status de recifes e ilhas e de ações chinesas consideradas incompatíveis com a convenção. No entanto, o tribunal não decidiu quem tem soberania sobre as ilhas nem delimitou fronteiras marítimas.
Pequim rejeitou a decisão desde o início e mantém essa posição. Em julho de 2026, dez anos depois do julgamento, o Ministério das Relações Exteriores chinês voltou a declarar que não aceita nem reconhece o laudo arbitral e considera que ele não tem efeito vinculante sobre a China.
A construção
O processo parece simples, embora envolva uma operação de engenharia gigantesca. O primeiro passo é encontrar uma base. Ilhas naturais não flutuam: elas correspondem à parte visível de uma formação terrestre que continua abaixo da superfície. Para criar suas ilhas artificiais, a China amplia ilhas, rochas e recifes já existentes.
Para sustentar pistas de pouso, portos e instalações militares, é preciso uma quantidade colossal de areia. A China obtém esse material com uma frota de dragas, navios capazes de retirar sedimentos do fundo do mar e transportá-los até as áreas em construção (Saiba mais sobre a mineração de areia).
Recursos para isso não faltam à potência que também ocupa posição central na economia dos oceanos.
Como funcionam as dragas
As dragas usam grandes tubos equipados com cabeças de corte para triturar o material no fundo do mar e sugá-lo. Em seguida, bombeiam areia e sedimentos por tubulações ou mangueiras e os despejam sobre recifes, rochas e outras formações existentes.
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Quando a área ganha tamanho e estabilidade suficientes, entram o cimento, as pistas, os portos e demais estruturas. A transformação pode ser radical. Um bom exemplo é o Fiery Cross Reef, que em 2006 ainda mantinha aparência muito diferente da atual.

E agora o Fiery Cross Reef depois de transformada em ilha, em 2015.

Teria a China se inspirado na misteriosa cidade de Nan Madol existente há mais de 800 anos na costa sudeste da ilha de Pohnpei, nos Estados Federados da Micronésia?
A geopolítica dos oceanos
Este site já escreveu sobre o assunto. Lembramos a importância da posse das ilhas do Atlântico Sul, por exemplo. No Mar da China acontece o mesmo. Os esforços de construção de ilhas exigem pesado investimento em engenharia e infraestrutura.
A principal motivação chinesa é reforçar sua presença e suas reivindicações sobre grande parte do Mar do Sul da China. A região reúne centenas de ilhas, recifes, bancos de areia e outras formações, muitas delas disputadas por mais de um país. No arquipélago das Spratly, por exemplo, China, Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan mantêm reivindicações sobre diferentes áreas.
A disputa não envolve apenas pequenos territórios. O controle dessas formações pode influenciar direitos sobre águas territoriais, pesca e outros recursos marítimos. Além disso, algumas delas ganharam enorme importância estratégica depois que países da região instalaram postos militares, pistas e portos. Atualmente, cinco dos governos envolvidos ocupam cerca de 70 recifes e ilhotas disputados e mantêm mais de 90 postos avançados no Mar do Sul da China.
Recifes e ilhotas viram instalações militares
Ao transformar recifes e ilhotas em bases de uso militar, a China ampliou de forma expressiva sua capacidade de projetar força no Mar do Sul da China. Pistas de pouso, hangares, radares, sistemas de comunicação e instalações para mísseis permitem monitorar uma vasta área e apoiar operações aéreas e navais. Nos últimos anos, Pequim também instalou novos equipamentos ligados à inteligência, vigilância e guerra eletrônica em bases como Fiery Cross, Mischief e Subi.
Além disso, a China já não opera apenas dois porta-aviões. Em 5 de novembro de 2025, entrou em serviço o Fujian, terceiro porta-aviões chinês e o primeiro equipado com catapultas eletromagnéticas. Com mais de 80 mil toneladas de deslocamento, ele marcou a entrada da Marinha chinesa na era dos três porta-aviões.
Fonte: https://www.digitaltrends.com/cool-tech/chinas-artificial-islands-news-rumors/.











