Baleeiro de 173 anos volta a navegar para salvar baleias

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Baleeiro de 173 anos, Charles W. Morgan, volta a navegar agora para salvar baleias

Construído em 1841 o Baleeiro de 173 anos, Charles W. Morgan, que se aposentou em 1921, voltou a navegar após uma restauração de cinco anos. O baleeiro desliza  pelas águas de Cape Cod, nos Estados Unidos.  Agora o majestoso veleiro será utilizado como uma valiosa ferramenta do museu Mystic Seaport em Connecticut, para educar o público sobre como preservar e proteger as baleias.

Baleeiro de 173 anos, imagem do navio baleeiro Charles w. morgan

Último navio baleeiro de madeira restante no mundo voltou a navegar.

Conheça o baleeiro

O Charles W. Morgan foi usado para caçar baleias em todo o mundo durante oito décadas. Dessa vez, o veleiro voltou às águas trazendo uma exposição pública sobre a história da caça a baleias na América.

Em meados de 1800, os produtos baleeiros estavam presentes em quase todos os lares americanos. O óleo de baleia era a principal fonte de iluminação em lâmpadas e velas, e também foi lubrificante universal para relógios de fábricas.

80 anos de serviços

Durante 80 anos de serviço, o majestoso Morgan navegou ao longo do Atlântico, Pacífico, Índico e Ártico, e teve cerca de  1.500 velejadores como tripulantes, de pelo menos 50 países diferentes.

Em 1921, com a população de baleias em declínio, o petróleo substituindo o óleo de baleia, e com muitos  baleeiros mais eficientes e modernos, o Morgan foi aposentado.

Veja abaixo o vídeo que mostra a reforma de Charles W. Morgan e seu retorno às águas.

Baleeiro é tão famoso que se tornou miniatura para montar

Charles W. Morgan, conheça suas caraterísticas: construído em 1841 permanecendo ativo até 1921, hoje transformado em navio museu a partir de 1940 no Mistic Seaport em Connecticut, único sobrevivente navio baleeiro de madeira do século 19. Seu proprietário Charles Waln Morgan o construiu em New  Bedeford, Massachusetts em 1841. Para adquirir o kit de montagem clique aqui.

Assista o vídeo:

Conheça  superstições marinheiras.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Não quero polemizar ou ser contraditório, mas será que salvar as baleias é simplesmente não mata-las arpoadas??? Como viverão se o homem está extraindo frutos do mar seja para alimentos ou para fabricação de fertilizantes? As plataformas de extração de petróleo não poluem nada?? Ou será que as empresas removem urinas, fezes e outros lixos orgânicos para a serem processadas em terra? Será que as mesmas plataformas não geram ruídos alienígenas para os cetáceos, que são acrescidas de navios de cargas e passageiros e algumas “experiências submarinas” de potências navais? Há poucos dias foi noticiado a morte lenta e sofrida de uma baleia que havia ingerido oitenta sacos plásticos. Jogamos ao mar nossas fezes, urinas e dejetos orgânicos sem nenhum prévio tratamento afinal é o Mar Sem Fim e de ninguém para reclamar. Hoje apenas sete bilhões e em 2050, 60 ou 70 nove bilhões que terão de se alimentar, mas defecarão muito mais e hajam Mar Sem Fim.

    • Parar de arpoar não é suficiente… É necessário MODIFICAR culturas de países (ex.: Japão) onde matar baleias é considerado “cultural”…

      • Apenas como ilustração, fora o Japão temos as Islândia e a Noruega e lá pelos anos 1960 o Brasil consumia muita carne de baleia e no tempo pré-iluminação elétrica o RJ era iluminado com banha de baleias, então é um caso para se pensar e não tentar ser mordaz e jocoso.

  2. Fantástico João Lara Mesquita !
    Acreditar no ser humano, num futuro, e na possibilidade de revertermos o que acontece e está acontecendo no Planeta inspira-nos a cada dia sermos mais.
    Parabéns pelas excelentes reportagens.

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