Lixo nos rios de Ubatuba; estância balneária até quando?

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Lixo nos rios de Ubatuba; estância balneária até quando?

O lixo nos rios de Ubatuba ameaça os atrativos naturais que sustentam o turismo da cidade. O município reúne praias, rios, cachoeiras e a Mata Atlântica da serra do Mar. No entanto, o descaso maltrata muitos desses ambientes.

Ubatuba tem o título de estância balneária do Estado de São Paulo. Para conquistar esse status, os municípios precisam cumprir requisitos da legislação estadual. Entre eles, oferecer atrativos históricos, artísticos, religiosos ou naturais.

Além disso, o título permite receber recursos específicos para incentivar o turismo. Ubatuba depende dessa atividade. Por isso, cuidar dos rios e das praias também significa proteger o sustento da cidade.

Imagem de lixo nos rios de Ubatuba
Rio (?!) Tavares, altura do bairro Estufa 1, em Ubatuba. Imagem, Tamoio Ubatuba.

Lixo nos rios de Ubatuba: é muita imundície

Ubatuba, no litoral norte paulista, ocupa 708,105 km². O Parque Estadual da Serra do Mar abrange 83% dessa área. Em 2021, o IBGE estimava a população em 92 mil habitantes. A sede e o distrito de Picinguaba compõem o município.

Os problemas do turismo desordenado começam em Picinguaba. Nos últimos anos, multidões de turistas quase destruíram a ilha das Couves, a poucos quilômetros dali. Enquanto isso, a prefeitura e o governo paulista demoraram para agir.

Uma cidade que vive de suas belezas naturais não pode tratar esse patrimônio com tamanho descaso. O lixo nos rios de Ubatuba expõe novamente a omissão do poder público. Os resíduos se acumulam nos cursos d’água e chegam às praias. Mesmo assim, faltam providências para enfrentar o problema.

Imagem do rio Tavares em Ubatuba
O rio Tavares e o lixo parado na barreira. A cada 15 dias o lixo é recolhido. Imagem, Tamoio Ubatuba.

A maioria dos rios de Ubatuba nascem na serra do Mar, cortam a planície costeira até desaguar no mar. A rede hidrográfica é dividida em duas classificações, as grandes e as pequenas bacias. Ali existe uma infinidade de rios.

Mas os mais problemáticos do ponto de vista da poluição são, pela ordem, o rio Acaraú, o Tavares, o Grande e o Indaiá, todos na orla central de Ubatuba.

O problema, entretanto, não se resume ao lixo. A especulação imobiliária, com ajuda dos prefeitos, detona a mata atlântica da região, como este site vem denunciando ao menos desde 2016.

Isto para não falar na famigerada vertticalização, mais uma ações de especuladores, parte do setor da construção civil, e o prefeito de plantão. Em 2021 tentaram mais uma vez alterar os gabaritos de construção, mas o povo disse não!

Lixo nos rios: o Acaraú

Um relatório apresentado pelo Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN), classificou as condições do Rio Acaraú, em Ubatuba, como uma das mais graves da região.

Segundo o parecer, o Acaraú está na condição ‘ruim’ desde 2012, confirmando a omissão dos prefeitos anteriores, a saber, Maurício Moromizato (PT) de 2013 até 2016; seguido por Délcio Sato (PSD) de 2017 até 2020.

Imagem de lixo em rios
Rio Acaraú desaguando na praia de Itaguá, a mancha escura é formada por fezes. Imagem, Glauco Vieira.

Ambos são severamente criticados em Ubatuba. Maurício Moromizato (PT) autorizou a construção de 140 prédios (de quatro andares), mesmo sem contarem com saneamento básico, e muitos deles à beira-mar, na praia da Enseada.

O ex-prefeito Sato (PSD)  também alterou a lei Nº 711 que disciplina o uso e ocupação do solo, mais uma vez favorecendo interesses de construtoras e não a saúde da população, ou o meio ambiente de Ubatuba.

Sato foi também presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) quando era prefeito, o que demonstra que fez muito pouco para mudar a situação vexaminosa dos rios de Ubatuba.

