Turismo na Antártica pode ser uma ameaça

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Turismo na Antártica pode ser uma ameaça

Com um ecossistema frágil, cientistas acreditam que turismo na Antártica pode ser uma ameaça. Com o crescimento do turismo na Antártica, estudiosos pedem maior proteção para o frágil ecossistema. De acordo com estudos, em 20 anos o número de turistas passou de 5.000 para os atuais 40.000.

Turismo na Antártica pode ser uma ameaça, imagem de refúgio na antártica

Turistas onde o gelo desapareceu

Toda essa gente circulando em um dos ecossistemas mais preservados do planeta anda preocupando cientistas. ONGs, como o Greenpeace, e autoridades ambientais nacionais já se manifestaram pedindo atenção.

A maioria das visitas a instalações de pesquisa, estradas e depósito de combustíveis, é realizada nas áreas em que o gelo desapareceu. Essas áreas constituem menos de 2% da Antártica, mas abrigam a maior parte da fauna e  flora do continente.

De acordo com o National Environmental Research Programme (NERP), financiado pelo governo e a divisão australiana da Antártica, essa região sem gelo está entre as menos protegidas do planeta, apenas 1,5% desta zona pertence às áreas protegidas da Antártica.

Tratado antártico e o turismo

O tratado antártico não fala diretamente do turismo, mas há orientações gerais para a atividade. Como os países signatários são responsáveis pelos danos causados por veículos privados que tenham sua bandeira, muitos. como Chile e França têm regras e fiscalização rígida.

Fauna e a flora vulneráveis à invasão de espécies

Com a atividade humana cada vez mais intensa na Antártica, a fauna e a flora ficam muito vulneráveis à invasão de espécies. Elas  causam desequilíbrio no ecossistema, sobretudo vegetais e insetos de outros continentes.

O estudo destacou que é necessário fazer muito mais para proteger a região do “boom” registrado na indústria do turismo na Antártica.

Turismo na Antártica pode ser uma ameaça, imagem de turistas na antártica

A Antártica é considerada uma das últimas fronteiras do globo. A maioria dos turistas viaja em navios. Chegam a pagar até US$ 20 mil por um camarote de luxo na alta temporada. Ela se estende de novembro a março. Também há um mercado crescente de voos panorâmicos que têm o continente gelado como destino.

Em última reunião da Organização Marítima Internacional (IMO) foi divulgada a elaboração de um novo Código Polar.

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