Homo sapiens, um assassino em série da ecologia!

28
11160
views

Homo sapiens, um assassino em série da ecologia: registro implacável da história

Homo sapiens, um assassino em série da ecologia: a frase foi cunhada por Yuval Noah Harari, doutor em História pela Universidade de Oxford, especializado em história mundial e professor da Universidade Hebraica de Jerusalem. Autor do best seller “Uma breve história da humanidade’  traduzido para cerca de 40 línguas, e já com 19  edições. Um livrasso!

 imagem do historiador Yuval Noah Harari autor de homo sapiens

Uma breve história da humanidade

Recebeu críticas fantásticas do inglês, The Guardian; do americano Wall Street Journal, do francês L’Express. E até personagens como Bill Gates se derreteram em elogios às teses provocantes. É uma unanimidade. Resultado? Cinco estrelas nas livrarias. E milhares de cópias vendidas.

 imagem de livro homo sapiens em anúncio da Amazon

‘Não acredite nos abraçadores de árvores que afirmam que nossos ancestrais viveram em harmonia com a natureza’

Exímio criador de frases polêmicas, na opinião do Mar Sem Fim certeiras e implacáveis,  não se contenta só com as já citadas. “A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, e  “as plantas domaram o Homo Sapiens e não o contrário”, são outras. Mais uma: “se a culpa é do Homo sapiens ou não, o fato é que, tão logo eles chegavam a um novo local, a população nativa era extinta”.

E ainda tem gente no Brasil que acredita no mito do bom selvagem ou, em nosso caso, ‘dos nativos extrativistas’ “em plena harmonia com a natureza”. Quanta ingenuidade…Já é hora de esquecermos a Utopia de Thomas More. Ela não passa de pura…utopia.

Homo sapiens, um assassino em série da ecologia: breve resumo das teses do livro

O mundo foi habitado por várias espécies humanas ao mesmo tempo ao contrário da crença que, para surgir uma nova, simultaneamente uma das antigas deveria desaparecer.

Um destes grupos que conviveu juntos incluía o Homo rudolfenis, o Homo ergaster,

e, finalmente, nossa própria espécie, que, sem modéstia alguma, denominamos Homo sapiens (Surgida há 200 mil anos) “.

(Ou, como foi descoberto recentemente, o Homo sapiens teria surgido há 300 mil anos, no Marrocos. Mas a data pouco importa neste caso. E sim, as consequências.)

Mas, ao contrário que se pensava, estes grupos não conviviam em paz. Para o autor, ‘o Homo sapiens exterminou todas‘.

Para Yuval, a mola da humanidade teria sido a Reforma Cognitiva acontecida entre 70 e 30 mil anos atrás. A mesma data, 30 mil anos atrás, assinala a saída de cena dos neandertais. Pouco depois, há 13 mil anos, desaparecia o Homo florensin. A partir daí o único que sobra é nosso ancestral, o Homo sapiens.

ilustração da evolução humana, do macaco ao homo sapiens
Homo sapiens, um assassino em série da ecologia. Ilustração: agencia yhai.com.br

Reforma Cognitiva

Com ela veio o que o autor considera fundamental:

a capacidade de transmitir informações sobre coisas que não existem.

Para o autor,

 esta é a capacidade verdadeiramente única da nossa linguagem. Não sua capacidade de transmitir coisas sobre homens e leões

Opinião do Mar Sem Fim: os caçadores coletores de então representam os nativos, extrativistas, e índios de hoje

As atividades da caça e coleta foram herdadas diretamente do mundo animal, particularmente dos primatas.

 ilustração de caçador coletor homo sapiens
Caçador coletor de ontem…

Este método de subsistência ocupou 90% da história dos denominados caçadores coletores’.

 imagem de aborígenes descendentes do homo sapiens
Caçadores coletores de hoje…

Outro tipo de caçador coletor atual.

imagem de despeça no cerco em cananéia feito pelo homo sapiens
Caçadores coletores do litoral, Cananéia, SP.

