Maior usina de marés do mundo: onde fica e como funciona
A maior usina de marés do mundo fica na Coreia do Sul. A Usina Maremotriz do Lago Sihwa tem 254 megawatts de capacidade instalada e superou La Rance, na França, que durante décadas liderou esse tipo de geração.

O Lago Sihwa é um reservatório artificial de 43,8 km², criado em 1994 pelo governo sul-coreano como parte de um projeto de recuperação de terras na Baía de Gyeonggi. Segundo o Tethys, programa ligado ao Pacific Northwest National Laboratory, uma barragem de 12,7 km separou a área do mar e formou o lago.


Na Escócia, porém, outro projeto ganhou destaque por usar uma tecnologia diferente. A MeyGen aproveita as fortes correntes de maré do Inner Sound, no estreito de Pentland Firth, entre o extremo norte da Escócia e as ilhas Orkney. Segundo o Tethys, programa ligado ao Pacific Northwest National Laboratory, as turbinas ficam instaladas no fundo do mar, em profundidades de aproximadamente 31 a 49 metros.
O estudo ambiental do próprio projeto MeyGen registra correntes que podem atingir aproximadamente 3,5 a 5 metros por segundo, ou até 18 km/h. Essa combinação de profundidade adequada e correntes fortes e previsíveis explica por que Pentland Firth se tornou um dos principais locais do mundo para testar e desenvolver energia das marés.
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Usina de marés: entenda
A maior usina de marés do mundo ajuda a explicar como essa fonte de energia funciona. As marés resultam principalmente da atração gravitacional da Lua e do Sol. Esse movimento periódico do oceano pode gerar eletricidade de duas maneiras.
Uma delas usa barragens e turbinas para aproveitar a diferença de nível entre a maré alta e a baixa. A outra instala turbinas diretamente em áreas com fortes correntes de maré.
Além disso, essa fonte é renovável e altamente previsível. Porém, poucos locais oferecem condições adequadas para grandes projetos. Nas usinas com barragens, uma amplitude média próxima de 5 metros costuma favorecer a viabilidade econômica. Hoje, porém, turbinas mais eficientes também permitem aproveitar desníveis menores.
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A maior usina de marés do mundo depende de condições geográficas bastante especiais. Entre os locais com grande potencial estão a Baía de Fundy, no Canadá, onde as marés podem chegar a 16 metros, e a Baía de Mont-Saint-Michel, na França, com amplitudes próximas de 15 metros.
No Brasil, um dos exemplos mais citados é o estuário do Rio Bacanga, em São Luís, no Maranhão, onde as marés podem atingir cerca de 7 metros. A região Norte também apresenta grande amplitude de marés, especialmente no litoral do Amapá e do Pará.
O Mar Sem Fim já destacou também o projeto da praia de Pecém, no Ceará. Mas é importante fazer a distinção: ali a tecnologia aproveita a energia das ondas, e não das marés.
Maior usina de marés do mundo: o exemplo francês
Antes da maior usina de marés do mundo assumir a liderança, a principal referência global era La Rance, na França. Inaugurada em 1966, ela tem 240 MW de capacidade instalada e continua funcionando quase seis décadas depois. Segundo a EDF, operadora da usina, La Rance passa por um programa de modernização das turbinas, comportas e sistemas de controle para prolongar sua vida útil.
E a França voltou a investir nessa fonte. Conforme informa a Ocean Energy Europe, o governo francês anunciou em 2026 licitações para instalar 250 MW de energia gerada por correntes de maré até 2030. Entre os projetos previstos está o Normandie Hydroliennes, com 12 MW de turbinas submarinas em Raz Blanchard.