Atualmente, desde janeiro de 2021, a prefeitura é ocupada por Flávia Pascoal (PL). Apesar do pouco tempo no cargo, Flávia já começou errando ao propor a ‘revisão do plano diretor’ em novembro de 2021. Mais uma vez, o fantasma da verticalização deu as caras.

Não fosse a mobilização da população, talvez os prédios tivessem sido aprovados no município. É assim que acontece. Mesmo sabendo que o município mal tem infraestrutura para suportar a população atual, e os turistas, cada novo prefeito tenta adensar ainda mais o município até torná-lo insustentável de vez.

A poluição dos rios de Ubatuba gerada pela população

O Mar Sem Fim entrou em contato com Augusto de Oliveira Neto, fundador da ONG APPRU-Amigos na Preservação, Proteção e Respeito a Ubatuba.

Augusto é morador de Ubatuba, tem 46 anos de idade, e diz que ‘nunca houve um prefeito que fizesse uma campanha para alertar moradores, estudantes, e população em geral, para o grave risco que correm ao usarem os rios como local de descarte de lixo.

Imagem do rio Indaiá, Ubatuba
O rio Indaiá é outro super poluído que despeja esgoto no mar. Suas margens são constantemente invadidas. Imagem, Imagem, Tamoio Ubatuba.

O resultado é que o Acaraú sofre com rejeitos sólidos, e efluentes, e não recebe mais que um tratamento secundário, que apenas trata o esgoto.

Os efluentes vindos de produtos como sabão em pó, detergentes, óleos e graxas, entre outros, não recebem tratamento nenhum, o que provoca a eutrofização de suas águas, processo que deixa o rio com níveis baixíssimos de oxigênio para  que haja vida.

18 toneladas de lixo em um ano

De acordo com informações da ambientalista Lidi Keche (Tamoio de Ubatuba), em 2020 foram retirados cerca de 18 toneladas de lixo só do rio Tavares.

Imagem de mutirão de lixo nos rios de Ubatuba
O pessoal do Tamoio de Ubatuba, em mutirão, tiram o excesso de lixo do rio Tavares. Imagem, Tamoio Ubatuba.

Como as sucessivas prefeituras não agiram, os ambientalistas construíram três barreiras ao longo do curso do rio que nasce na Serra do Mar, passa pelos bairros Parque Guarani e Estufa 1 e deságua no canto esquerdo da praia do Itaguá.

Para se ter uma ideia de outro triste recorde de Ubatuba, em 2017 a praia do Itaguá, um das praias centrais da cidade,  foi considerada a mais poluída do litoral norte. Eis aí o ‘prêmio’ alcançado por prefeitos despreparados que só pensam em aumentar a arrecadação custe o que custar. Mesmo que seja a saúde da população.

As barreiras ‘seguram’ a sujeira, ou parte dela, até que mutirões providenciem a sua remoção. Já são mais de 100 pessoas que trabalham como voluntários, a cada 15 dias, na remoção do lixo do Tavares que, depois de recolhido, é exportado para fora do município.

O papel da prefeitura

O lixo nos rios de Ubatuba levou moradores indignados a organizar mutirões de limpeza. Historicamente, porém, a prefeitura pouco apoia essas iniciativas.

Os bairros próximos aos rios não têm caçambas de lixo, nem mesmo lixeiras. Isso acontece numa estância balneária a menos de 250 quilômetros da maior e mais rica cidade da América do Sul!

Moradores descartam de tudo diretamente nos rios: roupas velhas, garrafas plásticas, fogões, geladeiras e até animais mortos. Além disso, Ubatuba segue sem coleta seletiva.

Segundo Augusto de Oliveira, da APPRU, a Secretaria de Meio Ambiente não tem dinheiro para investir. Ele afirma que a contratação de empresas para transportar o lixo consome todo o orçamento. Essas empresas levam os resíduos para outros municípios, serra acima, já que o litoral não permite mais a abertura de lixões.

Balneabilidade das praias

O lixo nos rios de Ubatuba também prejudica as praias. Em 2019, a qualidade da água piorou em 18 das 26 praias monitoradas, segundo o site Informar Ubatuba.