Ação dos caçadores coletores ao meio ambiente de então

“Turistas que visitam a Tundra siberiana, ou a floresta tropical amazônica acreditam que adentraram paisagens inexploradas, intocadas. Isso é uma  ilusão. Os caçadores coletores estiveram lá e provocaram mudanças drásticas mesmo nas florestas mais densas e nos desertos mais desolados”.

Mas o pior estava para acontecer…

A ocupação da Austrália, 45 mil anos atrás

” Os Homo sapiens da Indonésia, descendentes dos macacos que viveram na savana africana, se tornaram marinheiros. Construíram barcos e aprenderam a navegá-los”.

Colonizaram não só a Austrália, mas uma série de ilhas isoladas ao norte como Buka e Manus, diz Yuval. E arremata:

A jornada dos primeiros humanos à Austrália é um dos acontecimentos mais importantes da história, pelo menos tão importante quanto a viagem de Colombo à América ou a edição da Apolo 11 à Lua.

A espécie mais mortífera do planeta

E a parte ruim…

O momento em que o primeiro caçador coletor pôs os pés no litoral australiano foi o momento em que o Homo sapiens subiu ao topo da cadeia alimentar num território específico e a partir daí se tornou a espécie mais mortífera do planeta Terra.

Resultados da colonização da Austrália

Segundo Yuval “os colonizadores da Austrália não simplesmente se adaptaram; eles transformaram o ecossistema australiano de tal forma que já não seria possível reconhecê-lo“.

Naquela época a Austrália era habitada por estranhos animais: um canguru de 200 Kg, e 2 metros de altura; um leão- marsupial grande como um tigre moderno; coalas grandes demais para serem fofinhos e mimosos; e aves com o dobro do tamanho de avestruzes que corriam pelas planícies. Lagartos similares a dragões e cobras com 5 metros se arrastavam pela terra. O diptrotodonte, com 2,5 toneladas vagava pela floresta.

Em alguns milhares de anos, virtualmente todos estes gigantes desapareceram. Das 24 espécies animais australianas pesando 50 Kg ou mais, 23 foram extintas.

 ilustração de um diptrotodonte morto pelo homo sapiens
Homo sapiens, um assassino em série da ecologia. O diptrotodonte. (Ilustração: Pinterest)

O registro histórico faz o Homo sapiens parecer um assassino em série da ecologia

O mesmo extermínio foi verificado no Ártico, onde os caçadores coletores deram cabo dos mamutes. Em Madagascar o pássaro elefante, criatura com 3 metros de altura, incapaz de voar, e os lêmures gigantes, os maiores primatas do globo, desapareceram de maneira abrupta há 1,5 mil anos. Precisamente quando os humanos botaram os pés na ilha.

E prossegue:

no oceano Pacífico, a principal fonte de extinção começou por volta de 1.500 a.C, quando agricultores polinésios se estabeleceram nas ilhas Salomão, Fiji e Nova Caledônia

Conclusão

O Homo sapiens levou à extinção cerca de metade dos grandes animais do planeta muito antes do humanos inventarem a roda ou ferramentas de ferro.

Qualquer semelhança com o homem de hoje não é mera coincidência

 imagem de homem com motoserra
Homo sapiens, um assassino em série da ecologia e o Homo sapiens atual…

Hoje, além dos caçadores coletores tradicionais (no Brasil habitantes das Reservas Extrativisitas), a população mundial saltou para 7.4 bilhões de pessoas. A tecnologia foi aplicada aos processos de coleta do Homo sapiens moderno: pescadores, e os coletores do que restou das florestas, anabolizando sua capacidade de coleta. Fábricas, indústrias químicas, agrotóxicos na agricultura, minas terrestres e extração de petróleo deram a mão que faltava. Um bilhão de automóveis rodam pelo mundo, enquanto cem mil navios navegam pelos mares. Poluindo. O resultado desta ação predatória ininterrupta?

