Fraude perigosa em frutos do mar nos USA, atenção

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Fraude perigosa em frutos do mar é descoberta nos USA. E, no Brasil, como será?

A Oceana, uma ONG marinha com uma história recente de rótulos errados de frutos do mar, publicou  novo relatório sobre uma fraude perigosa em frutos do mar nos USA. Eles descobriram que 20% dos 449 peixes que testaram estavam incorretamente rotulados. Eram tantos os erros, e tão grosseiros, que chegaram a conclusão tratar-se de fraude.

imagem de mercado de peixes
Fraude perigosa em frutos do mar nos USA. Imagem: http://seasonalcookinturkey.com/.

Alguns dos tropeços

Halibut do Alasca por turbot da Groenlândia e snapper Florida por jobfish lavanda, para citar alguns. Ao pedir uma anchova em um restaurante, você pode esperar ser servido de um pargo. A Oceana ganhou as manchetes em 2016 com uma reportagem massiva de fraude de frutos do mar em escala global. Desde então, a NOAA criou o Programa de Monitoramento de Importação de Frutos do Mar (SIMP), para rastrear 13 espécies consideradas de alto risco de serem vendidas ou adquiridas ilegalmente de forma fraudulenta. Se lá, nos Estados Unidos, onde a opinião pública tem voz existe esta fraude, imagine em países que não nos respeitam como o Brasil? Deve ser o samba do crioulo doido…Kimberly Warner, cientista sênior da Oceana e uma das autoras do relatório, disse:

 Queríamos destacar que existem outras espécies além das espécies de alto risco

Em setembro passado, um vendedor de caranguejo na Virgínia se confessou culpado de conspirar para passar carne de caranguejo como caranguejo azul do Atlântico. Notícias locais alegaram que mais de 180 toneladas de carne de caranguejo falsamente rotulada foram vendidas em grandes cadeias de supermercados como a Harris Teeter.

Como foi feita a reportagem da Oceana

Para obter um instantâneo de um resultado generalizado, funcionários e voluntários da Oceana recolheram amostras de peixes de 24 diferentes estados e no Distrito de Columbia. Foram vistoriados restaurantes, mercados de frutos do mar, mercearias etc. As amostras foram  enviadas para um laboratório onde o DNA foi analisado. O robalo e a anchova eram as espécies mais comumente erradas. A rotulagem errônea também ocorreu quando peixes importados e mais baratos eram comercializados. Peixes criados em fazendas eram comercializados como selvagens. No primeiro relatório, de 2013, os erros encontrados eram de 33%. Agora, a taxa é de 20% das amostras. Warner,

O que vimos é que ainda temos um problema. É sobre todo mundo que come peixes e frutos do mar

Ilustração de um peixe pargo
Ilustração: web.sapo.io.
ilustração de um robalo
Fraude perigosa em frutos do mar nos USA. O robalo, delícia do mar. Ilustração thisfish.info.

Estado de Nova York compra a briga

Em dezembro passado, o procurador-geral do Estado de Nova York divulgou um relatório sobre as taxas de fraude “perturbadorasnos supermercados de Nova York. Verificou-se que um em cada quatro peixes amostrados foram erroneamente rotulados. Peixes mais baratos e menos desejáveis. Particularmente no que diz respeito ao relatório é constatar que alguns deles são peixes que contêm níveis mais elevados de mercúrio ou são provenientes de pescarias menos sustentáveis.

Fraude perigosa em frutos do mar nos USA

Dos frutos do mar consumidos nos EUA, mais de 90% são importados. Em alguns casos, os consumidores que tentavam apoiar os pescadores locais eram servidos por frutos do mar de um país estrangeiro sem o saberem.