A Cetesb avalia a balneabilidade pela concentração de bactérias fecais na água. Para isso, considera os resultados de cinco semanas consecutivas.

Naquele ano, o site apontou restrições ao banho em Picinguaba, Itaguá, Perequê-Mirim e no rio Itamambuca. A qualidade da água também caiu em Lázaro, Santa Rita, Tenório e Vermelha do Centro. Praia Grande, Toninhas e Enseada completavam a lista de piora.

infográfico mostra balneabilidade das praias em Ubatuba
Ilustração, informarubatuba.com.br

Segundo a Sabesp, os problemas de balneabilidade não decorrem apenas da falta de esgotamento sanitário. A chuva também leva ao mar o lixo que as pessoas descartam nas ruas, nos córregos e nos canais de drenagem. Além disso, carrega dejetos de animais.

A companhia responde pelo tratamento de água e esgoto na cidade, com exceções na Praia Grande, em ocupações irregulares e comunidades isoladas.

Rio Itamambuca

A qualidade da água do rio Itamambuca caiu de “regular” para “péssima” em apenas um ano. Segundo a Sabesp, o condomínio opera o sistema de tratamento de esgoto. A companhia também atribui parte da poluição às ocupações irregulares.

O lixo nos rios e a contaminação da água exigem respostas. No entanto, o poder público recorre às “ocupações irregulares” para justificar o problema. Falta explicar como essas ocupações avançaram e quais medidas os sucessivos prefeitos tomaram para contê-las. Apontar a irregularidade não exime a prefeitura de sua responsabilidade.

Má gestão do lixo

O site informaubatuba ouviu o professor de Ciências Biológicas Lucas Ramiro para quem ‘a má gestão dos resíduos na cidade, incluindo a falta de saneamento básico, tem consequências graves não só para os rios e mares, mas para o meio ambiente, biodiversidade e saúde pública’.

Prefeitura faz acordo com Inpe para conter ocupações irregulares

Segundo o jornal Tamoios News, a prefeita Flávia Pascoal (PL) estabeleceu em 2021 um acordo com o Inpe para ter acesso a fotos de satélites monitorando as áreas mais visadas. A cada cinco dias a prefeita terá novas fotos e poderá agir. A ver se de fato o fará.

Na maiorias dos casos os prefeitos acabam por aceitar as ocupações irregulares, uma vez que são habitadas por futuros eleitores. No entanto, Flávia Pascoal  diz na matéria que “Nós fomos o governo que mais promoveu demolições (de casas irregulares), foram mais de 70, mais do que as duas últimas gestões, nesse período de 8 meses. Ontem [28/09/2021, terça-feira] foram duas demolições no bairro do Taquaral.”

Augusto de Oliveira, da APPRU, confirma as demolições e diz que nunca antes o processo de grilagem de terras esteve tão amplo em Ubatuba. A baderna obrigou o Ministério Público a entrar na luta para pôr ordem na casa.

Litoral norte está em baixa, Ubatuba não é exceção

Antes a situação de Ubatuba fosse exceção. Não é. É a regra no litoral norte, o que mostra o fracasso paulista no trato do mais importante ecossistema do planeta.

Uma das provas é a colocação alcançada pelos municípios costeiros da região no Programa Município VerdeAzul – PMVA, lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo cujo site diz que ‘tem o inovador propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios’.

Em 2019, Ilhabela, a melhor classificada ficou na 95ª colocação, nota 79,56; São Sebastião ficou na 127ª colocação,  nota 68,68; Ubatuba arrematou a 305ª colocação, nota 21,98; e, Caraguatatuba, fechou o bloco na 390ª colocação, nota 10,35.

A gestão dos últimos 20 anos das cidades do litoral norte do Estado demonstraram omissão criminosa na resolução de problemas que são comuns.

Ao contrário. Em geral os prefeitos estão envolvidos com corrupção através principalmente de duas vias em todos os municípios costeiros: a especulação imobiliária e as empresas de construção civil; e a pressão ambiental, e as empresas que prestam serviços para exportarem o lixo dos municípios do litoral norte.