Eis como a vê o cientista Carlos Nobre, membro brasileiro do IPCC:

 Nunca, em toda a história da vida na Terra, uma espécie alterou tanto o planeta, e em uma escala tão rápida, quanto a humanidade. Mudamos os cursos de rios, alteramos a composição química da atmosfera e dos oceanos, domesticamos plantas e animais a ponto de sermos considerados uma “força tectônica” no planeta. Esse impacto é tão forte que alguns cientistas estão propondo mudar a época geológica – deixaríamos o holoceno, que começou com o fim da era do gelo, e passaríamos ao antropoceno, a época dominada pelo homem

Veja se não é semelhante ao que acontece nas Resex federais do bioma marinho hoje

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

28 COMENTÁRIOS

  1. A inteligência foi uma das últimas inovações que a vida colocou na biosfera terrestre. E essa inovação produziu espécies capazes de ocupar vários biomas, além do que a originou. Esse processo é contínuo e, caso não fosse o homo sapiens a conquistar a capacidade de explorar e usar todos os biomas planetários, outra espécie o faria.
    Estamos em um momento interessante no planeta Terra onde a vida seria responsável por uma extinção em massa.
    A vida certamente sobreviverá na Terra, que já sobreviveu a vários cataclismas, como a Terra como bola de neve, o asteroide que acabou com os dinossauros, entre outros.
    Inclusive parece que a vida surgiu e se extinguiu várias vezes no primeiro bilhão de ano de existência do planeta. O que significa que a vida, antes de se consolidar, teve várias tentativas de se consolidar.
    Dessa forma, a vida é responsável pelo que a vida faz. Harari faz questão de apresentar que o homem faz parte da biosfera e nunca deixou de atuar.
    É um erro acreditar no antropocentrismo onde o homem é algo especial na natureza. O ser humano como espécie segue os princípios básicos da vida, que seria usar todos os recursos disponíveis para se manter vivo e se reproduzir.
    A visão progressista, que busca distribuir os recursos planetários entre todos os humanos de forma abundante e farta nada mais é que o mesmo comportamento de uma cultura de bactérias em uma placa de Petri. Nessa placa as bactérias consomem todo o substrato e se extinguem.
    Estamos fazendo apenas o que fomos feitos para fazer, permanecer vivos e nos multiplicar. O problema é que a inteligência tornou o homem um ser extremamente eficiente em usar os recursos disponíveis na Terra e isso não vai mudar.
    Se preservarmos algum ambiente, essa preservação somente irá perdurar até o momento em que os recursos lá guardados forem necessários, ou para alimentar alguns ou para a riquesa de outros. De qualquer forma, cada recursos biológico que houver na Terra será alocado para a humanidade.
    E isso é inevitável.
    A biologia irá provocar uma nova extinção em massa na Terra que será capaz de se regenerar até que o Sol, consumindo seu hidrogênio, tire o planeta da zona habitável daqui a 500 milhões de anos, momento no qual a Terra perderá a capacidade de sustentar a vida.
    O mais importante de tudo isso é que devemos pensar a humanidade como sendo uma criação da biosfera terrestre, da vida e, por esse motivo, participando do jogo da natureza como qualquer outro animal ou ser.
    Afinal, 99% de toda a vida na Terra está extinta.

  2. Tenho o livro. Uma parte muito importante e polêmica é que Yuval diz que há chances de nossa espécie não ter extinguindo as outras , mas sim, se unido! Há chances de sermos um raça híbrida, isso explicaria as diferenças entre pessoas de diversos cantos do planeta.

