Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

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Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: ENTENDA

Os parques nacionais são a mais popular e antiga categoria de Unidades de Conservação. Seu objetivo, segundo a legislação brasileira, é preservar ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas, realização de atividades educacionais e de interpretação ambiental, recreação e turismo ecológico, por meio do contato com a natureza. O manejo dos parques, feito pelo Instituto Chico Mendes, leva em consideração a preservação dos ecossistemas naturais, a pesquisa científica, a educação, a recreação e o turismo. O regime de visitação pública é definido no Plano de Manejo da respectiva unidade.

CARACTERÍSTICAS:

BIOMA: Marinho Costeiro
Municípios: Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão
ÁREA: 156.605,72 hectares
DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Dec nº 86.060 de 02 de junho de 1981
Tipo: Proteção Integral.
Plano de manejo: o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem Plano de Manejo

CADERNO DE ANOTAÇÕES

parque nacional dos lençóis maranhenses
Mapa do campo de dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

As belezas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Dunas e lagoas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é conhecido há muito tempo. Mais pela beleza cênica que pelo fato de ser uma Unidade de Conservação. Há anos sua imensa área de dunas, cerca de 90 mil hectares, chama a atenção do público que visita o local com  regularidade. Os turistas mal se dão conta que o Parque também é formado por uma vasta restinga, cerca de 65 mil hectares, uma das mais vistosas e bonitas da costa brasileira.

A entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Suas portas de entrada são as cidades de Barreirinhas, no lado leste, e Santo Amaro, do lado Oeste. Apesar de Barreirinhas ser bem maior, com 50 mil habitantes, e ter diversas opções de pousadas e uma infra-estrutura maior para os turistas, Santo Amaro também costuma ser escolhida como ponto de apoio para visitantes apesar dos mais de 30 quilômetros de estrada de ‘chão’ para chegar na cidade. Ambas  têm peruas 4×4. E uma espécie de ‘jardineira’ cuja carroceria foi transformada  com a colocação de bancos para acomodar turmas de turistas. Para ir até a área de dunas e lagoas, mesmo a partir de Barreirinhas, é preciso atravessar parte significativa da restinga cuja estrada é de areião. Carros normais não passam. Além dos carros,  as duas cidades têm quadricículos, e barcos no caso de Barreirinhas, que levam os turistas para passeios seja nas dunas, com os quadricículos, seja pelo lindo rio Preguiças que banha a cidade de Barreirinhas, com os barcos.

Praia dos Grandes Lençóis

A parte da praia, Praia dos Grandes Lençóis, de um extremo a outro, ou seja, do lado de Barreirinhas até Santo Amaro, tem cerca de pouco mais de 70 quilômetros de extensão. É uma praia ‘hostil’ como bem a definiu o chefe da Unidade, o entusiasmado Adriano Damato, paulista, advogado, e apaixonado pelo Parque. O vento é sempre constante e forte. O Sol, escaldante. E o mar, muito mexido devido a pouca profundidade próximo da costa aliado aos fortes ventos. A navegação é sempre difícil.

Problemas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Búfalos e buritis na região de Santo Amaro.

Logo em nosso primeiro dia o chefe da UC no levou, de perua 4×4, até a praia dos Grandes Lençóis. Antes de atingir a área de dunas é preciso cruzar a imensa restinga. De tempos em tempos um pequeno aglomerado de casas, simples, muito rústicas, chamam a atenção. São moradores que não foram indenizados desde que a área foi desapropriada para a criação da unidade. A falta de indenização é um problema comum a todos os Parques Nacionais que visitei, mesmo aqueles com mais de 20 anos desde sua criação. Como consequência antigos moradores têm o direto de permanecer dentro da área que deveria ser integralmente protegida, onde continuam com suas antigas práticas. Alguma roça e pequenas criações de animais, como o gado, jumentos, cavalos, cabras e bodes. O prejuízo é evidente. De repente a restinga some e dá lugar a uma gramínea que se estende pelo chão. É o resultado de anos de pastagem.