Até as areias das praias sabem das maracutaias. Falta, entretanto, vontade política e pressão do eleitor para acabar com as baixarias. Enquanto persistir este tipo de gestão, amadora, despreparada para gerir uma cidade e suas complexidades,  estaremos enxugando gelo, o que temos feito nas últimas décadas.

Assista ao vídeo do Tamoio Ubatuba que mostra o maltratado rio Tavares

Imagem de abertura: Tamoio Ubatuba

Fontes: http://informarubatuba.com.br/das-26-praias-monitoradas-em-ubatuba-18-tiveram-piora-da-qualidade-da-agua/; https://tamoiosnews.com.br/noticias/prefeita-e-secretaria-de-habitacao-de-ubatuba-falam-sobre-acoes-contra-ocupacoes-irregulares/; https://www.tamoiosnews.com.br/carnaval/ubatuba-carnaval/moradores-lamentam-poluicao-na-praia-do-itagua/.

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Comentários

23 COMENTÁRIOS

  1. Não é de hoje que acabaram com litoral norte de SP.
    Infelizmente estão todos unidos na especulação e corrupção. Uma pena, para quem conhece estes locais.

  2. A invasão de um monte de gente de fora que vieram morar em Ubatuba nas últimas décadas, esculhambou a cidade
    Todo local, é o que é, pelas pessoas que lá habitam
    logo…

  3. A primeira vez que fui à praia do Perequê-Mirim no inicio da década de 1960, a estrada de Caraguatatuba até Ubatuba era ainda de terra e lá no Perequê-Mirim não havia luz elétrica. O riacho que passava ao lado da casa de sapê do meu tio tinha águas límpidas e junto com meu primo pescávamos pitú (camarão de água doce). Nos costões da praia até a Santa Rita havia pequenas lagostas (lagostins), caranguejos e siris. Era um Paraíso! Ainda não havia casas de veraneio e a população da praia a maioria era de pescadores inclusive um que era mestre em fazer canoas caiçaras de tronco escavado, acho que o nome dele era Rodolfo Cabral. A família dele continua lá até hoje. Os pescadores iam em suas grandes canoas pescar na Ilha Anchieta e voltavam com elas abarrotadas de peixes grandes (cações), médios e pequenos, e os limpavam ali mesmo na praia tingindo o mar com seu sangue. Depois vendiam para os poucos turistas em um mercadinho na beira da estrada. A praia do Perequê-Mirim tem 400 m e dois rios em cada cabeceira, e com o crescimento da população e falta de uma diretriz de saneamento e construções infelizmente só poderia dar em… merda

  4. Muito boa matéria. Sintetiza não apenas a realidade de Ubatuba, mas a do litoral de São Paulo (Guarujá, Bertioga, S. Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e outros Municípios).
    Poluição, falta de sistema de esgoto, ocupações irregulares, surgimento de favelas e crescimento de criminalidade são problemas comuns vistos de norte a sul da costa. Governo do Estado e Prefeituras há décadas se omitem.

  5. O problema maior é a favelização das praias. Existe hoje invasão de áreas nos morros, parcelamento irregular de lotes dos moradores locais com a complacência da prefeitura e órgãos ambientais. Os dois só aporrinham quem tem dinheiro. Se for pobre pode tudo, desmatar construir irregularmente, jogar lixo e fezes nos rios, etc.
    a Praia da fortaleza e o bairro do rio escuro são um exemplo disso.
    As ruas e estradas estão um buraco só.
    O Brasil acabou!!! É muita falta de civilidade. É uma selvageria sem par.

  6. Já não dá mais para falar simplesmente em omissão do poder público; assim como da população, irresponsável pois sabe muito bem o que está fazendo. E aí quando se espera uma resposta contundente e rápida, vem aquela típica “assinamos acordo para monitorar etc…”. É muito pouco!

  7. Moro no Cerrado, mas Ubatuba é a minha Praia. Acabo de voltar de lá. Uma pena pois vejo que a cidade está bem mal cuidada, e não é só nós Rios. Depende da Administração Municipal cuidar da cidade. Espero que cuidem melhor desse lugar muito especial para mim.