  3. Embora o texto e o livro não falem de Deus ou de religião, pelo contrário, falam de homens, deixa-me corrigir filosoficamente o argumento de Tetsuo Shimura em “9 de abril de 2019 at 9:47”.
    .
    A passagem de Adão escrita nos primeiros versículos e capítulos de Gênesis não se atreve ao corrigir o desastre ecológico que nós provocamos no mundo – diretamente, mas para explicar do porquê o homem é mal por natureza, desde a criança de berço ao ancião de 115 anos em uma aldeia do interior da China. Não se engane, todos carregam o mal dentro de si. Uma criança mente, faz birra, chantagem, é egoísta, e sabe escolher o que é melhor para si, em detrimento do outro. Um velho de 115 anos de igual forma. Igual. Só muda a idade.
    .
    Uma coisa você esqueceu de mencionar das passagens iniciais do Pentateuco, é o que está escrito no versículo 29: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”
    .
    Ou seja, não entrando em juízo de valor, ou melhor, se crê ou não em Deus – isso não é o caso, é importante notar que desde o começo ficou estabelecido que o homem era responsável pelo ambiente em que vivia e que não deveria exterminar a vida animal, nem para o seu mantimento.
    .
    O curioso é que só após a queda, ou seja, que o homem tomou o conhecimento para o bem e MUITO MAIS para o mal, é que a matança de animais começou.
    .
    Uma questão intrigante que todos parecem ignorar é que o Éden não era algo pertencente a essa terra, uma vez que poderíamos encontrá-lo novamente – sem querer entrar no jogo de crer ou não crer, e que quando expulsos, Adão e Eva foram jogados para a Terra! Muito mais quando se sabe que quatro rios saiam desse paraíso e apenas dois são terrestres, Tigres e Eufrates. Se alguém é jogado para fora, e esse fora é a Terra, é lógico supor que o Éden não seria nessa Terra. É aí que chegarei a quem perseguiu Caim após o assassinato de seu irmão.
    .
    Outro ponto importante é sobre Caim e Abel. Certamente a Bíblia não revela se eles eram só na Terra – não no Éden. Um erro nosso é pular de uma linha de um texto para a outra linha, em qualquer evento, seja do Gênesis, do Império Romano, do Império Otomano, ou do Terceiro Reich, levando a pensar que ali se passaram alguns segundos ou minutos, exatamente o tempo que leva para a gente ler de um parágrafo para o outro.
    .
    Nada disso, entre um parágrafo, linha, estrofe ou versículo e outro, podem ocorrer dezenas, centenas, milhares de anos. Oras, não foi Heródoto, o pai da história, que contou a história mundial em Nove Livros e, que, em média, cada livro tem 150 estrofes? Hoje só a história da Cidade do Rio de Janeiro levaria pelo menos meia enciclopédia toda.
    .
    Levando isso a peso, é razoável pensar que Adão e Eva, após o nascimento, infância, juventude, e maioridade de Caim/Abel tiveram outros filhos e/ou que Abel mesmo já os tivesse e se espalhado sobre a Terra. Se, do ponto evolucionista tivemos que vir de um mesmo casal e grupo, sabendo que espécies diferentes não geram proles férteis, é racional pensar – e isso pode ser perturbador, que lá no início tivemos irmãos nossos tendo filhos com irmãs nossas. Isso é claro. Não teve essa de nascer homo-sapiens com os mesmos genes em pontos isolados na Terra, todos tiveram que sair de um casal ou grupo só – é questão de lógica e biológica.
    .
    Resolvendo os problemas que você levantou, acho que até uma criança responderia melhor que eu. E com certeza essa criança não acharia necessário passar por revisão os primeiros trechos de Gênesis.

  4. Como pode o cientista Carlos Nobre saber que “Nunca, em toda a história da vida na Terra, uma espécie alterou tanto o planeta, e em uma escala tão rápida, quanto a humanidade” 45 mil anos é a parte ínfima de um milésimo de segundo, em termos de tempo geológico. Se a humanidade for eliminada em digamos dez mil ano, poderemos nem deixar rastros que indiquem nossa passagem por aqui para futuros seres vivos.
    O livro é espetacular.

  5. Excelente o trabalho do professor Harari. Não apenas o livro Sapiens, mas também os seguintes Homo Deus e 21 Lições para o século 21. A primeira metade do Sapiens já é uma grande obra. O próprio Harari, no entanto, reflete sobre a inevitabilidade desse longo caminho que percorremos, a revolução agrícola e a explosão populacional (que parece ser a fonte de nossos problemas, mais do que o clima ou comportamento). Bom, graças a essa revolução cognitiva, somos reféns de coisas que, na verdade, “não existem”, como os boletos bancários que não param de chegar…
    Obs.: na matéria, seria melhor chamar de “revolução cognitiva”, em vez de “reforma”.

  6. Primeiro, não encontrei nem “livrasso” e tampouco “livraço” no Houaiss.
    Se chegamos até aqui, nesta imensa quantidade de seres, obviamente o fizemos destruindo outras espécies (e, consequentemente, ambientes), ocupando territórios e criando, sempre, novas estratégias de domínio (técnicas), para a sobrevivência e reprodução do que seria posteriormente classificado como humanos.