Difícil acreditar que estas pessoas consigam sobreviver em pleno sertão, sem luz elétrica ou qualquer outra comodidade, em um meio tão rústico e inóspito. Ao atravessarmos a área de dunas nos aproximamos da imensa praia.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
A estrada para chegar nas dunas a partir de Barreirinhas

A pesca no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

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Adriano fotografa o arrasto

Adriano queria nos mostrar outro dos problemas que enfrenta: a pesca de arrasto praticada por barcos não só do Maranhão, mas por outros do Ceará, Rio Grande do Norte e até de Belém, a menos de uma milha da costa. Adriano varia a fiscalização utilizando ora os carros, ora barcos. Sim, esta UC tem barcos, e dos bons: um SR 760, com motor de centro rabeja, capaz de navegar mar afora ainda que com dificuldades em razão do mar sempre muito mexido. Mas o motivo maior para variar a forma de fiscalizar vem do fato do barco ficar em Barreirinhas. Quando ele sai pescadores costumam avisar, via rádio, os infratores que imediatamente mudam de lugar. Com saídas de carro este problema desaparece.

Havia dois barcos arrastando

Assim que chegamos Adriano correu até próximo da arrebentação onde, pouco mais adiante, havia dois barcos arrastando. Com uma maquina fotográfica ele registra a sua presença. Em seguida envia as fotos para a Marinha do Brasil. Através do nome e número de matrícula, descobrem o proprietário que é multado pelo ICMBio. Muitas vezes, ao perceberem a presença de fiscais, os pescadores escondem o nome do barco cobrindo-os com graxa preta, mas nem sempre conseguem fazer o mesmo no número da matrícula que acaba por denuncia-los.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
O arrasto

Barreirinhas ou Santo Amaro?

Como foi dito, as duas cidades, em pontos extremos, são as portas de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Há no ar uma certa disputa. Qual dos dois é mais bonito? Nesta viagem fiquei alguns dias em cada uma das cidades. Aparentemente as dunas, com suas lagoas formadas pelas chuvas, ficam mais próximas da cidade de Santo Amaro. Para chegar até elas é obrigatório o uso de guias especializados que levam os turistas em carros sempre a partir das duas cidades.

A maior dificuldade para o lado de Santo Amaro é a chegada

Apesar do crescimento de Barreirinhas, cuja economia, aos poucos se volta ao turismo, ser evidente, a cidade é bem maior que Santo Amaro, ambas áreas do Parque têm a mesma beleza cênica, idêntica e linda restinga em volta, algum manguezal, seja na beira do rio Preguiças, do lado de Barreirinhas, seja no rio Alegre que corta a cidade de Santo Amaro, e lagoas, muitas lagoas formadas pelas chuvas. Com cores de água inacreditáveis, que vão do verde ao azul, passando por todas as tonalidades possíveis destas duas cores primárias, elas contribuem para  formar este cenário único no mundo. A maior dificuldade para o lado de Santo Amaro é a chegada. É preciso percorrer uma estrada de cerca de 30 km, de chão, péssima, por onde  só passam carros 4×4, e muito devagar, pulando e saltando pelas areias como um animal xucro domado em rodeio.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
A fantástica restinga do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Parque Nacional dos lençóis Maranhenses de tamanho equivalente à cidade de São Paulo

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Carros adaptados aos turistas em Santo Amaro

A UC, com seus 150 mil hectares, tem o tamanho da cidade de São Paulo. O campo de dunas, imenso, pode atingir até 25 quilômetros de extensão da praia para o interior. E algumas dunas atingem até 40 metros de altura. O conjunto é de arrepiar. Bonito, exótico, diferente. O colorido é outro atrativo. Na melhor época para as visitas, de maio até outubro, é muito raro não ter um céu aberto, sem nuvens, de um azul espetacular. As lagoas, com água muito limpa, são formadas pelas chuvas (que ocorrem de dezembro até maio) e pelo afloramento do lençól freático.

Treze espécies de peixes nas lagoas

E por incrível que pareça, têm até 13 espécies de peixes. Não se sabe ao certo como isso acontece. Há duas versões. Uma teoria é de que pássaros deixam cair larvas que pouco depois se transformam em peixes. Outra diz que os peixes, de algum modo conseguem sobreviver ao período de secas, quando as lagoas secam, misturando-se às areias e hibernando até que voltem a ter água. Outra características das lagoas é que elas contém um tipo de esponja ameaçada de extinção.

parque nacional dos lençóis maranhenses
Dunas brancas como a neve

Adriano Damato, o chefe da UC explica que poucas pesquisas são feitas na região, por isso não se sabe ao certo como peixes podem sobreviver nas lagoas. Já a cor das dunas é outro atrativo. São brancas como a neve em razão da areia ser formada basicamente por cristais de quartzo. A paisagem das dunas, sempre mutante em razão dos ventos, bem pode ser descrita como “lunar” de tão diferente.