  8. A resposta da Sabesp para o Rio Itamambuca é intrigante, a qualidade d’água está péssima e mesmo assim diz estar sendo tratada pelo condomínio, mas de qualquer forma, gostaria de saber aonde no bairro acontece esse tratamento, pois a população desconhece…

  9. Este lixo vai continuar poluindo até que a população tenha educação suficiente para não joga-lo em rios, terrenos desocupados, mata e etc., ou seja, até que aprenda que lixo deve ser colocado no lixo.

  10. Excelente matéria. Indica (relembra) os ditos representantes da população e traz fatos ao leitor. Por isso é importante apoiar (assinar) imprensa séria.

  11. Migração, ocupação desordenada com a cumplicidade dos políticos atrás de votos, população desesperada atrás de qq esmola dos políticos q esculhambam com o orçamento público,
    o povo quer
    . escola pública
    . uniforme público
    . médico público
    . remédio público (de graça)
    . transporte público vale-transporte
    . escritura de graça
    . terreno de graça
    . vale gás-de-graça
    . bolsa família dinheiro-de-graça sem trabalhar
    . mais filhos mais dinheiro
    q país vai sair disso!!! O país q temos, roubalheira em todos os níveis da admnistração pública,
    políticos burros, analfabetos funcionais, lixo de gente “governando”
    brasil sil sil sil sil

  12. Muito triste. A praia da Fazenda é um dos lugares mais bonitos do mundo, na minha opinião. A combinação de mar com mata Atlântica é muito especial. Além dos dois rios.
    Aliás, essa praia , que fica na reserva em Picinguaba não foi mencionada na reportagem.

  13. Tenho duas casas em Ubatuba mas faz anos que não vou mais para lá , perdeu todo o charme com praias poluídas e uma gente “diferenciada e barulhenta” assim que puder vendo os imóveis.

  14. O brasil não tem problemas apenas com a má qualidade da sua educação, pois quem joga lixo sabe está errado. O brasil tem problemas graças a cultura do seu povo.

  15. O Benedito Lima CEO da Sabesp é expert em falar bobagem e não resolver nada. O Córrego Antonico a 100 metros do Palácio de Governo de um sujeitinho chamado joão agripino doria, transborda todas as chuvas e traz fezes, animais mortos, lixos, trazendo um mal cheiro de carniça. Ele é o cara do lixo.

  16. MOREI DURANTE SETE ANOS NO JAPÃO.

    CERTA TARDE AO VOLTAR DO TRABALHO E PASSANDO AO LADO DE UM ENORME E LINDO COLÉGIO OUVI UM BARULHO NO CANAL QUE NA ÉPOCA ERA O ESGOTO DE ÁGUAS DE BANHOS, PIAS DE COZINHA E MÁQUINAS DE LAVAR ROUPAS (HOJE TUDO FOI ADEQUADO COMO NOS MELHORES PAISES DO MUNDO) E CURIOSO FUI ATÉ À BEIRA E VI UMA ENORME CARPA TENTANDO VENCER UM PEQUENO DEGRAU. POR IGNORÂNCIA NOS ASSUNTOS MUITO REDATORES DE JORNAIS BRASILEIROS ESCREVIAM QUE OS ESGOTOS NO JAPÃO ERAM À CÉU ABERTO COISA QUE “JAMAIS” VÍ. TODOS OS REGATOS E RIOS TEM PEIXES E NÃO OS BAGRES-CEGOS COMO NO BRASIL.

  17. Choro de tristeza!
    Ubatuba… quantas saudades de você! Onde a gente quando criança catava estrelas do mar, conchinhas…nas paraias… batia o pé na dormideira pra acordar segunda-feira… ah! quantas saudades….
    vivo muito longe… se vivesse aí certamente estaria fazendo parte desse grupo que acabei de assistir…
    agradeço muito a todos vocês por se empenham nesta tarefa. A natureza principalmente agradece!
    Ubatuba…Ubachuva…ai que saudades me dá…

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