Baleia e o mito do Unicórnio

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Baleia e o mito do Unicórnio

Baleia e o mito do Unicórnio: desde a Idade Média persiste o mito do Unicórnio. Em 1576, Martin Frobisher, marinheiro inglês, navegava pelo Atlântico Norte em busca de uma rota para o Pacífico. Ao chegar à costa do Canadá, viu um objeto incomum na beira da praia. O artefato era  branco,  comprido e torcido em espiral. Frobisher não titubeou: estava diante de um chifre de unicórnio.

Pouca gente sabe que a história nasceu com a descoberta do Narval, cetáceo da família Monodontidae, a mesma da baleia Beluga, ambas habitantes do Ártico. O Narval macho tem uma presa reta, helicoidal, saindo para fora da cabeça como uma lança. Imagine o susto de Frosbisher ao topar com um a presa em plena Era das Trevas. Não é para menos o surgimento do mito do Unicórnio. E este não foi o único mito cuja certidão de nascimento deriva da forma de animais marinhos. Sereias, que desde o tempo dos gregos atormentam os marinheiros, foram inspiradas pelos simpáticos peixes- boi…

Baleia e o mito do Unicórnio, imagem de um narval
Foto: wikipedia

Narval, predador eficiente

O Narval é um eficiente predador, capaz de atingir até duas toneladas de peso, e mergulhar a profundidades de mais de mil metros atrás de suas presas. Seu habitat são as águas geladas do Ártico, próximas ao Canadá, Rússia, e Groenlândia. Raramente  descem abaixo dos 65º de latitude Norte. Por mais de mil anos foram caçados pelos nativos da região, os Inuit, em razão da carne e do marfim. Ainda assim, e apesar do aquecimento global, continuam maravilhando o mundo com sua presa incomum.

Baleia e o mito do Unicórnio, imagens de narvais
foto: wikipedia

Cientistas descobrem a função da presa

Matéria do The Daily Catch informa que cientistas descobriram que o chifre do animal é um órgão sensor e não um ‘picador’ de gelo, ou arma para disputa, como se pensava. A presa é, na verdade, o dente canino esquerdo que ultrapassa a carapaça do mamífero marinho. Ao contrário de um dente normal, ele não tem esmalte, é poroso, e serve como espécie de antena que alimenta o cérebro. Com a presa os animais percebem as diferentes químicas da água, e ainda encontram alimento.

Baleia e o mito do Unicórnio, foto de caçador de narval
Foto:gettyimages.com

Características da baleia Narval

O Narval, interessante baleia do Ártico, atingi até seis metros de comprimento, sem contar a presa que alcança os outros cinco metros. Eles podem viver até 50 anos. Cerca de um, em 500 machos, pode ter até duas presas. Seus únicos predadores, além do homem, são os ursos polares, e grupos de orcas. A população mundial é estimada em cerca de 75.000 mil indivíduos e, de acordo com especialistas, o Narval é vulnerável ao aquecimento global.

Baleia e o mito do Unicórnio, mapa do habitat do narval
Habitat

A caça e a proteção da baleia narval

Até hoje  são caçados por populações tradicionais, com caiaque e arpões. Sua gordura, pele, e carne, são quase totalmente utilizadas. Para amenizar as perdas, a Comunidade Européia estabeleceu uma proibição da importação de presas.

Espetáculo raro: 20 orcas caçam um grupo de narvais.

Projeto Albatroz: vida em Alto-Mar, Episódio 1

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