Tubarão- elefante e a cura de doenças

0
947
views

Tubarão- elefante: seu genoma e doenças ósseas como a osteoporose

Pesquisadores da Espanha sequenciaram o genoma do tubarão-elefante (Cetorhinus maximus) e encontraram genes que impedem a calcificação das cartilagens. Isso pode abrir novas vias de estudo voltados a doenças ósseas como a osteoporose, de acordo com a revista Nature.

 

tubarão-elefante

Exemplar de tubarão-elefante foi fotografado por serviço americano em novembro de 2011 (Foto: Divulgação/NOAA)

A pesquisa foi liderada pelo Instituto Molecular e Biologia Celular de Cingapura, apoiado pelo Instituto de Biologia Evolutiva da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.

Comparando o genoma do tubarão-elefante

A missão do instituto espanhol foi comparar o genoma do tubarão-elefante, um peixe cartilaginoso, com o peixe-zebra, que tem ossos calcificados.

Os cientistas queriam descobrir quais são as mudanças genéticas que fazem com que alguns ossos sejam de cálcio e outros permaneçam em estado cartilaginoso. Este é o caso do tubarão-elefante considerado o mais antigo vertebrado com mandíbula.

Para o professor Tomás Marquès-Bonet, a importância da pesquisa está em ajudar a esclarecer

qual é a base genética dos ossos calcificados, ou seja, o que os torna duros e resistentes

Tubarão- elefante: espécie tem genoma fácil de pesquisar

A equipe de Marquès-Bonet descobriu um pequeno grupo de genes que os tubarões não tinham em relação aos vertebrados ósseos, o que explica seus ossos permanecerem cartilagem em vez de calcificar. O investigador espanhol explicou que elegeram o tubarão-elefante porque a espécie tem um genoma pequeno, aproximadamente um terço do humano.

Apresentamos a primeira base genética da calcificação, o que abre a porta para novos conhecimentos para compreender e tratar doenças ósseas como a osteoporose, e para saber como se formam os ossos ou os depósitos de cálcio

O trabalho também constatou que o genoma do tubarão- elefante tem a evolução mais lenta de todos os vertebrados, o que o coloca como referência para estudos comparativos destinados a melhorar a compressão do genoma humano.

Este trabalho demonstra o poder da genética comparativa como ferramenta para entender os processos biológicos mais básicos

Com até 10 m de comprimento e adaptações anatómicas à alimentação por filtração, o tubarão- elefante se alimenta de plâncton. Ele é o terceiro maior peixe conhecido, perdendo em tamanho apenas para o tubarão- baleia, e o tubarão- branco.

Lesma-do-mar e remédios para nossa saúde.

COMPARTILHAR

Repórteres do Mar

O Mar Sem Fim quer a sua colaboração. Não é possível estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, com a sua ajuda, podemos melhorar ainda mais o nosso conteúdo. Saiba como colaborar com o Mar Sem Fim.

Comentários Comentários do Facebook

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here