A formação dos Lençóis Maranhenses

O nome Lençóis vem do fato das dunas, com suas curvas sinuosas e alturas diferentes, lembrar um lençol estendido na cama. Sua formação, incomum pelo tamanho, deve-se à proximidade do Delta do Parnaíba que fica ao lado. O rio Parnaíba, ao chegar em sua foz, abre-se em cinco barras, ou cinco ‘rios’ (formando o Delta) que, ao desaguar no mar, levam com suas águas grande quantidade de areia. Esta, por sua vez, é devolvida às praias pelos ventos alísios que não param de soprar praticamente o ano inteiro. Isso contribui para que a área de dunas seja tão grande. Os Lençóis são considerados o único deserto brasileiro, “um fenômeno geológico” com cerca de 200 quilômetros quadrados.

Animais no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Apesar de não ser o maior atrativo, o Parque dos Lençóis conta com uma fauna específica. Em sua praia aves marinhas e migratórias param para se alimentar. Além delas, tartarugas também a frequentam. Na área de dunas, além de insetos e cobras, há pequenos animais como a raposa, inclusive um tipo que, apesar de raramente ser visto, parece ter se adaptado ao local tornando-se albino. Adriano, o chefe, diz que nunca viu uma apesar dos nativos insistirem na sua existência. Fora isto há pequenos mamíferos, como roedores, veados, e outros que freqüentam a restinga. Diversos tipos de répteis também são vistos nas áreas alagadas nos períodos de chuvas..

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Moradores irregulares

A mata do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

O Maranhão é um local de transição entre o Nordeste e a Amazônia. Sua fisionomia muda quando se percorre o estado. No lado leste, mais se parece com o Nordeste, no Oeste, há a influência da amazônia. A restinga que cerca o Parque Nacional demonstra esta situação. É uma transição entre a floresta amazônica e o Cerrado ao mesmo tempo em que é área de transição entre  Cerrado e a Caatinga. Também há cocais com muita carnaúba, buritis e babaçu.

A equipe do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

parque nacional dos lençóis maranhenses
A noite o espetáculo é de tirar o fôlego

Atualmente ela conta com dois analistas ambientais e dois técnicos. Como equipamentos, duas peruas 4×4, dois qudricículos, uma voadeira, e o barco de que falei, um SR 750, com motor de centro. O ideal, segundo o chefe, seriam 84 funcionários, número que está no Plano de Manejo. Como a equipe é mínima, ela se concentra na área de Barreirinhas, pouco podendo fazer pela que fica em Santo Amaro onde não há qualquer fiscalização. Adriano gostaria de ter parte de sua equipe dividida entre os vários locais mais distantes de modo a poder ter uma visão, e informação, completa da UC que cuida. Mais uma vez, o ICMBio falha em suprir as equipes para tomarem conta das Unidades existentes.

Resumo dos problemas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

No Parque há 42 povoados com cerca de cinco mil e quinhentos moradores. É prioridade, no Plano de Manejo, a indenização para que se possa retirar este pessoal transferindo-o para áreas do entorno. Outras prioridades apontadas pelo mesmo plano são: ordenar a pesca, melhorar o uso público, conseguir  a regularização fundiária e a retirada dos animais de criação dentro do parque.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Lixo na praia dos Lençóis: garrafas plásticas vindas dos USA, Ásia e Brasil

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e os turistas

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Dunas e lagoa no lado de Santo Amaro

Por ano cerca de 60 mil pessoas visitam o Parna dos Lençóis. É muita gente mas, apesar disso, não se cobra entrada para a sua visitação. Como em outros Parques já mencionados nesta série, Jericoacoara por exemplo, o ICMBio não consegue chegar a um consenso e fazer como todos os parques do mundo que cobram ingressos, fazem parcerias e concessões com empresas para que, em troca de pagamento, explorem  lojas, restaurantes, aluguel de guias e equipamentos para a visitação, etc.

parque nacional dos lençóis maranhenses
Turistas no Parque, no lado de Santo Amaro. O gestor explica que andar com estes veículos sobre as dunas é proibido. “Uma prática  ilegal que sujeita os infratores a multa e apreensão do veículo”

O certo, como venho dizendo faz tempo, única solução em curto e médio prazos para conseguir o dinheiro que tanto custa a chegar e é sempre insuficiente, é passar os Parques Nacionais, e outras UCs que tenham atrativos suficientes, para a exploração da iniciativa privada, mantendo apenas a gestão ambiental a cargo do ICMBio.

parque nacional dos lençóis maranhenses
4×4 adaptado aos turistas

Enquanto não se faz isso, aumentam os problemas, o montante de investimento necessário para adequar os Parques aos visitantes, e a indenização aos antigos proprietários.

