Branqueamento de corais na baía de Ilha Grande

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Branqueamento de corais na baía da Ilha Grande, efeito danoso ao mais importante ecossistema marítimo

“Encontramos corais mortos ao longo de toda a baía. Outros ainda estão vivos e podem se recuperar”, explica a bióloga Adriana Gomes, analista ambiental da Estação Ecológica de Tamoios. Ela monitora os corais nas 29 ilhas que compõem a Unidade de Conservação e o mar do entorno, dentro da baía da Ilha Grandes, entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty. O tema de hoje é o branqueamento de corais na baía de Ilha Grande.

Branqueamento de corais na baía da Ilha Grande, cena de um coral sofrendo branqueamento
Branqueamento de corais na baía da Ilha Grande

branqueamento de corais na baía de ilha Grande: temperatura da água atípica

A temperatura da água estava atípica: no final de janeiro, chegou a 34 ºC no mar, um recorde nunca registrado desde que, há dez anos, existem medições locais. Segundo pesquisadores do projeto Coral Vivo, foi este calor intenso de janeiro e fevereiro que causou o problema. O Coral Vivo se dedica a estudar as colônias de corais da região.

O branqueamento ocorre quando o coral expulsa as microalgas  que vivem no seu interior e lhe dão cor. Isto ocorre por causa de estresses como acidez ou aquecimento da água, ou poluição. No caso da Costa Verde fluminense, o fenômeno está relacionado à elevação da temperatura.

branqueamento de corais na baía de ilha Grande, cena de um coral saudável
Fenda saudável tempos atrás. Foto: Adriana Gomes/ESEC Tamoio

 

Calor potencializado pela geografia = branqueamento de corais na baía de ilha Grande

O calor foi potencializado pela geografia da região. De acordo com o biólogo marinho Gustavo Duarte, coordenador executivo do Projeto Coral Vivo, houve um atraso na ressurgência de Cabo Frio, um fenômeno que empurra as águas geladas do fundo para a superfície em novembro. Apenas em fevereiro a temperatura do mar começou a se normalizar.

Segundo Duarte,

Quando os corais do litoral brasileiro sobrevivem a esse tipo de estresse crônico, em seis meses, recuperam a coloração, com o retorno das algas zooxantelas à colônia

Laboratório marinho dotado de tanques

Para estudar os corais, Duarte usa uma espécie de laboratório marinho dotado de tanques onde são simulados condições ambientais específicas para corais. Lá, estuda-se as reações das colônias a mudanças de temperatura e acidez da água.

Fato isolado

Os pesquisadores do Projeto Coral Vivo também estão colhendo relatos de mergulhadores e pesquisadores da região da baía da Ilha Grande. Até o momento, parece que o fenômeno se restringiu ao local, sem atingir outras regiões do estado.

 

Fonte: ((o)) eco.

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