No Brasil

O único modo de evitar fraudes por aqui é o extremo cuidado do consumidor. Infelizmente ainda não temos trabalhos investigativos que esclareçam ao consumidor a origem do pescado, e ou fruto do mar, que consome. O melhor mesmo é buscar saber a origem sempre. Por exemplo, a maior parte dos camarões vendidos no Brasil vêm de criações que destroem o mangue e abusam dos produtos químicos. Aqui também recomenda-se  cuidado ao consumir tubarões,  vendidos como cações (tubarões, ameaçados de extinção são o mesmo que cações, embora o vulgo pense ser outro tipo), ou atuns em geral. Outra cascata ‘made in Brazil’ é o nobre peixe ‘Saint Peter’ vendido em restaurantes com este pomposo nome. Trata-se de nada mais, nada menos que uma tilápia criada em fazendasFrutos do mar misturados com fezes de suínos estão sendo vendidos “aos montes” pelo mundo, é outro alerta que o Mar Sem Fim já deu aos internautas. Portanto, abra o olho!

Fonte: https://www.nationalgeographic.com/environment/2019/03/study-finds-seafood-mislabeled-illegal/.

Foto de abertura:http://seasonalcookinturkey.com/.

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14 COMENTÁRIOS

  1. Se vc acha essa fraude ruim, deveria investigar asiaticos que usam seringas e injetam um aditivo para que camarões pequenos fiquem grandes. Assim, eles ganham mais dinheiro por quilo. No youtube, está cheio de videos mostrando isso.

  2. Saint Peter ,e nao Saint Pierre… matéria escrita com o figado , aceita porque é filho do dono. Saint Peter, ou tilápia , é vendida congelada e com muita segurança alimentar.

  3. Fraudes com peixe é coisa antiga. Batata por Namorado (apesar de Namorado ser ainda pior, tem mais valor no mercado), nomes bonitos pra não assustar, como Tamboril (usado em Portugal) ao invés de peixe-sapo, que é horroroso (só mostram o filé, branquinho), vários tipos de bonito, uns melhores outros não, como Atum, Lula saco de boi, como lula cabo-frio, mil vezes melhor, etc, etc. Recentemente conheci o “oil-fish” ou peixe óleo servido em restaurante com filé de dourado. Esó descobri a fraude no dia seguinte. Saibam como pesquisando na internet. Um efeito toxicológico incrível! E por aí vai…..

  4. Artigo absurdo ao relacionar erro de etiquetação com perigo a saude: em termos de saude (nao preço e gosto) tanto faz pra mim ter etiqueta num porco como carne de javali ou num file de cavala ter nome de file de linguado. Absoluta desinformação deste site, confunde sapato com chapeu (ou assim o usam, já é o 100º erro que vejo e o Estadao nada faz, site amador e sem credibilidade/seriedade).

  5. Alguns casos notáveis que vivenciei há mais de 40 anos em SP: minha ex-mulher preparara um peixe que ela comprara como bacalhau fresco. Se estivéssemos vivendo no norte do hemisfério norte eu até acreditaria, mas abaixo da linha do Equador???? Eram diminutas merluzas (se é que eram realmente). No bairro do Bresser havia um galpão onde todas as segundas-feiras chegavam carretas com caixas supostamente contendo PIRARUCU DA AMAZÔNIA. Sei lá que diabos de mandingas se processavam no galpão, mas nas quartas-feiras encostavam carretas vazias que recebiam do galpão GENUINE NORWAY CODFISH. Os filés de aliches são quando muito sardinhas salgadas. Nos supermercados de BH haviam nas gôndolas de congelados filés de PANGA oriundas do rio Mekong no Vietnan onde os americanos lançaram toneladas e toneladas do agente laranja que era um herbicida/desfolhante, mas a ANVISA achou que depois de tentos anos não havia mais perigo. Agora mesmo eu li sobre ONU ALERTA: Sobrevivência na Terra está ameaçada. Espero que ocorra algo massivamente terrível tal que elimine a espécie humana da face do planeta azul para que daqui uns 800 K anos o planeta seja novamente uma linda bola azul a navegar no espaço.

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