Turismo nos Parques Nacionais

A propósito do turismo nos Parques Nacionais, e outras questões tratadas neste post, vale a pena ler a entrevista do antigo presidente do ICMBio, Roberto Vizentin, que dá pistas das dificuldades impostas pela má gerência, a burocracia, e até as metas do Governo Federal que não incluem como prioridade aquelas ligadas ao meio ambiente. Leia especialmente a partir da pergunta “A visitação em Unidades de Conservação.”

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
A mata ciliar do rio Preguiças

SERVIÇOS

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está aberto o ano todo. O melhor período para a visitação é entre Maio e Outubro, tempo em que as lagoas estão cheias. Mesmo assim é bom consultar os responsáveis antes de marcar a viagem. As cidades de entrada são Barreirinhas e Santo Amaro. A primeira é mais agitada, com mais opções de restaurantes, bares, hotéis e pousadas. Mas Santo Amaro também tem seu charme e beleza, apesar de ter menos serviços, e hotelaria em menor escala.

Maiores informações:

COORDENAÇÃO REGIONAL / VINCULAÇÃO: CR5 – Parnaíba

ENDEREÇO / CIDADE / UF / CEP: Rua do Cantinho, s/n, povoado de Cantinho, Barreirinhas-MA

TELEFONE: (98) 33491267/VOIP (61) 3103-9836

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8 COMENTÁRIOS

  1. Muito bem relatada todas as informações o que me deixa triste é que as embarcações continuam revirando o fundo de nossa costa oriental, matando não só tartarugas e golfinhos como toda vida marinha e mesmo assim não é feito nada. Espero ver o dia que a sociedade civil inicie um movimento de educação ambiental para as famílias locais cuidem do parque e organizem essa visitação.

    parabéns pela matéria.

    • Olá, Rogério, bem- vindo a bordo do Mar Sem Fim! Eu também espero ansioso por esse dia, amigo. Você pode ajudar muito, conversando sobre isso com seus amigos, compartilhando as matérias nas redes sociais, e sempre convocando todos a participarem desse movimento. Vamos à luta, e conte sempre conosco. Abraços, volte sempre!

  2. Lençóis maranhenses e uns dos melhores e mais belos locais do Brasil que tem que ser preservado para o bem de toda humanidade deste mundo.
    Foi Deus que deu para os Brasileiros e para todos que vive neste mundo.
    Por isso tem que ser preservados a todo o custo.

  3. Venho acompanhando a série do Mar Sem,
    Sobre as unidades de conservação. E recomendo a todos. Tenho apreendido bastante coisas que nem fazia idéia. Exemplo: questão muitos abastados estarem lotando como seus o MAR.
    Colocando bóias, para aparecer que estão criando lagosta.

      • João Lara Mesquita, Boa Noite.

        Meu nome é Giovane sou biólogo fascino-me cada vez que vejo esse riquíssimo trabalho seu, digno de uma obra prima dos ambientes naturais, grande repórter….Meu parabéns.

        Gostaria de saber se a produção do programa necessita de pessoas que possam acrescentar nas matérias, seria um sonho poder colaborar em teu trabalho. Como estou saindo da faculdade seria uma tremenda oportunidade de conhecer esse Brasil nosso…lindo…enorme. Tenho estudado esses 4 anos pra buscar isso…..isso que me motivou a me entregar de paixão ao meio ambiente. Caso houvesse essa oportunidade realmente, gostaria muito de poder ingressar em tua equipe, faria com todo o prazer.

        Agradeço a leitura de minha mensagem.

        Saudações Biológicas;
        Continue com este trabalho lindo.
        Até Mais
        Giovane

        • Olá, Giovane, muito obrigado pela audiência e sua generosidade comigo. Infelizmente não tenho como atende-lo. A série já está no fim. Estamos gravando as últimas UCs do Pará. Em seguida faremos as duas do Amapá encerrando as gravações. Além disso, tenho pouquíssima verba. Não tenho como contratar mais ninguém.Seja como for, agradeço pelo interesse. Grande abraço e até breve?

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