  7. Essa reportagem é antiga. Basta olhar as datas dos comentários que foram efetuados (2017 e 2018). Independentemente disso, o tema é interessante. Creio que é inegável observarmos as mudanças que provocamos no meio ambiente, desde um “simples’ peixinho natural da Ásia e com inimigos naturais lá mas, uma verdadeira praga por aqui. Isso se repete na agricultura também. Será que utilizamos “tanto” agrotóxico porque que queremos? Porque o fabricante quer vender mais? ou será que cultivamos uma cultura que não é natural destas “bandas” como a soja e, por isso, temos que utilizar mais agrotóxicos em seu cultivo?

  8. Segundo a Bíblia Sagrada, em Gênesis, Deus teria feito o bonequinho de barro e lhe deu o sopro da vida a quem chamou de Adão. Vendo o pobre e infeliz Ele então o faz dormir para magicamente lhe arrancar uma costela e com ela fez um nova bonequinha e com seu sopro divino deu a vida à Eva. Agora o casalzinho sem muitas coisas com que se preocupar, afinal viviam no Paraíso, ficaram vendo suas diferenças anatômicas e o Adão sem entender bem porque sentiu o bilau crescer e enrigescer e a Eva ficou doidinha para sentir a coisa. Resultado, em pouco tempo vieram Caim e Abel que com o tempo foram crescendo e aprendendo sobre ciúmes, invejas e ganancias quando o primogênito pensou “ahhh eu sozinho serei mais feliz” e não teve dúvida ao matar o irmãozinho Abel.
    Vejam que não houveram porradas de gerações o crime ocorreu com a obra de Deus. Agora o mais fantástico é que a dita Bíblia Sagrada nos ensina que Deus teria colocado uma marca na testa de Caim para que nenhum humano tentasse mata-lo para ele conviver eternamente com o sentimento de culpa. Dúvida de onde teriam vindo os humanos que poderiam matar Caim?????
    É uma boa história para ninar crianças e até para fazer voi dormir, mas que esqueceram de mandar os manuscritos da Bíblia Sagrada para um revisor que corrigiria ou apenataria estes erros.
    Tudo isto para dizer que o emérito Yuval Noah Harari, apenas clonou o que eu sabia desde criança. E o Brasil é onde se prova que matar por atacado é obra …..

  9. A Arqueologia e a Antropologia, à parte suas contribuições importantes, também não param de chutar e fazer de conta que o conhecimento do momento resolve em definitivo todos os problemas e que encerram o final da história. Alé de que frases de efeito são boas em mesas de bar e assembléias mas não são uma boa maneira de fazer ciência.

  10. A consciência da vida é uma constante evolução desde o big-bang. Começamos a pensar quando chegamos no Homo Sapiens, depois aprendemos a falar, desenhar, escrever etc. Qualquer visão de que éramos melhores antes do que somos hoje é, no mínimo, inepta. Nossa consciência só melhora e evolui. O futuro será sempre melhor que o presente, porque é assim que construímos nossas vidas seguindo nossos instintos e consciência. Evidências empíricas são o PIB/Capita, anos de vida, habitantes da Terra, extensão e complexidade de nosso conhecimento etc.

  11. Há um erro conceitual no título: Ecologia é o estudo dos ecossistemas. Sendo assim, o homem não é um assassino em série da ecologia, mas sim dos ambientes naturais ou ecossistemas.

    • Exato, o homo sapiens é mais um dos agentes transformadores do ecossistema, o qual, no entanto, possuí um poder incontrolável de destruição, o que implica numa relação consciente, amigável e responsável. Vivendo e aprendendo, nada para desespero!

