Satélites ajudam a compreender os Oceanos, sem eles seria o caos

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Sem eles como compreender a vastidão dos mares? Os satélites ajudam a compreender os Oceanos. Saiba como

Com a tecnologia que hoje desfrutamos mundo o conhecimento dos Oceanos. Hoje, satélites são ferramentas incríveis para observar a Terra. Especialmente o grande oceano que cobre mais de 70% do  planeta. Ao detectar remotamente a partir de suas órbitas, eles nos fornecem muito mais informações do que seria possível obter apenas da superfície. Os satélites ajudam a compreender os Oceanos.

Conhemos mais sobre o espaço sideral que os Oceanos

É sabido que conhecemos mais sobre o espaço sideral, que sobre os oceanos que cobrem 71% do planeta. Dificuldades técnicas, custo proibitivo, e a imensidão, são alguns dos fatores que contribuíram para o desconhecimento. A oceanografia moderna só começou em 1872, portanto, ela ainda é uma disciplina muito recente.

A expedição que originou a Oceanografia moderna

“A viagem do navio britânico Challenger mudou o conhecimento dos oceanos. Ele deu a volta ao mundo, entre 1872 e 1876, percorrendo 127 mil quilómetros. A viagem do navio britânico Challenger mudou o conhecimento dos oceanos. Sua influência foi tal que o estudo do mar foi encarado a partir daí como uma disciplina legítima a que foi dado o nome de Oceanografia. Liderada por Wyville Thomson, na viagem descobriram-se mais de 4700 espécies e que, afinal, a vida marinha era abundante nas profundezas. A maior proeza da viagem foi a descoberta de que a vida, que pensava restringir-se a terra e às águas iluminadas pelo Sol, estava à espera de ser encontrada, para lá da profundidade ou do frio.”

imagem de satélites que ajudam a compreender os Oceanos
Satélites ajudam a compreender os Oceanos (Foto: oceanservice.noaa.gov)

Batimetria oceânica, temperatura da superfície do mar, a cor do oceano; recifes de corais e o gelo do mar e do lago, e até migração de baleias

Pesquisadores da NOAA estudam de perto o oceano. As informações coletadas informam sobre a batimetria oceânica (medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios), a temperatura da superfície do mar, a cor do oceano, os recifes de corais e o gelo do mar. Cientistas também utilizam sistemas de coleta de dados  para retransmitir sinais de transmissores no solo para pesquisadores no campo – usados ​​em aplicações como a medição de alturas de maré e a migração de baleias.

imagem de mapa com temperatura dos oceanos para Satélites ajudam a compreender os Oceanos
A temperatura (Ilustração: oceanservice.noaa.gov)

Faróis de emergência ajudam a salvar vidas

Os transmissores em satélites dão informações da posição de faróis para ajudar a salvar vidas quando as pessoas estão em perigo. Essas são apenas algumas das muitas maneiras pelas quais os satélites nos ajudam a aprender mais sobre o oceano.

As mudanças climáticas

Conhecer a temperatura da superfície do mar pode dizer aos cientistas muito sobre o que está acontecendo dentro e ao redor do oceano. As mudanças de temperatura influenciam o comportamento dos peixes, podem causar o branqueamento de corais e afetar o clima ao longo da costa. As imagens da temperatura  também mostram padrões de circulação de água. Exemplos incluem locais de afloramento caracterizados por águas frias que se elevam das profundezas, fenômeno conhecido como ressurgência, muitas vezes perto das costas. E correntes de água quente.

Satélites ajudam a compreender os Oceanos: saiba quais os instrumentos usados

O instrumento mais comumente usado para coletar temperaturas  é o  Visiter Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS) a bordo do satélite NOAA / NASA Suomi NPP. Este sensor capta dados todos os dias, permitindo que cientistas juntem séries de mapas que mostram as variações de temperatura ao longo do tempo.

A cor dos oceanos

Os satélites também fornecem informações sobre a cor do oceano. Os dados de cores ajudam pesquisadores a determinar o impacto das inundações ao longo da costa. Ou a detectar pumas de rios e a localizar floração de algas nocivas que podem contaminar mariscos e matar outros peixes. Os dados nos permitem não apenas identificar onde uma formação de algas se está formando, mas prever onde  pode acontecer no futuro. Um dos impactos potenciais mais significativos das mudanças climáticas é o aumento do nível do mar, que pode causar a inundação de áreas costeiras e ilhas, erosão e destruição de importantes ecossistemas.

imagem de mapa mundi com o nível dos oceanos
O nível dos mares

Medições de radar

As medições de altímetro podem ser combinadas com órbitas espaciais conhecidas para medir o nível do mar em uma base global com  precisão sem precedentes. A medida das mudanças de longo prazo no nível médio do mar fornece maneiras de testar as previsões dos modelos climáticos sobre aquecimento. As imagens  também podem ser usadas para mapear recursos na água, como os recifes de coral.

Maior parte do fundo do fundo do mar é mal compreendida

A geologia do fundo do mar é mais simples do que a dos continentes. Porque as taxas de erosão são mais baixas, e  porque os continentes sofreram colisões múltiplas associadas à abertura e fechamento de bacias oceânicas. Apesar da sua relativa juventude e simplicidade, a maior parte do fundo do fundo do mar ficou mal compreendida. É mascarada pelo oceano.

Satélites ajudam a compreender os Oceanos: saiba quais os tipos de satélites

O sistema operacional de satélites da NOAA é composto por dois tipos. Os  ambientais de operação geoestacionária (GOES) para previsões, alertas e observações de curto alcance. E satélites em órbita polar para previsão de longo prazo. Ambos  são necessários para fornecer um sistema global de monitoramento do tempo. Os que fornecem imagens ambientais também podem ser usados ​ com outras organizações que recebem dados de vários sensores. Por exemplo, animais marinhos, como tartarugas e peixes-boi, podem ser equipados com transmissores que mostram informações sobre suas localizações. Tecnologia similar também é usada para busca e resgate humano.

Fonte principal: https://oceanservice.noaa.gov/facts/satellites-ocean.html.

Fontes secundárias: https://www.google.com.br/search?q=ressurgencia&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4kYnGm-nXAhWFx5AKHdBUBDoQ_AUICigB&biw=1600&bih=731#imgrc=2fQ4KA2gZn6LAM; http://geografando-1k.blogspot.com.br/2012/05/ressurgencia.html;  https://www.google.com.br/search?q=upwelling+in+the+world&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjOguvDk-nXAhUFIpAKHaEQCHEQ_AUICigB&biw=1600&bih=731#imgrc=aiA6v_NY8o5QSM; https://en.wikipedia.org/wiki/Upwelling; https://www.publico.pt/2012/04/03/jornal/a-viagem-do-challenger-24303902.

Pesca elétrica, mais uma ‘contribuição’ para acabar com a vida marinha

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