Eh o mundo está mudando com as grandes potência passando por uma transformação e mudando de comando, a China que diga isso com a sua força e obstinação de ser a maior potência do planeta terra. Toda essa movimentação incomoda EUA e outras nações, mas não tem com enfrentar a determinação dos chineses que além da terminação são muito competentes no que fazem.
Lendo todos os comentários, percebe-se claramente que temos apenas 520 anos de idade.
A China é uma realidade. Se não fosse os EUA não estariam dando esse ataque de pelanca. Obvio e ululante que a China vem como a nova potencia. Ela surge desafiando a grande potencia atual. Nenhuma potencia dura para sempre e os EUA se tiverem um pouco de noçao sabem disso. Acredito que uma vez a china assumindo uma posiçao de destaque incontestavel tb surgirao outros centros de poder como a Russia expandindo sua influencia, a Alemanha até certo ponto, India. Não adianta achar que a humanidade sera eternamente guiada por inglaterra-eua- frança. EUA nao irao sumir. Só nao serao mais o polo sozinho de poder. As coisas já estao em curso e o Brasil precisa ficar atento. Se parar a roubalheira de politicos já um começo caso contrario em breve colonia novamente ( colonia de qualquer país). E nao brigar com a China.
Gostei de seu comentário, as vantagens que o povo Chinês exerce no mundo são a “disciplina”, parece ser a única Civilização continua do Mundo, deve contar muito, no tocante aos EUA, forte, miscigenados e heterogêneo, luta para manter uma Democracia Universal, com pesadas divergências internas e exportando essas discordâncias de caos, etc. no Brasil, a corrupção parece ter tomado outro adjetivo, que é, o banditismo, e esta se
degenerando. Uma pena.
Não dá mais para subestimar a China. Estão gastando em armamentos e defesa mais que os EUA. Tem tecnologia espacial para enviar homens e satélites para o espaço e drones para a lua. No último desfile deste ano mostrou dezenas de novos armamentos. Um dos mísseis vem do espaço, mergulhando a velocidades hiper sônicas, ou seja, nada pode pará-lo.
Nao estao gastando mais que os US – pelo menos nao oficialmente. A America gastará 2020 748.000.000.000,00 US$
Não faz sentido Dubai gastar horrores para dessalinizar água e jogar esgoto no mar, tratar efluente sanitário é muito barato, e a água tratada pode ser usada para diversos fins.
Trump não é nenhum desafio para China. A China – gente- já é a maior potência militar e econômica. Acordem! É impossível se prever a capacidade da China. Não para se desenvolve numa rapidez impressionante. É engano desmerecer a capacidade chinesa.
Major potencia militar? A China apanha pra Rússia. Tecnologicamente falando é em números também, está muito abaixo de Israel, US, Rússia e até da franca e UK.
A China ainda desenvolve tecnologia, não tem um sistema anti mísseis confiável, sua força aérea está a milhas de distância de todas estes países e assim como sua marinha. Fortemente composta de números mas com baixíssima tecnologia.
Numa guerra aberta, a China sofreria derrotas estarrecedoras.
Tecnologia militar é algo mantido a 7 chaves pelos grandes governos do mundo, e quase todos se negam a vender para a China.
Num futuro próximo, quem sabe, mas não agora nem nessa década poderá a China ameaçar um dos gigantes militares.
Penso o mesmo e as pessoas não podem contribuir para a grandeza da China comprando produtos chineses baratos mas de péssima qualidade. Acordem!!!!
A CHINA EM 1976 LEVOU UMA COCEGA DO VIETNAM , OS VIETNAMITAS INVADIRAM .DEPOIS DE DERROTAR TROPAS INVASORAS ,INVADIRAM 200 KM NO TERRITORIO CHINES
O mar do Sul da China é um corredor marítimo da riqueza Chinesa e Japonesa, alem da dos Tigres Asiáticos menores. A Inglaterra fugindo do Brexit quer colocar uma base militar no local, claro por trás estão os States, que quer solapar a união Asiática (ASEAN). Por outro lado, os Chineses retomaram em 1974 o controle do rochedo denominado “Paracel Islands “, que ainda é motivo de litígio. A região está ficando muito perigosa, com porta-aviões, aviões, navios e submarinos nucleares de várias Bandeiras prontos para fazerem treinamento real. As ilhas artificiais, provavelmente serve como ponto de apoio para esta parafernália de objetos militares.
Quando terceiros fazem passam a ser afronta as leis internacionais, afronta ao meio ambiente e tudo mais, mas no RJ tem um local tal de Flamengo que avançou mar a dentro, no litoral sul do Estado de SP estragaram por interesses desconhecidos um dos maiores berçários do Atlântico (continente versus Ilha Comprida) e devem existir tantas e tantas “obras” cujos propósitos nenhuma mídia escreve ou veicula. O Mar Sem Fim poderia escrever também que o mais moderno aeroporto (Kansai) do Japão está numa ilha fabricada e que está afundando. Por que será que não tocaram no assunto???
Tem material para respaldar suas informações ou usas rádio peão e/ou web disque-disque????
Quero ver alguém impor para a China alguma coisa. O único que desafiou a china chama-se Trump.
É verdade. Foi o único do mundo a bater de frente. Os outros ficam apenas assistindo quietinhos, afinal, o comércio é super favorável etc…
A China é um grande gafanhoto. Usa a ideologia conunista pra impor sua ditadura e o capitalismo selvagem para sustentar seu ego.
Bom dia , sr. Tetsuo.
Esse Mar sem fim, depois que, em plena campanha eleitoral para a presidência do Brasil,
colocou um artigo sobre o então candidato Bolsonaro pescando, com molinete, dizendo que
ele estava praticando pesca irregular, perdeu completamente sua credibilidade.
Interessante que o autor desta matéria sequer mencionou sobre os litorais de países árabes com seus condomínios para ricaços!!!!!!!!!!!!!!!! Seriam o poder econômico?????
Prezado Tetsuo
Você entendeu o que quer dizer projeção de poder geopolítico praticado pela China?
Entende que são assuntos completamente diferentes?
Tu o dizes!