  12. Existe uma super valorização do humano. Somos apenas mais uma espécie habitante do planeta Terra.
    Certamente, durante a evolução da biosfera, alguma espécie suplantou as demais, ou por ser de reprodução muito rápida, ou por ser muito adaptável, ou por ter uma reprodução e utilização de recursos muito eficiente.
    As ultimas pesquisas sobre a origem da vida na Terra apresentam que a vida surgiu várias vezes e também foi extinta várias vezes, até a consolidação da bioquímica atual.
    A biosfera terrestre passou por várias extinções em massa, pode ser que estejamos sendo os protagonistas de uma nova.
    O que mais importa é que acreditamos que nosso protagonismo tenha gerado a primeira extinção em massa por um fator biológico. Nem isso pode ser verdade.
    Se a espécie humana esgotar a biosfera como ocorreu com o asteroide que exterminou os dinossauros, a biosfera irá se recuperar. Novas espécies irão popular o planeta e usar o que geramos, inclusive os plásticos.
    Isso por mais meio bilhão de anos, até o Sol deslocar a zona habitável do sistema solar para as regiões de Marte e Júpiter.

  13. Nenhuma novidade, Dawkins no livro Evoluçao já havia abordado esses temas . Nao sei como ainda existe romantismo quando se fala de sobrevivência e evoluçao. Será que esse povo nunca via como é o dia a dia na savana , no kalahari ou e em outro sistema na Africa?

  14. Considerando que “Assim como é em cima é embaixo; assim como é dentro é fora” por analogia poderia-se comparar a humanidade a um vírus que invade uma célula de algum tecido, usa os materiais orgânicos e inorgânicos para sua procriação e sobrevivência. Quando, os recursos finalmente se esgotam e a célula morre, implode ou explode, os descendentes do vírus partem num tipo de “espaçonave”— diferentes formatos para cada espécie, em busca de nova célula para a continuidade de suas vidas. Nem se dão conta de que, um dia acabarão por destruir o todo, o,
    organismo que os abriga, quando serão exterminados também. Visto da célula, o cosmo poderia ser a imensidão das galáxias com suas estrelas, planetas, satélites, asteróides, cometas, etc. formando o “todo”, os diferentes tecidos que formam os órgãos, que formam o Ser Único.

    • Espero que esbarram em alguma civilização alienígena irritada com devastação sistêmica ameaçando outras áreas deste universo que não nosso planeta.

  15. será q sempre seremos condenados a parafrasear George Leight Mallory : “Because he is there”? no reino animal terráqueo há equilíbrio, o que pode levar a pensar que será q somos mesmo daqui? mas o conceito de alien é ultrapassado, nada no universo é alien, é tudo poeira de violentas estrelas.

  16. Richard Leakey escreveu 2 livros: “A origem da espécie humana” e “O povo do lago”. Filho de 2 arqueologistas Louis Leakey e Mary Leakey, foram os principais pesquisadores de campo na Tanzânia que deram um impulso fantástico com bases científicas na origem e desenvolvimento da espécie humana. No Brasil, Warren Dean em seu livro ” A ferro e fogo – A história e a devastação da Mata Atlântica” também afirmava que a Floresta Atlântica, após a separação da Floresta Amazônica, que constituíam ambas uma só floresta, desenvolveu espécies próprias e que com a ação dos primeiros homens que se alocaram nela, tornaram-na uma floresta secundária e até mesmo terciária. Atualmente ao caminhar pela mata, pode -se observar plantas de todas as partes do mundo corroborando com a ideia da ação do ser humano sobre a floresta primitiva. O livro do professor Yuval Noah Harari vem de encontro a essas teses.

  17. Video Excelente!
    Avaliando-se o anuário estatístico atualmente emitido pela FAO/ONU, podemos notar os processos de ocupação territorial.
    Muito interessante. De fato, o homem é o único ser exótico no ecossistema; este artigo é uma lição aos Ecopatas e ao “Mistério Público Federal” (MPF) com teses wagnerianas em busca do anel de nibelungo!

    • Muito obrigado, Pedro, bom saber que gostou. Compartilhe, divida com amigos e parentes. Ou conseguimos mais pessoas interessadas em defender esta causa, ou ela naufraga como naufragaram as unidades de conservação federais do bioma marinho. De UCs elas têm apenas o nome. Grande abraço e volte sempre!

    • Olá, Ronaldo, obrigado pelo correio. Para nós é importante saber os motivos que levam as pessoas a escreverem. Qual foi o problema? Você não acredita na tese do professor Yuval, ou não acredita na relação que fizemos com os ‘caçadores coletores’ atuais? Obrigado, abraços e volte sempre!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here