Gunkanjima, ilha fantasma no litoral do Japão

0
11293
views

Gunkanjima, ilha fantasma no litoral do Japão

Quando pensamos em ilhas nossa mente é bombardeada por imagens de ilhas paradisíacas, com praias limpas, e águas transparentes, Socotra, no Índico, por exemplo; às vezes, lembranças ecoam do passado evocando ilhas com tesouros, fruto da ação de piratas, ou até mesmo ilhas que serviram de abrigo a personagens famosos, caso de Robinson Crusoé, cuja história foi inspirada por um caso real. Ou ilhas remotas e mesmo assim habitadas. Mas, o que dizer de uma ilha fantasma? Hoje vamos conhecer uma, Gunkanjima, ilha fantasma no litoral do Japão.

imagem de Gunkanjima, ilha fantasma no litoral do Japão
A ilha fantasma. Imagem, Wikipedia.

Gunkanjima, ilha fantasma no litoral do Japão

Ela já apareceu no filme “007 – Operação Skyfall” (2012), e foi  reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco por sua aparência pós-apocalíptica com imensas construções de concreto abandonadas em meio ao oceano.

Segundo o site coisas do Japão, ‘Gunkanjima (“ilha navio de guerra” – assim chamada por causa da silhueta de navio) é uma pequena ilha localizada a aproximadamente 15 quilômetros da cidade de Nagasaki’. No passado, chegou a ser o lugar mais densamente povoado do mundo.

Mas, hoje, é um amontoado de concreto, uma ilha cercada por um quebra-mar, coberta por prédios compactados e totalmente abandonada – uma cidade fantasma que está  desabitada há mais de quarenta anos. Vamos à sua história…

PUBLICIDADE

Gunkanjima, também conhecida como “Hashima” ou “Ilha do Navio de Guerra”

No início dos anos 1900, Gunkanjima foi desenvolvida pela Mitsubishi Corporation, que acreditava – corretamente – que a ilha estava situada em um rico depósito de carvão submarino.

Durante os quase cem anos seguintes, a mina se tornou mais profunda e longa, estendendo-se sob o leito do mar para colher o carvão que alimentava a expansão industrial do Japão.

Imagem da ilha Gunkanjima quando era habitada
A estranha Gunkanjima quando ainda era habitada. Imagem, battleshipisland.jp e divulgação.

Em 1941, a ilha, com menos de um quilômetro quadrado de área, produzia 400.000 toneladas de carvão por ano. E muitos dos que trabalhavam como escravos na mina submarina eram trabalhadores forçados da Coréia.

Ainda mais notável do que a mina foi a cidade que cresceu ao redor dela. Para acomodar os mineiros, complexos de apartamentos de dez andares foram construídos na rocha minúscula – um labirinto de arranha-céus ligado por pátios, corredores e escadas.

sala de banho
Imagem, Divulgação.

Havia escolas, restaurantes e casas de jogos, todos cercados pelo paredão protetor. A ilha ficou conhecida como “Midori nashi Shima”, a ilha sem verde. Surpreendentemente, em meados da década de 1950, abrigava quase seis mil pessoas, dando-lhe a maior densidade populacional que o mundo já conheceu. E então o carvão acabou.

Mitsubishi fecha a mina

A Mitsubishi fechou a mina, todos foram embora e a cidade-ilha foi abandonada. Os apartamentos começaram a desmoronar e, pela primeira vez, nos pátios áridos, plantas começaram a crescer. Vidros quebrados e jornais velhos espalharam-se pelas ruas. A brisa do mar assobiava pelas janelas. Agora, cinquenta anos depois, a ilha está exatamente como antes da partida da Mitsubishi. Uma cidade fantasma no meio do mar.

imagem de prédio
Dá angústia só em pensar como seria morar neste prédio, numa ilha mínima cercada de concreto. Imagem, https://www.atlasobscura.com/.

De acordo com o site coisas do Japão, ‘Em 1959, mais de 5.000 moradores chegaram a morar em Gunkanjima, sendo considerado o lugar mais densamente povoado do mundo (835 habitantes por quilômetro quadrado). Para acomodar tantas pessoas em uma área tão pequena, a ilha foi expandida e preenchida com grandes edifícios residenciais’.

‘Os moradores foram capazes de viver uma vida mais ou menos típica. Enquanto metade da ilha era dedicada ao funcionamento da mina, a outra era voltada ao espaço residencial, escolas, restaurantes, lojas, banho público e hospital. Além disso, paredes de concreto “quebra mar” foram construídas, pois a região era acometida constantemente por tufões e ondas grandes’.

imagem de ilha
Imagem, https://www.atlasobscura.com/.

Mas, em 1974, com o petróleo tomando o lugar do carvão, a ilha foi fechada. Desde então, ao longo dos anos, a exposição direta aos tufões fez com que as residências e as instalações de mineração se deteriorassem, dando à ilha uma atmosfera assombrosa. Devido ao perigo do colapso das estruturas, Gunkanjima foi fechada para o público por quase 40 anos.

Hoje ela pode ser visitada

Embora o acesso à ilha tenha ficado disponível, você não pode visitá-la por conta própria. Para chegar à Hashima, é necessário juntar-se a uma das excursões disponibilizadas por algumas empresas de turismo que partem de vários locais do porto de Nagasaki.

imagem de prédio destruído
Um tenebroso encontro com o passado. Imagem,ttps://www.atlasobscura.com/.

As reservas antecipadas são recomendadas especialmente nos fins de semana e durante os feriados.

Assista ao vídeo e saiba mais

Imagem de abertura: Wikipedia

Fontes: https://www.atlasobscura.com/places/gubkanjima-island?utm_source=Atlas+Obscura+Daily+Newsletter&utm_campaign=1fb2b9e97d-EMAIL_CAMPAIGN_2021_10_25&utm_medium=email&utm_term=0_f36db9c480-1fb2b9e97d-74502182&mc_cid=1fb2b9e97d&mc_eid=1839078617; https://coisasdojapao.com/2017/08/gunkanjima-ilha-fantasma-japonesa-de-hashima-cdj/.

Polêmica da mineração submarina cresce no exterior

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here